Chegando na casa dele, o cenário era simples: uma casa pequena, daquelas com sala, cozinha, banheiro e dois quartos colados. Foi ali que a vi pela primeira vez. Negra, falsa magra, por volta de 1,60 m e uns 44 kg de pura presença. Tinha 32 anos. O irmão me apresentou como sendo a irmã dele, uma "moça de casa", certinha. Ela me recebeu com um sorriso, trouxe água, depois suco e, quando o serviço no motor terminou, já estávamos tomando cerveja juntos. Mas o olhar dela entregava que a postura de moça comportada era só a superfície.
A surpresa não demorou uma semana. Ela pediu meu telefone, me ligou e o jogo começou. No final de semana seguinte, o que era para ser um namoro recente virou um teste para o coração. Ela me levou até um terreno aberto na região. O chão tinha marcas de quem já conhecia o caminho, inclusive algumas camisinhas usadas espalhadas pela terra — detalhe que me deu o primeiro estalo de que ela sabia exatamente onde estava pisando. Sem rodeios, ela ficou de quatro ali mesmo e disse que não estava aguentando, que queria foder comigo. Foi rápido, intenso, com a adrenalina de um lugar proibido. Fomos lá mais umas três vezes, mas a pulga atrás da minha orelha com aquele terreno me fez mudar o cenário do jogo.
Passamos a nos ver na casa dela. O quarto não tinha porta, mas aos 24 anos, quem se importa? O irmão vivia na casa da namorada, restando ali apenas a mãe e uma irmã mais velha. A ousadia dela não tinha limites. Lembro-me perfeitamente de uma vez em que eu estava atrás dela, socando devagarinho, enquanto ela mantinha o rosto voltado para a porta do quarto, conversando normalmente com a mãe e a irmã que estavam na sala. O risco de sermos pegos parecia ser o combustível dela. Naquela casa pequena, todos sabiam o que acontecia, mas o silêncio era o pacto para manter as aparências.
Durante a semana, a recepção era sempre garantida. Ela me esperava de shortinho rosa curto e regata de renda, pronta para o que desse e viesse. O apetite dela era voraz, uma mulher decidida que conhecia o próprio corpo, gostava de se masturbar, conhecia sua própria intimidade e não tinha medo de pedir o que queria.
Mas toda aquela intensidade tinha um preço. Com seis meses de namoro, o peso dos 32 anos dela bateu de frente com os meus 24. Ela queria casar, morar junto, fincar raízes. Para mim, que estava ali pela adrenalina e pela curtição da juventude, o aviso de parada foi claro. Era hora de pular fora antes que o compromisso sério engolisse a liberdade. O namoro terminou ali, deixando para trás a lembrança de uma virada de ano inesquecível e a certeza de que, de certinha, aquela moça de casa não tinha absolutamente nada.
ebano-