Setembro de 2021. As restrições da pandemia finalmente começavam a ceder e a necessidade de pé na areia era quase física. Quando meu amigo chamou para ocupar a vaga restante de uma viagem para Jericoacoara com a amiga dele, aceitei sem pensar duas vezes. Ficamos num hostel bem localizado, pertinho do centro, com café da manhã reforçado e um ambiente super vibrante. O quarto era enorme, com cerca de dez beliches e banheiros espalhados pelo corredor. Mal deixamos as mochilas e já cruzamos com um grupo de Recife e João Pessoa. Um deles, um cara de olhar certeiro, me encarou de um jeito que dispensou apresentações. Falei um pouco mais alto que iria ao banheiro do corredor. Não deu outra: entrei, a porta encostou e ele veio logo atrás. No primeiro reservado vago, foi direto ao ponto com uma boca quente e faminta. Quinze minutos na vila e a viagem já prometia. Encontramos o restante do pessoal, que nem desconfiou da minha ausência rápida, e fomos para a praia abastecidos com bebidas do mercado local. A tarde descambou para a festa no Café Jerí, um clássico da vila. O lugar estava lotado de homens de todos os cantos do mundo. Entre um drink e outro, engatei uma conversa com um chileno de sorriso fácil e corpo escultural. Ficamos juntos ali mesmo e a noite só terminou na pousada dele. Ele embarcaria no dia seguinte para os Lençóis Maranhenses, então aproveitamos cada segundo. De madrugada, caminhando pela beira-mar sob a iluminação perfeita da lua cheia, nos deparamos com um grupo volumoso de homens entregues a uma orgia à beira da água. A cena ao ar livre acelerou nosso pulso. Apenas assistir já nos deixou no limite, e ali mesmo, na areia, fizemos nossa própria festa antes de irmos para a cama dele. Na manhã seguinte, de volta ao hostel com o quarto vazio, aproveitei para tomar um banho demorado. Quando saí de toalha, dei de cara com um argentino alto, de cabelos compridos e sorriso aberto, recém-chegado. Dei as dicas da vila enquanto ele desfazia a mochila. Quando ele foi para o chuveiro, deixou a porta encostada e reapareceu entreaberta, completamente nu, me encarando com um olhar provocante: "Se precisar usar, a porta tá aberta." Sorri, dei um passo à frente e respondi que usaria tudo o que estivesse ali. Entrei sem hesitar. O risco de qualquer pessoa entrar no quarto coletivo só aumentou a adrenalina de um encontro rápido, intenso e sufocante. Na noite de véspera do feriado, a praia virou um grande mar de gente. O argentino e eu nos afastamos da multidão para fugir da fila do banheiro, indo para trás dos barcos de pesca encalhados na areia. Enquanto estávamos por ali, um cara alto, corpo trabalhado, claramente bêbado, se aproximou vacilante e perguntou se eramos um casal. Disse que sim, e ele soltou, sem filtro: "Sempre tive curiosidade de ver dois caras ao vivo." Demos um beijo demorado ali na frente dele, o que o fez arfar de tesão. Puxamos o cara para junto da gente. A química foi imediata. Ele tinha um volume impressionante guardado na bermuda, e logo me ajoelhei para deixá-lo duro como pedra, alternando com o argentino. Em pouco tempo, o cara estava no comando, fodendo o argentino ali mesmo, sob a luz da lua, enquanto eu assistia àquela cena absurda e gozava só de olhar. No dia seguinte, caminhando sozinho pela praia para curar a ressaca, cruzei com ele de mãos dadas com uma garota. Ele me reconheceu, acenou discretamente e continuou. Minutos depois, vi o mesmo cara correndo sozinho em direção às pedras mais afastadas. Fui atrás, movido pela curiosidade. Atrás das falésias, escondido do vento, ele me esperava só de calção, a marca bem desenhada no tecido molhado. Disse que a garota não quis acompanhar a corrida e confessou, com a voz baixa: "Faltou uma coisa ontem. Quero saber como é ser passivo." Não precisei ouvir duas vezes. Meu corpo reagiu na hora. Fomos para um recanto totalmente protegido pelas rochas. Ele começou me engolindo com fôlego, lubrificou o próprio corpo com saliva e se posicionou. Entrei devagar, sentindo a pressão justa da carne dele, até ganhar ritmo. Ele gemia contra a rocha, entregue ao prazer, até gozar sem nem tocar no próprio corpo. Senti a contração forte e descarreguei tudo dentro dele logo em seguida. Tomamos um banho de mar rápido, trocamos contatos e voltamos para a vila por caminhos diferentes. Voltei para casa esgotado, mas com a certeza de ter vivido cada segundo daquele paraíso.
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