Ricardo me contou essa história na terceira vez que me comeu. Estávamos no apartamento que ele alugava perto do clube, a esposa viajando de novo. Eu estava de quatro na cama, o pau dele ainda latejando dentro de mim depois da primeira gozada, quando ele começou a falar. A voz era baixa, confiante, de quem não se arrepende de porra nenhuma. — Você quer saber de um que quase me fudeu de verdade? — perguntou, dando uma estocada lenta. — Um cara chamado Rafael. Casado, trinta e dois anos, corpo de academia pesada. Peito largo, braços grossos, barriga trincada, coxas de quem levanta peso de verdade. Hétero de carteirinha. O tipo que fala alto no vestiário sobre a mulher, sobre futebol, sobre como “viado não tem vez”. Eu olhei pra ele e soube na hora que ia ser difícil. Mas eu gosto de difícil. Ele continuou me fodendo devagar enquanto contava. Eu escutava cada palavra e meu cu apertava sozinho. Rafael começou a treinar comigo no começo do ano. Tinha indicação médica também — coluna, stress, pressão alta. Chegava sempre de camiseta justa, short curto, o volume generoso balançando. No vestiário ele se trocava sem pudor, falava alto, ria alto, batia no peito dos outros alunos. “Porra, professor, hoje eu vou te mostrar que homem de verdade nada melhor que esses moleques.” Eu só sorria e corrigia a técnica. As primeiras semanas foram só olhar. Eu corrigia a postura dele na água, a mão na lombar larga, os dedos demorando um segundo a mais. Ele não afastava. Só grunhia e seguia. Um dia, na correção de pernada, eu estava atrás dele na água rasa. O pau mole dele encostou na minha coxa. Ele virou o rosto rápido. — Cuidado aí, professor. — A voz saiu rouca. — Foi sem querer. — Eu respondi, mas não me afastei logo. Ele ficou quieto. Nadou o resto da aula sem falar. No vestiário, depois, ele estava só de toalha. Eu também. Quando ele se abaixou para pegar a bermuda, a toalha escorregou. O pau dele era grosso, mesmo mole, o saco pesado. Eu olhei. Ele pegou. — Tá olhando o quê, porra? — Nada. Só esperando você sair para trancar. Ele vestiu a bermuda com força, o rosto fechado. Naquele dia eu achei que tinha passado do ponto. Duas aulas depois eu tentei de novo. Na correção de braçada eu segurei o tronco dele por trás, o peito colado nas costas largas. Sussurrei perto da orelha: — Solta o ombro. Você tá duro demais. Ele ficou rígido. O pau dele endureceu dentro do short de banho. Eu senti. Não comentei. Quando saímos da água ele foi direto pro chuveiro e ficou lá tempo demais. No WhatsApp eu mandei a primeira mensagem naquela mesma noite. “Rafael, amanhã a gente treina resistência. Chega dez minutos mais cedo. Quero ajustar a pernada.” Ele respondeu só com um “Beleza”. No dia seguinte, no vestiário vazio, eu fechei a porta. Ele estava de costas, tirando a camiseta. Eu me aproximei e coloquei a mão na lombar dele, bem embaixo, quase na borda do short. — Tá tenso. Deixa eu soltar. Ele virou. O olhar era de quem ia bater. — Professor… o que caralho é isso? — Massagem. Técnica. — Técnica o caralho. Tira a mão. Eu tirei. Mas não me afastei. — Você ficou duro na água ontem. Eu senti. O rosto dele ficou vermelho. A voz saiu baixa e perigosa. — Eu sou casado. Eu gosto de mulher. Se você tá pensando alguma putaria, esquece. Eu não sou veado. — Eu também sou casado. E também gosto de mulher. — Eu respondi, firme. — Mas o seu pau ficou duro quando eu encostei. Isso não mente. Ele deu um passo à frente. O peito largo quase batendo no meu. — Se você falar isso de novo eu quebro sua cara. Entendeu? Eu não recuei. O coração batia forte, mas a voz saiu calma. — Entendi. Aula normal então. Ele se vestiu e saiu sem olhar pra trás. Eu fiquei parado, achando que tinha perdido o cara de vez. Naquela noite mandei só uma mensagem: “Se mudar de ideia, me avisa. Sem pressão.” Ele visualizou e não respondeu. Passaram-se cinco dias. Eu não falei mais nada nas aulas. Tratei ele igual aos outros. Ele nadava, grunhia, falava de futebol, de mulher, de como “homem de verdade não se curva”. Eu só corrigia a técnica e seguia. Na sexta-feira à noite o celular vibrou. “Professor. Você ainda tá acordado?” “Tô.” “Aquilo que você falou… no vestiário. Eu não consigo parar de pensar. E isso me deixa puto pra caralho.” “Por quê?” “Porque eu nunca olhei pra homem. Nunca. E agora eu fico duro quando lembro da sua mão na minha lombar. Que porra é essa?” Eu demorei um pouco para responder. Escolhi as palavras com cuidado. “É curiosidade. Todo mundo tem. Não precisa virar drama. Se quiser a gente esquece. Se quiser a gente conversa. Sem compromisso.” Ele demorou vinte minutos. “Conversa como?” “Você decide. Pode ser só mensagem. Pode ser depois da aula. Pode ser nada.” Outro silêncio longo. “Eu não quero ser veado.” “Você não vai ser. Você vai continuar sendo o mesmo machão casado que treina pesado e mete na mulher. Só vai descobrir uma coisa a mais.” “E se eu odiar?” “Aí a gente para e nunca mais fala nisso.” Ele não respondeu naquela noite. Mas no dia seguinte chegou dez minutos mais cedo, como eu tinha pedido semanas atrás. O vestiário estava vazio. Ele se trocou sem falar. Quando ficou só de sunga, o volume já estava semi-duro. Eu tranciei a porta. — Decidiu? Ele olhou pra mim. O maxilar travado. — Eu não sei o que eu tô fazendo. Mas se você contar pra alguém eu te mato. — Não vou contar. Eu me aproximei. Ele não se afastou. Coloquei a mão no peito largo, sentindo o músculo duro sob a pele. Ele respirou fundo. A mão dele subiu e segurou meu ombro com força, como se ainda pudesse empurrar. — Eu nunca beijei homem — disse, a voz rouca. — Eu também não beijava até uns anos atrás. Agora beijo quando quero. Eu puxei a nuca dele. O beijo foi bruto. Dentes, língua, respiração quente. Ele mordeu meu lábio inferior com força. Eu retribuí. As mãos dele desceram e apertaram minha bunda como se quisesse quebrar. O pau dele já estava completamente duro, batendo contra o meu através da sunga. Eu o empurrei contra o armário. A porta de metal bateu. Tirei a sunga dele de uma vez. O pau saltou grosso, a cabeça já molhada. O saco pesado. Eu segurei e apertei. — Caralho… — ele gemeu. — Fala baixo. Ou grita. Tanto faz. Eu me ajoelhei. Engoli o pau dele até a garganta. Ele soltou um grunhido baixo e segurou meu cabelo com as duas mãos. Não foi delicado. Fodeu minha boca com força, o quadril empurrando. Eu engasguei e continuei. A saliva escorria pelo queixo. O gosto era de homem, de suor de treino, de pau que nunca tinha sido chupado por outro homem. Ele puxou minha cabeça para trás. — Levanta. Agora. Eu levantei. Ele me virou de costas e me empurrou contra o armário. A mão grande abriu minha bunda. O dedo grosso, seco, tentou entrar. Eu soltei um gemido de dor. — Calma. Usa saliva. Ele cospiu na mão e voltou. O dedo entrou. Depois dois. Ele abria sem delicadeza, como quem abre uma porta com o ombro. Eu empinei a bunda e empurrei para trás. — Porra, você tá apertado — ele rosnou. — Enfia. Ele tirou os dedos, cospiu no pau e encaixou a cabeça. Empurrou. A dor foi seca, intensa. Eu mordei o braço para não gritar. Ele não parou. Entrou até a metade, parou, respirou fundo, e enterrou o resto de uma vez. — Caralho… — ele gemeu no meu ouvido. — Que porra de cu apertado. Começou a foder. Estocadas longas, pesadas, o corpo inteiro batendo no meu. O peito largo colado nas minhas costas. O braço ao redor do meu peito, segurando firme. Cada estocada fazia o armário tremer. O pau dele era grosso, as veias raspavam por dentro. Eu sentia cada centímetro. — Mais forte — pedi. Ele obedeceu. As estocadas ficaram brutais. O som era de pele batendo em pele, de respiração ofegante, de gemidos baixos e roucos. Ele mordeu meu ombro com força. Eu empurrei a bunda para trás no mesmo ritmo. — Você gosta disso, hein? — ele falou, a voz embargada. — Gosta de tomar pau de machão. — Gosto. Continua. Ele segurou meu pau e masturbou com força, no mesmo ritmo das estocadas. Eu gozei primeiro, jatos fortes contra o armário, o corpo inteiro se contraindo. O cu apertou o pau dele em espasmos. Ele gemeu alto e acelerou. — Vou gozar. Onde? — Dentro. Ele enterrou fundo e gozou. Os jatos quentes encheram. Ele continuou empurrando enquanto gozava, drenando tudo. Quando parou, ficou parado, o peito subindo e descendo contra minhas costas, o pau ainda pulsando dentro. — Porra… — ele murmurou. — Eu acabei de comer um homem. — E vai comer de novo. Ele saiu devagar. O gozo escorreu pela minha coxa. Eu me virei. O rosto dele estava vermelho, suado, o olhar ainda confuso, mas o pau ainda semi-duro. — Isso não muda nada — ele disse, a voz baixa. — Eu continuo hétero. Continuo casado. Continuo o mesmo. — Eu sei. Eu também. Ele me puxou pela nuca e beijou de novo. Dessa vez mais lento, mas ainda bruto. A mão desceu e apertou minha bunda, os dedos entrando no cu molhado de porra. — Semana que vem. Depois da aula. Eu quero de novo. — Vai ter. Ele se vestiu em silêncio. Antes de sair, parou na porta e olhou pra trás. — Se alguém descobrir, eu nego até a morte. E você também. — Combinado. A porta fechou. Eu fiquei sozinho no vestiário, o cu latejando, o gozo ainda escorrendo. E sorri. Porque eu sabia que ele ia voltar. Machão de verdade sempre volta quando descobre que gosta de tomar.
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