Rui apareceu na empresa a meio da tarde, sem qualquer aviso prévio. Era cliente de Raquel há já algum tempo e tinha marcado a visita para tratar de um assunto pendente relacionado com o contrato de fornecimento que a empresa dele mantinha com a dela. Como não havia secretária, foi ele próprio quem bateu à porta do gabinete. Raquel ergueu os olhos do ecrã e sentiu o estômago apertar-se por um instante ao reconhecê-lo. Conhecia-o há anos, amigo próximo dela e do António, da mesma idade, quarenta e tal anos, com aquele olhar directo e sempre um pouco mais próximo do que a simples amizade parecia justificar. — Rui. Está na hora, não é? — Sim. Precisei de tratar destes papéis e achei melhor vir pessoalmente. Tens um pouco de tempo? Ele entrou e sentou-se em frente à secretária dela. Durante um quarto de hora falaram sobre o contrato, discutindo números, prazos, condições de pagamento e eventuais ajustes nas entregas com a formalidade necessária. Raquel manteve o tom profissional do princípio ao fim, embora sentisse, de vez em quando, o olhar dele a descer pelo decote da blusa e pela forma como as leggings de cabedal pretas, justas e brilhantes, marcavam as coxas e o cu empinado sempre que ela se inclinava ou se movia na cadeira. Vestia com uma elegância provocante: blusa de seda bege semi-transparente que deixava adivinhar o contorno do sutiã de renda escura, e as leggings de cabedal pretas coladas à pele, realçando cada curva — as coxas macias, as ancas normais e sobretudo o cu redondo e empinado que o material brilhante moldava sem qualquer piedade. Aos quarenta e tal anos o corpo mantinha-se tentador, e aquele cabedal tornava praticamente impossível não reparar na forma como se movia. Quando o assunto ficou finalmente resolvido, ela fechou a pasta com calma e olhou directamente para ele. — Queres um café? Temos uma sala de reuniões com clientes aqui ao lado, com máquina de café. Podemos ir para lá, fica mais à vontade. Ele aceitou. Foram os dois até à sala de reuniões, um espaço discreto com uma mesa longa, cadeiras confortáveis e uma máquina de café num canto. Raquel preparou as duas chávenas enquanto ele se sentava. Com menos formalidade e a porta fechada, o silêncio alongou-se um pouco mais do que seria natural. Foi então que Rui falou, a voz baixa e quase casual, como se comentasse o tempo. — Vi-te na semana passada. Num hotel. Estavas com um homem. Raquel sentiu o sangue parar-lhe nas veias por um instante. Não desviou o olhar, mas as mãos apertaram a chávena com uma força que quase a partia. — Estavas enganado. — Não estava. Reconheci-te logo. O vestido preto, a forma como te movias, a maneira como esperavas junto à coluna enquanto ele tratava do check-in. Não disse nada a ninguém. Ainda. Ela compreendeu imediatamente o peso daquela última palavra. Rui conhecia o António há anos e um comentário no momento errado bastaria para que tudo se desmoronasse. Pensou depressa, avaliando as opções disponíveis, e decidiu. — Precisamos de falar com calma e com tempo, porque isto não é conversa para ter aqui no meio da empresa nem com a possibilidade de alguém aparecer a qualquer momento. Sai tu primeiro e espera-me lá fora; eu saio cerca de dez minutos depois, para não chamarmos atenção. Depois vamos para casa, para a minha casa, onde podemos resolver isto sem pressas. Se alguém nos vir a entrar juntos não há problema nenhum, porque és amigo meu e do António há anos e ninguém estranha que estejas lá por qualquer motivo. Ele assentiu, o olhar já diferente, carregado de uma intenção que ela conhecia bem. Levantou-se, deixou a chávena na mesa e saiu sem olhar para trás. Raquel esperou o tempo combinado, o coração a bater-lhe mais depressa a cada segundo que passava, e só depois o seguiu. Durante a viagem até casa, enquanto conduzia com Rui no banco do passageiro, Raquel tirou o telemóvel e ligou ao António. A voz saiu-lhe natural, quase despreocupada. — Amor, estou a ir para casa com o Rui. Ele veio tratar de uns papéis à empresa e ofereceu-se para ver o problema dos painéis solares que instalou cá em casa. Parece que há uma falha na ligação e ele quer resolver isso antes que piore. Chegamos daqui a pouco. Do outro lado da linha, António respondeu sem qualquer suspeita. Raquel desligou, guardou o telemóvel e continuou a conduzir em silêncio, sentindo o peso do olhar de Rui sobre si. Quando chegaram, Raquel abriu o portão da garagem e estacionou o carro no interior. Assim que as portas se fecharam e a luz da garagem se acendeu, Rui não conseguiu conter-se. Empurrou-a contra a lateral do carro, as mãos a deslizar sobre o cabedal justo das leggings, a boca a procurar o pescoço dela com urgência. Abriu o fecho das calças, tirou a piroca para fora e começou a tocar-se enquanto se esfregava contra o cu dela, o olhar fixo nas curvas marcadas pelo cabedal. O cheiro dela, o calor do corpo e o facto de finalmente a ter sozinha depois de tantos anos fizeram-no perder o controlo. Com um gemido rouco e o corpo a tremer, gozou no chão de cimento da garagem, os jactos a bater no chão enquanto a mão continuava a mexer-se. Raquel olhou para baixo, viu o esperma no chão e depois ergueu o olhar para ele, a respiração já mais acelerada. — Vieste-te cedo, Rui… Mas eu quero foder contigo na mesma. Quero ser a tua puta. Quero sentir-te dentro. Ela ajoelhou-se ali mesmo, no chão da garagem, pegou no pau ainda sensível e molhado de esperma e começou a chupá-lo, a língua a limpar o gosto dele, a cabeça a mover-se com ritmo deliberado enquanto os olhos se mantinham erguidos para o rosto de Rui. Ele agarrou-lhe o cabelo e gemeu baixo, o corpo a reagir depressa. Em poucos minutos estava novamente duro, a latejar-lhe na boca. Raquel levantou-se, limpou o canto dos lábios com o polegar e segurou-lhe o olhar. — Vem. Vou levar-te para a cama onde fodo com o António. Subiram para o interior da casa em silêncio. Raquel guiou-o até ao quarto, até à cama de casal onde partilhava as noites com o marido. Assim que a porta se fechou, Rui não perdeu mais tempo. — Há anos que te quero foder, Raquel. Já o disse ao António, uma noite em que estávamos os dois a beber. Disse-lhe que eras jeitosa demais para ele, que merecias alguém melhor, alguém que te soubesse tratar como devias ser tratada. Ele riu. Eu não. E agora que te vi com outro homem, não vou continuar a esperar. Ela ficou de pé junto à cama, as leggings de cabedal a brilhar sob a luz, e segurou-lhe o olhar sem baixar a cabeça. — Então vem buscar o que queres. Quero ser a tua puta. Quero foder contigo. Rui avançou. As mãos dele deslizaram sobre o cabedal justo, agarraram-lhe as ancas com firmeza e viraram-na de frente para a cama. A boca desceu-lhe pelo pescoço enquanto os dedos puxavam as leggings para baixo, juntamente com a tanga, expondo-a por completo. — Estas leggings estão a matar-me desde que entrei no teu gabinete — murmurou contra a pele dela, a voz já rouca. — O cabedal a marcar-te o cu daquela forma… Estás molhada, vaca. Só de eu te ter dito que te vi. Ou já vinhas assim desde o escritório, a pensar no que eu podia fazer? — Cala-te e fode-me — respondeu ela, a respiração já mais curta. — Quero ser a tua puta. Usa-me. Ele ajoelhou-se sem hesitar, puxou as leggings até meio das coxas e enterrou a cara entre as nádegas dela. A língua foi directa, sem qualquer delicadeza preliminar: passou primeiro pelo cu, lambendo-o com deliberação, depois desceu até à cona, abriu-a com os polegares, chupou o clitóris com força, enfiou a língua dentro dela e lambia tudo enquanto as mãos lhe apertavam o cu empinado e redondo, separando as nádegas. Os sons molhados ecoavam no quarto silencioso. — Geme para mim, vaca — ordenou ele entre lambidas. — Quero ouvir-te. Raquel agarrou-se à beira da cama, as pernas a tremer ligeiramente dentro do cabedal puxado para baixo, e deixou a cabeça cair para trás quando os dedos dele entraram a acompanhar a língua, curvando-se exactamente no sítio certo. Gemeu mais alto, como ele pedira. O orgasmo chegou depressa, violento, o corpo a contrair-se em ondas enquanto ela mordia o lábio. Rui levantou-se, o pau novamente duro. Virou-a de frente e empurrou-a para a cama. — De quatro. Quero ver esse cu enquanto te fodo, puta. Na mesma cama onde o António te fode. Ela obedeceu, ajoelhando-se na cama de casal, arqueando as costas e olhando por cima do ombro. Rui esfregou a cabeça do pau na entrada molhada da cona e enterrou-se de uma só vez até ao fundo. O gemido que ela soltou foi longo e rouco. Ele agarrou-lhe as ancas com as duas mãos e começou a foder com estocadas profundas e ritmadas, o som da pele a bater na pele a encher o quarto, o cabedal das leggings a ranger ligeiramente a cada movimento. — Que cona tão boa, vaca… — rosnou ele entre respirações. — Apertada, quente, a chupar-me exactamente como eu imaginava. Há anos que penso nisto. Há anos que te imagino exactamente assim, a levar o meu pau na cama do António enquanto ele não sabe de nada. Gostas de ser a minha puta? Diz. — Gosto — respondeu ela, a voz já falhada. — Quero ser a tua puta. Mais fundo. Mais forte. Fode-me como sempre quiseste. Gemeu mais alto quando ele puxou o cabelo. — Assim… não pares. Ele obedeceu, acelerando o ritmo, uma mão a descer para esfregar o clitóris com pressão firme enquanto a outra mantinha o cabelo dela puxado para trás, forçando-a a arquear ainda mais as costas. Cada estocada fazia o cu empinado tremer e o som molhado tornava-se mais alto e mais obsceno. — Quero-te também no cu, vaca — murmurou ele, a voz carregada de desejo. — Deixa-me meter ali. Quero sentir este cu a abrir-se para mim. Raquel empurrou as ancas para trás em resposta. — Mete. Quero ser a tua puta até ao fim. Ele retirou-se, cuspiu na mão, passou no pau e pressionou contra a entrada apertada. Entrou devagar, centímetro a centímetro, enquanto ela gemia contra o colchão, até ficar completamente dentro. — Porra… que cu tão apertado… — disse ele, quase sem ar. — Está a engolir-me todo. Queres o meu leite, vaca? Queres que te encha o cu? — Quero. Quero o teu leite. Fode o meu cu. Mais fundo. Não pares. Gemeu alto, sem qualquer contenção. — Enche-me. Sou a tua puta. Rui começou a mover-se com estocadas longas e profundas, uma mão a voltar ao clitóris, a outra a manter o ritmo firme nas ancas dela. Os gemidos de Raquel tornaram-se contínuos e altos, exactamente como ele pedia. Quando sentiu o próprio orgasmo a aproximar-se, ele acelerou ainda mais, o corpo a bater com força contra o dela. — Vou gozar dentro deste cu — avisou, a voz rouca. — Vais levar o meu leite. Queres, vaca? — Quero. Vem. Enche-me. Dá-me o teu leite. Ele enterrou-se até ao limite e gozou com um gemido longo e grave, o corpo a tremer contra as costas dela, os jactos a disparar fundo dentro do cu. Raquel gozou quase ao mesmo tempo, a cona e o cu a contrair em ondas, as unhas cravadas no lençol, ainda a gemer o nome dele. Ficaram assim longos segundos, a respiração de ambos irregular, o corpo dele ainda dentro do dela. Depois ele retirou-se devagar e deixou-se cair na cama ao lado, ainda a recuperar o fôlego. Raquel endireitou-se lentamente, as leggings de cabedal ainda puxadas para baixo, o corpo marcado pelo que tinha acabado de acontecer na mesma cama onde dormia com o marido. Olhou para ele com a mesma calma com que tinha encarado a ameaça minutos antes. — Isto ficou entre nós. O que viste no hotel e o que aconteceu aqui
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