Eles sempre brincavam comigo. Quando a noite caía e a gente se amontoava no mesmo colchão, no chão da sala ou no quarto apertado, a regra não dita era clara: quem dormisse primeiro virava alvo. Eu sabia. Eles sabiam. E eu adorava. Fingia dormir. Fechava os olhos, respirava mais fundo, deixava o corpo mole. Esperava. Logo vinha o peso de um corpo se aproximando. Uma mão na minha cintura. Depois o calor de uma piroca dura se esfregando devagar na minha bunda, por cima do short ou da cueca. Sarrando. Apertando. Testando até onde eu ia aguentar sem reagir. Às vezes era um. Às vezes os dois, revezando, rindo baixo entre si como se eu não escutasse. Mas eu escutava. E minha piroca endurecia na hora, apertada contra o colchão. Eu não me mexia. Só sentia. O atrito quente, o cheiro de pele e tesão, o jeito que eles empurravam a cabeça da piroca entre minhas nádegas, como se quisessem entrar mesmo por cima da roupa. Até que um dia eu não aguentei mais só receber. Virei de frente, devagar, ainda com os olhos semicerrados. Encontrei o olhar dele no escuro. Ele não parou. Continuou sarrando, agora pau com pau, as duas ereções se encontrando por cima do tecido, quentes, úmidas, pulsando uma contra a outra. Eu empurrei de volta. Ele respondeu com mais força. Os dois sorrimos sem falar nada. Foi aí que a brincadeira mudou de vez. Eu passei a mão por cima da cueca dele e apert ei o pau grosso, sentindo o calor e o peso. Ele não hesitou: enfiou a mão por dentro da minha, pegou firme, e me masturbou devagar enquanto eu fazia o mesmo. Em segundos eu já estava baixando as duas cuecas. As pirocas saltaram livres, batendo uma na outra. Começamos a esfregar pele com pele, a cabeça dele molhada na minha, o tronco dele deslizando no meu, o ritmo ficando mais rápido, mais sujo. Ele então abriu as pernas, me puxou para cima e enfiou meu pau no meio das coxas dele, apertando forte. Como se eu estivesse metendo nele. Eu enfiei, ele fechou as pernas com força, e eu fodi aquele espaço apertado e quente enquanto ele segurava meu pau e o dele juntos, esfregando, apertando, gemendo baixo no meu ouvido. Foi tesão demais. Eu quase gozei ali mesmo. Depois daquela noite, eu batia toda vez pensando neles. Imaginava o cheiro, o peso, o jeito que eles sarravam em mim enquanto eu fingia dormir. Imaginava o pau dele entre as minhas pernas, ou o meu entre as dele. E a primeira vez que gozaram comigo foi exatamente assim: minha mão apertando os dois paus juntos, eles empurrando, suando, gemendo sem conseguir segurar. O gozo quente jorrou, melando meus dedos, meu pulso, escorrendo entre as pirocas ainda latejando. Eu não limpei na hora. Fiquei ali, com a mão suja, sentindo o cheiro deles, sabendo que a brincadeira tinha virado outra coisa. E que eu queria mais.
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