Raquel chegou ao consultório do Dr. Rodrigues no final da tarde, quando a luz já entrava de viés pelas janelas e a secretária tinha saído há cerca de uma hora. Tinha quarenta e tal anos e sabia exactamente o efeito que causava. O corpo mantinha curvas tentadoras: seios fartos e pesados que a blusa de seda preta semi-aberta não escondia, cintura marcada, ancas normais e um cu empinado, redondo e firme que a saia justa de tecido elástico realçava a cada passo. A saia, preta e curta o suficiente para revelar as coxas macias quando se sentava, subia ligeiramente com o movimento. Por baixo, lingerie preta de renda: sutiã que empurrava o peito para cima e tanga mínima, o fio fino a desaparecer entre as nádegas. Saltos altos, perfume quente, cabelo solto a cair pelos ombros. Vestia de forma deliberadamente sensual. Desta vez os papéis estavam invertidos. Na visita anterior ela tinha sido cliente dele; nessa ocasião, enquanto discutiam um assunto médico, a mão dele tinha deslizado e apalpado-lhe a coxa, a anca e o cu por cima da roupa. Raquel não o tinha afastado. Agora era ele o cliente da empresa onde ela era responsável financeira. Vinham discutir um investimento que ele queria fazer, e ela tinha vindo pessoalmente tratar do processo. Rodrigues abriu a porta do gabinete com aquele sorriso seguro de cinquentão. O fato impecável, o cabelo grisalho bem cortado, o olhar directo. — Raquel. Que bom vê-la outra vez. Entre. Estamos só os dois, a esta hora. Ela entrou, sentou-se na cadeira em frente à secretária e cruzou as pernas com naturalidade. A saia subiu um pouco. Ele notou. — Então, vamos ao que interessa — começou ele, a voz ainda profissional, embora os olhos já tivessem demorado no decote. — Preparei uma proposta sólida para o investimento que pretendo fazer através da vossa empresa. O projecto prevê uma entrada de capital moderada, com expectativas de valorização consistente a médio prazo. Os cenários que desenhei apontam para um retorno interessante a partir do terceiro ano, com uma margem de segurança razoável nos primeiros vinte e quatro meses. Eu próprio estou a considerar reforçar a posição. Raquel folheou os papéis com atenção, no papel de responsável financeira. — E os prazos exactos de reembolso? Que taxas está a projectar para os primeiros dois anos? A rentabilidade que apresenta parece optimista. Onde estão os pontos de maior risco de liquidez? Rodrigues inclinou-se ligeiramente para a frente. — Boas perguntas. Os prazos estão no anexo B. As taxas dependem do cenário. No mais conservador ficamos confortáveis. No mais agressivo, a rentabilidade sobe bastante. Posso explicar-lhe linha a linha. Ele falou durante alguns minutos, apontando gráficos. Raquel ia interrompendo com questões precisas sobre prazos, taxas e rentabilidade, forçando-o a detalhar. Mas a cada resposta dele havia um olhar mais demorado, uma pausa mais longa. — Na última vez que esteve aqui — disse ele de repente, a voz mais baixa —, a minha mão não se portou muito profissionalmente. Ainda assim, não a vi a afastar-se. Hoje os papéis inverteram-se: agora sou eu o cliente e a senhora quem decide. Mas veio vestida ainda melhor. Essa saia… esse decote. Veio preparada, não veio? Raquel ergueu uma sobrancelha. — E se viesse? O que faz um homem com a sua reputação quando a mulher que já apalpou aparece agora como responsável financeira do investimento que ele quer fazer? Ele sorriu de lado, levantou-se e deu a volta à secretária. — Fechava a porta. Trancava. E desta vez não ficava só pelas mãos. Raquel manteve o silêncio o tempo suficiente para a tensão assentar. Depois descruzou as pernas. — Então tranque. Rodrigues foi até à porta, virou a chave e regressou. Puxou-a pela mão até ficar de pé, virou-a de frente para a secretária e encostou o corpo ao dela. As mãos subiram pela saia justa, agarraram o cu empinado e redondo por cima do tecido e apertaram com força. — Desta vez não me limito a tocar — murmurou contra a nuca dela. — Desta vez vou comer-te. Quero sentir esta cona a apertar-me e este cu redondo na minha mão enquanto te fodo. Mesmo que agora sejas tu quem manda nos números. Raquel arqueou as costas, empurrando o cu contra ele. — Então deixa de falar e mostra. Tira-me a tanga. Ele ajoelhou-se, puxou a saia até à cintura e desceu a tanga de renda até aos tornozelos. A cona ficou exposta, já húmida. Rodrigues abriu-a com os polegares e passou a língua devagar, chupando o clitóris com pressão, enfiando a língua, voltando a circular. — Estás molhada que nem uma puta — disse ele entre lambidas. — Sabia que vinhas molhada. Abre mais essas coxas. Quero lamber-te toda antes de te abrir com o pau. Ela obedeceu. Os dedos dele entraram a seguir, dois, a procurar o ponto certo enquanto a boca continuava no clitóris. Raquel gemia baixo. — Assim… mais fundo… chupa com força. Quero gozar na tua boca, doutor. Ele não parou até ela tremer. O orgasmo veio em ondas, a cona a apertar os dedos dele. Rodrigues levantou-se, abriu as calças, tirou o pau já duro e esfregou a cabeça na entrada molhada. — Agora vais levar. Quero ouvir-te a pedir. — Enfia — ordenou ela. — Mete tudo. Fode-me a cona com força. Ele enterrou-se de uma vez até ao fundo. Raquel soltou um gemido alto. Ele agarrou-lhe as ancas e começou a foder com estocadas profundas. — Que cona tão apertada… — rosnou ele. — Está a chupar-me o pau todo. Gostas de ser fodida assim, no consultório, depois de eu te ter apalpado na visita em que eras tu a cliente? Diz. — Gosto — respondeu ela, a voz já falhada. — Mais forte. Bate mais fundo. Quero sentir-te a chegar ao fundo. Ele acelerou, uma mão a esfregar-lhe o clitóris. — Quero-te também no cu. Deixa-me meter ali. Quero sentir este cu empinado a abrir-se para mim. Raquel hesitou só um segundo, depois empurrou o cu para trás. — Mete. Mas devagar. E continua a falar. Ele retirou-se da cona, cuspiu na mão, passou na cabeça do pau e pressionou contra a entrada apertada do cu. Entrou devagar, centímetro a centímetro, enquanto ela gemia contra a secretária. — Porra, que cu tão apertado… — murmurou ele, a voz rouca. — Está a engolir-me. Que puta tão boa. Queres que te foda o cu a sério? — Quero. Fode. Mais fundo. Ele começou a mover-se, estocadas longas e controladas no cu dela, uma mão a voltar ao clitóris. Os gemidos dela misturavam-se com o som da pele. — Vou gozar — avisou ele pouco depois. — Mas primeiro quero vir dentro da cona. Tira-me e mete-me lá outra vez. Raquel empurrou-o para trás, virou-se, sentou-se na secretária, abriu as pernas e guiou-o de novo para a cona. Ele enterrou-se fundo e gozou dentro dela com um gemido longo, o corpo a tremer, as mãos a apertar-lhe as coxas. Ainda a pulsar, retirou-se, já a endurecer outra vez só de a ver. — Agora a cara. Ajoelha. Quero vir-te na cara. Ela desceu da secretária, ajoelhou-se à sua frente, abriu a boca e olhou para cima. Ele masturbou-se depressa, o pau ainda molhado dela, e gozou pela segunda vez, os jactos a atingir-lhe a boca, o queixo e as faces. Raquel recebeu tudo sem desviar o olhar. Rodrigues ficou alguns segundos a respirar fundo, depois passou o polegar pelo lábio dela, limpando um pouco. — Da próxima vez — disse, a voz ainda rouca — a porta fica trancada desde o início. E eu quero-te outra vez no cu. Mesmo que sejas tu a decidir se o investimento avança. Raquel levantou-se, ajeitou a tanga, puxou a saia e passou os dedos pelo cabelo, ainda com vestígios dele no rosto. — Então prepare melhores números. Eu continuo a questionar a rentabilidade. E a porta, da próxima vez, pode ficar trancada desde que eu entre. Saiu do consultório com o passo firme, o corpo ainda a latejar, o perfume misturado com o cheiro do que tinha acabado de acontecer. Lá fora, o fim de tarde continuava quente. E ela já sabia que voltaria.
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