Três dias depois, Raquel ligou para o consultório do Dr. Rodrigues. — Doutor, podemos concluir o negócio esta tarde? Tenho a documentação final. Ele aceitou de imediato, mesmo sem estar a trabalhar nesse dia. Não queria o cabedal. Queria estar com ela. Queria o corpo, a voz, a forma como ela gemia. Disse apenas: — Às dezasseis horas. Estarei à sua espera. Raquel não conseguiu avisá-lo. O Dr. Paulo, o seu chefe, tinha ido à sucursal numa visita de rotina e, à última da hora, decidiu acompanhá-la para fechar o investimento pessoalmente. Foram no carro dele. Quando chegaram ao prédio, Paulo estacionou e saiu primeiro. Rodrigues abriu a porta do gabinete e o sorriso que tinha preparado morreu no segundo em que viu o homem ao lado dela. Estava sozinho, de fato informal, claramente à espera de outra coisa. — Dr. Paulo… que surpresa. — Decidi vir pessoalmente. A Raquel tem tratado tudo muito bem, mas gosto de acompanhar os fechos importantes. Durante quase uma hora os três sentaram-se e concluíram o negócio. Números, assinaturas, prazos, taxas. Raquel manteve a voz profissional, embora sentisse o olhar de Rodrigues a deslizar-lhe pelo corpo de cada vez que o chefe olhava para os papéis. Vestia de forma deliberadamente sensual: vestido preto justo até meio da coxa, decote que mostrava a curva dos seios fartos, e por baixo a lingerie que tinha escolhido — conjunto sexy de renda preta, meias altas pretas com abertura exacta na cona e no cu. As curvas tentadoras, o cu empinado e redondo, as ancas normais e as coxas macias ficavam marcadas pelo tecido. Rodrigues notava. E imaginava. Cada vez que Paulo fazia uma pergunta ou se inclinava para assinar, Rodrigues sentia um aperto no peito. Imaginava as mãos daquele homem naquilo que ele tinha filmado dias antes. Imaginava o chefe a abrir as meias, a enfiar o pau na cona dela, a foder-lhe o cu. O ciúme era surdo, constante, e misturava-se com o desejo de a ter ali de novo, sozinha. Quando as últimas assinaturas foram feitas, Paulo fechou a pasta e ergueu-se. — Está concluído. Obrigado, doutor. Raquel, vamos? Rodrigues acompanhou-os até à porta. O olhar que trocou com ela durou um segundo a mais do que o profissional permitia. Depois a porta fechou-se. Ele ficou sozinho no gabinete, a imaginar o que viria a seguir. O carro do chefe, o destino, as mãos dele no corpo dela. O ciúme não o largou. No carro de Paulo, o silêncio durou alguns minutos. Depois, sem desviar os olhos da estrada, ele disse: — O negócio correu bem. Merecemos comemorar. Conheço um hotel perto daqui. Quarto discreto. Aceitas? Raquel olhou para ele. Tinha quarenta e tal anos, o corpo ainda firme, as curvas no sítio, a lingerie com aberturas já ligeiramente húmida. O chefe era confiante, directo. — Aceito. O hotel era bom, moderno, com um hall amplo e espelhos. Enquanto Paulo tratava do check-in, Raquel ficou de pé junto a uma coluna, o vestido preto a marcar o cu e as coxas. Foi então que Rui a viu. Amigo dela e do António, estava sentado num sofá do hall com uma mulher mais nova, a mão pousada na coxa dela. Os olhos dele fixaram-se em Raquel no preciso momento em que ela se ajustava ao lado da coluna. Reconheceu-a de imediato. O olhar desceu pelo vestido justo, pelas meias, pela forma como o tecido se colava ao corpo. Não disse nada. Apenas observou, o suficiente para registar que ela estava ali com outro homem. Raquel não se apercebeu. Continuou à espera que Paulo terminasse. No quarto, a porta mal se fechou e Paulo já a empurrava contra a parede. — Esse vestido está a matar-me desde que saímos do consultório — murmurou, a boca no pescoço dela. — E o que tens por baixo? Mostra. Raquel puxou o vestido para cima, devagar, revelando as meias pretas altas e a lingerie com as aberturas exactas. A cona e o cu ficavam acessíveis sem tirar nada. Paulo soltou um som baixo na garganta. — Porra, Raquel… vieste preparada. Aberturas na cona e no cu. Quem é que tu estavas a pensar foder esta tarde? — Não interessa — respondeu ela, a voz já rouca. — Estou aqui contigo agora. Usa. Ele ajoelhou-se, afastou as coxas dela e passou a língua pela abertura da cona, chupando o clitóris com força, enfiando a língua, lambendo tudo. Os sons molhados enchiam o quarto. Raquel agarrou-lhe o cabelo, as costas ainda contra a parede. — Assim… mais… chupa com força. Quero gozar na tua boca antes de me foderes. Paulo não parou até ela tremer. O orgasmo veio rápido, o corpo a contrair, o líquido a brilhar na renda e nas meias. Ele levantou-se, abriu as calças, tirou o pau já duro e esfregou a cabeça na abertura da cona. — Quero ouvir-te a pedir. — Enfia. Mete tudo. Fode-me a cona com força. Ele enterrou-se de uma vez. Raquel gemeu alto. Paulo agarrou-lhe as coxas, ergueu-lhe uma perna e começou a foder com estocadas profundas e ritmadas, o vestido ainda enrolado na cintura, as meias a marcar a carne. — Que cona tão boa… — rosnou ele. — Apertada, molhada, a chupar-me o pau. Gostas de ser fodida pelo chefe depois de fechar um negócio? Diz. — Gosto. Mais fundo. Mais forte. Quero sentir-te a bater até ao fim. Ele virou-a de frente para a cama, empurrou-a de quatro e puxou a abertura do cu. Cuspiu, passou o polegar e depois substituiu pelo pau, entrando devagar. — Porra, que cu… — murmurou. — Está a engolir-me. Queres que te foda o cu a sério, Raquel? — Quero. Fode. Mais fundo. Não pares. Paulo fodeu-lhe o cu com estocadas longas e profundas, uma mão a voltar à cona através da abertura, a esfregar o clitóris. Os gemidos dela eram altos. Quando sentiu o orgasmo a aproximar-se, retirou-se, voltou à cona e enterrou-se fundo outra vez. — Vou gozar dentro. Queres? — Quero. Enche-me. Ele gozou com um gemido longo, o corpo a tremer contra as costas dela, os jactos a disparar dentro da cona. Ficaram assim alguns segundos. Depois ele retirou-se, ainda a respirar fundo. Raquel virou-se, ainda de meias e lingerie aberta, o vestido desalinhado, o corpo a latejar. Olhou-o de cima a baixo. — Ainda não acabámos. Quero-te outra vez. Na boca primeiro. Depois quero-te outra vez no cu. Paulo sorriu, já a endurecer de novo só de a ouvir. Ela ajoelhou-se, abriu a boca e engoliu-o, a língua a limpar o sabor dela misturado com o dele. Ele agarrou-lhe o cabelo e fodeu-lhe a boca com calma, olhando para baixo, para as meias, para as aberturas, para o cu empinado. Quando voltou a estar completamente duro, puxou-a para cima, deitou-a de costas na cama, abriu-lhe as pernas e voltou a entrar no cu, desta vez de frente, olhando-a nos olhos enquanto a fodia. — Assim… olha para mim enquanto te como o cu — ordenou. — Quero ver a tua cara. Raquel segurou-lhe o olhar, as unhas nas costas dele, as meias a roçar-lhe a cintura a cada estocada. Gozou outra vez com ele dentro do cu, o corpo a tremer, a voz a falhar. Paulo seguiu-a pouco depois, gozando pela segunda vez, desta vez fundo no cu dela. Quando finalmente pararam, o quarto cheirava a sexo. Raquel ficou deitada, as meias ainda no sítio, a lingerie aberta, o corpo marcado. Paulo acendeu um cigarro junto à janela. Lá em baixo, no hall, Rui tinha-a visto entrar. E Raquel não fazia ideia do que o Rui tinha imaginado
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