Eu não estava vestida para o conforto, mas sim para a necessidade desesperada de frescor. Usava apenas um babydoll de seda branca, solto e curto, que subira e se emaranhara na minha cintura enquanto eu me revirava. Abaixo daquele tecido fino e translúcido, não havia nada. Nenhuma calcinha, nenhum soutien para segar ou marcar. A pele nua respirava contra o ar viciado da sala, e eu sentia o atrito suave das minhas coxes uma na outra, uma sensação que, mesmo no sono, fazia meu corpo se contorcer levemente em busca de alívio.
Meus sonhos eram fragmentados, cheios de luzes ofuscantes e água correndo, até que um som estridente quebrou o véu do meu inconsciente. O rangido da porta da frente girando nas dobradiças enferrujadas. O clique seco da fechadura. O som de botas pesadas batendo no piso de madeira do corredor. Eu não acordei de imediato; meu cérebro tentou processar o ruído como parte do sonho, mas o peso de uma presença nova na sala alterou a atmosfera. O cheiro de tabaco barato, suor e madeira velha invadiu meu nariz, sobrepujando o aroma de limpeza da casa.
Era o amigo do meu pai. Eu sabia quem era antes mesmo de abrir os olhos, pelo som da respiração rouca e pesada que ecoava no silêncio da sala. Ele parou no meio da sala. O silêncio se esticou, tensos segundos onde o único som era o ventilador e minha própria respiração rítmica. Eu sentia seus olhos queimando a pele exposta, um olhar físico que percorria o comprimento das minhas pernas abertas, desenhadas involuntariamente pelo sono.
O babydoll tinha subido completamente, deixando minha bunda e a virilha totalmente descobertas sobre o veludo do sofá. Eu estava deitada de lado, uma perna dobrada e a outra esticada, criando uma abertura involuntária que deixava tudo à mostra. Meus lábios da buceta estavam lisos, macios, e certamente brilhando com o suor leve que cobria meu corpo. Ele viu. Ele parou e viu a carne rosada e úmida exposta entre minhas coxes pálidas. O ar ao meu redor pareceu esquentar, não pelo clima, mas pela radiação do desejo dele que eu conseguia sentir mesmo na semi-inconsciência.
Ele se aproximou. O chão rangeu suavemente sob o peso dele. Eu senti a sombra dele cair sobre mim, bloqueando a pouca luz que filtrava pelas cortinas. O cheiro dele ficou mais forte, um odor masculino e animalístico que fez meu estômago dar um nó, mesmo através da névoa do sono. Ele parou bem na beira do sofá, perto dos meus pés descalços. Eu senti a vibração de sua respiração ofegante no ar.
Meus olhos se abriram lentamente, as pálpebras pesadas lutando contra a luz. A visão estava embaçada, focando primeiro na silhueta escura e maciça acima de mim. Quando a imagem se clareou, vi o rosto dele. Não estava olhando para o meu rosto. Seus olhos eram dois buracos famintos cravados entre minhas pernas. Ele não se afastou, não se desculpou. Ele apenas ficou ali, paralisado, devorando a vista da minha buceta aberta e indefesa.
O choque gelou meu sangue por um segundo, meu corpo se retesando, mas o medo foi rapidamente substituído por uma onda de calor escorrendo do meu peito para baixo. Eu não fechei as pernas. Eu não puxei a barra do vestido. Eu apenas fitei ele, meus lábios se partindo num suspiro seco que prendeu na garganta. O silêncio entre nós era elétrico, carregado de algo proibido e perigoso.
Ele estendeu a mão. Era uma mão grande, áspera, com calos nos dedos e pelos escuros crescendo no dorso. Eu vi a mão descendo, como se estivesse em câmera lenta, até tocar a pele da minha coxa interna. O contato foi como uma faísca; a pele dele estava quente, muito mais quente que a minha. O polegar dele roçou na carne macia, subindo lentamente, arranhando levemente com a unha suja, deixando um rastro de fogo na minha pele.
— Maitê... — sussurrou ele, a voz rouca, quebrada, como se tivesse areia na garganta.
Eu não respondi. Não conseguia. Meu corpo tomou o comando. Meus quadris deram um pequeno movimento involuntário para cima, em direção à mão dele. Era um convite. Um pedido sujo e vergonhoso que eu não tinha coragem de dizer em voz alta, mas meu corpo gritava por isso. Ele entendeu. A mão dele subiu mais, os dedos roçando nos lábios externos da minha buceta, tocando a umidade que já começava a se formar ali. Ele não teve delicadeza, não houve preliminares românticas. Ele passou o dedo pesado ao longo da minha fenda, espalhando o suor e a lubrificação que eu secretava.
Ele se agachou, os joelhos estalando, e o rosto dele ficou na altura da minha cintura. Com as duas mãos, ele agarrou a barra do babydoll e a puxou para cima, expondo meus seios pequenos e firmes. Os mamilos estavam duros, pontiagudos, pedindo atenção. Ele não perdeu tempo. Sua boca desceu voraz sobre um deles, a língua áspera e quente envolvendo a ponta sensível, mordendo suave, mas firmemente. Eu soltei um gemido alto, meu arquejo ecoando na sala vazia. Minha mão subiu instintivamente e enroscou nos cabelos grisalhos dele, puxando sua cabeça contra meu peito, forçando-o a sugar mais forte.
A mão dele desceu novamente entre minhas pernas, desta vez com mais força. Dois dedos grossos forçaram a entrada da minha buceta apertada e virgem. Eu gritei, uma mistura de dor e prazer intenso, meus dedos arranhando o couro cabeludo dele. Ele não esperou eu me acostumar. Ele moveu os dedos para dentro e para fora, abrindo caminho, preparando o terreno, enquanto sua boca descia do meu peito, lambendo o suor do meu estômago, mordendo os ossos do quadril.
Ele se afastou apenas o suficiente para desabotoar a calça jeans. O zíper desceu num som estridente que pareceu cortar o ar. Ele puxou o pênis para fora. Era enorme, mais grosso e mais escuro do que eu imaginava que qualquer pênis pudesse ser, as veias pulsando visivelmente sob a pele, a cabeça rosada e brilhante com o fluído pré-ejaculado. Ele se posicionou entre minhas pernas, empurrando meus joelhos para trás, abrindo-me como um livro.
— Vai doer, filha — ele murmurou, mas não havia hesitação em seus olhos, apenas uma fome animal.
Ele guiou a ponta do pau até a entrada da minha buceta. Eu senti o calor dele roçando em mim. Ele empurrou. A cabeça grande e dura esticou minha abertura até o limite. Eu prendi a respiração, meus olhos se arregalando, as unhas cravando nos braços dele que me seguravam preso ao sofá. Houve uma resistência, um bloqueio físico, e ele não parou. Ele deu um empurrão forte com os quadris.
Houve um rasgo seco, uma dor aguda e lancinante que percorreu meu corpo todo como um raio. Eu gritei, lágrimas brotando dos olhos, meu corpo se contorcendo para tentar fugir, mas ele me prendeu firme, enterrando-se até a base em um movimento brutal. Ele estava dentro de mim. Ele tinha rompido o selo, tinha invadido o lugar onde ninguém nunca tinha entrado. A dor era avassaladora, mas misturada com uma sensação de plenitude estranha, uma pressão profunda que fazia minha cabeça girar.
Ele começou a se mover. Puxou quase até sair e enfiou-se de novo, fundo. A cada golpe, a dor dava lugar a um calor pulsante. Minha buceta, apertada e seca no início, começou a relaxar, a se abrir, a lubrificar-se com o sangue e o meu próprio excrescimento. O som de pele batendo em pele, pac, pac, pac, encheu a sala, sujo e úmido.
— Que buceta apertada... — ele grunhiu entre dentes, o rosto colado ao meu pescoço, ofegante. — Tão boa, Maitê, tão boa...
Eu me agarrei às costas dele, sentindo os músculos se contraírem sob a camisa. Eu levantei os quadris para encontrar os golpes dele, uma necessidade primitiva tomando conta do meu cérebro. Eu não era mais a filha do amigo dele; eu era apenas um corpo sendo usado, sendo fodido. O prazer subiu, uma onda crescente que começou no fundo do meu ventre e se espalhou pelas coxes, fazendo meus dedos formigarem.
Ele aumentou o ritmo, os golpes ficando mais curtos e mais rápidos. Eu sentia as bolsas dele batendo no meu ânus, a sujeira e a urgência do ato. O cheiro de sexo era inebriante, um perfume de suor, fluidos e desejo.
— Eu vou gozar dentro de você — ele avisou, a voz trêmula.
— Sim... — eu sussurrei, a voz rouca, surpresa com minha própria resposta. — Enche tudo.
Ele deu um último golpe profundo, enterrando-se até o fim, e seu corpo endureceu. Eu senti o pênis pulsando dentro de mim, disparando jatos quentes e grossos de porra direto no meu útero. A sensação do líquido quente me fez explodir. Meus músculos se contraíram em espasmos descontrolados, minha visão embranqueceu, e um gemido longo e animal saiu da minha garganta enquanto eu era inundada por ele.
Nós ficamos imóveis por um momento, apenas nossos peitos subindo e descendo violentamente, o suor escorrendo e nos misturando. O ar da sala parecia ter sido sugado, deixando apenas o peso do que acabávamos de fazer. Ele permaneceu dentro de mim, começando a murchar, mas ainda preenchendo-me, uma prova física e quente da minha perda de inocência ali, no sofá da sala, debaixo do olhar indiferente do ventilador.