E assentiu, trêmulo.
Ricardo sorriu — não um sorriso amigável, mas o sorriso de quem acabara de ganhar um jogo que vinha jogando há anos sem saber.
— De joelhos — ordenou Ricardo, guardando o celular no bolso. — Ajoelha-se agora. Quero ver o pastor André, homem de Deus, líder espiritual, de joelhos para mim.
André hesitou. Suas pernas tremiam, o sanguamento nas orelhas, a visão embaçada. Ele tinha 48 anos de vida, 25 de ministério, uma reputação construída com cuidado, uma família que protegia. E agora, tudo isso pendia de um fio — do celular no bolso de Ricardo, da porta trancada, da vontade de um homem que ele subestimara.
Caiu de joelhos. Lentamente, o corpo pesado, as articulações rangindo. O carpete da igreja era fino, gasto. Sentiu as fibras nas pernas nuas — porque já estava sem calças, não lembrava quando tirara, apenas lembrava de estar nu, exposto, ridículo.
Ricardo circulou ao redor, inspecionando. — Olha para você — murmurou, a voz baixa, quase reverente na crueldade. — Barbudo. Peludo. Grande. E de joelhos. Para mim.
Ele parou atrás de André. As mãos desceram, pesadas, e agarraram os ombros largos do pastor. Massagearam, apertaram, dominaram.
— Você nunca foi tomado — Ricardo constatou, não perguntou. — No vídeo, você estava em cima. Você fodia aquele garoto. Nunca foi fodido.
André engoliu seco. — Não... nunca... sou casado, sou hétero, eu não...
— Era — Ricardo corrigiu, as mãos descendo pela coluna de André, até a cintura, até as nádegas grandes e peludas. — Agora é o que eu disser. E eu digo que você é virgem. Que eu vou ser seu primeiro. Que vou te quebrar, te marcar, te fazer sangrar. E você vai me agradecer.
— Por favor, Ricardo... — André tentou se levantar, mas uma mão pesada empurrou-o de volta ao chão.
— Fica — ordenou, a voz de comando absoluto. — Aceita. Ou destruo tudo agora. Ligo para sua esposa. Envio o vídeo. Conto para a igreja. Para a polícia. Para o jornal. Você acaba. Preso. Destruído. Ou... — a mão apertou uma nádega, fazendo André gemer — ...ou aceita ser meu. Minha propriedade. Minha puta secreta. E eu guardo seu segredo. Para sempre.
André chorou. Silenciosamente, as lágrimas escorrendo pela barba, caindo no peito peludo. Ele pensou em Maria, em seus filhos, em sua mãe idosa que o via como santo. Pensou em Mateus, no jovem que ele mesmo havia dominado, usado, destruído. E agora, o karma. A justiça. A queda.
— Faça o que quiser — sussurrou, derrotado. — Mas por favor... tenha piedade. Vá devagar. Eu nunca... nunca fiz isso.
Ricardo riu, baixo. — Piedade? Devagar? — ele se aproximou, o corpo inteiro pressionando as costas de André, o pênis duro — imenso, André sentiu-o através da calça — marcando a separação das nádegas. — Vou ser brutal. Vou ser cruel. Vou fazer você sentir cada centímetro. E amanhã, quando tentar sentar para pregar, vai lembrar de mim. Vai sentir a ardência. E vai saber que é meu.
Ele se afastou. Tirou a roupa com eficiência, sem pressa. A camisa polo, a calça social, a cueca. Ficou nu, imponente, o corpo de homem maduro que cuidava de si — peito musculoso, abdômen firme, pernas grossas, e entre elas, o pênis que André agora via pela primeira vez: imenso, grosso, a cabeça roxa e brilhante de tesão, curvado para cima como uma arma.
André olhou por cima do ombro e sentiu o pânico real. — É... é grande demais... não vai caber... vai me rasgar...
— Vai caber — Ricardo garantiu, ajoelhando-se atrás dele, as mãos nas nádegas, abrindo, inspecionando a entrada apertada, rosada, virgem. — Vai doer. Vai sangrar. Mas vai caber. Sempre cabe.
Ele cuspiu. Uma vez, duas, três vezes, na mão, e esfregou na entrada de André. Depois introduziu um dedo, forçando, fazendo o pastor arfar, apertar, tentar fugir.
— Relaxa — Ricardo ordenou, o dedo entrando, saindo, entrando mais fundo, preparando, abrindo. — Se apertar, piora. Abre. Aceita. Recebe.
Introduziu dois dedos. André gritou, uma vez, alto, a voz ecoando no escritório vazio. — Por favor! Por favor, Ricardo, eu imploro, vá devagar, eu não aguento...
— Aguenta — Ricardo cortou, os dedos movendo-se em tesoura, abrindo a carne, preparando para algo muito maior. — Aguenta porque não tem escolha. Aguenta porque é meu. Aguenta porque eu quero.
Quando retirou os dedos, André estava ofegante, suado, o ânus pulsando, escancarado, preparado à força. Ricardo posicionou-se. A cabeça do pênis pressionou a entrada, quente, dura, impiedosa.
— Implora mais — Ricardo sussurrou, inclinando-se sobre André, a barba raspando o pescoço do pastor. — Implora para eu te foder. Diga que quer. Que precisa. Que é minha puta de igreja.
— Eu... eu quero... — André chorava, o rosto no carpete, as mãos apertando o tecido gasto. — Eu preciso... me fode, Ricardo... me usa... faça de mim o que quiser... só por favor, por favor, vai devagar...
— Não — Ricardo respondeu, e empurrou.
A penetração foi brutal. Sem piedade, sem preparo adequado, sem lubrificação suficiente. Ricardo avançou de uma vez, sentindo a carne ceder, rasgar, sangrar levemente, sentindo o calor apertado, úmido, virgem, envolvendo-o completamente.
André gritou. Não conteve. Gritou como animal, a voz gutural, de dor absoluta, de perda total, de destruição completa. Ele sentia-se sendo partido ao meio, dilacerado, invadido em sua essência. Ricardo era imenso, muito imenso, enchendo-o completamente, tocando fundo em seu intestino, rearranjando suas entranhas.
— Aperta — Ricardo rosnou, já movendo-se, sacadas curtas, profundas, sem dar tempo para André se adaptar. — Aperta meu pau, sua puta virgem. Meu gato de padre. Minha propriedade.
André apertava, involuntariamente, o corpo tentando expulsar o invasor, apenas massageando-o, apertando-o, provocando prazer em vez de rejeição. Ricardo gemeu, aprovando, e acelerou.
O som de pele batendo em pele — as coxas grossas de Ricardo contra as nádegas peludas de André — ecoava no escritório. O ranger da mesa, o choro abafado do pastor, a respiração ofegante do tesoureiro. Um concerto de dominação.
— Você está sangrando — Ricardo constatou, olhando para baixo, vendo o vermelho escorrendo, facilitando a entrada, tornando-a mais suave, mais obscena. — Virgem de verdade. Sangue de verdade. Agora você é mulher. Agora você é minha.
— Eu sou... — André gemia, o rosto contorcido, as lágrimas misturando-se com o suor. — Eu sou sua... sua puta... sua propriedade...
Ricardo agarrou os cabelos de André, puxando a cabeça para trás, curvando as costas do pastor, entrando ainda mais fundo. — Goza — ordenou. — Goza sem eu tocar seu pau. Só comigo te fodendo. Só com dor. Só com humilhação.
André não queria. Não queria sentir prazer. Mas seu corpo — traiçoeiro, incontrolável, finalmente livre de suas amarras — reagiu. O pênis, antes mole de medo, endureceu completamente, pulsando, vazando pré-gozo no carpete. E então, sem ser tocado, explodiu.
Gozou gritando, o corpo convulsionando, o ânus apertando convulsivamente em torno do pênis de Ricardo, massageando-o, apertando-o em espasmos que não eram dor, eram prazer absoluto, entrega total.
Ricardo sentiu a pressão e perdeu o controle. Acelerou, transformou-se em máquina de carne, bombando sem piedade até sentir o inevitável — e então enterrou-se até as bolas, profundo, absoluto, e explodiu.
Gozou em jatos longos, quentes, enchendo André, marcando território, possuindo completamente. Ficou ali, ofegante, pesado, o suor escorrendo pelas costas, até que o pênis amolecesse o suficiente para sair.
Quando saiu, foi seco. André desabou no carpete, trêmulo, o sêmen e o sangue escorrendo, misturados, profanando o chão sagrado da igreja.
Ricardo se vestiu com calma. Pegou o celular, apagou o vídeo — não o original, claro, apenas essa cópia — e jogou um lenço de papel sobre André.
— Limpe-se. Vista-se. Saia pela porta dos fundos. E lembre-se: segunda, quarta e sexta, você vem à minha casa. 20h. Pontual. Sem camisinha. Sem reclamações. Ou o vídeo original vaza.
André não respondeu. Apenas chorou, sentindo a ardência, a marcação, a transformação completa.
Ricardo saiu, imponente, destrancando a porta, deixando o pastor nu, destruído, profanado no chão do próprio escritório.
E naquela noite, quando André voltou para casa, beijou sua esposa Maria nos lábios, sentou-se para o jantar com os filhos, e sorriu como se nada tivesse acontecido.
Mas quando foi ao banheiro, sentiu a ardência. E quando se olhou no espelho, viu os olhos de outro homem.
Um homem que já não era apenas pastor.
Era propriedade.
Era puta.
Era de Ricardo.
Para sempre.

