Acompanhando minha amiga até a casa do pai dela, onde ela ia eventualmente apenas para pedir dinheiro, fiquei quieta, escutando os dois conversarem. Ele dizia que ela só aparecia lá para pedir dinheiro, e ela respondia, em tom jocoso, que não era verdade: também ia lá para comer quando estava sem dinheiro para comprar algo na rua.
O bom humor dele era algo que eu achava interessante. Por vezes, fui lá com essa amiga e, certo dia, em uma dessas idas, ele nos levou para comer fora. Não é que a piada de ir pedir comida era verdade também? Rsrs.
Incrível como, em pouco tempo de conversa, achei ele tão interessante. Mesmo minha amiga falando que ele era meio chato por ser inteligente demais, foi exatamente isso o que mais me atraiu. Amo homens inteligentes, e ele o era em demasia.
Daquele dia em diante, comecei a olhá-lo com outros olhos sempre que o via.
Certo dia, mandei uma mensagem para o número dele, com a desculpa de perguntar se minha amiga estava lá, pois eu estava a pé e precisava de uma carona para ir ao dentista. Eu sabia que ela não estaria, pois estava com o namorado dela, e, bem como eu previa, o pai dela me ofereceu uma carona, o que aceitei prontamente.
Conversamos na ida ao dentista, e ele se ofereceu para me buscar quando eu tivesse terminado lá. Aceitei. No caminho de volta, paramos para comer algo, e ele perguntou se eu não queria sair à noite. Ele estava claramente envergonhado, e eu achei fofo.
Aceitei o convite dele e, à noite, estava pronta para sair. Vesti-me bem simples, apenas um moletom preto, pois o frio de São Paulo corta a carne, e um shortinho, pois não sinto muito frio nas pernas. Ou como diz o ditado puta não sente frio. Meu coturno preto e meias longas completavam o visual. No pescoço, uma gargantilha com alguns espinhos adornados, e o cabelo solto.
Ele usava uma calça jeans e uma camisa social, barba desgrenhada e cabelo amarrado, meio bagunçado, com alguns fios esvoaçantes. Brinquei, falando sarcasticamente que ele estava bem arrumado para sair. Ele abriu a boca para me responder, parou por um instante e indagou o motivo de eu estar de coleira.
— Não é uma coleira, é uma gargantilha. É diferente.
— Para mim, parece uma coleira.
Eu apenas revirei os olhos e falei:
— E o barbeiro estava fechado?
Ele me olhou e disse que meu cabelo estava lindo, que não precisava de barbeiro, e acrescentou que não fazia ideia de que eu cortava o cabelo em barbeiro em vez de salão.
Foi inevitável meu pensamento sair em voz alta:
— Para um cara inteligente, você é bem burro.
E a resposta dele foi:
— Talvez eu apenas não me importe tanto quanto você achou que eu me importaria.
Juro que pensei que tinha sido uma má ideia aceitar aquele convite. O choque de gerações não ia dar certo, mas eu já estava ali. Não custava tentar. Se fosse muito ruim, eu simplesmente pararia de falar com ele e pronto. Ao menos, eu teria uma noite de bebida e comida grátis antes.
A noite foi mais agradável do que eu imaginaria que seria, mais inesperada do que eu poderia imaginar. Sentada à mesa de um barzinho que ele gostava, um lugar isolado, mas muito aconchegante, não consigo descrever qual foi a sensação que tive ao vê-lo recitar, de forma inspirada, um poema de Vinicius de Moraes, ao mesmo tempo em que o som ambiente tocava Poison, de Alice Cooper.
Esse contraste nunca faria sentido na minha cabeça, mas ali foi uma mistura inebriante. E, se dou tantos detalhes dessa noite, é porque, de fato, foi algo inesquecível. Desde o perfume suave que exalava, muito discreto, até a forma calma de falar, quase como se fosse dono de todo o tempo do mundo. O tom professoral, seguido de olhares e sorrisos de canto de boca, fazia com que eu me sentisse em um conto de fadas.
Quase às três da manhã, percebi que o tempo havia passado. Até então, nem tinha notado isso. Falei que já estava tarde e que precisava ir. Ele disse que me levaria para casa. Não me chamou para a casa dele, como eu achei que faria, então eu mesma disse.
Falei que estava meio tarde e que minha casa ficava bem longe, dando a indireta mesmo. Ele se ofereceu para me pagar um hotel. Eu brinquei que só aceitava se ele fosse junto. Ele apenas aceitou, e eu não sabia se realmente tinha aceitado de verdade ou se tinha falado aquilo como uma anedota.
Depois de pagar a conta e sairmos, enquanto o som do carro tocava Bryan Adams, eu ainda não sabia se ele estava me levando para minha casa ou para um hotel mesmo. Naquela hora, podia estar até me sequestrando, que eu estava tão boba que teria me deixado levar para onde quer que fosse.
Meus parabéns para quem conseguiu adivinhar
Subimos para o quarto onde eu já esperava um sexo gostosinho e romântico ao julgar por como foi a noite. E, nossa, essa noite eu descobri que amo esse tipo de sexo também. Assim que a porta se fechou me joguei encima dele beijando-o, enquanto minha mão escorregava para dentro da calça dele o olhei nos olhos e disse. “Não sei como era na sua época, mas hoje em dia as vagabundas da minha geração gostam de ser fodidas no primeiro encontro”. O que se seguiu foi ele me levantando em seus braços com extrema facilidade, pulei em seu colo e enlacei minhas pernas em suas costas, as mãos dele corriam entre meus cabelos enquanto ele empurrava minha cabeça pela nunca, na direção do seu beijo forte, a outra mão desceu por minhas costas entrando por dentro de meus shorts e encontrando um firma apertão em minha bunda, caminhou comigo em direção a cama e me pousou sobre ela, não tivemos tempo sequer de ligar o ar ou colocar uma música, sentia uma vontade incontrolável de devora-lo vivo, alguma coisa nele me atraia de forma assustadoramente carnal.
Quando já estava deitada de costas na cama e ele começou a puxar meus shorts, tive dificuldade de soltar dele, não queria parar de beija-lo, segurei seu rosto e continuei a beijar, ele entendeu, apenas abriu o suficiente da calça, colocou o pau para fora e meteu de vagar, já estava tão húmida que quando entrou tudo que consegui fazer foi morder os lábios enquanto olhava nos olhos dele. O pau era perfeito, nem grande demais e nem pequeno demais, parece que tinha sido feito sob medida para minha bucetinha, quando já tinha entrado por completo ele se ajeitou por cima de mim, colocou as mãos em meu pescoço e começou a me sufocar enquanto estocava, puxava até ficar só a pontinha da cabeça e então metia todo de uma vez. Meu gemido abafado e sufocado a cada estocada funda, as mãos em meu pescoço e os olhos deles focados nos meus, passei minhas mãos por detrás de meus joelhos abrindo o máximo possível minhas pernas para ele.
Quando ele soltou me pescoço e deitou seu corpo sobre o meu de forma quase instintiva cruzei as pernas por detrás dele, meus braços envolta de seu pescoço, queria beija-lo de novo, mas ele desviou para o lado e começou a beijar meu pescoço, tentei beijar o dele também, mas não consegui, então apenas mordi o pescoço dele e comecei a chupar. No decorrer dessa noite deixei ele com várias marcas de chupão.
Ele parou, de meter, colocou o rosto dele junto ao meu e falou sussurrando.
— Esqueci de pôr a camisinha.
Eu falei colada no ouvido dele.
— Foda-se a camisinha, só continua me fodendo ...
Ele não respondeu nada, ergueu o corpo como antes, mas dessa vez não pós as mãos em meu pescoço, apenas retirou meus óculos já estavam todos embaçados, virou meu rosto de lado e pressionou minha cabeça de lado contra o colchão então voltou a estocar como antes, por algum motivo eu comecei a rir muito com isso, não sei o motivo de rir, mas estava muito gostoso e eu apenas gargalhei, assim foi por alguns instantes. Então comecei a tremer as pernas, tentei sair com a bunda para o lado, ele soltou meu rosto e segurou minha cintura com as duas mãos.
— Volta aqui ...
Foi tudo que entendi enquanto ele continuava a meter ainda mais rápido, movi as pernas para dentro de forma que ficaram dobradas e meus joelhos encostados no peito dele, não tive forças sequer para gemer quando esguichei direto nele, sem tirar de dentro, ele mantendo e eu gozando, molhando toda a camisa dele que o mesmo nem tinha tirado, quando parrou eu ainda estava tendo alguns espasmos, minha visão turva. Recuperei o folego e olhei para ele, exausta e muito, mas MUITO satisfeita. Comecei a rir enquanto ainda tinha alguns espasmos do orgasmos.

