O cheiro de suor ainda pairava no ar quando ele chegou em casa. O treino tinha sido pesado, o corpo latejava, os hormônios feriados no sangue. Cada músculo parecia gritar por liberação. Ele tomou um banho rápido, só o suficiente para tirar o excesso de suor, e desceu a escada descalço, a toalha ainda úmida na cintura. O pai dormia no sofá da sala. A televisão piscava luzes baixas sobre o corpo dele. Estava de bruços, a camiseta subida até a metade das costas, o short de moletom colado de um jeito que empurrava a bunda para cima, empinada, pesada, arredondada. Aquele volume familiar, íntimo, proibido. O mesmo volume que ele observava há meses, anos talvez, em silêncio, com a boca seca e o pau duro. Algo dentro dele estalou. Ele se aproximou sem fazer barulho. Ajoelhou-se no chão, o coração batendo tão forte que quase doía. As mãos tremiam quando tocaram as panturrilhas cabeludas do pai. Beijou a pele quente, depois as coxas. Subiu devagar, respirando fundo o cheiro de homem adulto, de casa, de proteção e desejo misturados. Os pés estavam descalços. Ele os segurou com reverência, passou a língua entre os dedos, chupou o calcanhar, lambia a sola como se fosse um ritual. O gosto salgado, o cheiro de suor velho… tudo o deixava mais louco. Depois as mãos subiram, abriram caminho entre as pernas do homem adormecido e se espalmaram firmes sobre as nádegas. Apertou. Separou. Enfiou o rosto ali, no meio daquela bunda gostosa, e fungou fundo, como um animal no cio. O pai não se mexeu. Instruído por uma dica de um amigo — a parte mais suja e corajosa de si mesmo —, ele foi além. Puxou o short para baixo o suficiente. Tirou o próprio pau já duro e latejante e começou a se masturbar ali mesmo, a cabeça da pica roçando a pele quente da bunda do pai. As bolas pesadas batendo de leve. O gemido preso na garganta. Quando gozou, foi com violência. O corpo inteiro tremeu como se tivesse sido eletrocutado. Jatos quentes e brancos espirraram sobre a pele bronzeada, escorrendo entre as nádegas, manchando o short. Ele ficou ali alguns segundos, ofegante, o coração ainda descompassado, olhando o próprio sêmen brilhar naquela bunda que ele tanto queria. Parecia que os corpos deles tinham sido feitos um para o outro. Que aquela união proibida era o destino mais natural do mundo. Ele limpou o que pôde com a toalha, puxou o short do pai de volta para o lugar e se afastou em silêncio. O cheiro do sexo ainda pairava no ar da sala. Naquela noite, ele soube: não seria a última vez.
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