A decepção com o Maicon doeu, mas a dor foi rapidamente engolida por algo muito maior: a superação. No entanto, o que Maicon havia deixado para trás não era apenas a lembrança de uma traição; ele havia despertado uma Maria insaciável. Eu tentava seguir minha rotina, ser a esposa perfeita para o Tiago, a mãe dedicada que meus filhos precisavam, mas algo gritava dentro de mim, uma necessidade física que parecia ter vida própria. Eu não podia, sob hipótese alguma, me envolver com ninguém do meu círculo social. O risco para a minha família era alto demais, e eu os amava demais para colocá-los em perigo. Mas, no silêncio da minha mente, a lembrança daquela tarde às cegas continuava a me assombrar. Eu me lembrava, com riqueza de detalhes, de como aquele estranho sem rosto havia me comido bem comida. A vontade de sentir novamente aquela pica me preenchendo daquela forma, expandindo meus limites e me levando a uma dimensão de prazer quase dolorosa, tomava conta dos meus desejos diários. Na academia, eu percebia os olhares. Havia homens atirados, caras que claramente me desejavam, mas eu jamais dava brecha. Sabia que o perigo morava na proximidade. Ainda assim, a minha necessidade de reviver aquela sensação só aumentava. Comecei a buscar relatos na internet sobre homens dotados e percebi que aquela era a minha verdadeira obsessão: eu precisava encontrar outra pica daquele calibre para alcançar o prazer que meu corpo agora exigia. Foi assim que criei um perfil falso em um site de relacionamentos. Ali, protegida pelo anonimato, dei asas ao que procurava. No início, deparei-me com muitos tarados de plantão, mensagens vulgares que não me despertavam nada. Mas, depois de algum tempo, um homem com um papo melhor apareceu. A conversa fluiu de forma inteligente, envolvente... até que ele me mandou uma foto de sua intimidade. Naquele instante, eu perdi o jogo. Ele era superdotado, algo completamente fora do normal. Era exatamente o que eu estava buscando. Mergulhei de cabeça nas conversas, confidenciando meus fetiches e desejos mais profundos. Ele ficou enlouquecido com os meus relatos e, em um momento de pura audácia, enviei uma foto do meu corpo, sem revelar o rosto. Ao ver minhas curvas, ele ficou fascinado. Minha bunda o deixou completamente obcecado. Ele morava longe, em outro estado, mas logo se propôs a viajar até a minha cidade apenas para me ver. Para garantir que ele realmente viria e apimentar ainda mais o jogo, enviei mais fotos da minha bunda. Ele aceitou o desafio, mas impôs uma condição clara: — Eu vou. Mas com uma condição: eu vou comer esse seu cuzinho gostoso. O pavor do meu antigo trauma e o tamanho dele me fizeram recuar, mas o desejo falou mais alto. Tentei negociar: — Eu não aguento, de verdade... é grande demais. Mas eu deixo você colocar só a cabecinha. Só para eu sentir. — Combinado. Eu coloco só a cabecinha, bem devagar — ele respondeu. Depois de um mês de expectativa e ansiedade pura, ele finalmente chegou à minha cidade. Nós nos encontramos e, inicialmente, ele parecia o homem perfeito. Era bonito, extremamente cheiroso e, quando nos despimos no quarto de motel, comprovei que ele era realmente enorme. Começamos as preliminares e o ato em si. A entrega foi intensa; a sensação daquela pica enorme me preenchendo me fez gozar rapidamente, envolvida pelo calor do momento. Mas o tom dele mudou de repente. Ele começou a ficar agressivo, me segurando com força e me tratando como uma verdadeira puta. No início, a adrenalina me fez gostar daquilo. Até que ele decidiu que era hora de cumprir a promessa. Ele me virou de costas, me prensando na cama, e pegou o lubrificante. — Calma... lembra o que a gente combinou? — pedi, sentindo o medo gelando minha espinha. — Só a cabecinha. Por favor. — Que só a cabecinha o quê, sua puta? — a voz dele veio fria, sem qualquer traço do homem simpático das mensagens. — Você me fez viajar até aqui, me mandou foto dessa bunda rabetuda e agora quer arregar? Ele empurrou o membro contra mim. A dor foi imediata e dilacerante. Eu tencionei o corpo inteiro, sentindo que estava sendo rasgada ao meio. — Para! Por favor, para! Está doendo muito, eu não aguento! — gritei, tentando me desvencilhar, mas o peso do corpo dele me esmagava contra o colchão. — Cala a boca! — ele gritou, desferindo um tapa violento na minha bunda que ecoou pelo quarto. — Eu vou comer o seu cuzinho para você aprender a nunca mais provocar um homem e depois desistir. Você não mandou foto da sua bunda? Agora vai aguentar tudo! Eu estava em um motel na minha própria cidade. Não podia gritar por socorro, não podia chamar a polícia, não podia deixar que ninguém descobrisse que eu estava ali. O medo da exposição e a força física dele me forçaram a uma submissão brutal. Ele me possuiu com violência, ignorando meus choros e meus apelos de dor. Em meio ao sofrimento físico insuportável e ao pânico, minha mente não aguentou a pressão. Minha vista escureceu e eu apaguei. Quando recuperei os sentidos, o quarto estava silencioso, exceto pelo barulho do chuveiro ao fundo. Tentei me mexer, mas meu corpo pesava toneladas. Minha cabeça latejava de dor e uma queimação insuportável vinha da minha intimidade. Senti um cheiro ruim e, ao olhar para o lençol, percebi com profunda humilhação que, devido à violência do ato e à perda de consciência, fezes haviam saído de mim. Eu estava suja, machucada e completamente destruída por dentro. O chuveiro desligou. Ele saiu do banheiro, já se vestindo, com uma frieza assustadora. Juntei minhas forças, sentindo as lágrimas escorrerem sem controle pelo meu rosto. — Por favor... me deixa tomar um banho. E me leva embora daqui, por favor... — solucei, sem conseguir conter o tremor no meu corpo. Ele apenas me olhou com desdém, sem dizer uma palavra, e gesticulou para que eu fosse logo. Entrei no chuveiro chorando convulsivamente, tentando lavar não apenas a sujeira física, mas a mancha invisível que havia se instalado na minha alma. Depois que me vesti com dificuldade, entramos no carro dele. O silêncio durante o trajeto era sufocante. Quando ele parou no local exato onde havia me pegado, ele se virou para mim, com um olhar ameaçador: — Olha aqui. Se você abrir a boca para contar isso para qualquer pessoa, eu tenho fotos suas aqui no meu celular. E eu sei muito bem como achar as pessoas da sua cidade. Se você der uma de esperta, eu espalho tudo. Considera isso o seu cala a boca. Eu não conseguia nem responder. Apenas abri a porta do carro, saí e caminhei até o meu veículo, trêmula e apavorada. Eu só queria a segurança da minha casa. Queria o abraço do meu marido, o barulho dos meus filhos correndo pela sala. Queria o meu mundo de volta. Ao entrar em casa e me trancar no banheiro, olhando para o meu reflexo pálido e com os olhos vermelhos, a ficha finalmente caiu com o peso de uma tonelada. Eu havia flertado com o perigo até que o perigo me devorasse. O preço de buscar aquele prazer extremo tinha sido a minha dignidade e quase a minha vida. Ali, abraçada aos meus próprios joelhos no chão do banheiro, decidi que bastava. Meus desejos quase me destruíram, mas aquele pesadelo seria o meu limite definitivo. Era hora de colocar, de uma vez por todas, a minha vida de volta nos trilhos.
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