Poucos dias depois da tarde em que se tinham fodido em casa dela, Rui voltou a aparecer na empresa no final do dia, quando o piso já estava quase vazio. Tinha marcado a visita sob o pretexto de rever mais uns detalhes do contrato, mas os dois sabiam que o verdadeiro motivo era outro. Bateu à porta do gabinete de Raquel e, quando ela o viu, sentiu o mesmo aperto no estômago de sempre. Conhecia-o há anos, amigo dela e do António, da mesma idade. Desde que o tinha deixado foder-lhe o cu na cama de casal que o desejo não tinha voltado a arrefecer. Pelo contrário. — Fecha a porta e tranca — disse ele, a voz baixa. Ela obedeceu. Rui ficou a olhar para ela durante longos segundos, percorrendo o corpo sem pressa. Naquela tarde Raquel vestia uma saia lápis preta, justa até ao joelho, que realçava as coxas e o cu empinado e redondo, e uma blusa branca de seda fina, abotoada até ao meio do peito, deixando adivinhar o sutiã de renda escura. As meias transparentes e os saltos altos completavam o visual. Aos quarenta e tal anos o corpo mantinha curvas tentadoras — seios fartos, cintura marcada, ancas normais e aquele cu firme que a saia moldava com precisão. — Quero que faças um strip para mim — disse Rui de repente. — Aqui. Agora. Tira a roupa devagar. Quero ver-te. Raquel ficou em silêncio. A primeira reacção foi recusar. Estavam no gabinete dela, ainda havia a possibilidade de alguém aparecer, e a ideia de se despir daquela forma para ele parecia excessiva. Mas a verdade era que, apesar de tudo, sempre se tinha sentido atraída pelo Rui. E depois daquela tarde em casa, quando ele a tinha aberto na cama onde dormia com o António, a atracção só tinha aumentado. O corpo ainda se lembrava dele. — Rui… isto é o meu gabinete. — Eu sei. E quero ver-te a tirar a roupa para mim. Devagar. Como a puta que foste na tua cama. Ela hesitou mais uns segundos. Depois, lentamente, começou a desabotoar a blusa. Os botões foram saindo um a um, revelando o sutiã de renda e o vale entre os seios fartos. A blusa caiu no chão. A seguir as mãos foram à saia, desceram o fecho e deixaram-na escorregar pelas pernas até aos pés. Ficou de pé em sutiã, tanga de renda, meias e saltos. Rui não desviou o olhar. — Continua, vaca. Tira o resto. Raquel desapertou o sutiã e deixou-o cair. Os seios pesados ficaram livres. Depois puxou a tanga para baixo e afastou-a com o pé. Ficou nua, apenas com as meias e os saltos, o corpo exposto sob a luz fria do gabinete. O cu empinado, a cona já ligeiramente húmida, as coxas firmes. — Assim? — perguntou ela, a voz mais rouca. — Assim. Vira-te. Quero ver o cu. Ela obedeceu, arqueou ligeiramente as costas e olhou por cima do ombro. Rui aproximou-se, passou as mãos pelas nádegas, apertou, separou-as e murmurou contra a pele dela: — Sempre te quis assim. Desde há anos. E depois de te foder em casa, só penso nisto. Deita-te na secretária. De peito para baixo. Raquel deitou-se sobre a madeira fria, as meias ainda no sítio, o cu erguido. Rui ajoelhou-se atrás dela, separou-lhe as nádegas e passou a língua primeiro pelo cu, lambendo-o com deliberação lenta e molhada, depois desceu até à cona, abriu-a com os polegares e chupou o clitóris com força, enfiando a língua, lambendo tudo enquanto os sons obscenos enchiam o espaço. — Geme para mim, puta — ordenou entre lambidas. — Quero ouvir-te. Ninguém está cá. Raquel agarrou-se à beira da secretária e gemeu mais alto quando os dedos dele entraram a acompanhar a língua. O orgasmo chegou depressa, o corpo a contrair-se em ondas, o gemido abafado contra o braço. Rui levantou-se, abriu as calças, tirou o pau já duro e esfregou a cabeça na entrada molhada da cona. — Queres isto, vaca? Diz. — Quero. Enfia. Fode-me. Quero ser a tua puta. Ele enterrou-se de uma só vez até ao fundo. O gemido dela foi longo. Agarrou-lhe as ancas e começou a foder com estocadas profundas e ritmadas, o som da pele a bater na pele a ecoar no gabinete. — Que cona tão boa… — rosnou. — Apertada, quente, a chupar-me. Gostas de ser fodida no teu gabinete, puta? Gostas de levar o meu pau poucos dias depois de eu te ter comido na cama do António? — Gosto — respondeu ela, a voz falhada. — Mais fundo. Mais forte. Sou a tua puta. Ele acelerou, uma mão a esfregar-lhe o clitóris, a outra a puxar-lhe o cabelo. Pouco depois retirou-se, cuspiu na mão, passou no pau e pressionou contra a entrada do cu. — Agora o cu, vaca. Quero encher-te. Queres a minha esporra no cu? — Quero. Mete. Fode-me o cu e enche-me. Rui entrou devagar, centímetro a centímetro, até ficar completamente dentro. O gemido de Raquel foi mais agudo. Ele começou a mover-se com estocadas longas e profundas, uma mão a voltar ao clitóris, a outra a manter o ritmo nas ancas. — Porra, que cu tão apertado… — murmurou. — Está a engolir-me todo. Geme mais alto, puta. Quero ouvir-te enquanto te encho de esporra. Raquel gemeu sem contenção, as unhas a arranhar a madeira. Quando Rui sentiu o orgasmo a chegar, acelerou ainda mais. — Vou gozar dentro deste cu — avisou. — Vais levar o meu leite todo, vaca. Queres? — Quero. Vem. Enche-me o cu. Dá-me a tua esporra. Sou a tua puta. Ele enterrou-se até ao limite e gozou com um gemido longo, o corpo a tremer, os jactos a disparar fundo dentro do cu dela, enchendo-a. Raquel gozou quase ao mesmo tempo, a cona e o cu a contrair em ondas. Ficaram assim longos segundos, a respiração irregular. Depois Rui retirou-se devagar, ainda a olhar para o cu aberto. Ajeitou a roupa dela o melhor que pôde e passou a mão pelas nádegas. — Da próxima vez quero o strip mais longo — murmurou, a voz ainda rouca. — E quero-te outra vez exactamente assim. Raquel endireitou-se, as faces coradas, o corpo a latejar, o cu cheio. Olhou-o de frente. — O contrato continua em análise. Mas a porta, da próxima vez, pode ficar trancada desde o início. Rui sorriu de lado, abriu a porta e saiu. Raquel ficou sozinha no gabinete, o cheiro a sexo ainda no ar, a saia justa a marcar cada passo enquanto se vestia de novo
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