Cunhadinha ninfeta - 1

Ricardo tinha quarenta e um anos e o tipo de presença que não precisava gritar para ser notada. Alto, ombros largos de quem nunca deixou a academia de lado mesmo trabalhando em casa, mãos grandes e veias marcadas no antebraço quando digitava. Cabelo escuro com alguns fios prateados nas têmporas, barba sempre bem aparada, voz baixa e educada. Era o homem que a família da esposa apontava como exemplo: trabalhador, fiel, presente, o tipo que nunca atrasava uma conta nem levantava a voz. Home office desde a pandemia, escritório improvisado no quarto de hóspedes do apartamento amplo no bairro silencioso. A esposa, Helena, era enfermeira do hospital central e fazia plantões longos — três noites seguidas, às vezes. A casa ficava quieta.
Foi nesse silêncio que Sofia começou a aparecer com mais frequência.
A irmã mais nova de Helena. Dezoito anos completos havia poucos meses, ainda com aquele ar de quem estava aprendendo a ocupar o próprio corpo. Magra, ombros finos, seios pequenos e pontudos que o top de academia não fazia questão de esconder. Bunda firme, de quem andava rápido e subia escadas sem perder o fôlego. Gostava de saias curtas — jeans desbotado ou tecido leve que balançava quando ela passava pela porta do escritório de Ricardo carregando um copo de água ou perguntando se ele queria café. Às vezes usava só o top e a saia, cabelo preso num rabo de cavalo alto, pele morena clara ainda com cheiro de sabonete de adolescente.
Helena a tinha criado praticamente sozinha depois que a mãe morreu. Por isso Sofia tratava a casa do casal como extensão da própria. Dormia no sofá da sala quando a irmã fazia plantão, deixava a mochila jogada no chão, ligava a televisão baixa e estudava no chão da sala com as pernas dobradas de lado, a saia subindo um pouco demais na coxa.
Ricardo percebia.
Não queria perceber. Ajeitava os óculos, voltava a tela do computador, focava no relatório. Mas o barulho dos pés descalços no piso frio, o perfume leve de fruta que ela usava, o jeito que ela se inclinava sobre a mesa da cozinha para pegar algo no armário alto… tudo isso entrava pelo canto do olho e ficava.
Ele se levantava, ia até a cozinha, enchia o copo de água com calma excessiva.
— Precisa de alguma coisa, Sofia?
Ela sorria de lado, aquele sorriso que ainda não sabia se era inocente ou não.
— Só água mesmo, tio. Tá quente hoje.
“Tio.” A palavra saía fácil da boca dela, mas o olhar demorava um segundo a mais do que deveria.
Ricardo acenava, voltava para o escritório e fechava a porta com um clique suave. Sentava, respirava fundo, abria a planilha de novo. Do lado de fora, o som da saia raspando nas coxas dela enquanto ela andava de um lado para o outro da sala continuava.
Ele era o homem certo. O exemplo. O marido de Helena.
E ainda assim, pela primeira vez em anos, sentia o corpo reagir antes da cabeça conseguir impedir.
Era uma tarde de quarta-feira. Helena estava no hospital desde a madrugada e só voltaria no dia seguinte. A casa estava quieta demais.
Sofia apareceu na porta do escritório de Ricardo com o cabelo preso num coque alto e uma camiseta velha de academia que subia toda vez que ela levantava os braços.
— Rick… você tem uma escada aqui?
Ele levantou o olhar da tela.
— Tem. No quarto de serviço. Por quê?
— Quero limpar em cima daquele armário alto da cozinha. Tá cheio de poeira e a Helena fica reclamando.
Ricardo franziu a testa.
— Deixa pra depois. É alto demais.
Mas ela já tinha sumido. Minutos depois ele ouviu o barulho metálico da escada sendo aberta na cozinha. Levantou-se, caminhou até lá e parou no vão da porta.
Sofia estava no segundo degrau de cima, descalça, a saia jeans curta subindo conforme ela se esticava para alcançar o fundo do armário. O top preto colado ao corpo mostrava a curva pequena e firme dos seios. As pernas magras e tonificadas ficavam bem na altura dos olhos dele.
— Sofia, desce daí agora.
Ela olhou por cima do ombro, sorrindo.
— Relaxa, Rick. Eu consigo.
— Você é louca. Se escorregar…
— Não vou escorregar.
Ele avançou mesmo assim e segurou os dois lados da escada com as mãos grandes.
— Eu seguro. Desce com calma.
— Não precisa…
— Eu seguro.
A frase saiu mais baixa, mais firme. Sofia parou de argumentar. Continuou limpando, o corpo inclinando um pouco para a frente, a bunda subindo naturalmente na sua direção. A saia subiu mais. Ricardo, embaixo, teve a visão direta: a parte interna das coxas, a curva firme do quadril, o tecido fino da calcinha branca que ela usava.
Ele engoliu em seco.
O erro foi exatamente esse: ter insistido em ficar ali embaixo.
O cheiro leve do sabonete dela descia junto com o calor do corpo. Cada movimento dela fazia a escada tremer de leve nas mãos dele. Ricardo mantinha o olhar preso no metal da escada, mas era impossível. A pele morena, a sombra entre as pernas, o jeito que ela se equilibrava na ponta dos pés…
— Pronto — ela disse, a voz um pouco ofegante. — Já limpei.
Desceu um degrau. Depois outro. Quando chegou mais perto dele, ainda na escada, o corpo dela ficou quase encostado no peito de Ricardo. Ela olhou para baixo e sorriu de canto.
— Viu? Não caí.
Ricardo não respondeu de imediato. As mãos ainda seguravam a escada, os nós dos dedos brancos. O coração batia forte demais para um homem que sempre se orgulhara de se controlar.
— Desce logo — murmurou.
Sofia desceu o último degrau. Os pés tocaram o chão, mas ela não se afastou de imediato. Ficou perto demais, olhando para cima, para o rosto dele.
— Obrigada, Rick.
A palavra saiu macia. Quase um gemido baixinho.
Ricardo soltou a escada, deu um passo para trás e passou a mão no cabelo.
— Da próxima vez me chama antes de subir em qualquer lugar. Entendeu?
Ela assentiu, ainda sorrindo daquele jeito que ele já começava a reconhecer como perigoso.
— Entendi.
Sofia dobrou a escada com calma, o tecido da saia subindo de novo quando ela se inclinava. Ricardo virou o rosto e voltou para o escritório, fechando a porta com mais força do que o necessário.
Do outro lado, ele se sentou, apoiou os cotovelos na mesa e ficou olhando a tela preta do computador por um tempo longo demais.
Ele tinha errado.
E sabia exatamente onde.
Ricardo trancou a porta do escritório por reflexo. Sentou, apoiou os cotovelos na mesa e passou as duas mãos no rosto.
“Porra…”
A palavra saiu baixa, quase um grunhido. Ele ainda sentia o cheiro dela grudado na pele. A imagem da saia subindo, a calcinha branca, a curva daquela bunda firme logo acima da cabeça dele… tudo isso batia atrás dos olhos como um flash que não queria apagar.
“Eu tô doente. É a cunhada. A irmã da Helena. A menina que a gente praticamente criou.”
Ele respirou fundo, tentando acalmar o corpo. O volume entre as pernas ainda estava pesado, inconveniente, traidor. Ajustou a calça com irritação e abriu o computador de novo, forçando a concentração nos números.
Do lado de fora, ouviu passos leves.
A porta foi aberta devagar. Sofia entrou carregando um copo de suco gelado. Estava descalça, a mesma saia curta, o top preto agora um pouco mais solto no peito. Parecia menor ainda naquele momento — ombros estreitos, pescoço fino, o coque alto deixando a nuca exposta.
— Trouxe pra você — disse com a voz mansa, quase infantil. — Você ficou vermelho lá na cozinha. Achei que tava com calor.
Ricardo engoliu em seco.
— Não precisava.
Ela se aproximou da mesa e colocou o copo bem perto da mão dele. Em vez de sair, ficou parada, brincando com a borda da saia entre os dedos, olhando para o chão como quem não sabe bem o que fazer com o próprio corpo.
— Você tá bravo comigo, Rick?
A pergunta saiu baixa, dengosa. O jeito que ela inclinou a cabeça, o olhar de baixo para cima, a boca levemente aberta… tudo parecia inocente. Mas havia alguma coisa ali. Um pequeno atraso no sorriso. Um segundo a mais de silêncio.
— Não estou bravo — ele respondeu, a voz mais rouca do que gostaria. — Só… não sobe mais em escada sozinha. É perigoso.
Sofia assentiu várias vezes, rápida, como uma menina sendo ralhada.
— Tá. Desculpa.
Ela deu um passinho para o lado da mesa, quase encostando a coxa no braço da cadeira dele. O tecido da saia roçou de leve o tecido da calça de Ricardo. Foi só um segundo. Talvez nem tenha sido de propósito.
Mas ele sentiu.
Sofia fingiu não perceber. Pegou um grampo que tinha caído no chão (ou será que ela mesma deixou cair?) e se abaixou bem devagar na frente dele. A saia subiu de novo. Dessa vez não tanto quanto na escada, mas o bastante para Ricardo ver a parte alta das coxas e o começo da curva da bunda.
Ele desviou o olhar com violência, como se tivesse levado um tapa.
“Eu tô vendo coisa. É só uma menina. Ela não tem a menor ideia…”
Mas a dúvida já estava plantada.
Sofia se levantou, o grampo entre os dedos, e sorriu daquele jeito limpo, de quem nunca pensou em nada sujo na vida.
— Vou deixar você trabalhar. Se precisar de alguma coisa… me chama, tá?
Ela saiu andando devagar, os pés descalços fazendo barulhinho no piso. Antes de fechar a porta, olhou por cima do ombro uma última vez.
— Obrigada por me segurar lá em cima, Rick.
A porta se fechou.
Ricardo ficou imóvel. O coração batia forte demais. A culpa vinha em ondas quentes: “É a irmã da minha esposa. Ela tem dezoito anos. Eu sou um homem casado. Eu sou o exemplo.”
Mas por baixo da culpa, outra coisa crescia. Mais suja. Mais pesada.
Ele olhou para o copo de suco que ela deixara. A marca dos lábios dela ainda estava na borda.
Ricardo passou a mão no rosto de novo e murmurou, só para si:
— Merda…

Helena chegou por volta das sete da noite, ainda de jaleco branco dobrado no braço e o cabelo preso num coque cansado. Entrou pela porta da cozinha, deixou a bolsa na mesa e foi direto ao varal da área de serviço.
— Cheguei — anunciou, a voz baixa de quem passou o dia inteiro em pé.
Ricardo saiu do escritório. Ela se aproximou, deu um beijo rápido nele, quase de passagem, e sorriu com cansaço.
— Dobrei as roupas que estavam no varal. Pode guardar pra mim? Estou morta.
Ele acenou.
— Pode deixar.
Helena já estava subindo as escadas para o banho quando ele pegou o cesto. Roupas limpas, cheiro de amaciante, camisetas, shorts, algumas calcinhas de renda preta e nude que ele conhecia de cor. No meio delas, porém, havia uma diferente.
Pequena. Branca. De algodão fino, com um lacinho discreto na frente e a borda um pouco mais baixa nas laterais. Claramente de outra pessoa.
Ricardo segurou a peça entre os dedos. O tecido ainda quente do sol.
— Helena — chamou, a voz controlada demais.
Ela parou no meio da escada.
— Hm?
— Essa calcinha… é nova?
Helena olhou de longe, franziu o nariz e deu de ombros.
— Não é minha. Deve ser da Sofia. Ela deixa as coisas misturadas toda vez que dorme aqui. Joga no cesto junto.
E desceu o resto da frase já sumindo no corredor:
— Guarda tudo aí, amor. Depois a gente vê.
A porta do banheiro se fechou.
Ricardo ficou parado no meio da cozinha, a calcinha branca ainda na mão. O coração deu um solavanco feio. Ele olhou em volta, como se alguém pudesse estar vendo, e, num movimento quase automático, amarrou a peça e enfiou no bolso da calça.
Sabia que era errado.
Sabia que era doentio.
Mesmo assim, a mão ficou dentro do bolso, apertando o tecido fino contra a coxa.
-
Mais tarde, Helena já dormia profundamente no quarto, exausta do plantão. A casa voltou ao silêncio.
Sofia estava na sala, de pernas cruzadas no sofá, mexendo no celular com a tela baixa. Usava um shortinho de dormir e uma camiseta larga que caía de um ombro. Quando Ricardo passou pela porta, ela levantou o olhar e sorriu daquele jeito manso.
— A Helena já dormiu?
— Dormiu.
Ele ficou em pé ali por um segundo a mais do que o necessário. A mão ainda dentro do bolso, sentindo o tecido. A culpa queimava, mas por baixo dela havia outra coisa: uma curiosidade suja, quase física.
Sofia inclinou a cabeça, dengosa.
— Você tá estranho hoje, Rick.
Ele engoliu em seco.
— Sofia… você deixou uma calcinha no cesto de roupa.
Ela piscou, inocente.
— Deixei?
Ricardo tirou a peça do bolso com cuidado, como se fosse algo frágil. A calcinha branca balançou entre os dedos dele, pequena demais na mão grande.
— Essa.
Sofia olhou para a peça, depois para o rosto dele. Por um instante o ar ficou mais denso. Ela não se apressou em pegar. Ficou só observando, a boca entreaberta, o olhar limpo demais para a situação.
— Ah… é minha mesmo — disse baixinho. — Desculpa. Eu esqueci.
Levantou-se do sofá e se aproximou. Em vez de simplesmente estender a mão, parou bem na frente dele, quase colada. O cheiro do sabonete dela subiu de novo. Ricardo sentiu o corpo reagir só de tê-la tão perto.
Sofia pegou a calcinha devagar, os dedos roçando os dele de propósito ou não. Guardou a peça na própria mão e ficou olhando para baixo, brincando com o lacinho entre os dedos.
— Você… guardou no bolso?
A pergunta saiu leve, quase sem acusação. Só curiosidade. Mas o jeito que ela levantou os olhos depois carregava algo mais.
Ricardo sentiu o rosto esquentar.
— Foi… impulso. Não sei.
Sofia mordeu o lábio inferior, aquele gesto pequeno e limpo que sempre fazia quando estava pensando.
— Tá tudo bem, Rick.
Ela não se afastou de imediato. Ficou ali, pequena na frente dele, segurando a própria calcinha como se fosse a coisa mais normal do mundo. O silêncio entre os dois ficou pesado, carregado de tudo que nenhum dos dois estava dizendo.
Ricardo foi o primeiro a quebrar.
— Vai dormir, Sofia.
Ela assentiu, deu um sorrisinho de canto e se afastou andando devagar em direção ao sofá. Antes de deitar, olhou por cima do ombro mais uma vez.
— Boa noite, Rick.
Ele só conseguiu responder com um aceno de cabeça. Depois subiu as escadas, o bolso agora vazio, mas a sensação daquele tecido fino ainda queimando na palma da mão.
Ricardo desceu da cama no escuro e foi até o banheiro onde Helena terminava de se secar.
Ela ainda tinha o cabelo molhado e o corpo quente do banho. Ele se aproximou por trás, passou os braços na cintura dela e encostou a boca no ombro.
— Vem cá.
Helena riu baixinho, cansada, mas não se afastou.
— Amor, tô morta…
— Só um pouco — murmurou ele, a voz já rouca. — Preciso de você.
Ela virou o rosto e o beijou. Ricardo a carregou até a cama com uma urgência que ela não viu. Foi rápido, quase desesperado. Ele enterrou o rosto no pescoço dela, mordeu de leve, empurrou com força, como se quisesse apagar alguma coisa que estava queimando por dentro. Helena gemeu baixinho, cansada mas receptiva. Quando terminou, ele ficou deitado de bruços, o corpo pesado, e dormiu quase na hora.

No dia seguinte o despertador da Helena tocou tarde demais. Ela se levantou num sobressalto, xingou baixo, vestiu o jaleco em cima da roupa de dormir e beijou a testa de Ricardo ainda deitado.
— Atrasei. Te vejo à noite.
A porta bateu.
Ricardo abriu os olhos. Estava duro. Duro de um jeito que doía. A imagem da escada, da calcinha branca, do olhar de Sofia… tudo voltava sem pedir licença. Ele se sentou na beira da cama, passou a mão no rosto e respirou fundo.
“Eu preciso parar com isso.”
Decidiu ajudar. Lavar a roupa, organizar a casa, fazer alguma coisa útil. Algo que o fizesse se sentir menos imundo. Desceu, juntou o cesto de roupas sujas, separou as peças da Helena, as camisetas dele… e parou.
A calcinha branca não estava ali.
A que Sofia usava ontem na escada. Aquela com o lacinho. Ele tinha visto ela usando. Tinha sentido o cheiro. E agora não estava no cesto.
Procurou de novo. Revirou as roupas. Olhou atrás da máquina, no banheiro, até no sofá onde ela tinha dormido. Nada.
Sofia apareceu na cozinha por volta das dez, ainda de shortinho e camiseta larga, cabelo solto, cara de quem acabou de acordar. Viu Ricardo parado no meio da área de serviço e franziu o cenho, dengosa.
— O que foi?
Ele hesitou. A culpa já estava subindo pela garganta, mas a obsessão falava mais alto.
— Sofia… a calcinha branca que você estava usando ontem. A de algodão, com lacinho.
Ela piscou, parou de andar.
— Ué…
Ricardo engoliu em seco.
— Não está no cesto. Você tirou e guardou em algum lugar?
Sofia ficou olhando para ele por um segundo longo demais. O sorriso inocente apareceu devagar, mas os olhos tinham um brilho diferente.
— Como você sabe qual é a minha calcinha, Rick?
A pergunta saiu baixa, quase sem acusação. Só estranheza. Mas o ar entre os dois ficou imediatamente mais denso. Ela inclinou a cabeça, brincando com a barra da camiseta entre os dedos, pequena e limpa na frente dele.
— Você… prestou atenção nela?
Ricardo sentiu o rosto esquentar. A mão que segurava a borda do cesto apertou com força.
— Eu só… vi ontem. Quando você estava na escada. E agora não achei.
Sofia mordeu o lábio inferior, aquele gesto que ele já estava começando a conhecer demais. Deu um passinho para mais perto, a voz mansa, quase infantil.
— Ah… eu lavei na mão ontem à noite. Tá secando no banheiro de cima.
Ela não se afastou. Continuou olhando para ele de baixo para cima, o corpo pequeno quase encostando no dele.
— Você tava procurando ela… por quê?
Ricardo não respondeu de imediato. O silêncio ficou carregado, quente, perigoso. Ele podia sentir o cheiro dela de novo. Podia ver o começo das coxas abaixo do shortinho. E a pergunta dela ainda ecoava na cabeça, como uma faca fina:
“Como você sabe qual é a minha calcinha?”
Ele passou a língua nos lábios secos e murmurou, a voz baixa demais:
— Só… achei que tinha se perdido.
Sofia sorriu de canto, aquele sorriso limpo que escondia as unhas.
— Não se perdeu, Rick.
E ficou ali, parada, esperando ver o que ele ia fazer com aquela informação.
Ricardo passou a mão no pescoço, tentando parecer casual.
— Beleza. Vou pegar.
Subiu as escadas sem olhar para trás. No banheiro de cima, a calcinha branca estava estendida na barra da cortina, ainda um pouco úmida do lavado à mão. Ele a tirou com cuidado, como se fosse algo frágil, e fechou a mão em torno dela. O tecido fino amarrou entre os dedos. Sem pensar direito, sem decidir de verdade, ele levou a mão até o rosto.
Cheirou.
O cheiro era leve, de sabonete e pele, e algo mais íntimo, quente, que fez o estômago dele revirar de um jeito sujo. Ele ficou ali um segundo a mais do que deveria, os olhos fechados, antes de descer de novo.
Sofia ainda estava na cozinha, encostada na pia, esperando. Quando ele apareceu com a mão fechada, ela franziu o cenho.
Ele abriu os dedos na frente dela. A calcinha amassada, quente da palma da mão dele.
E então, sem conseguir segurar, cheirou de novo. Devagar. Bem na frente dela.
Sofia arregalou os olhos.
— Ué… o quê? Por quê?
A voz saiu pequena, espantada, quase sem ar.
Ricardo olhou para a peça, depois para ela. A resposta que saiu foi baixa, rouca, e mínima demais:
— Muito bom.
Só isso.
O silêncio que veio depois foi diferente de todos os outros. Sofia não sorriu de imediato. Não fez o gesto dengoso de morder o lábio. Ficou só olhando para ele, a boca entreaberta, as bochechas levemente coradas. Algo mudou no jeito que ela respirava. Algo pequeno, quase imperceptível, mas real.
Ricardo sentiu o peso da própria merda subir pela garganta. Empurrou a calcinha na direção dela com mais força do que o necessário.
— Pega logo.
Ela pegou. Os dedos roçaram os dele de novo. Dessa vez nenhum dos dois fingiu que não sentiu.
Sofia guardou a peça na mão e deu um passinho para trás, mas o olhar não baixou. Continuou preso no rosto dele, curioso, confuso, e um pouco… acordado.
Ricardo virou o rosto, a mandíbula travada.
— Para de ficar andando por aí com essas saias curtas o tempo todo — soltou, a voz mais áspera. — Parece que tá pedindo pra alguém olhar.
Sofia piscou, surpresa com o tom.
— Eu sempre usei assim…
— Pois para. E para de deixar roupa íntima espalhada pela casa também. Parece descuidada.
Ele estava tentando afastar. Descascando. Criando distância com palavras mais sujas, mais duras. Mas a forma como ele ainda olhava para a mão dela, onde a calcinha estava amassada, entregava tudo.
Sofia não respondeu de imediato. Só inclinou a cabeça de leve, aquele gesto antigo, mas agora carregado de outra coisa. Um brilho diferente nos olhos. Menos inocente. Mais atento.
— Tá bom, Rick — disse baixinho.
E virou de costas, andando em direção à sala. O shortinho subiu um pouco quando ela se moveu. Ricardo acompanhou com o olhar antes de conseguir desviar.
Ele ficou sozinho na cozinha, as mãos ainda cheirando a ela, o corpo tenso, a cabeça repetindo a mesma frase nojenta:
“Muito bom.”
E o pior de tudo: ele já sabia que ia querer ouvir aquilo de novo.
Sofia não respondeu na hora. Guardou a calcinha, virou de costas e sumiu na sala. Mas o jeito que ela fechou a porta do banheiro depois foi seco, sem o sorrisinho de sempre.
Ricardo tentou trabalhar. Abriu três planilhas, respondeu e-mails, colocou fone de ouvido. Nada adiantava. O cheiro dela ainda estava na mão.
No meio da tarde ela reapareceu.
Não falou quase nada. Só passou pela porta do escritório algumas vezes, sempre de shortinho e camiseta larga, sempre demorando um segundo a mais para atravessar o vão. Quando ele levantava o olhar, ela já estava de costas, o tecido subindo um pouco nas coxas. Nunca olhava direto. Nunca provocava de frente. Só existia ali, pequena, silenciosa, e de algum jeito mais pesada do que antes.
Ele ficou mais áspero.
— Para de ficar andando descalça o tempo todo. Faz barulho.
— Fecha a porta quando for no banheiro.
— Essa camiseta tá transparente demais. Coloca outra coisa.
Cada frase saía mais dura, mais de carrasco, tentando criar distância. Sofia só assentia com a cabeça, o rosto neutro, e continuava do mesmo jeito. Ou piorava, sem parecer que estava piorando.
No final da tarde ela se jogou no sofá da sala. Ligou a televisão num volume baixo. Chiquititas. A novelinha antiga que ela ainda assistia às vezes. Deitou de lado, as pernas encolhidas, o shortinho subindo o bastante para mostrar a curva da bunda. A camiseta escorregou de um ombro. Um braço por baixo da cabeça, o outro solto. Os lábios entreabertos. Parecia dormindo.
Ricardo saiu do escritório para pegar água e parou no vão da porta.
Ficou olhando.
O peito dela subia e descia devagar demais. O shortinho estava torto de um jeito que não parecia acidente. A pele da coxa brilhava um pouco com a luz da televisão. Ele engoliu em seco, sentiu o corpo reagir outra vez, e odiou a si mesmo por isso.
Foi quando a chave girou na porta.
Helena entrou, cansada, a bolsa pendurada no ombro.
— Nossa, que silêncio…
Ricardo desviou o olhar na hora, como se tivesse sido pego. Foi até a cozinha, abriu a geladeira sem necessidade.
Helena viu a irmã no sofá e sorriu.
— Coitada, dormiu no meio da novela de novo.
Deixou a bolsa na mesa e subiu direto para o banho. Minutos depois a voz dela ecoou pelo corredor, abafada pela água:
— Amor! Leva a Sofia pra cama pra mim? Tô morrendo de sono e vou demorar aqui. Coloca ela lá no quarto de hóspedes.
Ricardo fechou os olhos por um segundo.
Não tinha como recusar.
Caminhou até o sofá. Sofia continuava “dormindo”, a respiração mansa, o corpo mole. Ele se abaixou, passou um braço por baixo das costas e outro por baixo das coxas. Ela era leve. Quase assustadoramente leve. O shortinho subiu mais quando ele a ergueu. A camiseta escorregou, revelando a curva pequena do peito. O cabelo dela roçou o pescoço dele. O cheiro de sabonete subiu forte.
Sofia murmurou alguma coisa baixinha, como quem está sonhando, e encostou o rosto no peito dele. Os lábios quase tocaram a pele acima da gola da camisa.
Ricardo subiu as escadas com ela no colo, o coração batendo alto demais. Cada degrau era um erro. Cada segundo com o corpo dela colado no dele era pior.
No quarto de hóspedes ele a deitou com cuidado. Tentou ajeitar o shortinho, mas os dedos roçaram a pele quente da coxa. Sofia se mexeu, virou de lado, e uma das mãos dela acabou caindo em cima da mão dele. Ficou ali. Quente. Parada.
Ele não tirou de imediato.
Por um segundo longo demais, os dois ficaram assim: ela “dormindo”, ele ajoelhado ao lado da cama, a mão presa debaixo da dela, o volume entre as pernas latejando, a culpa queimando a garganta.
Sofia abriu os olhos só um pouco. O suficiente para ele ver.
Não disse nada.
Só olhou.
Ricardo retirou a mão como se tivesse levado um choque, se levantou rápido demais e saiu do quarto sem olhar para trás.
Ricardo mal tinha fechado a porta do quarto de hóspedes quando a voz de Helena ecoou do banheiro:
— Amor… coloca um pijama nela, por favor. Ela não se cobre direito. Ainda dorme igual menininha. Tem aquele de calça e camisa no primeiro gaveteiro.
Ele parou no corredor, a mandíbula travada.
“Merda.”
Voltou para o quarto. Sofia continuava deitada do mesmo jeito, a respiração mansa, o shortinho torto, a camiseta escorregada. A luz do corredor entrava pela fresta e desenhava a curva da coxa dela.
Ricardo abriu a gaveta. Achou o pijama: calça de moletom cinza clara e camisa de botão, ambas pequenas, de adolescente. Segurou as peças na mão e olhou para ela.
O certo era colocar por cima. O certo era não tocar na pele. O certo era ser o homem de juízo que ele sempre se orgulhara de ser.
Ele não fez o certo.
Ajoelhou-se ao lado da cama. Os dedos grandes tocaram a barra do shortinho. Puxou devagar. Sofia não se mexeu. Continuou “dormindo”, os lábios entreabertos, o corpo mole. O shortinho deslizou pelas coxas, pelos joelhos, pelos tornozelos. Ficou só a calcinha clara, pequena, colada ao corpo.
Ricardo engoliu em seco. O volume entre as pernas já doía.
Passou as mãos pela camiseta. Levantou o tecido com cuidado. Os braços dela se ergueram sozinhos, como se ela estivesse sonhando. A camiseta saiu. Os seios pequenos e pontudos ficaram à mostra por um segundo longo demais. A pele morena clara, os mamilos levemente escuros, o peito subindo e descendo devagar.
Ele desviou o olhar, mas não o bastante.
Vestiu a camisa do pijama primeiro. Passou uma manga, depois a outra. Abotoou os botões um por um, os dedos roçando de leve a pele quente do peito dela. Cada botão era uma tortura. Quando chegou no último, a mão dele tremeu.
Depois a calça.
Levantou uma perna dela, depois a outra. O tecido do moletom deslizou pela pele. Quando chegou na altura dos quadris, ele teve que erguer um pouco o corpo dela. A calcinha ficou marcada por baixo do tecido fino. Ricardo ajeitou a cintura da calça com as duas mãos, os polegares quase entrando por baixo do elástico.
Sofia murmurou alguma coisa baixinha, virou o rosto para o lado, e uma das mãos dela caiu em cima da coxa dele. Ficou ali. Quente. Parada.
Ele não tirou.
Ficou ajoelhado, olhando para ela vestida no pijaminha, o cabelo bagunçado na almofada, a boca entreaberta, o peito subindo e descendo sob a camisa de botão. Parecia ainda menor. Ainda mais perigosa.
Ricardo passou a língua nos lábios secos. A culpa queimava, mas por baixo dela havia um prazer sujo, quase doentio, de ter tirado a roupa dela e vestido outra com as próprias mãos.
Ele ajeitou o cobertor até a cintura dela, se levantou e saiu do quarto sem fazer barulho.
No corredor, apoiou a testa na parede fria e respirou fundo várias vezes.
Do lado de dentro, Sofia abriu os olhos no escuro.
O sorriso que nasceu no canto da boca não tinha nada de inocente.
No dia seguinte Sofia acordou antes de todo mundo.
Ricardo ainda estava no escritório quando sentiu o cheiro de café fresco e ouviu a batidinha leve na porta. Ela entrou carregando uma bandeja pequena: café preto, torradas, uma fatia de queijo. Vestia o mesmo pijaminha da noite anterior, o cabelo solto, o rosto ainda amassado de sono.
— Fiz pra você — disse baixinho, dengosa, colocando a bandeja na beira da mesa. — Você trabalha demais.
Ele murmurou um obrigado sem olhar muito. O corpo ainda lembrava demais das mãos dele deslizando a roupa dela na noite anterior.
Helena acordou pouco depois, animada com o dia de folga. Tomou café rápido, beijou a testa do marido e anunciou:
— Vou fazer umas compras e depois passar no spa. Você vem?
Ricardo nem levantou os olhos da tela.
— Não posso. Surgiu uma emergência de cliente. Vou ficar o dia inteiro nisso.
Helena fez bico, mas não insistiu. Olhou para a irmã:
— E você, Sofiazinha? Quer ir comigo?
Sofia, já sentada no sofá com o controle remoto na mão, balançou a cabeça com ar inocente.
— Quero ficar assistindo desenho. Tô com preguiça de sair.
Helena riu, beijou a cabeça dela e saiu. A porta bateu. O silêncio da casa mudou de peso na mesma hora.
Sofia esperou alguns minutos. Depois se levantou e desapareceu no quarto.
Quando voltou, Ricardo sentiu o cheiro antes mesmo de vê-la.
Perfume. Bastante. O mesmo que Helena usava em ocasiões especiais, mas agora mais forte, quase doce demais. E o vestido… era da irmã. Um vestidinho curto de alcinha, tecido leve, estampa floral discreta. Em Helena caía na altura do joelho. Em Sofia ficava bem mais acima da coxa. O decote, feito para um peito maior, ficava folgado e ao mesmo tempo revelador no corpo magro dela. Os seios pequenos e pontudos marcavam o tecido a cada movimento.
Ela parou na porta do escritório, segurando duas xícaras de café.
— Fiz mais um pouquinho… — a voz saiu mansa, quase cantada. — Quer?
Ricardo levantou o olhar e travou.
O vestido. O perfume. O jeito que ela inclinava a cabeça, o cabelo caindo sobre um ombro, as pernas desnudas. Tudo era um gatilho direto. A imagem da noite anterior — a pele dela, os seios, a calcinha — voltou com força.
Ele engoliu em seco.
— Sofia…
— Hm?
— Esse vestido é da Helena.
Ela olhou para baixo, fingindo surpresa, e deu um sorrisinho pequeno.
— Eu sei. Achei fofo. Posso usar? Ela não vai se importar…
Aproximou-se da mesa e colocou a xícara perto dele. O perfume subiu forte. Quando se inclinou para ajeitar a xícara, o decote abriu o bastante para ele ver a curva interna dos seios e a sombra da pele.
Ricardo apertou o mouse com força demais.
— Vai se trocar.
A frase saiu rouca, de carrasco.
Sofia não se ofendeu. Só ficou parada, olhando para ele de baixo para cima, a xícara ainda na mão, o vestido subindo um centímetro quando ela se mexeu.
— Por quê, Rick? Tá feio em mim?
Ele não respondeu. O silêncio foi a resposta mais perigosa que ele poderia ter dado.
Sofia mordeu o lábio, deu um passinho para trás e saiu andando devagar em direção à sala. O tecido leve balançava a cada passo, marcando a bunda firme, as coxas magras. Ela se jogou no sofá de novo, ligou o desenho num volume baixo e cruzou as pernas de um jeito que o vestido subiu ainda mais.
Ricardo ficou olhando a tela do computador sem ver nada.
O perfume dela ainda estava no ar do escritório.
E ele já sabia que aquele dia ia ser longo demais.
O telefone tocou por volta das sete.
Helena estava animada do outro lado da linha:
— Amor, encontrei a Carla no shopping. A gente resolveu ir ao cinema. Pode ser? Você não se importa, né? Eu trabalho tanto…
Ricardo fechou os olhos por um segundo. Não gostou. Mas engoliu o protesto.
— Vai. Aproveita. Só… não demora demais.
Desligou. Tomou banho demorado, tentando lavar a cabeça. Quando saiu do quarto, de calça e camiseta, o cheiro de perfume ainda pairava no ar.
Sofia estava no sofá.
O mesmo vestidinho da irmã. As pernas encolhidas, o tecido subindo na coxa, a cabeça tombada contra o braço do sofá. A televisão ligada num volume baixo. Dessa vez ela parecia realmente dormindo — a respiração mansa, os lábios entreabertos, o corpo mole.
Ricardo parou no vão da porta e ficou olhando.
Helena ainda ia demorar. E alguma coisa suja dentro dele já tinha decidido.
Aproximou-se sem fazer barulho. Passou um braço por baixo das costas dela e outro por baixo das coxas. Sofia murmurou alguma coisa baixinha, mas não acordou. O corpo leve se acomodou contra o peito dele. O vestido subiu mais. A pele quente das coxas tocou o braço dele.
Ele a carregou escada acima até o quarto de hóspedes. Deitou-a com cuidado na cama. A cabeça dela tombou de lado, o cabelo espalhado no travesseiro. Continuava dormindo.
Ricardo abriu a gaveta e pegou o pijaminha de calça e camisa. Ficou olhando para ela por um segundo longo demais.
Depois puxou a barra do vestido.
O tecido subiu devagar, passou pela cintura, pelos seios, pela cabeça… e caiu no chão.
Ela estava completamente nua.
Nenhuma calcinha. Nenhuma linha de tecido. Só pele. Os seios pequenos e pontudos, os mamilos macios. A barriga lisa. O monte de Vênus sem pelos, a fenda fechada entre as coxas magras. A bunda firme, perfeita, virada um pouco de lado.
Ricardo engoliu em seco. O pau latejou dentro da calça com uma urgência quase dolorosa.
Ele deveria ter vestido o pijama na hora. Deveria ter coberto ela e saído.
Em vez disso, ficou ajoelhado ao lado da cama, olhando.
A mão grande dele subiu e tocou a lateral da cintura dela. A pele estava quente, macia, dormindo. Os dedos apertaram de leve. O polegar deslizou para a frente, roçando a curva inferior do peito. O mamilo endureceu sob o toque, mesmo no sono.
Sofia respirou mais fundo, mas não acordou.
Ricardo inclinou o corpo. A outra mão desceu pela barriga lisa, parou logo acima do monte de Vênus, e os dedos roçaram a pele macia ali. Devagar. Testando. A fenda se abriu um milímetro sob a pressão leve do polegar.
Ele soltou um gemido baixo, quase inaudível.
— Porra…
A boca dele desceu até o peito dela. Beijou o mamilo com cuidado, chupou de leve, sentindo o gosto da pele quente. Sofia se mexeu um pouco, um gemidinho escapou da garganta dela, mas os olhos continuaram fechados.
Ricardo aproveitou.
A mão desceu de vez. Os dedos abriram os lábios dela com cuidado. Estava úmida. Quente. Ele passou o dedo médio no meio da fenda, subindo e descendo devagar, sentindo a umidade aumentar. O polegar encontrou o clitóris pequeno e inchado e fez círculos lentos.
Sofia arquejou no sono. As pernas se abriram um pouco mais, instintivas. O quadril se moveu contra a mão dele.
Ricardo estava duro pra caralho. A culatra da calça apertava. Ele abriu o zíper com a mão livre, tirou o pau para fora e o segurou, quente e latejando, enquanto continuava tocando ela.
A boca voltou para o peito. Chupou o outro mamilo. Os dedos entraram um pouco mais fundo, só a ponta, sentindo o aperto quente. Sofia gemeu de novo, mais alto, o rosto virando de lado, a boca aberta.
Ele podia ter parado.
Não parou.
Os dedos entraram até a metade, devagar, enquanto o polegar continuava no clitóris. O pau latejava na outra mão. Ricardo masturbava devagar, no mesmo ritmo em que fodía ela com os dedos, olhando o corpo nu, dormindo, se contorcendo de leve sob o toque dele.
— Sofia… — murmurou contra a pele dela, a voz destruída. — Que merda você fez comigo…
Ela não respondeu. Só respirou mais rápido, as coxas tremendo, a umidade escorrendo pelos dedos dele.
Ricardo acelerou um pouco. Os dedos entrando e saindo, o polegar girando, a mão no pau apertando com mais força. O cheiro dela subia forte. O som molhado dos dedos preenchia o quarto silencioso.
Ele estava perto. Muito perto.
Ricardo não aguentou mais.
Os dedos entravam e saíam da bucetinha apertada de Sofia, o polegar girando no clitóris inchado, o pau latejando na outra mão. O corpo dela se contorcia de leve no sono, as coxas tremendo, a respiração ofegante. Ele acelerou, apertou o pau com força e gozou.
A porra saiu quente, espessa, em jatos longos que cairam direto na barriga lisa dela. Alguns fios escorreram para o lado, outros ficaram grudados na pele morena, brilhando. Ricardo gemeu baixo, o corpo inteiro tremendo, os olhos semicerrados no prazer sujo.
Ficou ali por alguns segundos, ofegante, olhando a bagunça que tinha feito.
Depois tirou os dedos devagar da bucetinha molhada. Estavam brilhando. Levou à boca e chupou. O gosto era doce, levemente ácido, quente. Maravilhoso. Ele chupou de novo, mais fundo, limpando cada dedo com a língua, os olhos fechados no transe.
Ainda estava com o gosto dela na boca quando ouviu o barulho.
A porta da garagem. O motor do carro. Helena.
O coração disparou.
Não dava tempo de limpar. A porra ainda estava na barriga de Sofia, os dedos dele ainda cheiravam a ela, o pau ainda semi-duro e sujo. Ricardo pegou o pijaminha às pressas. Enfiou a camisa nos braços dela, abotoou dois botões tortos, puxou a calça pelas pernas, ajeitou na cintura. A porra ficou escondida por baixo do tecido. Cobrira até o peito e saiu do quarto quase correndo, fechando a porta com cuidado.
O pau doía. Estava duro de novo só de lembrar.
Helena mal tinha entrado na casa, ainda com a bolsa no ombro e o cheiro de pipoca de cinema, quando ele a alcançou no corredor.
— Sentiu minha falta? — perguntou ela, sorrindo cansada.
Ricardo não respondeu com palavras. Puxou ela pela cintura, beijou a boca com fome, quase agressivo, e a arrastou para o banheiro. Fechou a porta com o pé. Arrancou a blusa dela por cima da cabeça, puxou a calça e a calcinha num movimento só. Virou o corpo dela de costas, empurrou contra a parede fria do box e enfiou de uma vez.
Helena soltou um gemido surpreso.
— Amor… que isso…
Ele não falou. Segurou os quadris dela com força, fodeu fundo, rápido, quase bruto. O pau ainda cheirava a Sofia, ainda tinha o gosto dela na boca, e agora estava descontando tudo na buceta da esposa. Cada estocada era uma tentativa desesperada de apagar a outra. De matar a fome suja que a menina tinha despertado.
Helena apoiou as mãos na parede, gemeu mais alto, o corpo batendo contra o azulejo. Ricardo mordeu o ombro dela, apertou os seios com força, gozou de novo dentro dela com um grunhido abafado.
Ficou parado alguns segundos, ofegante, a testa apoiada na nuca da esposa.
Depois tirou o pau, ainda latejando, e murmurou rouco:
— Tava com saudade.
Helena riu, cansada e satisfeita, e se virou para beijá-lo.
— Nossa… você tava precisando, hein.
Eles se lavaram rápido. Subiram para o quarto. Helena dormiu em minutos, o corpo mole de cansaço e orgasmo.
Ricardo ficou deitado de costas, olhando o teto no escuro.
O gosto de Sofia ainda estava na língua.
A porra dele ainda estava na barriga dela, escondida sob o pijaminha.
E o pau, traidor, já começava a endurecer de novo só de pensar nisso.
Ele fechou os olhos e forçou o sono.
Mas a merda já estava feita.
-
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Comentários


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fernando1souza2 Comentou em 28/07/2026

Q tesão!

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cadinho65 Comentou em 28/07/2026

Que tortura......




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Ficha do conto

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Nome do conto:
Cunhadinha ninfeta - 1

Codigo do conto:
268500

Categoria:
Incesto

Data da Publicação:
28/07/2026

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3

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