Raquel chegou ao consultório no final da tarde vestida de preto, de cabedal. O conjunto era justo, quase colado à pele: uma saia curta de cabedal que realçava o cu empinado e redondo a cada passo, e uma blusa de cabedal justinha, aberta o suficiente para mostrar o sutiã de cabedal preto por baixo. A lingerie inteira — sutiã e tanga — tinha sido oferta do marido, o António. Ele gostava de a ver assim, de couro, e naquela tarde ela tinha escolhido exactamente essa peça. As curvas tentadoras, os seios fartos, as ancas normais e as coxas macias ficavam marcadas pelo material brilhante. O perfume era o de sempre, quente.
A secretária estava sentada ao lado da secretária do Dr. Rodrigues. Ele ergueu os olhos assim que a viu entrar e o olhar demorou-se no cabedal.
— Raquel. Pontual, como sempre. Entre. Vamos rever os números os três.
Ela cumprimentou a secretária com um aceno breve e sentou-se. O cabedal da saia rangeu baixinho quando cruzou as pernas. Durante quase meia hora os três discutiram o investimento. Rodrigues apresentou as expectativas actualizadas, os cenários de retorno e a margem de segurança. Raquel, no papel de responsável financeira, questionou prazos, taxas e rentabilidade com precisão, forçando-o a detalhar cada ponto. A secretária ia anotando, passando documentos e esclarecendo valores quando necessário. Nada do assunto profissional ficou de fora da conversa a três.
Quando os últimos papéis foram encostados, Raquel fechou a pasta e olhou directamente para o médico.
— Doutor, antes de ir, precisava que me consultasse. Como da primeira vez que vim aqui.
Rodrigues assentiu sem hesitar.
— Claro. — Voltou-se para a secretária. — Pode sair, por favor. Já não precisamos de mais nada hoje. Bom trabalho.
A secretária guardou o bloco, levantou-se e saiu, fechando a porta do gabinete atrás de si. Rodrigues esperou alguns segundos, depois levantou-se, saiu ao corredor e foi até à porta de acesso à rua. Confirmou que a secretária tinha mesmo saído do prédio, fechou a porta exterior com chave e regressou. Só então trancou também a porta do gabinete.
O que Raquel não sabia era que, enquanto esperava por ela, a secretária lhe tinha feito um broche completo ali mesmo. Ele tinha filmado e fotografado tudo — a boca dela a engolir-lhe o pau, os olhos levantados, o momento em que gozou na língua dela. O vídeo estava guardado. Agora ia fazer o mesmo com Raquel.
— Como da primeira vez — repetiu ele, a voz já mais baixa, enquanto se aproximava. — Esse cabedal… o teu marido deu-te essa lingerie, não deu? Fica-te demasiado bem para ser só para ele. A última vez não chegou. Quero-te outra vez. E desta vez quero filmar.
Raquel ergueu uma sobrancelha, mas não se levantou.
— Filmar?
— Sim. Quero gravar esta cona a abrir-se para mim. Quero gravar este cu empinado a levar-me. Quero poder tocar-me quando não estiver contigo e lembrar-me exactamente de como és, de como gemes, de como este corpo se abre. E quero que saibas que estou a gravar. Tira a saia de cabedal. Devagar.
Ela hesitou só um segundo. Depois levantou-se, desceu o fecho da saia e deixou-a cair no chão. Ficou de pé com a blusa de cabedal ainda vestida e a tanga de cabedal preto mínima. Rodrigues puxou o telemóvel do bolso do fato, activou a câmara e apontou.
— Tira a tanga. E vira-te. Quero o cu de frente para a câmara. Essa lingerie que o António te deu… hoje vai servir para eu me lembrar de ti mais tarde, quando estiver sozinho.
Raquel obedeceu. Puxou a tanga de cabedal para baixo, afastou as pernas e arqueou as costas, oferecendo o cu redondo e empinado ao enquadramento. Ele filmou de perto, a mão livre a passar pelos glúteos, a separar as nádegas, a mostrar a cona já húmida e a entrada apertada do cu.
— Que puta tão bem feita… — murmurou ele, a gravar. — Quarenta e tal anos, vestida de cabedal que o marido lhe deu, e este corpo ainda pede para ser comido. Abre mais. Quero ver tudo. Quero gravar cada detalhe para me tocar depois, a pensar em ti.
Ela abriu mais as pernas. Ele ajoelhou-se atrás dela, ainda a filmar com uma mão, e passou a língua pela cona, de baixo para cima, demorando-se no clitóris, chupando com força, enfiando a língua. Os sons molhados eram claros no silêncio do gabinete.
— Estás encharcada — disse ele entre lambidas, a câmara apontada directamente. — Sabias que vinhas ser fodida outra vez, não sabias? Diz para a câmara. Diz que vieste com a lingerie que o teu marido te ofereceu para eu te comer e para eu me lembrar de ti quando estiver sozinho.
— Sabia — respondeu ela, a voz já rouca. — Vim para seres foder. Chupa mais. Quero gozar na tua boca enquanto filmas.
Ele obedeceu. Os dedos entraram a seguir, dois, a curvar-se dentro dela enquanto a língua trabalhava o clitóris. Raquel gemia baixo, as mãos na secretária, o cu a empurrar contra a cara dele. O orgasmo veio em ondas, o corpo a tremer, a cona a apertar os dedos. Ele filmou tudo — o momento exacto em que ela gozou, o líquido a brilhar, as coxas a tremer.
Rodrigues levantou-se, pousou o telemóvel num ângulo que captava bem o corpo dela, abriu as calças e tirou o pau já duro.
— Agora vais levar na cona primeiro. Depois quero o cu. E quero que peças.
— Enfia — ordenou ela. — Mete na cona. Fode-me com força e não pares de filmar.
Ele enterrou-se de uma vez até ao fundo. O gemido dela foi mais alto. Agarrou-lhe as ancas e começou a foder com estocadas profundas e ritmadas, a câmara a registar cada embate, o cu a bater-lhe na pélvis, a cona a engolir o pau.
— Que cona tão boa… — rosnou ele. — Está a chupar-me todo. Gostas de ser filmada enquanto te fodo, vestida com a lingerie que o António te deu? Gostas de saber que depois vou ver isto as vezes que quiser e tocar-me a pensar em ti?
— Gosto — respondeu ela, a voz falhada. — Mais fundo. Bate mais. Quero sentir-te a chegar ao fundo. E depois mete no cu.
Ele acelerou, uma mão a esfregar-lhe o clitóris. Pouco depois retirou-se, cuspiu na mão, passou no pau e pressionou contra a entrada do cu. Entrou devagar, centímetro a centímetro, enquanto ela gemia contra a madeira.
— Porra, que cu apertado… — murmurou, a voz rouca, a câmara a captar a penetração. — Está a engolir-me. Que puta tão boa. Queres que te foda o cu a sério, Raquel? Diz. Diz que queres o meu pau no cu enquanto o teu marido pensou que esta lingerie era só para ele.
— Quero. Fode o meu cu. Mais fundo. Não pares.
Ele começou a mover-se com estocadas longas e profundas no cu dela, uma mão a voltar ao clitóris, a outra a segurar a câmara o mais estável possível. Os gemidos dela misturavam-se com o som da pele e com o ranger ligeiro do cabedal da blusa. O ângulo mostrava tudo: o pau a entrar e a sair, o cu a abrir-se, as nádegas a tremer.
— Vou gozar — avisou ele. — E vou gozar dentro deste cu. Quero encher-te. Queres?
— Quero — respondeu ela, quase sem ar. — Vem dentro. Enche-me o cu.
Ele agarrou-lhe as ancas com força, enterrou-se até ao limite e gozou com um gemido longo, o corpo a tremer, os jactos a disparar fundo dentro do cu dela. A câmara captou o momento exacto — o tremor, o gemido, a forma como ele se manteve dentro enquanto esvaziava.
Ficaram assim alguns segundos. Depois ele retirou-se devagar, ainda a filmar o cu aberto e a forma como o corpo dela se contraía. Pousou o telemóvel, ajeitou as calças e passou a mão pelas nádegas dela.
— Da próxima vez trago melhor ângulo — disse, a voz ainda rouca. — Assim posso tocar-me sempre que quiser e lembrar-me exactamente de ti. Essa lingerie de cabedal… o António tem bom gosto. Mas hoje serviu-me a mim.
Raquel endireitou-se, puxou a tanga de cabedal, vestiu a saia e ajeitou a blusa. O rosto estava corado, a respiração ainda irregular.
— O negócio pode ser concluído — respondeu ela, a recompor a voz profissional. — Vou tratar de concluir o contrato e volto para concluir o negócio ainda esta semana.
Saiu do gabinete com o passo firme, o cabedal a marcar as curvas. Lá fora, a rua já estava mais escura. Não sabia do broche filmado minutos antes da sua chegada. Não sabia que o mesmo telemóvel que a tinha gravado a ser fodida no cu já tinha gravado a boca da secretária no pau dele