Alta, confiante, de salto firme e olhar que raramente se abaixava. Na empresa, os homens a desejavam em silêncio. Ela gostava disso. Até o dia em que decidiu que queria o homem quieto da sala do fundo.
Foi até a sala de café de propósito.
A porta se abriu. Ela entrou e o encontrou ali. O sorriso dela foi lento, seguro. O dele não existia.
— Então é aqui que você se esconde… — disse, parando perto demais. — Eu estava te procurando. E não gosto de esperar.
Ele ergueu os olhos, completamente sério.
— Do que você está falando? Você está zoando, né?
— Zoando? Eu não brinco com o que eu quero. Estou falando que eu te quero. Que vim até aqui de propósito.
Ele desviou o olhar, a voz fria:
— Você é muito bonita e sexy. Mas que papo é esse? Eu nem sou bonito e nunca te dei trela. Isso parece pegadinha.
Ela se aproximou mais.
— Pegadinha? Eu não perco meu tempo com isso. Eu sei o que eu vejo. E eu quero você.
Ele a encarou sem nenhuma expressão suave.
— Melhor desistir. Você não sabe com quem está se metendo.
Ela segurou o queixo dele.
— Olha pra mim quando eu estou falando com você. Eu sei exatamente com quem estou me metendo.
Ele respondeu, ainda mais frio:
— Se você acha que sou uma presa inofensiva, está enganada. Eu não faço nada que eu não quero. E no momento eu não confio nesse papo. Quero tomar café.
Ela serviu o café.
— Tome. Mas eu não vim só pra te provocar e ir embora.
— Isso é um jogo — ele disse. — Sempre é. Quero saber suas reais intenções. Até lá, vou tomar café.
— Minhas intenções são simples. Eu quero você. Quero te ver perder essa frieza.
Ele baixou os olhos para o celular.
— Ok. Você vai ser testada. Vamos ver até onde aguenta.
Ela empurrou a tela para baixo.
— Olha pra mim. Eu não fico esperando quieta.
Ele ergueu o olhar, sério:
— Você está em teste de resistência. Eu não sou o homem que você está acostumada. Você não vai me acuar.
Foi então que ele se moveu. Segurou os braços dela para trás, prendeu-a contra a parede.
— Quem é a presa agora?
O ar sumiu. O corpo dela reageu na hora — calor, tremor, umidade.
— Então é assim que você joga… — a voz saiu rouca. — Segura firme e me mostra.
Ele mordeu o pescoço dela com calma fria, beijando enquanto a pressionava. O gemido dela foi baixo. O quadril buscou o dele sozinho.
Ele a largou de repente, se recompôs e caminhou em direção à porta sem sorrir.
— Bom. Acabou a hora do café. Até mais.
Ela ficou contra a parede, o pescoço latejando, a calcinha já molhada, o coração disparado.
No dia seguinte ela estava pior. Mais sensível. Mais molhada só de pensar nele. Quando ele entrou na sala dela, ela já o esperava.
— Bom dia — disse, a voz rouca. — Passei a noite com a mão entre as pernas lembrando dos seus dedos e da forma como você falou que eu ia me submeter.
Ele a olhou sem nenhuma suavidade.
— Você não está do jeito que eu quero ainda.
Virou-se e foi para a sala da gerente. Ela o seguiu. Quando ele abraçou a gerente com intimidade, o peito dela apertou. O ciúme veio misturado com um desejo ainda mais forte.
Assim que a gerente saiu, ela falou:
— Sorrindo para ela. Abraçando ela. Logo depois de me deixar assim. Você está me testando de outro jeito agora.
Ele se aproximou, passou a mão no rosto dela, a voz baixa e séria:
— Você está começando a ficar do jeito que eu quero. Quando você começar a suplicar de verdade, de toda a sua alma… aí sim eu vou te foder até você se perder completamente.
O corpo dela tremeu.
— Continua me provocando então — respondeu, ofegante. — Porque cada palavra sua me deixa mais perto de pedir.
Ele puxou o cabelo dela para trás com força, a mão na cintura, o corpo pressionando o dela.
— É disso pra pior.
O gemido dela foi imediato. O couro cabeludo ardia. O calor desceu direto.
— Então piora — sussurrou. — Me puxa mais.
Ele cobriu a boca dela com a mão e apertou a nádega.
— Silêncio. Você tem de gemer em silêncio.
O som saiu abafado. O corpo rebolou sozinho contra o dele.
Ele se afastou de novo, frio, e saiu sem olhar para trás.
Ela ficou sozinha na sala, a respiração descompassada, a nádega latejando, a calcinha encharcada, as pernas fracas. Pela primeira vez desde o início, a ideia de se ajoelhar não parecia mais impossível. O desejo tinha virado quase uma dor. Ela passou o resto da tarde tentando trabalhar, mas o corpo não colaborava. Cada vez que fechava os olhos, sentia de novo o puxão no cabelo, a mão na boca, a pressão do corpo dele. A umidade não diminuía.
Foi nesse estado — inquieta, molhada, com a resistência já rachada — que ele voltou no final da tarde.
Entrou sem bater, com um celular na mão. Trancou a porta. Fechou as persianas uma por uma. O rosto continuava sério.
— É um cliente importante. Quero que você tenha uma reunião com ele agora e demonstre nossos produtos por voz.
Ela atendeu, a voz ainda tentando ser profissional.
— Boa tarde, aqui é a…
Ele a empurrou de bruços sobre a mesa. A saia foi erguida. A calcinha puxada para o lado. O pau grosso e quente começou a esfregar entre seus lábios já encharcados.
— …desculpe, pequena interferência. Como posso ajudá-lo hoje?
Ele entrou. Devagar. Fundo. Enquanto ela ainda falava ao telefone.
— Se perder esse cliente, você vai estar em maus lençóis — sussurrou no ouvido oposto, a voz completamente séria.
Ela mordeu o lábio. As unhas se cravaram na madeira.
— …os diferenciais incluem integração completa e suporte prioritário…
Ele começou a fodê-la de verdade. Estocadas profundas. Puxões no cabelo. Tapas fortes na nádega.
— Rebola, vadia.
O quadril dela obedeceu. Rebolava enquanto a voz saía rouca e quebrada ao telefone.
— …o prazo de implementação costuma ser de trinta a quarenta e cinco dias…
Ele a fodeu como um animal, segurando o quadril, o pau entrando fundo demais. Quando gozou dentro dela — quente, abundante, pulsando —, o corpo dela se contraiu com força. Sentiu cada jato.
Ele ajeitou a calcinha, desceu a saia e falou baixo, ainda sem sorrir:
— Belo trabalho. Agora você vai armazenar meu esperma até chegar em casa. Com o carinho da vadia que você é.
Ela passou o resto do dia assim. Cada passo fazia o líquido se mover. A calcinha úmida. O corpo inteiro consciente de que carregava algo dele.
No final do expediente ele apareceu de novo.
— Você passou no teste — disse, sério. — Isso significa que você é minha. Minha posse. Entendeu?
Ela o olhou, a respiração pesada.
— Entendi. Eu sou sua. Sua posse.
Ele a levou para casa em silêncio. No apartamento, a ordem foi seca:
— Tome um banho. Quero você limpa e cheirosa.
Quando saiu do banheiro, suas roupas tinham sumido. Sobre a cama, apenas o baby doll preto e o bilhete: **Vista-se.**
Ela vestiu. Caminhou até a sala.
Ele ofereceu vinho, pediu que se sentasse perto e falou, a mão deslizando pela coxa nua, o rosto ainda sério:
— Você já tinha chamado minha atenção quando eu cheguei na empresa. Sua arrogância, orgulho e beleza me encantaram. Você achava que estava no controle, mas eu manipulei tudo para você ser do jeito que eu queria agora. Você é minha por completo.
Ela cobriu a mão dele com a sua.
— Eu sei. Agora eu sou sua. Por completo.
Ele a levou até a porta secreta, digitou a senha. O quarto se abriu — escuro, cheio de couro, metal, cordas e promessas.
Só então, pela primeira vez desde o início de tudo, ele sorriu.
— Agora vamos brincar.
Ela deu o passo para dentro, o coração batendo forte, o corpo já reagindo, completamente entregue.
retilineo