O pescador



Eram quase 5h da tarde e a praia parecia um deserto. Tenho uma casa no litoral de Santa Catarina, dessas que só fervilham no verão e viram um refúgio silencioso no inverno. Na época da pandemia, me mudei para lá longe de tudo. A rotina era simples: diariamente eu saía para uma caminhada de uma hora e pouca na areia, sem quase ninguém por perto, a não ser um ou outro pescador.
Foi em um desses dias que passei por um deles. Ele estava sozinho, me viu de longe e acenou com um sorriso largo. Achei o cara bonitão, mas, para não dar a impressão errada, só acenei com a cabeça e segui. Na volta, ele continuava lá e puxou assunto. Me aproximei, perguntei como estava a pesca e ele riu, dizendo que a pandemia assustou a concorrência e estava sobrando mais peixe para ele. Rimos juntos. Segui meu caminho enquanto ele ficava me olhando.
No dia seguinte, voltei à praia e o encontrei de novo. Dessa vez, veio ao meu encontro como se visse um velho conhecido, apertou minha mão e fez questão de me mostrar os peixes do dia. Aproveitei para repará-lo de perto: um homem de uns 40 anos, 1,80m ou pouco mais, magro, mas com uma barriguinha charmosa, cabelos castanhos claros e olhos verdes marcantes. Na volta da caminhada, passei direto onde ele estava. Perguntei se tinha saído mais peixe e ele me surpreendeu com o convite: peixe frito na casa dele à noite. Aceitei na hora, peguei as referências do lugar e fui embora com o estômago frio de expectativa.
Às 17h, tomei um banho demorado, me arrumei, peguei a bike e fui procurar o endereço. Encontrei sem erro. Ele estava sozinho, recém-saído do banho, de cabelo molhado e sem camisa — um impacto que me deixou sem ar na porta. Mandou eu entrar, ofereceu cerveja ou caipirinha e disse que iria só colocar uma roupa enquanto eu preparava os drinks. Voltou do quarto usando uma calça de moletom clara e uma camiseta preta sem mangas, exalando um cheiro limpo e quente.
Enquanto ele fritava o peixe e eu preparava a caipirinha, a conversa fluiu fácil. Contou que também estava se escondendo da COVID ali, trabalhando em home office, e que a esposa, profissional da saúde, tinha ficado numa cidade a 200 km para evitar contágio. Aos poucos, o papo foi ficando mais pessoal. Ele perguntou se eu era casado e comentei que tinha terminado um relacionamento com uma pessoa.
— Pessoa? — questionou ele, curioso.
— É... com um cara — respondi, rindo.
Ele riu de volta, dizendo que não tinha encanação com isso. Mas o clima mudou na hora. O ar na cozinha ficou denso, carregado de uma intenção velada. Ele ficou visivelmente mais solto e safado, comentando que estava há mais de um mês longe da mulher e cheio de tesão. Para dar ênfase, deu uma pegada firme no próprio gogó por cima do moletom claro, ajustando o volume que começou a se destacar na calça.
Ele abriu as pernas na minha direção de forma estratégica, facilitando a visão. Eu mantinha a conversa, mas meus olhos não saíam daquele volume denso entre as coxas dele. Com a cachaça esquentando o corpo, ele começou a contar o que a mulher costumava fazer e foi ficando cada vez mais ereto.
— Se quiser uma ajudinha... posso dar uma mão amiga — joguei no ar, num tom meio brincalhão, testando o terreno.
Ele riu de canto de boca, deu mais uma apertada na mala e me olhou bem fundo nos olhos, com a voz grave:
— Se você topa, eu adoraria uma mamada agora.
Não pensei duas vezes. Fui direto ao ponto. A noite se desenrolou sem pressa e acabou virando uma das melhores lembranças daquela temporada, a ponto de eu só voltar para a minha casa na manhã seguinte. Continuamos nos encontrando quase todos os dias até o fim do inverno, mantendo aquele segredo quente entre o mar e a casa de praia, até que o verão chegou, a família dele desceu para o litoral e o nosso tempo juntos se encerrou.
Foto 1 do Conto erotico: O pescador

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Ficha do conto

Foto Perfil Conto Erotico mfraham

Nome do conto:
O pescador

Codigo do conto:
269746

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
12/08/2026

Quant.de Votos:
3

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2