A janta
A mesa estava posta com arroz, feijão, bife e salada. Ricardo chegou do plantão com cara de quem tinha dormido mal. O outro filho, Thiago, de dezesseis, já falava alto sobre o jogo.
— O segundo tempo foi um roubo, pai. Aquela falta nem existiu.
— Pois é. O juiz tava cego. Se o fulano tivesse chutado de primeira…
Gabriela servia o prato de Lucas sem olhar demais. Short de casa, ainda o mesmo jeans fino da tarde, agora um pouco frouxo na cintura depois do dia. Sem calcinha. Quando ela se inclinava para pegar a jarra, a costura do meio sumia entre os lábios da buceta e voltava a marcar. Lucas via. Ela sabia que ele via.
Os dois se olharam por cima da mesa. Um segundo só. Os dois pensaram a mesma coisa: o sofá, o episódio pausado, o ar-condicionado do quarto de casal, as meninas já no banho para dormir cedo.
Thiago continuava:
— E aquele gol anulado? Absurdo.
Ricardo riu, mastigando.
— Vocês dois de novo calados. Ainda pensando na série de gladiador? A irmã Gabriela e o filho mais velho no modo Roma.
Gabriela passou a língua nos dentes.
— Come, Ricardo.
Lucas sentiu o celular vibrar no bolso. Esperou o pai virar para o irmão e abriu a conversa.
Lucas: ele não para. e o thiago vai ficar na sala. a gente não vai conseguir assistir direito
Gabriela leu embaixo da mesa, o polegar escondido. Respondeu devagar, como quem só conferia a hora.
Gabriela: vou dar um jeito. come teu jantar
Ela levantou para pegar mais arroz. O short subiu atrás. A bunda redonda, o tecido colado no meio, a marca úmida que o jeans já não escondia direito. Lucas olhou. Thiago não. Ricardo estava ocupado xingando o juiz.
Quando sentou de novo, Gabriela falou natural, voz de mãe organizando a casa:
— As meninas vão dormir cedo hoje. Eu e o Lucas vamos terminar aquele episódio no quarto. Lá tem ar-condicionado. Aqui na sala esquenta e o Thiago fica no volume do jogo.
Ricardo nem levantou a cabeça do prato.
— Tá bom. Melhor mesmo. Vocês dois grudados no sofá até tarde e eu que tenho que ouvir depois. No quarto pelo menos não atrapalha. Só não vão acordar as meninas com grito de gladiador, viu? — deu uma risada curta. — A irmã da igreja assistindo putaria romana no ar-condicionado. Que testemunho.
Gabriela revirou os olhos, mas o canto da boca tremeu.
— É série, Ricardo.
— Sei. Vai lá. Eu fico aqui com o Thiago vendo o jogo.
Lucas sentiu o pau mexer debaixo da mesa. Mandou outra mensagem.
Lucas: ele acreditou
Gabriela: ele nunca vê maldade nisso. termina de comer
Depois da janta Thiago e o pai foram para a sala. Volume alto, replay, reclamação. As meninas já deitadas. Gabriela foi para o banho.
Ficou tempo demais debaixo da água. Saiu, se secou devagar, olhou o corpo no espelho: peitos pesados, barriga baixa de quem teve quatro filhos, a buceta carnuda, os lábios grossos já um pouco abertos de antecipação. Escolheu o short de dormir. Malha fina, cinza, curto demais. Sem calcinha. Sem sutiã. Camiseta larga que descia de um ombro. O short marcava tudo: o relevo da fenda, o começo do clitóris, a curva da bunda, a umidade que já começava a escurecer o tecido no meio.
Lucas já estava no quarto de casal, sentado na beira da cama, controle na mão, o episódio pronto. O ar-condicionado gelava o ambiente. A porta entreaberta o bastante para parecer normal.
Gabriela entrou. Fechou a porta até o batente, sem trancar de verdade.
Lucas levantou os olhos e esqueceu a televisão.
O short subia quando ela andava. A buceta desenhada, os lábios marcando um de cada lado da costura, o tecido tão fino que dava para ver o tom mais escuro da pele por baixo. Os peitos balançavam soltos sob a camiseta. Ela sentou na cama, não na cadeira. Perto dele. A coxa encostou na dele.
— Põe o episódio — ela disse.
Ele pôs. Mas os olhos não foram para a tela.
Na série, mais uma cena de banho romano, óleo, corpos. Na cama, Gabriela abriu um pouco as pernas para ajeitar o short. O movimento só piorou. A malha coleu. A marca ficou nítida, úmida, o formato inteiro da xereca visível.
Lucas olhava para baixo, para o meio das pernas dela, para o volume dos peitos, para a boca.
Gabriela virou o rosto.
— Lucas. A televisão tá lá.
Ele piscou, vermelho.
— Desculpa.
— Você tá prestando mais atenção em mim do que na série.
A voz saiu baixa, quase reclamação de mãe. Quase.
— É que… esse short.
— Eu sei o que o short faz. Por isso eu pus. Mas a gente falou que ia assistir.
Ela puxou a barra um centímetro. Inútil. O tecido voltou a marcar a fenda, agora com um pontinho mais escuro bem no meio.
Na sala, o pai e o Thiago gritavam com o jogo. No quarto, o ar-condicionado mascarava o resto.
Gabriela encostou as costas na cabeceira. A camiseta subiu um pouco. A barriga apareceu. O short ficou ainda mais esticado.
— Olha a série, filho.
Lucas tentou. Durou cinco segundos. Os olhos voltaram para a coxa dela, para o relevo molhado, para o jeito que ela respirava mais fundo cada vez que a tela mostrava penetração.
Gabriela reclamou de novo, mais baixo:
— Se você ficar me olhando desse jeito eu não vou conseguir fingir que a gente só tá vendo Spartacus.
Ela não fechou as pernas.
Do lado de fora, Ricardo gritou:
— Gol anulado de novo, porra!
Ninguém no quarto respondeu.
Gabriela passou a mão na própria coxa, parando perto da barra do short. Os dedos quase tocaram o tecido marcado.
— Continua assistindo — murmurou. — Pelo menos até o intervalo do jogo deles.
Lucas assentiu. Mentira. Ele não estava assistindo quase nada.
O short cinza já estava visivelmente úmido no meio. A buceta dela latejava contra a malha. O pau dele marcava a bermuda.
A série rodava.
Os dois sabiam que o “jeito” que ela tinha dado não ia parar no episódio.
No quarto
O episódio seguia. Óleo, ferro, gemido alto da mulher na tela. O ar-condicionado soprava frio no pescoço. Na sala o jogo ainda gritava, abafado pela porta.
Lucas tinha sentado com a perna um pouco aberta sem perceber. A bermuda de moletom subiu na coxa. A virilha apareceu: o começo do pau ainda dentro do tecido, os pelos escuros saindo pela barra, grossos, até a raiz.
Gabriela viu.
Ficou olhando dois segundos a mais do que qualquer mãe deveria. Depois esticou a mão.
Os dedos dela pegaram a barra da bermuda dele e puxaram um pouco para baixo. Só o suficiente para o pau levantar o tecido e a base peluda aparecer de verdade. O caule já duro, a pele clara contrastando com o tufo preto, os fios subindo até quase a barriga.
Lucas deu um tranco.
— Mãe…
— Fica quieto.
Ela não soltou na hora. O polegar dela encostou na pele quente da virilha, bem na divisão entre o pêlo e o começo do pau. Empurrando o tecido mais um centímetro.
— Filho, você tem que raspar. Tá muito peludo.
Lucas ficou vermelho até a orelha. Tentou puxar a bermuda de volta. Ela segurou a barra.
— Mãe, para.
— Não tô brincando. Isso aqui tá um mato. — a unha dela riscou de leve um fio. — Fica melhor lisinho. Pra chupar. Mulher gosta de pau liso. A língua desliza, não fica enchendo a boca de pelo, não arranha. Você nunca percebeu isso?
Ele não conseguia olhar no rosto dela. O pau latejou dentro da bermuda, agora ainda mais marcado porque ela tinha puxado o tecido. A cabeça já desenhava o volume, úmida na ponta.
— Eu… eu não raspo.
— Pois devia. — Gabriela soltou a barra, mas os olhos ficaram ali. — Com 19 anos e ainda desse jeito. Sua ex nunca falou nada?
Ele balançou a cabeça, envergonhado.
Gabriela recostou de novo na cabeceira. O movimento fez o short cinza subir. A malha fina esticou no meio das pernas. O volume da buceta ficou impossível de disfarçar: os dois lábios grossos separados pela costura, o relevo carnudo empurrando o tecido para fora, um círculo mais escuro e úmido bem no centro, o clitóris marcando um pontinho acima.
Lucas olhou. Não conseguiu desviar.
— A senhora… raspa?
Gabriela virou o rosto devagar.
— Por que você tá falando do volume, Lucas?
Ele engoliu.
— Porque tá marcado. Tá tudo marcado.
Ela olhou para baixo, para o próprio short, como se só agora visse o que ele via. Passou dois dedos por cima da costura, sem pudor nenhum, ajeitando. O tecido coleu ainda mais. A xereca carnuda se desenhou inteira: lábios inchados, a fenda úmida, o formato grosso que o short não cobria, só evidenciava.
— É porque a minha xereca é muito carnuda — disse baixo, quase pedagógico. — Sempre foi. Os lábios são grandes, o meio é grosso. Qualquer short fino marca. Sem calcinha marca mais. Eu raspo os lados, deixo só uma faixa no meio. Se deixar tudo peludo fica pior ainda, o pêlo empurra o tecido e fica uma bola.
Lucas respirou pela boca.
Gabriela apertou a costura com os dedos, abrindo um pouco os lábios por cima da malha, só para mostrar o que estava falando. A umidade escureceu mais o cinza.
— Por isso tá desse tamanho. Não é o short. É a buceta.
Ela soltou.
— Agora para de olhar.
A voz saiu de mãe. O corpo não acompanhou a ordem. As pernas continuaram abertas o bastante. O short continuou colado. O volume continuou ali, latejando, o tecido já transparentando o tom da pele por baixo.
Lucas tentou olhar para a televisão. Durou três segundos. Os olhos voltaram para o meio das pernas dela, depois desceram de novo para a própria bermuda, ainda puxada, o pau duro escapando um pouco pela abertura que ela tinha feito.
Gabriela viu os dois volumes ao mesmo tempo.
— Eu falei pra parar de olhar, Lucas.
— Tô tentando.
— Tenta melhor. Seu pai tá na sala. Seu irmão também. Se alguém abrir essa porta agora vai ver você com a bermuda abaixada e eu com a xereca desenhada no short.
Mesmo assim ela não fechou as pernas. Só puxou a camiseta para baixo, inútil, porque os peitos continuavam pesados e os mamilos marcando.
Na tela um gladiador enfiava até o fim. O som de pele molhada saiu alto demais. Gabriela baixou um pouco o volume.
A mão dela voltou, sem querer ou querendo, para a própria coxa. Os dedos pararam a um centímetro da barra do short.
— Depois você raspa — murmurou. — Se for pra continuar assistindo assim, pelo menos o pau tem que ficar apresentável.
Lucas não respondeu. Só ajeitou a bermuda para cima. O volume ficou ainda mais óbvio.
Gabriela olhou uma última vez, depois forçou o rosto para a televisão.
— Assiste, filho.
Os dois assistiram o resto da cena sem prestar atenção em quase nada além do short cinza molhado e da bermuda que não escondia mais nada.
No outro dia
O sábado começou cedo. Ricardo ainda roncava. As meninas pediram pão de forma e leite. Thiago saiu de fone. Gabriela acordou com o short de dormir ainda úmido no meio, a xereca inchada de tanto ter ficado marcada a noite inteira sem ninguém tocar.
Lucas apareceu na cozinha de camiseta e bermuda. Os dois se olharam só um segundo. Nem “bom dia” saiu direito.
— Preciso ir no mercado — ela disse, voz baixa. — Leite, frango, absorvente das meninas. Você vai comigo.
Não era pergunta.
Ela vestiu uma legging preta, daquelas de academia, fina, sem calcinha. A costura do meio subia e sumia entre os lábios. A buceta carnuda empurrava o tecido para frente, um volume macio e óbvio. Por cima, uma blusa larga que não tapava o formato do rabo quando ela se virava. Lucas saiu de short de moletom. Ainda não tinha raspado. O pau já acordava só de ver a mãe agachar para amarrar o tênis.
O ônibus veio cheio. Sábado de manhã. Gabriela subiu na frente. Lucas atrás. Não tinha lugar. Ela ficou em pé, de costas para ele, uma mão no tubo de ferro. A perna dela encostou na dele quando o ônibus deu o primeiro solavanco.
O segundo solavanco colou os dois de verdade.
A bunda dela, pesada, redonda, prensou contra a virilha dele. A legging era tão fina que Lucas sentiu o calor da xereca no pau ainda mole. No terceiro solavanco o pau já estava duro. Subiu reto, encaixou no meio da bunda dela, a cabeça empurrando a costura da legging para dentro da fenda.
Gabriela prendeu a respiração. Não se afastou.
O ônibus freou. O corpo dele foi para frente. O pau duro esfregou de baixo para cima, arrastando a haste inteira no meio da buceta inchada. Ela sentiu o volume quente, grosso, o tecido da bermuda dele e o da legging quase inexistentes. A xereca latejou, os lábios se abriram um pouco sob a malha.
Lucas encostou a boca perto da orelha dela, sem ousar falar.
Ela murmurou, só para ele:
— Fica quieto.
Mas empurrou a bunda um milímetro para trás. O pau deslizou de novo. A cabeça bateu bem no lugar onde o clitóris marcava. Gabriela fechou os olhos. A mão no tubo ficou branca.
Parada seguinte. Mais gente. Eles ficaram ainda mais colados. Cada curva da rua era uma esfregada. O pau dele latejava contra a fenda molhada. A legging já tinha um risco mais escuro no meio. Ninguém via. Só os dois sentiam.
Quando desceram, Gabriela andou na frente, pernas um pouco juntas, como quem tenta esconder que a buceta estava latejando. No mercado ela pegava as coisas da prateleira e ele ia atrás, olhando o rabo na legging, a costura sumindo.
No corredor do absorvente ela falou baixo, sem olhar para ele:
— Hoje à noite você raspa. Eu falei.
Lucas só assentiu.
À tarde
Em casa o almoço foi barulho de criança e futebol no rádio. Lucas trancou o banheiro. Água quente, gilete do pai, espuma. Raspou tudo. Virilha, saco, a base do pau, os pelos que subiam na barriga. Ficou vermelho, liso, a pele clara, o pau mais aparente do que nunca. Olhou no espelho e sentiu vergonha e tesão ao mesmo tempo.
Colocou o calção de samba. Tecido fino, curto, daqueles de praia barata. Sem cueca. O pau liso já começou a pesar. Em pé, fazia um volume. Sentado, fazia tenda.
Desceu para a sala.
Ricardo e Thiago no sofá. As meninas no chão. Gabriela na poltrona, de short jeans de novo. Viu o filho aparecer. Viu o calção. Viu a tenda.
O pau marcado, a cabeça desenhada, o tecido esticado para frente como uma barraca pequena.
Ela se levantou, passou por ele indo para a cozinha, e falou só para ele ouvir, boca quase na orelha, tom de bronca de mãe:
— Abaixa isso. Ou esconde. É falta de respeito. Tem criança na sala. Seu pai tá aqui. — pausa — Tá liso agora, eu vi. Mesmo assim não fica andando com o pau armado no meio da família.
A voz era bronca. O olhar não era.
Lucas ficou vermelho, puxou o calção para baixo, inútil. A tenda só mudou de ângulo. Gabriela voltou com um pano na mão, como se tivesse ido buscar qualquer coisa, e ao passar de novo roçou os dedos de leve na lateral da coxa dele. Nem olhou.
Mensagens, fim da tarde
O marido saiu para resolver uns trampos no carro. Thiago foi para o quarto. As meninas colaram na TV da sala.
Lucas: raspei
Gabriela: eu vi. o calção não esconde nada
Lucas: a senhora falou pra raspar
Gabriela: falei. não falei pra ficar de pau duro na frente do seu pai
Lucas: no ônibus…
Gabriela: eu sei o que foi no ônibus. a legging ficou molhada. para de lembrar agora
Lucas: a senhora empurrou
Gabriela: o ônibus que empurrou. agora fica quieto. as meninas tão na sala. de noite a gente vê a série no seu quarto. o seu pai vai dormir cedo. a tv da sala fica com elas
À noite
Ricardo tomou banho, deitou, apagou. Cinco minutos e já roncava. As meninas ocuparam o sofá com desenho alto. Gabriela mandou mensagem.
Gabriela: vem. porta do seu quarto. sem barulho
O quarto do Lucas era pequeno. Cama de solteiro, ventilador, TV de tubo que ele usava no notebook. Ela entrou de short de dormir de novo, o cinza fino, sem calcinha. A xereca ainda inchada do ônibus, os lábios marcando igual ontem. Ele de calção. O pau liso fazia tenda de novo assim que ela fechou a porta.
Sentaram na cama. O episódio começou. Volume baixíssimo.
Gabriela olhou para o calção.
— Tá pior agora que tá liso. Aparece tudo.
Lucas tentou cobrir com a mão. Ela segurou o pulso e tirou.
— Eu só falei para não fazer isso na sala. Aqui não tem criança.
O silêncio durou uma cena inteira de arena. Depois o celular dela vibrou. Era a irmã, Cláudia.
Gabriela leu, pensou, e começou a digitar devagar, o notebook iluminando o short molhado.
Gabriela pra Cláudia: você não vai acreditar no que tá acontecendo nessa casa
Cláudia: ??? o Ricardo de novo?
Gabriela: não. o Lucas. 19 anos. tímido. terminou com a namorada
Cláudia: e?
Gabriela: a gente assiste Spartacus juntos. ontem no quarto de casal porque o Ricardo tava no plantão. hoje no ônibus eu fui de legging sem calcinha. o ônibus lotado. ele ficou atrás de mim. o pau dele ficou duro e esfregou no meio. eu senti a cabeça batendo na xereca por cima da roupa. não afastei
Cláudia: GABI
Gabriela: eu sei. sou da igreja. tenho quatro filhos. mas a buceta dele… a minha, digo. tá inchada desde ontem. ele raspou hoje porque eu falei que mulher gosta de pau liso pra chupar. ele desceu de calção fino. o pau fez tenda na sala. eu tive que falar no ouvido dele pra esconder. bronca de mãe. o Ricardo não viu nada, só zoa que a gente gosta de série de putaria
Cláudia: você tá me contando que tá ficando com tesão no seu filho
Gabriela: tô te contando que eu puxei a bermuda dele ontem e vi o pau peludo. falei pra raspar. hoje ele raspou. agora a gente tá no quarto dele assistindo a série porque as meninas pegaram a TV da sala e o marido tá dormindo. o short meu tá marcado. o dele também
Cláudia: para. isso é pecado demais até pra você
Gabriela: eu sei. por isso tô te falando. se eu não falar pra alguém eu faço merda
Cláudia: você já tá fazendo
Gabriela: ainda não. ainda é só olhar. e o ônibus. e a mão na bermuda. e o short
Ela travou o celular. O episódio mostrava outra orgia. Lucas olhava mais para o colo dela do que para a tela. O calção fino subia sozinho. O pau liso, vermelho na cabeça, esticava o tecido até quase aparecer a glande pela barra.
Gabriela falou baixo, sem tirar o olho da mensagem da irmã:
— Sua tia vai me matar se eu mandar o resto.
Lucas não perguntou o que era o resto. Só ajeitou o corpo. A tenda encostou na coxa dela.
Ela não afastou a perna.
Na sala as meninas riam do desenho. No quarto ao lado Ricardo roncava. No quarto do filho o ar era quente, o short cinza cada vez mais escuro no meio, o calção cada vez mais esticado, e a série só servia de desculpa para os dois continuarem sentados na mesma cama, devagar, sem pressa de cruzar a linha que a irmã já tinha nomeado.
Gabriela digitou mais uma vez, antes de bloquear de vez:
Gabriela: depois eu te conto se eu aguentei só assistir
O celular ficou virado para baixo.
O episódio continuou.
Os dois também.
No quarto do Lucas
O episódio ia no meio. Volume quase mudo. Na sala o desenho das meninas. Do outro lado da parede o ronco do pai.
Lucas não parava quieto. Primeiro ajeitou o calção. Depois passou a mão por cima do tecido. Depois coçou. De verdade. Os dedos na base, na pele lisa que ainda ardia, subindo o pau por baixo do calção fino, coçando a haste, o saco, a virilha raspada demais.
Gabriela virou o rosto.
— Para com isso.
— Tá coçando.
— Então para de mexer. Parece menino.
Ele coçou de novo, mais fundo. O calção subiu. A cabeça do pau marcou redonda.
— Eu raspei tudo na gilete — murmurou. — Não tinha aparelho de deixar liso. Ficou ardendo.
Gabriela olhou o movimento da mão dele. O short cinza dela já estava escuro no meio de novo.
— Mostra.
Lucas ficou vermelho.
— Mãe.
— Mostra o começo. Só pra eu ver se você cortou.
Ele puxou a barra do calção um pouco para baixo, a partir da barriga. A pele apareceu: lisa, irritada, uns pontinhos vermelhos na linha onde o pêlo começava. O pau ainda preso, só a raiz à mostra, grossa, quente.
Gabriela inclinou o corpo.
— Não fica com vergonha agora. Depois de tudo que a gente já viu um do outro. Abaixa tudo.
A voz saiu baixa, de ordem. Ele hesitou. Ela mesma pegou o elástico.
Puxou o calção para baixo de uma vez, até o meio das coxas.
O pau saltou. Liso. Inteiro. Vermelho da cabeça até a base, a pele fina ardida da gilete, uns riscos pequenos, o saco também raspado, um lado mais inflamado que o outro. Estava duro. Latejava. A glande já brilhava.
Gabriela ficou olhando.
— Tá com alergia. Ficou todo vermelho. Você passou a gilete seca, né?
— Quase.
— Idiota. — ela falou sem força. — Guarda isso. Vai no banheiro do meu quarto pegar o creme. Aquele branco, na segunda gaveta. Hidratante. Não é o do seu pai.
Lucas puxou o calção para cima. A tenda voltou pior. Saiu sem fazer barulho. Voltou dois minutos depois com o potinho.
Gabriela tomou da mão dele.
— Deita. Ou senta. Não fica em pé no meio do quarto com o pau assim.
Ele sentou na beira da cama. Ela ajoelhou no chão na frente dele, entre as pernas. Puxou o calção de novo, só o bastante. Passou um pouco de creme nos dedos.
— Fica quieto. É cuidado de mãe.
Os dedos frios tocaram a base primeiro. Ele tremeu. Ela espalhou o creme na virilha irritada, no saco vermelho, subindo devagar pela haste lisa. Não era afago de namorada. Era mão de quem passa pomada em filho. Só que o filho estava de pau duro a dez centímetros do rosto dela, e cada passada fazia a pele deslizar.
Gabriela segurou o pau no meio, firme, para passar o creme até a cabeça. O polegar subiu a veia. A glande latejou contra a palma.
Lucas prendeu o ar.
— Mãe… para. Senão eu vou acabar gozando.
Ela riu. Um riso baixo, preso na garganta, o tipo de riso que ela dava quando o Ricardo fazia piada besta. Mas os olhos estavam no pau vermelho, no creme brilhando, na mão dela envolvendo o filho.
— Relaxa. Nem apertei.
Mesmo assim parou. Soltou. Ficou ajoelhada mais um segundo olhando o pau latejando sozinho, sujo de creme, a cabeça inchada, uma gota já aparecendo no meio.
Levantou, limpou a mão no próprio short.
— Agora deixa o creme agir. Não coça. E não fica se mexendo que piora.
Lucas puxou o calção. Inútil. O volume era uma tenda molhada de hidratante.
Eles voltaram a fingir que assistiam. Cinco minutos. O celular dela vibrou.
Cláudia: então? aguentou só assistir?
Gabriela: quase não
Cláudia: Gabi
Gabriela: ele tava coçando. raspou com gilete e ficou com alergia. o pau todo vermelho. eu mandei ele mostrar. ele mostrou só o começo. eu abaixei o calção. vi tudo. liso, duro, irritado
Cláudia: você abaixou a roupa do seu filho
Gabriela: depois mandei ele buscar o creme no meu banheiro. passei. falei que era cuidado de mãe. ele falou pra eu parar senão gozava. eu ri e parei
Cláudia: você riu
Gabriela: ri. e a mão ainda tava no pau dele. a xereca tá latejando. o short tá um nojo
Cláudia: para com isso agora. o Ricardo tá em casa
Gabriela: tá dormindo. as meninas na sala. a gente tá no quarto do Lucas. a série tá ligada. ninguém sabe
Cláudia: eu sei
Gabriela: por isso tô te falando. se eu não escrever eu faço o resto
Cláudia: qual o resto
Gabriela: não sei. a mão já foi. o ônibus já foi. o creme já foi. ele tá liso e vermelho e duro do meu lado. eu tô sem calcinha
Cláudia: Gabi. você é a mãe dele
Gabriela: eu sei exatamente quem eu sou
Ela virou o celular. Lucas olhava a tela e a mãe ao mesmo tempo.
— Sua tia?
— É.
— A senhora contou?
Gabriela não mentiu.
— Contei que você raspou. Que ficou vermelho. Que eu passei creme.
Lucas engoliu.
— Contou que eu ia gozar?
Ela olhou o calção dele, a tenda ainda lá, o tecido manchado.
— Contei que você falou pra eu parar.
Silêncio. Na série alguém gemia. No quarto só o ventilador.
Gabriela mexeu no short, puxando o tecido para o lado sem perceber. A xereca apareceu um instante: lábios inchados, úmidos, a fenda aberta. Encaixou de novo.
— Não coça mais — disse, de mãe de novo. — Deixa o creme.
— Tá melhor.
— Mentira. Tá pior. Só mudou de lugar a coceira.
Lucas não respondeu. A mão dele foi sozinha para o pau por cima do calção. Parou no meio do caminho quando ela olhou.
Gabriela pegou o celular outra vez.
Gabriela: ele acabou de tentar coçar de novo. eu olhei. ele parou. eu quase pedi pra ele tirar o calção de uma vez
Cláudia: não pede
Gabriela: não pedi. ainda
O episódio acabou. Nenhum dos dois pôs o próximo na hora. Ficaram na cama estreita, o creme brilhando na pele que o calção não cobria direito, o short cinza colado, as mensagens acesas no escuro.
Do lado de fora a casa seguia normal.
Do lado de dentro, o cuidado de mãe tinha parado no momento certo.
Por pouco.
A porta
Gabriela ainda tinha o celular virado para baixo. O calção do Lucas estava no meio da coxa de novo. O pau liso, vermelho de creme e tesão, latejava na mão dela — ela tinha voltado os dedos “só para espalhar o que tinha sobrado”. O polegar subia devagar pela veia. Não era mais só pomada.
A mão fechou.
Foi nesse segundo que bateram.
Três batidas curtas. Voz fina do outro lado:
— Mãe. A TV travou. A Boneca não abre.
Gabriela soltou o pau como se tivesse queimado. Puxou o calção dele para cima num movimento só. Arrumou o próprio short. Abriu a porta já em pé, corpo bloqueando a cama.
A mais nova estava no corredor, de pijama, olho vermelho de desenho.
— Tá. Já vou.
Não olhou para trás. Saiu. Fechou a porta com cuidado demais.
Lucas ficou sentado, pau doendo, creme esfriando, o cheiro da mãe ainda no quarto. Ouviu os passos dela na sala, a voz normal de mãe, o desenho voltando. Depois o silêncio do corredor.
Ela não voltou.
Mais tarde, mensagens
Ricardo já roncava de novo. As meninas dormindo. Thiago no fone.
Lucas: a senhora ia mexer
Gabriela: eu ia. as meninas bateram. graças a Deus
Lucas: não foi graças a Deus
Gabriela: foi. eu tava com a mão no seu pau. se a porta abrisse direito elas viam
Lucas: a senhora soltou rápido
Gabriela: porque eu sou sua mãe. e porque eu quase não soltava
Lucas: vem de novo
Gabriela: não. hoje não. o Ricardo virou na cama duas vezes. se ele acordar e eu não estiver do lado ele pergunta
Lucas: então amanhã
Gabriela: amanhã é domingo. faxina. sua tia do seu pai vem à tarde. não inventa
Lucas: a série
Gabriela: a série a gente vê quando der. agora dorme. e não coça
Ele não dormiu cedo. Ela também não. O short cinza foi para o cesto já frio e duro no meio.
Domingo. Faxina
Manhã de balde, pano, cheiro de água sanitária. Ricardo saiu para resolver o carro. Thiago foi “ajudar” e sumiu no quarto. As meninas no quintal com boneca.
Gabriela estava de joelho no chão do corredor, esfregando o rodapé, de short velho e camiseta molhada de suor. Sem calcinha. O tecido subia. Lucas passou atrás com o saco de lixo.
Ela se levantou de uma vez. Os dois ficaram presos entre a parede e a porta do banheiro. Ninguém no corredor.
Lucas não pediu. Só encostou a boca na dela.
Foi seco primeiro. Dentes. Depois a língua dela abriu a boca dele. Beijo escondido, curto, sujo de faxina e tesão atrasado. A mão dele foi na cintura. A dela no peito dele, empurrando e puxando ao mesmo tempo.
Durou o tempo de um pano cair no balde.
Ela afastou o rosto.
— As meninas tão no quintal.
— Eu sei.
— Não faz isso no meio da casa.
Mesmo assim ela beijou de novo. Mais fundo. O corpo colou. O pau dele, já duro de novo dentro do short de trabalho, bateu na barriga dela. A xereca latejou no jeans fino.
Passos no quintal. Gabriela se soltou, pegou o pano, voltou a ser mãe no chão. Lucas foi embora com o saco de lixo. A boca dos dois ardia.
Mensagens com a irmã
No intervalo do almoço, trancada no banheiro.
Gabriela: aconteceu
Cláudia: o quê. fala logo
Gabriela: ontem as meninas bateram na porta no segundo que eu ia fazer carinho de verdade. eu soltei o pau dele e saí. hoje de manhã na faxina ele me beijou no corredor. eu beijei de volta
Cláudia: vocês se beijaram
Gabriela: escondido. rápido. as meninas tavam fora. o gosto ainda tá na boca
Cláudia: Gabi. para. a irmã do Ricardo vai aí hoje
Gabriela: eu sei. por isso tô te falando agora. se eu não mandar eu invento de puxar ele de novo pro quarto
Cláudia: não inventa. a mulher repara em tudo
Gabriela: ela repara. eu vou ficar de roupa certa. o Lucas também. a série a gente vê depois. se der
Cláudia: “se der” já virou desculpa
Gabriela: virou. o beijo foi melhor que o creme. e o creme já tinha sido demais
Cláudia: você tá perdida
Gabriela: tô. e a xereca não seca
A visita
A irmã do Ricardo chegou às três. Voz alta, perfume forte, olho em tudo. Sentou na sala, pediu café, perguntou da igreja, das meninas, do trabalho do irmão.
— E o Lucas? Tão quieto. Ainda sofrendo pela namorada?
Gabriela serviu o café sem tremer a xícara.
— Tá bem. Ajuda em casa.
Lucas passou de camiseta e bermuda folgada de propósito. Sem tenda. Sem olhar demais. Mesmo assim, quando se abaixou para pegar um copo, Gabriela viu a linha da virilha raspada. Desviou.
A visita durou horas. Janta. Foto. Fofoca. Ricardo rindo. Thiago respondendo monossílabo. As meninas no colo da tia.
Nenhum momento sozinho.
Só uma vez, na cozinha, Gabriela e Lucas se cruzaram atrás da geladeira. Ela falou sem mexer a boca:
— Depois. Quando ela for embora.
Ele assentiu.
Quando deu
A cunhada saiu às dez. Ricardo acompanhou até o portão e caiu na cama. As meninas já dormiam. Thiago trancado.
Gabriela mandou só:
Gabriela: seu quarto. cinco minutos. porta encostada
O notebook já estava no episódio seguinte. Ela entrou de short de dormir. Ele de calção. Os dois ainda com o gosto do beijo da manhã na boca, a casa cheirando a café da visita.
Sentaram na cama estreita. O volume voltou nos dois. Mais lento. Mais perto.
Gabriela falou baixo:
— Hoje não vai ter mão. Sua tia quase sentou nesse quarto para ver foto antiga. A gente só assiste.
Lucas olhou a boca dela.
— A senhora beijou de volta.
— Beijei. E agora a gente vai ver a série. Enquanto der. Em qualquer quarto que estiver vazio.
Ela não afastou o joelho. Ele não escondeu a tenda.
A série ligou.
Na casa recém-visitada, recém-faxinada, recém-beijada no corredor, os dois voltaram ao único horário que ainda era deles: quando o resto da família finalmente calava.
O primeiro beijo ficou preso entre os dois.
O resto, outra vez, ficou para quando desse.
Segunda-feira
O dia nasceu com a casa cheia de novo. Ricardo folga. Thiago atrasado para a escola. As meninas brigando por cereal. Gabriela de robe por cima do short, cabelo preso, cara de quem dormiu mal.
Lucas desceu. Os dois se cruzaram atrás da geladeira aberta. Ricardo falava alto na mesa sobre o preço da gasolina. Thiago pedia dinheiro. As meninas cantavam.
Gabriela segurou o pescoço do filho com a mão esquerda, como quem só ia falar um “pega o leite”. A boca dela chegou na dele. Beijo curto, molhado, língua rápida, escondido pelo batente da geladeira. O gosto de café dela. O pau dele subiu na hora. Ela mordeu o lábio inferior dele e soltou antes de alguém virar.
— O leite tá atrás — disse alto, para a cozinha ouvir.
Lucas pegou o leite. A boca ardia. Ninguém viu.
O parque
À tarde Ricardo levou as meninas no médico. Thiago foi para a casa de amigo. Sobraram os dois e um saco de pão que “precisava” ser comprado na padaria do outro lado do parque.
Gabriela vestiu a mesma legging preta. Sem calcinha. Blusa comprida que não tapava o rabo quando o vento batia. Lucas de bermuda e camiseta. O pau liso já acordava no portão.
O parque estava morno, pouca gente, umas mães no playground longe, um senhor no banco. Eles andaram na trilha estreita entre as árvores. Ela na frente. A legging colava. A costura sumia entre os lábios inchados. Lucas via o balanço da bunda a cada passo.
No trecho mais fechado ela parou, como quem amarra o tênis. Não amarrou. Ficou curvada. Lucas encostou atrás.
O pau duro encaixou no meio da bunda. A cabeça empurrou a costura da legging para dentro da fenda. Gabriela segurou o joelho.
— Tem gente no outro lado — sussurrou.
Ele não saiu. Moveu a cintura. Uma esfregada lenta. O pau arrastou de baixo para cima, a haste inteira no meio da xereca por cima da malha. Ela sentiu a glande bater no clitóris. A perna tremeu.
Outra esfregada. Mais fundo. O tecido da legging já molhado, o calor da buceta passando direto. Lucas segurou o quadril dela. Empurrou de novo. O pau deslizou, a cabeça abrindo os lábios por cima da roupa, voltando, abrindo de novo.
Gabriela olhou por cima do ombro. Ninguém na trilha. Empurrou o rabo para trás. O pau dele sumiu um pouco entre as nádegas e voltou para o meio. Esfregada curta, suja, de quem não pode gemer.
Passos longe. Ela se endireitou. Continuaram andando como se nada. A legging tinha um risco escuro da bunda até a frente. O volume dele marcava a bermuda.
No banco perto do lago sentaram. Distância de mãe e filho. Por baixo, a mão dela foi na coxa dele e apertou o pau por cima da roupa uma vez só.
— Em casa — falou sem olhar.
À noite. O quarto dele de novo
Ricardo chegou, jantou, sentou na sala com o celular. As meninas dormindo. Thiago no fone.
Gabriela mandou:
Gabriela: cinco minutos. porta só encostada. se ele levantar a gente fala que a série tá alta
O episódio era pesado. Banho romano, óleo, uma mulher de quatro, a câmera colada. Volume baixíssimo.
Eles sentaram na cama. O beijo do parque ainda na boca. O calção dele já era tenda. O short dela já era marca.
Gabriela não pediu a série dessa vez.
Puxou o calção para baixo. O pau liso, ainda um pouco vermelho da gilete, saltou. Ela cuspiu na mão. Fechou os dedos na base. Começou a masturbar devagar, a pele deslizando, o creme de ontem já ido, só saliva e o líquido dele.
Lucas gemeu no peito.
— Cala a boca.
A outra mão dela puxou a camiseta para cima. Os peitos caíram pesados, brancos, mamilos escuros e duros. Ela segurou um, aproximou do rosto dele.
— Olha. Só olha.
Ele olhou. Chupou o mamilo quando ela deixou. Ela não tirou. A mão no pau apertou mais, subiu, desceu, o polegar na fenda da glande. Os peitos balançavam no ritmo. O short cinza dela estava enfiado entre os lábios, a xereca latejando sem ser tocada.
Lucas encostou a testa nela.
— Mãe…
— Quase.
A punheta ficou mais rápida. O pau inchado, a cabeça roxa, o barulho molhado baixo demais para a sala ouvir. Gabriela mostrou o outro peito. Ele mordeu de leve. Ela prendeu o gemido nos dentes.
A porta da sala rangeu.
Passos.
Gabriela soltou o pau, puxou a camiseta, cobriu ele com o calção, sentou um palmo longe, aumentou um pouco o volume da série. Tudo em três segundos.
Ricardo abriu a porta sem bater direito.
— Vocês dois de novo nessa merda. Tá tarde. As meninas dormem.
Gabriela nem piscou.
— Só o final do episódio. Já vai.
Ele olhou a cama, o notebook, os dois vestidos. O cheiro do quarto era ventilador e série. Não o outro.
— Não fica até uma hora. E fecha a porta direito, porra. Parece que tão escondendo coisa.
Riu sozinho. Saiu. Os passos voltaram para a sala.
Os dois ficaram parados. O pau do Lucas ainda latejava dentro do calção, molhado de saliva dela. Os peitos dela ainda doíam da boca dele. O coração dos dois na garganta.
Gabriela falou baixo:
— Ele quase viu a mão.
— Quase viu os peitos.
— Quase.
Ela não voltou a mexer. Ainda.
Mensagens, depois que cada um foi para o seu lado
Ricardo já roncava. Ela no quarto de casal, short trocado, celular debaixo do lençol.
Gabriela: sua tia não. seu pai. ele abriu a porta. eu tava com teu pau na mão e o peito fora
Cláudia: GABI
Gabriela: deu tempo. puxei a camiseta. cobri ele. aumentei a série. o Ricardo zoou que a gente esconde coisa. riu. foi embora
Cláudia: você masturbou seu filho
Gabriela: masturbei. mostrei os peitos. ele chupou. no parque eu deixei ele esfregar o pau na xereca por cima da legging. hoje de manhã beijo atrás da geladeira com todo mundo na cozinha
Cláudia: para. isso já passou de olhar
Gabriela: passou faz dois dias. eu sei. a mão ainda tá cheirando ele. os peitos tão marcados
Cláudia: o Ricardo quase pegou vocês
Gabriela: quase. se ele tivesse olhado dois segundos antes via o pau vermelho na minha mão
Cláudia: e agora
Gabriela: agora eu tô deitada do lado do meu marido e pensando no quarto do meu filho. amanhã a gente vê se ainda tem série. ou se já não tem mais desculpa
No quarto ao lado:
Lucas: a senhora parou por pouco
Gabriela: por pouco. ele quase entrou no meio
Lucas: a senhora ia deixar eu gozar
Gabriela: ia. na mão. com os peitos na sua cara. agora dorme. amanhã a casa enche de novo
Lucas: no parque a senhora empurrou
Gabriela: empurrei. e no corredor beijei. e hoje bati. chega por hoje. se você mandar mais uma eu vou aí e seu pai acorda de verdade
Ela bloqueou o celular. Ficou olhando o teto. O marido virou, braço pesado na cintura dela, inocente.
No escuro, a xereca ainda latejava no ritmo da mão que tinha parado no segundo certo.
A série, outra vez, tinha salvado os dois.
Por pouco.
Terça. Shopping
Gabriela saiu com as meninas para comprar uniforme. Ricardo no trabalho. Lucas em casa, “estudando”.
No provador ela mandou a primeira foto. Short jeans cortado alto demais, a barra quase na dobra da bunda. Sem contexto. Só a perna, o tecido esticado na frente, a costura sumindo.
Gabriela: esse?
Lucas: tá curto
Gabriela: eu sei que tá curto. pergunta é se fica bom
Lucas: fica. marca
Gabriela: marca o quê
Lucas: a senhora sabe
Segunda foto. Outro short, preto, ainda menor. Ela tinha puxado um pouco para o lado. A calcinha aparecia: renda fina, clara, o recorte enfiado.
Gabriela: e esse. a calcinha aparece
Lucas: aparece tudo
Gabriela: então não levo
Lucas: leva. só não usa na frente do pai
Gabriela: na frente de quem então
Terceira. Ela de costas no espelho, inclinada. O short subia. A calcinha era um fio. A bunda preenchia a tela.
Lucas demorou para responder.
Lucas: quero foto da buceta
Gabriela: sem vergonha
Lucas: a senhora que tá mandando short
Gabriela: short é roupa. buceta é outra coisa
Lucas: então não manda mais
Gabriela: eu mostro ao vivo se você se comportar. agora apaga. as meninas tão do lado de fora do provador
Ela não mandou a quarta. Comprou o short preto. E a calcinha. Pagou com cara de mãe.
Em casa
Chegou no fim da tarde. Ricardo ainda não. Thiago no quarto. As meninas no banho.
Gabriela passou pelo corredor com as sacolas. Lucas saiu da porta. Os dois pararam no mesmo vão de sempre.
Ela virou de costas, como quem só vai entrar no quarto. Empurrou o rabo. O pau dele, já duro só das fotos, encaixou. Esfregada curta, por cima da calça dele e do jeans dela. A cabeça bateu na fenda. Outra. Ele segurou o quadril. Ela mordeu o interior da bochecha para não fazer barulho.
A torneira do banho das meninas abriu mais forte. Eles se soltaram.
Gabriela: depois. seu quarto. a série
A série
Porta encostada. Notebook. Episódio que nenhum dos dois acompanhava.
Gabriela de short novo, o preto do shopping, sem a calcinha que tinha comprado. Lucas de calção. O pau fez tenda na hora.
Ela puxou o elástico. O pau liso pulou. Já molhava na ponta. Uma fita clara escorrendo da fenda da glande.
Gabriela segurou na base. Inclineou o rosto. Não chupou. Só encostou a língua na cabeça. Provou o líquido. Salgado, quente, pouco. Passou a língua de novo, só na fenda, recolhendo o que saía. O pau latejou contra a boca.
Lucas prendeu o gemido.
— Mãe.
Ela levantou a cabeça. Lábios brilhando.
— Tá saindo sozinho. Relaxa.
Mais uma lambida curta na cabeça. Só isso. Depois a mão voltou a subir e descer, lenta, o polegar espalhando o que ela não tinha levado embora.
— Se comporta — murmurou. — Eu falei que mostro ao vivo. Não falei que era hoje.
Mesmo assim abriu um pouco as pernas. O short preto subiu. A xereca apareceu: inchada, os lábios abertos, úmida de verdade. Não era foto. Era o quarto dele, a luz do notebook, o pau dela na mão e a buceta à mostra dois segundos.
Fechou as pernas. Continuou a punheta. Ele gozou assim, nos dedos dela, calado, a barriga contraindo. Ela olhou o leitoso escorrer. Não limpou na hora. Encostou o dedo na própria língua de novo, só um pouco, e depois no short dele.
— Agora assiste.
Nenhum dos dois assistiu.
Mensagens, de madrugada
Ricardo em casa, já deitado. Ela no banheiro.
Gabriela: ele pediu foto da buceta no shopping. eu falei que mostro ao vivo se ele se comportar
Cláudia: e você mostrou
Gabriela: mostrei dois segundos. no quarto. depois de provar o que tava saindo da cabeça do pau dele. lambi. ele gozou na minha mão
Cláudia: você chupou seu filho
Gabriela: não chupei. provei. a cabeça. o líquido. depois bati até o fim
Cláudia: Gabi. amanhã é churrasco na casa da Vera
Gabriela: eu sei. a irmã do Ricardo. casa cheia. olho em tudo. a gente vai ter que fingir o dia inteiro
Cláudia: então finge. para de meter a mão
Gabriela: a mão já foi. a língua foi um pouco. o short novo marca mais que o outro. ele viu a xereca de verdade. não foi foto
Cláudia: você tá contando como quem conta recado de igreja
Gabriela: tô contando porque senão eu mando ele vir agora e o marido tá do lado
No quarto do filho:
Lucas: a senhora lambeu
Gabriela: lambei o que tava saindo. não é a mesma coisa
Lucas: é quase
Gabriela: amanhã é churrasco na casa da sua tia. você vai de bermuda folgada. eu vou de roupa de tia. ninguém encosta em ninguém
Lucas: depois a gente vê a série
Gabriela: depois a gente vê se sobra casa vazia. agora apaga as fotos do short. e a da calcinha. se seu pai achar o celular eu invento que era pra sua tia Cláudia
Lucas: a senhora falou que mostra ao vivo
Gabriela: falei. se você se comportar. amanhã se comportar é não ficar de pau duro no quintal da Vera
Ela apagou o histórico da conversa com ele. Deixou o da irmã.
Quarta. De manhã
A casa cheirava a tempero que ia para o churrasco dos outros. Gabriela passou o short preto por um segundo na frente do espelho, sozinha, e trocou por um jeans comum. Lucas desceu de bermuda larga. Os dois se olharam na cozinha. Não se tocaram.
Ricardo gritou do quarto:
— Bora. A Vera odeia atraso.
No carro, Lucas no banco de trás com as meninas. Gabriela no passageiro. A perna dela encostou no console. Ele viu o jeans marcar mesmo assim.
Nenhuma mensagem.
O churrasco da tia estava a vinte minutos de distância.
A série, a língua e o “ao vivo” ficaram em casa, esperando a casa dos outros esvaziar de novo.
O churrasco da Vera
A casa da tia era quintal grande, piscina suja de folha, churrasqueira fumando, gente demais. Ricardo já estava com a cerveja na mão. As meninas no escorregador. Thiago no celular. Vera falava alto da igreja e da carne ao mesmo tempo.
Lucas ficou na borda da piscina. A prima, Júlia, vinte e um, maiô comum, rindo de qualquer coisa. Empurrou água nele. Ele riu sem jeito. Ela encostou o ombro. De longe parecia só primo e prima.
Gabriela viu da área coberta. Tava de vestido de tia, o jeans debaixo, cabelo preso. O copo suou na mão. Olhou de novo. Júlia riu perto demais. Lucas desviou o rosto, mas não saiu da água.
Cinco minutos. Gabriela foi até a borda.
— Lucas. Vem pegar gelo comigo. Acabou no isopor.
Voz de mãe. Ele saiu. A bermuda colava molhada. Júlia falou “já volta”. Gabriela não respondeu.
A cozinha da Vera era estreita, balcão alto, a janela de costas para o quintal. O freezer no canto. Ninguém dentro.
Ela fechou a porta da área com o quadril.
— Para.
Lucas parou junto do balcão.
— A senhora chamou por causa do gelo.
— Chamei porque você tava colado na sua prima. — abaixou o volume. — Ela é mais bonita do que eu? Tá fazendo charme na água agora?
Ele ficou vermelho.
— Não. Ela só…
— Só nada. Eu vi. — Gabriela passou a língua nos dentes. — Eu que mostrei peito. Eu que bati. Eu que lambei. E você ri na piscina.
Não esperou resposta. Agachou atrás do balcão. Puxou a bermuda e a cueca molhada para baixo num movimento só. O pau saiu meio mole, subiu na hora que a boca dela encostou. Ela não brincou. Abriu, enfiou a cabeça inteira, chupou forte, a língua apertando a fenda, a sucção alta demais para cozinha de churrasco.
Lucas segurou o granito. Os joelhos bateram no madeira.
Passos no corredor.
— Lucas! Cadê o gelo, porra? A cerveja tá quente.
Ricardo.
Gabriela não soltou. Pelo contrário: desceu mais, a garganta fechando na cabeça, uma mão no saco. Lucas ficou só da cintura para cima visível. O pai parou na porta da cozinha, do outro lado do balcão.
— Tá pegando aí?
Lucas engoliu saliva. A voz saiu estranha.
— Tô. O saco tá no fundo.
A boca da mãe subiu e desceu de novo. Rápido. Molhado. O pau latejava no céu da boca dela. Ricardo encostou no batente, distraído, olhando o quintal pela janela.
— Tua prima tava te chamando. A Júlia. Vai nadar, menino. Não fica servindo tua mãe.
— Já vou.
Gabriela chupou mais fundo. A língua rodou. Lucas sentiu o tesão subir inteiro, sem aviso, o tipo que não dá para segurar quando o pai está a dois metros falando de prima e cerveja. A barriga endureceu. Ele gozou na boca dela. Quente, grosso, um jato atrás do outro. Gabriela prendeu o pau com os lábios, recebeu tudo, a garganta trabalhando. Engoliu. Engoliu de novo. Não deixou vazar. Ficou chupando a cabeça até terminar, limpando.
Ricardo bateu na pedra do balcão.
— Anda com isso. A Vera vai achar que a gente roubou o freezer.
— Tô indo.
Lucas puxou a bermuda com a mão que tremia. Gabriela ainda estava no chão, a boca fechada, o gosto dele inteiro na língua. Levantou só quando o marido virou as costas. Pegou o saco de gelo como se fosse isso o tempo todo. Os lábios brilhavam. Passou a mão na boca.
Ricardo já estava no quintal.
Ela falou sem olhar para o filho, saco de gelo no braço:
— Não é mais bonita. E você gozou falando com o seu pai.
Lucas não conseguiu responder.
Voltaram separados. Ela para a mesa. Ele para a toalha, longe da piscina. Júlia chamou de novo. Ele não foi.
Mensagens, banheiro da Vera
Gabriela trancou o sanitário de fora.
Gabriela: atrás do balcão. eu chupei a cabeça. teu pai entrou. você gozou na minha boca conversando com ele. eu engoli tudo
Lucas: eu não aguentei
Gabriela: eu sei. eu senti. quente. bastante. desceu inteiro
Lucas: a senhora pediu gelo por ciúme
Gabriela: pedi. a Júlia encostando em você me deu ódio. agora lava a boca. seu pai não pode sentir cheiro
Lucas: a senhora gostou
Gabriela: gostei. engolir meu filho escondida do meu marido. gostei. isso é o problema
Para a irmã, em seguida:
Gabriela: aconteceu no churrasco da Vera
Cláudia: o quê agora
Gabriela: ciúme da Júlia na piscina. chamei ele pra pegar gelo. agachei atrás do balcão. puxei a bermuda. chupei forte. o Ricardo apareceu. o Lucas ficou em pé conversando. gozou na minha boca. eu engoli tudo. o marido a um metro falando de cerveja
Cláudia: você chupou o seu filho na casa da cunhada
Gabriela: chupei e engoli. ainda tá o gosto. a Júlia que se dane
Cláudia: Gabi. isso já não tem volta
Gabriela: eu sei. por isso quando chegar em casa eu vou de camisola. se a casa esvaziar a série continua. se não esvaziar eu invento outro gelo
Em casa
Voltaram tarde. As meninas dormiram no carro. Ricardo tomou banho e apagou. Thiago caiu no quarto.
Gabriela passou no corredor de camisola fina, aquela branca de dormir que o marido achava “de mãe”. Por baixo, a calcinha nova do shopping: renda clara, transparente quando a luz batia. A buceta se via. Os lábios, o meio escuro, o pêlo da faixa.
Gabriela: seu quarto. agora. camisola. não grita
Lucas já estava sentado na cama. O notebook ligado no episódio. Ela entrou, fechou até o batente. A camisola marcava os peitos. A calcinha marcava o resto.
Sentou. Não longe.
— Hoje não tem pai atrás da porta da Vera. Tem pai dormindo. Mesma coisa. Volume baixo.
Lucas olhou a calcinha.
— Dá pra ver.
— Eu sei que dá pra ver. Você pediu foto. Eu falei ao vivo. Isso é ao vivo.
Ela abriu um pouco as pernas. A renda colou. A xereca apareceu inteira por baixo: inchada, úmida, a fenda visível. Não tirou. Ainda.
O episódio rodou. Gladiador, gemido, óleo. No quarto, o gosto dele ainda na boca dela, a camisola subindo sozinha, a calcinha transparente fazendo o trabalho que a série já não fazia.
Gabriela falou baixo, olhando a tela e o volume na bermuda dele ao mesmo tempo:
— Se seu pai acordar, eu tava só assistindo de camisola. Você tava só assistindo. Igual no balcão. Só que agora não tem gelo.
A mão dela foi para a coxa dele. Parou. Não desceu ainda.
A série continuou.
A calcinha também.
O quarto. A camisola
O episódio rodava sem testemunha. Volume no mínimo. A camisola branca subia sozinha cada vez que Gabriela se ajeitava. A calcinha de renda clara estava colada, transparente de verdade sob a luz do notebook: os lábios carnudos se viam, o meio mais escuro, um ponto úmido no centro que já tinha atravessado o tecido.
Lucas olhava fazia uns três minutos sem disfarçar.
— Quero ver de perto.
Gabriela soltou um sopro pelo nariz. Quase riso.
— Tá vendo de perto. Tá a meio metro.
— Mais perto.
Ela não fechou as pernas. Só recostou melhor na parede, a camisola no meio da barriga, os peitos pesados à mostra por baixo do decote frouxo.
— Então desce. Devagar. Se fizer barulho seu pai acorda.
Lucas escorregou da cama para o chão. Ficou de joelhos entre as coxas dela. O cheiro veio primeiro: sabonete barato, suor do churrasco que o banho não tirou, o azedo quente da buceta molhada por cima da renda. Ele encostou a boca.
Beijo fechado, por cima da calcinha. Os lábios dele acharam o relevo dos dela. Beijou de novo, mais no meio, a língua pressionando o tecido contra a fenda. A renda ficou ainda mais transparente.
Gabriela prendeu a respiração. A mão foi no cabelo dele, não para afastar.
— Tá beijando pano, filho.
Outro beijo. Ele abriu a boca, chupou o monte por cima, o nariz esfregando o clitóris escondido. Gabriela moveu o quadril um milímetro. A calcinha enfiou sozinha entre os lábios.
— Gostou? — ela brincou, a voz rouca. — Depois de chupar meu filho atrás de um balcão agora o filho chupa a mãe por cima da calcinha. Que testemunho.
Lucas não respondeu. Beijou mais embaixo. A língua riscou a beirada da renda, onde a pele da coxa começava. Gabriela riu baixo, um riso curto, sujo.
— Para de brincar com a boca. Ou então brinca direito.
Os dedos dela puxaram a calcinha para o lado.
A xereca apareceu inteira. Lábios grossos, escuros nas bordas, abertos, brilhando. A fenda funda, o clitóris inchado para fora, o buraco se contraindo com o ar frio do ventilador. O cheiro ficou pesado.
— Agora chupa. Toda. Sem pressa. Sem barulho.
Lucas encostou a língua de verdade. Primeiro no clitóris, largo, lento. Gabriela fechou as coxas um segundo no pescoço dele e abriu de novo. Ele desceu pela fenda, recolheu o gosto, subiu, chupou os dois lábios, um de cada vez, voltou no meio, enfiou a língua. A boca inteira cobriu a buceta. Molhado. Quente. O queixo dele já brilhava.
Gabriela olhava o teto e o cabelo do filho ao mesmo tempo. A camisola foi parar em cima dos peitos. Os mamilos duros. A mão no cabelo dele apertou.
— Isso. Mais no meio. — a voz saiu quebrada. — Você pedia foto. Olha a foto agora.
Ele chupou mais fundo. A língua entrou. Os lábios dela fecharam no nariz dele. O barulho molhado era baixo, mas existia: saliva, o suco dela, a boca trabalhando. Gabriela rebolou de leve na cara dele. A calcinha, ainda puxada para o lado, cortava a virilha.
Ficou assim um tempo longo. Ele não parava. Ela não mandava parar. A coxa dela tremia no ombro dele. Quando o gemido quase saiu, ela mordeu o próprio pulso.
— Sobe.
Lucas subiu pela barriga, pela camisola, pelos peitos. Ficou entre as pernas dela, o corpo cobrindo o dela na cama estreita. O pau duro, livrado da bermuda, batia na coxa molhada. Gabriela prendeu ele com as pernas. Os calcanhares nas costas dele. Puxou a boca.
O beijo veio sujo. Ela chupou a própria baba da língua dele. Gostou. Mordeu o lábio. A mão desceu, pegou o pau, alinhou.
A cabeça encostou. Quente. Grossa. Encaixou no meio dos lábios, só a glande, abrindo a entrada, o líquido dos dois misturando. Nem entrou direito. Ficou ali, pulsando, a cabeça presa no começo da buceta, os dois parados, respirando na boca um do outro.
Gabriela falou no beijo:
— Devagar. Só a cabeça. Se você enfiar inteiro eu grito.
Ele empurrou meio centímetro. A cabeça sumiu. A buceta agarrou. Os dois travaram.
Três batidas na porta.
Fortes.
— Lucas. Tua mãe tá aí?
Ricardo. Voz de quem acabou de acordar e não achou a mulher na cama.
Gabriela abriu os olhos. O pau do filho ainda estava encaixado nela, a cabeça dentro, latejando. Não saiu na hora. Não deu.
Ela empurrou o ombro dele, um sopro:
— Sai. Sai.
Lucas recuou. A cabeça saiu com um som úmido pequeno demais. Gabriela puxou a calcinha no lugar, a camisola para baixo, sentou na beira da cama como quem só assistia. Ele puxou a bermuda, virou o notebook um pouco, o pau ainda duro doendo na cintura.
A porta abriu no segundo seguinte.
Ricardo de cueca, olho inchado.
— Puta que pariu. Você também. Os dois de novo nessa merda de gladiador de madrugada. Gabi, eu acordei e você não tava. Achei que tinha ido na cozinha.
Gabriela passou a mão no cabelo, voz de sono falso.
— Vim ver o final com ele. As meninas pegaram a sala. Já ia voltar.
Ricardo olhou a cama, a camisola, o filho vermelho, o episódio pausado num peito nu de romana.
— Vocês têm mania. Fecha isso e vem dormir. E você, Lucas, apaga essa luz. Amanhã eu trabalho.
— Tá.
Ele ficou mais dois segundos no batente. O quarto cheirava a série e a corpo. Não nomeou o outro cheiro.
— Anda, Gabi.
Ela levantou. A calcinha estava encharcada, torta, o tecido no meio ainda puxado um pouco. Passou pelo marido no corredor com cara de mulher acordada no meio da noite.
Não olhou para trás.
Mensagens. Quase três da manhã
No banheiro do casal, a torneira aberta.
Gabriela: a cabeça entrou. só a cabeça. ele bateu na porta no segundo
Lucas: eu senti. quente. apertado
Gabriela: eu sei o que você sentiu. eu tava em volta. se ele demorasse mais dois segundos você enfiava o resto
Lucas: a senhora chupou minha boca depois que eu chupei a senhora
Gabriela: chupei. tava com gosto de mim. agora lava a cara. se seu pai sentir cheiro de buceta em você amanhã ele não vai achar que é série
Lucas: a senhora ia deixar
Gabriela: ia. a cabeça já tava dentro. eu prendi você com a perna. eu sei o que ia acontecer
Lucas: amanhã
Gabriela: amanhã a casa acorda. as meninas. seu pai. não manda mais nada agora. eu tô no banheiro e ele tá na cama me esperando
Para a irmã, em seguida, o dedo tremendo:
Gabriela: hoje ele beijou por cima da calcinha. eu puxei pro lado. ele chupou ela inteira. eu gozei quase na boca dele. ele subiu. a gente se beijou. a cabeça do pau encaixou. entrou um pouco. o Ricardo bateu na porta. “tua mãe tá aí?”. o pau ainda tava em mim quando o marido falou
Cláudia: Gabi. para. isso já é transar
Gabriela: quase. a cabeça. só a cabeça. mas eu senti abrir. eu deixei. eu prendi ele
Cláudia: você ia dar pra seu filho com o marido no quarto ao lado
Gabriela: ia. se a porta não batesse. a camisola tá úmida. a calcinha é um nojo. eu tô escrevendo no banheiro porque na cama eu não aguento ficar quieta
Cláudia: volta pra cama. inventa que foi no banheiro. apaga isso
Gabriela: vou voltar. o gosto dele ainda tá na boca. o meu ainda tá na boca dele. a cabeça ainda tá na memória da buceta. amanhã a série continua se der. se não der a gente inventa outra desculpa
Cláudia: não inventa
Gabriela: já inventei demais. agora é só não gritar na próxima
Ela lavou o rosto. Lavou entre as pernas com água fria. A calcinha foi para o cesto. Voltou de camisola só. Ricardo resmungou, virou, pôs o braço nela.
Do outro lado da parede, Lucas ficou olhando o episódio pausado, o pau doendo, o gosto da mãe inteiro na língua, a sensação da cabeça presa ainda latejando.
A porta tinha batido na hora certa.
Ou na hora errada.
Nenhum dos dois sabia mais dizer.
Quinta-feira. A mesa
O café estava na mesa quando Ricardo falou, mastigando pão:
— A Júlia cresceu, hein. Na piscina ontem. Bunduda que só. O Lucas não saía de perto.
A mais velha das meninas, sem maldade nenhuma, completou:
— A prima é bonita. O Lucas tava rindo.
Thiago, de fone meio tirado:
— Tão namorando já? No churrasco parecia.
Ricardo riu.
— Namorar a prima. Clássico. Olha a cara do menino.
Lucas ficou vermelho até o pescoço. Olhou o prato.
Gabriela servia o leite e a jarra bateu no copo. Um estalo. Ninguém notou o estalo. Notaram o silêncio dela.
— Ela é prima — disse, seco. — Não é namorada de ninguém.
Ricardo levantou a sobrancelha.
— Oxi. Tá com ciúme da moça agora, Gabi? Relaxa. É brincadeira.
— Não é brincadeira. Ele não tá namorando a Júlia.
A voz saiu mais alta do que devia. As meninas olharam. Ricardo deu de ombros, já em outra frase. Gabriela virou para a pia. A mão tremia no pano.
Lucas viu. Ela sabia que ele viu.
No corredor, depois
Ricardo já tinha saído. As meninas no quarto arrumando mochila. Thiago no banho.
Gabriela segurou o braço do filho junto do armário.
— Tem como você me levar no salão? Agora. Falei que ia fazer a sobrancelha. Não é sobrancelha.
— O que a senhora vai fazer?
— Marquinha de fita. Embaixo. — olhou para a porta do banho. — Você leva. Seu pai não precisa saber para onde.
Ele pegou a chave do carro velho que às vezes usava para recado.
O salão
Foi um lugar pequeno, de esquina, mulher conhecida da igreja que não perguntava. Gabriela entrou. Lucas ficou no carro, no celular, o coração na garganta.
Quarenta minutos. Ela voltou andando diferente. Jeans comum, mas as pernas mais juntas. Entrou no banco da frente. Fechou a porta.
— Anda. Não vai para casa ainda.
— A senhora não falou…
— Eu falo agora. Vira à direita depois do posto. Tem uma estrada de terra que não dá em nada. Antiga. Ninguém passa de manhã.
Ele virou.
A estrada
Chão batido, mato alto dos dois lados, um galpão caído no fundo. Lucas parou na sombra. Desligou o motor. O silêncio entrou no carro.
Gabriela olhou o retrovisor. Ninguém. Abriu a porta, deu a volta, entrou no banco de trás. Tirou o jeans. A calcinha foi junto.
— Olha.
A marquinha era uma faixa estreita, escura, bem no meio. Os lados lisos, a pele clara ainda rosada da cera. Os lábios da buceta apareciam inteiros, inchados, sem nada para esconder o volume carnudo. A fita apontava para baixo, para a fenda já úmida.
— A Júlia tem uma bunda bonita. Eu ouvi. Bunduda. Bonita. O seu pai falando. As meninas falando. Seu irmão falando que você tá namorando.
A voz ia subindo, ciúme puro, sem igreja.
— Sobe aqui.
Lucas passou para o banco de trás, desajeitado. Ela puxou a bermuda dele. O pau já estava duro. Gabriela sentou em cima, de frente, segurou a base, encaixou a cabeça — a mesma cabeça de madrugada — e desceu.
Dessa vez não parou na cabeça.
A buceta abriu, quente, apertada, molhada demais. Engoliu o pau até a metade. Parou. Respirou. Desceu o resto. Os dois gemeram baixo no mesmo segundo.
— Porra da sua prima. — ela falou no ouvido dele, rebolando curto, o jeans jogado no chão do carro. — Bunduda. Namorando. Não tá namorando porra nenhuma. Você gozou na minha boca ontem. A cabeça da sua rola tava dentro de mim de madrugada. Você é meu.
Lucas segurou a cintura dela. Ela subiu e desceu devagar, a faixa de pêlo raspando a barriga dele, os peitos ainda presos na blusa, o carro balançando pouco. A buceta fazia barulho molhado cada vez que ela sentava até o fim.
— Fala. É minha.
— É da senhora.
— Não chama de senhora agora. Fala direito.
— É sua.
Gabriela beijou a boca dele, suja, dente, língua. Rebolou mais rápido. O pau batia fundo. Ela xingava no beijo: a Júlia, o pai, a mesa, o “namorando”. A cada xingo a buceta apertava.
— Só meu. Não é da prima. Não é da namorada que acabou. Meu.
Lucas gozou primeiro, sem avisar direito, fundo, a porra quente enchendo ela. Gabriela sentiu e não saiu. Continuou sentada, contraindo, até o próprio corpo tremer, a unha nas costas dele, um gemido preso no pescoço do filho.
Ficaram assim. O pau amolecendo dentro. A faixa de fita colada na pele dele. O vidro embaçado.
Ela falou no cabelo dele:
— Agora você me leva para casa. Eu vou de jeans. Se alguém perguntar, foi sobrancelha.
Saiu dele devagar. O leitoso escorreu na coxa. Ela passou o dedo, olhou, vestiu a calcinha por cima. O jeans por cima da calcinha. O cheiro ficou no banco.
Mensagens. No farol, antes de entrar na rua de casa
Gabriela: fiz a fita. te dei no banco de trás. xinguei a Júlia com você dentro. falei que você é meu
Lucas: a senhora desceu inteira
Gabriela: desci. doía um pouco. mesmo assim desci. sua prima que se foda
Lucas: tá escorrendo
Gabriela: eu sei. a calcinha já era. entra quieto. seu pai chega às duas
Para a irmã, no banheiro, dez minutos depois:
Gabriela: levei ele no salão. fiz marquinha de fita. na volta mandei parar numa estrada. subi no banco de trás. mostrei. sentei. ele comeu. eu xinguei a Júlia o tempo inteiro. falei que ele é só meu. ele gozou dentro
Cláudia: dentro
Gabriela: dentro. tô no banheiro limpando. o jeans tá no cesto. se o Ricardo perguntar a sobrancelha ficou ótima
Cláudia: você transou com seu filho no carro
Gabriela: transou. depois da cabeça de ontem. depois da boca no balcão. o ciúme da prima acabou com o que ainda restava de freio
Cláudia: e agora
Gabriela: agora é série de novo se a casa deixar. eu não sei parar
A noite. A série
Ricardo chegou cedo demais. As meninas não dormiam. Thiago na sala. A casa não esvaziou no horário certo.
Às onze, enfim: marido no quarto com o celular, meninas dormindo, Thiago de fone.
Gabriela: seu quarto. cinco minutos. jeans não. short
Ela entrou de short fino, sem calcinha. A faixa de fita se via quando o tecido subia. Lucas já tinha o episódio pronto. Os dois sentaram. O pau dele já conhecia o caminho. A buceta dela ainda sensível.
A mão dele foi no short. Ela deixou. Beijo curto. Ele enfiou dois dedos por baixo, sentiu a fita, a entrada inchada. Ela abriu a perna.
A porta do corredor.
Voz da menina mais velha, sonada:
— Mãe. Água.
Gabriela puxou o short, foi até a porta, abriu uma fresta.
— Já vou. Volta para a cama.
Fechou. Olhou o filho. Não deu tempo de voltar para o meio.
Passos de Ricardo logo depois, no outro sentido, banheiro.
Os dois congelaram. A série alta demais de propósito. Ele passou pela porta encostada, resmungou “ainda nisso”, não entrou.
Gabriela sentou de novo. A mão de Lucas voltou. Mais um minuto. Outra voz no corredor: a outra menina, pedindo a irmã.
Ela riu sem graça, a testa na testa dele.
— Hoje a casa não deixa. Ontem o carro deixou.
Lucas beijou a faixa por cima do short, um segundo só.
— A senhora falou que eu sou seu.
— Falei. E sou da igreja. E tenho marido no banheiro. E duas filhas pedindo água. E mesmo assim eu te dei no banco de trás.
Ela ajeitou o short. A fita ficou escondida. O episódio continuou. Os corpos não. Não daquele jeito.
Quando ela saiu, Ricardo já estava de volta na cama.
— Sobrancelha ficou boa — ele falou, sem olhar.
— Ficou — ela disse.
Do outro lado da parede, Lucas ficou com o gosto do short e a memória do carro. Gabriela deitou com a faixa nova latejando, o resto dele ainda escorrendo um pouco, o ciúme da prima agora misturado com outra coisa: o medo de que a casa, um dia, não batesse na porta a tempo.
A série ficou pausada no mesmo lugar.
A estrada, não.
Sexta de manhã
A casa ainda estava mole de sono. Ricardo roncava de lado. As meninas não tinham acordado. Thiago de fone, porta fechada.
Gabriela saiu do quarto de camisola, rumo ao banho. O corredor estava escuro. A porta do quarto do Lucas entreaberta. Ela olhou. Ele dormia de barriga para cima, o lençol no meio da coxa, o pau duro de manhã erguido, liso, a cabeça roxa encostada na barriga.
Ela entrou sem barulho. Fechou. A mão desceu e apertou. Ele abriu os olhos no mesmo segundo.
— Levanta. Sem falar.
Apertou de novo, mais firme, e puxou. Ele veio atrás do próprio pau, desajeitado, a camiseta torta. Ela arrastou ele pelo corredor em três passos, entrou no banheiro, trancou. Abriu o chuveiro para fazer barulho.
Abaixou. Puxou o elástico. O pau bateu no queixo dela. Enfiou na boca de uma vez, fundo, o nariz na virilha raspada. Chupou com pressa de quem não tem tempo e com raiva de quem ainda lembrava da prima. A cabeça ia e voltava, a saliva escorria, a garganta fechava. Putaria baixa, no pau:
— Porra gostosa. Meu. Não é da Júlia. Não é da namorada. Meu pau. Engole, filho. Engole a porra da sua mãe.
Lucas segurou a pia. Ela chupou até o queixo molhar, até o pau latejar demais, e parou. Levantou. Virou de costas, camisola na cintura, uma perna no vaso. Puxou a própria buceta com dois dedos. A faixa de fita apareceu. A entrada ainda inchada do carro.
— Mete.
Ele encaixou em pé. Entrou de um golpe só. O banheiro inteiro abafou o gemido. Começou a meter. Curto. Fundo. A bunda dela batendo nele. A camisola caindo de um ombro. Os peitos balançando no espelho.
Do quarto:
— Gabi. Cadê você?
Ricardo. Voz rouca, ainda na cama.
Gabriela olhou o filho no espelho. Não mandou parar. Mandou mais baixo:
— Não sai. Continua.
Ajeitou a camisola para baixo na frente. Abriu a porta uma fresta, o corpo tampando o vão. Lucas ficou atrás da porta, invisível, o pau dentro dela, parado um segundo, depois voltando a meter devagar, fundo, enquanto ela sorria para o marido.
Ricardo apareceu no corredor, cueca, olho fechado de sono.
— Você tava sumida. Pensei que tinha caído no banho.
Ela beijou a boca dele. Beijo de mulher acordando. Língua de boa-manhã. Atrás da porta o filho metia. Cada vez que a língua do marido entrava, o pau do filho batia no fundo. Gabriela segurou o batente. A perna tremeu. O beijo durou. Ricardo, inocente, pôs a mão na cintura dela por cima da camisola.
— As meninas vão acordar. Faz o café.
— Já vou. — a voz saiu normal demais. — Dorme mais cinco minutos.
Outro beijo. Mais curto. Lucas meteu até o fim, segurou, latejou. Ela fechou os olhos no meio da boca do marido.
— Vai. — ela afastou o rosto. — Já saio.
Ricardo virou. Os passos voltaram para a cama.
Gabriela fechou a porta sem fechar de verdade. Virou. Empurrou o filho para baixo. Ele saiu de dentro. Ela ajoelhou de novo. Abriu a boca.
— Agora. Na boca. Rápido.
Lucas gozou assim, a mão no cabelo dela, a porra quente enchendo a língua, o céu da boca, escorrendo no canto. Gabriela engoliu. Engoliu o resto. Limpou a cabeça com a língua. Levantou. Olhou o espelho: boca vermelha, camisola torta, a faixa de fita molhada de porra e de buceta.
Abriu o chuveiro de verdade. Cinco segundos de água. Saiu. Ele saiu depois, pelo outro lado do corredor, quando o pai já tinha virado para a parede.
O café
A mesa outra vez. Pão. Café. As meninas já acordadas. Ricardo mais acordado.
Ele falou olhando o filho:
— A Júlia mandou mensagem cedo. Perguntou de você. “O Lucas não respondeu o recado.” Eu falei que você tava dormindo. Vai responder, né? A moça tá na tua cola.
Thiago riu. As meninas riram sem entender.
Gabriela pousou a xícara com cuidado. O gosto na boca ainda era o gosto do filho. Salgado. Quente. Recém-engolido.
— Ele não precisa responder agora.
Ricardo franziu.
— Que mania. Ontem ciúme, hoje também. É prima, Gabi. Deixa o menino.
Ela se levantou, passou atrás da cadeira do marido, inclinou e beijou a boca dele. Beijo de esposa. Língua. O gosto da porra do Lucas passou inteiro para a língua do Ricardo. Ele não soube. Beijou de volta, apressado, com gosto de café e de pão.
— Tá. Não precisa ficar brava.
Gabriela sorriu. Pequeno. Sentou. Olhou o filho por cima da mesa. Os olhos diziam o resto: o pau é meu. A boca é minha. A mensagem da prima que se dane.
Lucas não comeu quase nada.
Mensagens. Depois que a casa se espalhou
Ricardo foi trabalhar. As meninas na escola. Thiago saiu.
Gabriela: te arrastei pelo pau. te chupei. te fodi em pé. abri a porta. seu pai me beijou com você metendo. você gozou na minha boca. eu beijei ele de novo na mesa com o gosto da sua porra
Lucas: eu não saí de dentro quando ele chegou
Gabriela: eu não deixei você sair. a Júlia mandou mensagem. seu pai falou na mesa. eu não gostei. seu pau é meu. não é da prima. não responde ela
Lucas: já vi a mensagem. não abri
Gabriela: não abre. se abrir eu fico pior do que no carro
Para a irmã:
Gabriela: hoje de manhã eu puxei ele pelo pau até o banheiro. chupei. falei putaria. dei em pé. o Ricardo chamou. eu abri a porta. o Lucas continuou metendo atrás da madeira. eu beijei meu marido. o filho gozou na minha boca quando o beijo acabou. no café o Ricardo falou que a Júlia mandou mensagem. eu beijei a boca do meu marido com o gosto da porra do meu filho. ele não sentiu nada
Cláudia: Gabi. isso já passou de pecado. isso é outra coisa
Gabriela: eu sei o nome. eu chupei meu filho enquanto beijava meu marido. e gostei. e engoli. e beijei de novo
Cláudia: a prima
Gabriela: a prima eu vou resolver agora
Para Júlia, o contato salvo como “Júlia Vera”:
Gabriela: oi Júlia. aqui é a Gabriela. o Ricardo comentou que você mandou mensagem pro Lucas. o que você quer com ele?
Júlia: tia? oi. nada. só chamei pra ir na piscina de novo no sábado. ele é legal
Gabriela: ele não vai. tá ocupado em casa. e ele não tá namorando. se for isso
Júlia: ninguém falou em namoro
Gabriela: falaram. na mesa. na piscina. então fica claro. o Lucas não tá disponível
Júlia: …tá. desculpa. foi só recado
Gabriela: recado resolvido. beijo
Ela bloqueou a conversa da prima na hora. Não apagou. Guardou.
Lucas: a senhora mandou mensagem pra ela
Gabriela: mandei. perguntei o que ela queria com você. falei que você não tá disponível
Lucas: a senhora tá com ciúme até no zap
Gabriela: tô. depois do banheiro. depois do beijo. depois do gosto que eu passei pro seu pai sem ele saber. ciúme é pouco. você é meu. a fita é sua. a boca é sua. o pau é meu
Lucas: de noite a série
Gabriela: de noite a série. se a casa deixar. se não deixar eu te puxo pelo pau de novo. agora apaga o recado da Júlia. se seu pai ver que você respondeu eu fico doida
Ela deixou o celular na mesa da cozinha. Passou a língua nos dentes. O gosto ainda estava lá, misturado com café.
No quarto, Lucas apagou a mensagem da prima sem abrir.
A casa, por algumas horas, ficou só com os dois e o que o banheiro ainda cheirava: sabonete, porra e o resto da camisola molhada no cesto.
A série ficaria para a noite.
O resto já tinha acontecido de manhã, com a porta entreaberta e o marido do outro lado do beijo.
Sábado. A outra cunhada
Renata chegou no meio da manhã com uma mala pequena e um sorriso que a igreja da família nunca tinha abençoado. Irmã mais nova do Ricardo. Trinta e quatro. Cintura fina, bunda pesada, boca pintada. Abraçou o irmão, beijou as meninas na testa, olhou o sobrinho de cima a baixo sem pudor nenhum.
— Meu Deus, o Lucas cresceu. — riu, alto. — Se eu vejo um pau duro na minha frente eu não respondo por mim. Sou boqueteira de carteirinha. A Vera que lute dois dias comigo nessa casa.
Ricardo riu da irmã como quem já conhecia o disco.
— Renata, para. Tem criança.
— Criança não ouve o que não entende. — ela largou a mala no quarto de visitas. — Eu fico até segunda. Acabou o serviço. Vocês que aguentem.
Gabriela serviu café com o sorriso preso. Short de treino preto, o de sempre, sem calcinha. A xereca carnuda marcava o meio, a faixa de fita empurrando o tecido. Lucas desceu de bermuda. O volume não veio disfarçado. Renata viu. Levantou uma sobrancelha. Não falou. Ainda.
O dia inteiro a casa teve gente demais. Renata andava de vestido curto, sentava abrindo a perna demais, falava de homem, de boca, de “não posso ver uma ereção que já fico com água na boca”. Gabriela passava, o short colado, o filho atrás. Os dois se encostavam no corredor quando dava. Renata via de canto. Guardava.
A noite. Todo mundo dormindo
Meia-noite e pouco. Ricardo roncava. As meninas apagadas. Thiago no fone. Renata acordou com sede, pés descalços no corredor.
A porta do sobrinho não estava fechada até o fim.
O barulho veio primeiro. Pele. Úmido. Ritmo. Um gemido baixo de mulher que ela conhecia da mesa.
Renata parou. Empurrou um centímetro com o indicador.
A luz do notebook. Gabriela deitada de bruços, a camisola na nuca, o rabo grande para cima, as coxas abertas. Lucas atrás, as mãos na cintura da mãe, metendo. Fundo. Devagar. A bunda dela tremia a cada porrada. A faixa de fita aparecia quando ele saía quase inteiro e enfiava de novo.
Gabriela falava no travesseiro, a voz rouca, putaria sem igreja:
— Isso. Come essa buceta. Mais fundo. Seu pai tá dormindo no outro quarto. Corno. Corno que beijou minha boca com gosto da sua porra e não soube. Mete. Meu pau. Meu filho. Enfia.
Lucas gemeu no pescoço dela. Acelerou. O barulho de pele ficou mais alto. A cama rangeu.
Renata não entrou. Não saiu. Ficou no vão. Viu o pau molhado aparecer e sumir. Viu a mãe do menino abrir a boca no tecido. Viu o filho segurar o cabelo da mãe e meter até as bolas. Ficou até o fim: Lucas gozando dentro, Gabriela contraindo, os dois parados, ofegantes, a série pausada num peito de romana que ninguém assistia.
Renata recuou. Foi beber água. Voltou para a cama. Não falou nada.
Domingo de manhã. Mensagens
Gabriela viu o número novo no WhatsApp. Renata.
Renata: dormi mal. sede. passei na porta do Lucas. a porta tava aberta
Gabriela: …
Renata: vi o rabo pra cima. vi o menino metendo. ouvi você chamando o meu irmão de corno. ouvi “meu pau, meu filho”
Gabriela: Renata
Renata: eu não vou contar. ainda. mas eu assisti até ele gozar dentro. você gosta. ele gosta. e eu agora sei
Gabriela: o que você quer
Renata: ainda não sei. hoje tem festa na casa da Vera. forró. eu vou de vestido sem calcinha. vamos ver o que a casa aguenta
Gabriela: não fala com o Lucas
Renata: não falei. ainda. mas eu vi o pau dele saindo da sua buceta. difícil esquecer
Gabriela: ela viu
Lucas: quem
Gabriela: a Renata. acordou. parou na sua porta. viu a gente. ouviu eu chamar seu pai de corno. viu você gozar dentro
Lucas: e agora
Gabriela: ela disse que não conta. ainda. hoje é o forró da Vera. você não dança com a Júlia. não dança com a Renata. dança comigo se dançar
Lucas: a senhora tá com medo
Gabriela: tô com ciúme. medo. tesão. tudo junto. a cunhada viu. a prima quer. o seu pau é meu
Júlia, no grupo da família, depois no privado do primo:
Júlia: hoje tem forró. você vai
Lucas: vou. com a família
Júlia: dança comigo. ontem você sumiu. sua mãe me mandou recado estranho
Lucas: não posso
Júlia: pode. eu quero. eu falei sério. quero dar pra você. quero engolir. para de fugir
Gabriela viu a conversa porque o filho mandou print.
Gabriela: eu vi o que ela mandou
Júlia: tia. foi brincadeira
Gabriela: não foi. você escreveu que quer dar e quer engolir a porra do meu filho. ele não vai. se encostar nele hoje na frente de todo mundo eu resolvo na hora
Júlia: vocês dois tão estranhos
Gabriela: a gente tá. fica longe
A festa. Forró na casa da Vera
Quintal iluminado. Sanfona. Carne. Gente da família. Ricardo já suado. As meninas no colo de alguém. Thiago no canto.
Renata saiu de vestido colado, curto, sem calcinha. Quando o forró pegou, puxou o sobrinho. Dançou perto. Perto demais. A bunda grande raspava a bermuda dele. Sem pano no meio. A buceta nua riscando o tecido cada vez que ela rebolava. Tirava casquinha olhando Gabriela por cima do ombro. Sorriso de quem tinha visto a cena da madrugada.
Gabriela largou o copo. Foi até os dois. Tirou o filho da tia com a mão na cintura.
— Minha vez.
O forró era lento. Ela sentou no colo dele no meio da roda, como quem brinca. Rebolou. O rabo no pau. O short de treino fino, sem calcinha, a xereca carnuda abrindo e fechando por cima da bermuda. Todo mundo viu mãe e filho dançando colado. Ricardo riu.
— Olha a Gabi. Tá com ciúme da irmã.
A roda riu. Gabriela rebolou mais. O pau do filho subiu. Ela sentiu. Continuou. Olhou a Renata. Olhou a Júlia.
Júlia não esperou. Quando a música virou, puxou o primo no outro canto do quintal, perto da sombra da caixa d’água. Bunda grande na frente. Esfregou. A buceta no pau por cima da roupa. A mão atrás, por baixo da bermuda, apertou o pau duro.
Falou no ouvido, sem vergonha:
— Quero dar. Quero engolir tua porra. Tua mãe que se dane.
Lucas tentou sair. A prima segurou. Esfregou de novo. A mão subiu e desceu no pau duas vezes.
Gabriela viu o vazio no meio da roda. Saiu. Contornou a casa. Achou os dois na sombra. A mão da Júlia ainda no pau. A bunda da moça ainda colada.
Não falou alto. Puxou o filho pelo braço. A prima soltou.
— Entra.
O banheiro de serviço da Vera. Porta trancada. Gabriela empurrou o filho na parede. Abaixou a bermuda. A buceta da raiva já estava pronta. Enfiou ele nela em pé, uma perna no vaso, a mesma posição da manhã do outro banheiro. Meteu ela mesma, rápida, xingando baixo a prima, a tia, a festa, o forró.
— Meu. Não é da Júlia. Não é da Renata. Meu.
Três, quatro estocadas. A porta do quintal rindo longe. Ela saiu dele, ajeitou o short, abriu a porta. Júlia ainda estava no corredor, vermelha.
Gabriela passou por ela. Não bateu. Não gritou.
— Ele comeu. Agora. Pensando em você do lado de fora. Engole isso.
Lucas saiu atrás, a bermuda torta. A prima olhou os dois. Entendeu o bastante.
Mensagens. Madrugada, de volta em casa
Renata, no quarto de visitas:
Renata: no forró eu dancei sem calcinha no seu filho. você viu. depois você sumiu com ele. a Júlia também. eu sei o cheiro que vocês dois tinham quando voltaram
Gabriela: você viu ontem. hoje você encostou nele. não encosta mais
Renata: ou o quê. conto pro Ricardo que a esposa chama ele de corno com o pau do filho na buceta
Gabriela: ou você fica quieta e eu deixo você continuar dormindo nessa casa até segunda. escolhe
Renata: quieta por enquanto. mas eu vi. e a Júlia também quer. a casa tá pequena pra tanta buceta no mesmo pau
Gabriela: o pau é meu
Gabriela: a Renata dançou sem calcinha em você. a Júlia apertou seu pau e falou que queria dar. eu te meti no banheiro da Vera enquanto ela tava no corredor
Lucas: a senhora tá tremendo no áudio
Gabriela: tô. ciúme. a cunhada viu a gente transar. a prima quer engolir. seu pai riu da dança. todo mundo viu eu sentar no seu colo. ninguém viu o resto
Lucas: a Renata vai contar
Gabriela: ainda não. ela gosta de segurar. amanhã ela ainda tá aqui. você não fica sozinho com ela. nem com a Júlia
Lucas: a senhora me comeu com raiva
Gabriela: com raiva. e com tesão. e com a porta fechada. igual sempre
Júlia, por último:
Júlia: vocês transaram no banheiro
Gabriela: transamos. e você ficou do lado de fora com a mão no pau dele ainda quente
Júlia: isso é doentio
Gabriela: é. e mesmo assim você escreveu que queria dar e queria engolir. então não vem falar de doentio. fica longe do Lucas
Júlia: ele deixou eu apertar
Gabriela: ele é menino. eu não sou. última vez que eu falo
Gabriela apagou a luz do quarto de casal. Ricardo roncava. O short de treino foi para o chão. A faixa de fita ainda latejava do banheiro da festa.
No quarto de visitas, Renata olhava o teto.
No quarto do filho, Lucas olhava o celular.
A casa tinha mais uma testemunha.
E a série, dessa vez, nem precisou ligar.
Domingo de madrugada. Quase segunda
Gabriela acordou com a bexiga e com o vazio do lado da cama. Ricardo roncava virado para a parede. O relógio do celular: 3:17.
Saiu descalça. O corredor cheirava a forró velho, carne e perfume barato da Renata. Passou pela porta do quarto de visitas: fechada. Passou pela das meninas: fechada. A do Lucas estava entreaberta demais.
Viu o vulto.
Júlia. Camisola curta, cabelo preso, o corpo já dentro do quarto do primo. A porta cedeu sem ranger. Gabriela parou no vão, no escuro, e viu a moça ajoelhar na beira da cama.
Lucas dormia de barriga para cima, o lençol na coxa, o pau de manhã começando a subir. No escuro ele resmungou, a voz grossa de sono:
— Mãe…
Júlia não corrigiu. Abaixou a cabeça. A boca achou o pau ainda mole, chupou até endurecer inteiro, a saliva fazendo barulho baixo demais para a casa e alto demais para quem estava no corredor.
Lucas gemeu. A mão foi no cabelo — cabelo que não era o da mãe — e mesmo assim deixou. A cabeça subia e descia. Ele abriu os olhos no meio, viu só o vulto, o teto, a boca quente.
— Assim… igual ontem…
Gabriela entrou. Sem barulho. Fechou a porta até o batente. Dois passos. A mão grande, de mãe, agarrou a nuca da Júlia e afundou.
O nariz da prima bateu na virilha raspada. O pau sumiu na garganta. Júlia engasgou, os olhos encheram, as mãos no colchão.
Gabriela falou baixo, no ouvido das duas cabeças:
— Se for fazer, faz direito. Não fica lambendo a ponta como menina. Engole o pau. Fundo.
Lucas travou. Acordou de verdade. Viu a mãe em pé, a camisola, a prima ajoelhada com a boca cheia dele.
— Mãe—
— Cala a boca. Você deixou. Achou que era eu. Então agora é as duas.
Gabriela não tirou a mão da nuca. Mandou o ritmo. Júlia chupava engasgando, baba no queixo, o pau batendo na garganta. Gabriela soltou só para puxar a camisola da moça para cima. A bunda da prima apareceu: grande, nua, a buceta já brilhando.
— Vira. Quatro. Na cama.
Júlia obedeceu porque a mão na nuca não deixava opção. Ficou de joelhos, o rosto no colchão, o rabo alto. Gabriela cuspiu na palma, passou no cu da moça, dois dedos, abrindo.
Olhou o filho.
— Come o cu dela. Devagar primeiro. Depois arregaça. Ela veio no escuro chupar meu pau. Então leva no cu.
Lucas hesitou um segundo. O pau estava encharcado da boca da prima. Gabriela segurou a base, alinhou a cabeça no buraquinho fechado, e empurrou o quadril dele.
A cabeça entrou. Júlia soltou um som abafado no lençol. Gabriela pôs a mão na boca dela.
— Quietinha. Tem gente dormindo. Meu marido. Suas primas. A Renata.
Lucas enterrou mais. O cu agarrou, quente, apertado. Metade. O resto. As bolas bateram. Gabriela cutucou as costas dele.
— Agora mete. Ela queria engolir. Engole pau no cu primeiro.
Ele começou. Lento. A bunda da Júlia tremia. Gabriela deitou de frente, a camisola na barriga, as pernas abertas, a faixa de fita e a buceta carnuda no mesmo nível da cara da prima.
Puxou o cabelo da Júlia.
— Chupa. Minha buceta. Enquanto meu filho arregaça teu cu. Língua no meio. Sem nojo. Você queria a família, então chupa a mãe.
A boca da Júlia desceu. Quente. Desajeitada. Gabriela segurou a cabeça e sentou na cara. O gemido dela saiu no teto, baixo. Lucas metia atrás, cada vez mais fundo, o pau sumindo no cu, saindo brilhando, sumindo de novo. O barulho era pele, saliva, a cama.
Putaria no escuro, uma em cima da outra:
— Isso. Chupa essa xereca. Mais língua. Meu filho tá comendo teu cu. A Júlia bunduda da piscina. A namoradinha. Agora tá com a boca na minha buceta e o rabo cheio de pau.
Lucas ofegava. A mão na cintura da prima. Metia com raiva e com tesão misturado. Júlia gemia nas duas pontas: o cu aberto, a língua presa. Gabriela rebolava na cara dela, molhando o queixo, o nariz, o pescoço.
— Mais fundo, Lucas. Arrebenta. Ela apertou teu pau no forró. Falou que queria dar. Então toma.
A porta se mexeu.
Renata. Cabelo preso, camisola, os olhos já acordados demais. Entrou porque já sabia o cheiro daquela casa. Fechou.
Viu o quadro: sobrinho metendo no cu da prima, a cunhada sentada na cara da moça, a faixa de fita molhada, o pau aparecendo e sumindo.
Não falou de denúncia. Falou baixo, quase rindo:
— Vocês não cansam.
Gabriela nem se cobriu.
— Ou fecha a porta ou chupa também. Escolhe.
Renata escolheu o pau. Chegou no momento em que as coxas do Lucas travaram, o ritmo que antecedia o gozo. Puxou o quadril dele para trás. O pau saiu do cu da Júlia, vermelho, latejando, a cabeça inchada. Renata ajoelhou do lado, abriu a boca e enfiou até o fundo.
Lucas gozou assim. Na garganta da tia. Jato fundo, grosso, o corpo inteiro. Renata engoliu. A garganta trabalhou. Não deixou vazar. Chupou a cabeça até terminar, limpou o que escorreu com o polegar e chupou o polegar.
Júlia ainda estava de boca na buceta da Gabriela, ofegando, o cu pulsando vazio. Gabriela segurou o cabelo dela mais um pouco, gozou na cara da moça, a coxa tremendo, o suco no queixo da prima. Soltou.
O quarto ficou só com respiração. A série nem estava ligada.
Renata passou a língua nos lábios.
— Segunda eu vou embora. Até lá eu vi o bastante. — olhou a Júlia no chão da cama. — E você, menina, veio no escuro achar que ia ter o menino só pra você.
Gabriela puxou a camisola para baixo. A voz voltou a ser de mãe no volume, não no conteúdo.
— Sai as duas. Cada uma no seu quarto. Se o Ricardo acordar agora eu invento que a Júlia passou mal.
Júlia vestiu a camisola com a mão tremendo. O cu doía. A boca tinha gosto da tia do primo. Saiu sem olhar.
Renata saiu por último. Na porta:
— Eu engoli. Igual você no balcão da Vera. Agora a gente tem o mesmo gosto na boca.
Gabriela não respondeu. Ficou com o filho. Beijou a boca dele, rápida, suja. O pau dele ainda latejava, molhado da tia, do cu, da saliva.
— Volta a dormir. Se seu pai perguntar, você sonhou.
Ela foi para o corredor. Água no banheiro. O reflexo no espelho: cabelo bagunçado, coxa marcada, a faixa de fita brilhando.
Mensagens. 4:41
Gabriela: você deixou a Júlia chupar achando que era eu
Lucas: tava escuro. eu falei mãe
Gabriela: eu sei. eu afundei a cabeça dela. mandei você comer o cu. sentei na cara dela. a Renata entrou e engoliu sua porra
Lucas: as duas viram tudo
Gabriela: as duas participaram. amanhã a Renata ainda tá aqui. a Júlia também se a Vera não levar. você não abre a porta no escuro pra ninguém. só pra mim
Lucas: a senhora gozou na boca dela
Gabriela: gozei. e mesmo assim o pau continua meu. a prima que doa o cu. a tia que engula. o resto é meu
Gabriela: sua sobrinha veio no escuro chupar o Lucas. ele pensou que era eu. eu entrei. afundei a cara dela no pau. mandei ele comer o cu. botei ela pra me chupar. você apareceu e engoliu o gozo
Renata: eu sei. eu tava lá. o gosto ainda tá aqui
Gabriela: não conta pro Ricardo
Renata: não conto. mas segunda eu levo isso embora. e a Júlia não vai calar a boca pra sempre
Gabriela: a Júlia eu resolvo
Renata: você resolveu o cu dela. o resto é outro problema. boa noite, cunhada
Júlia: isso não era pra acontecer assim
Gabriela: você entrou no quarto do meu filho no escuro. o que você achava que ia acontecer
Júlia: eu só ia chupar. ele falou mãe
Gabriela: e mesmo assim você continuou. então levou no cu e chupou minha buceta. agora apaga. se abrir a boca com a Vera ou com o Ricardo eu conto que você veio de madrugada
Júlia: a Renata viu
Gabriela: a Renata engoliu. todo mundo nessa casa já tem um pedaço. não seja você a abrir o resto
Júlia: ele é seu
Gabriela: agora você sabe
Lucas: a Júlia mandou mensagem
Gabriela: eu sei. eu respondi. dorme. de manhã tem café e tem a Renata na mesa olhando a gente. não fica vermelho. não fica de pau duro. se ficar eu resolvo no banheiro outra vez
Lucas: a senhora não vai parar
Gabriela: não. depois de hoje ainda menos. fecha o olho
Gabriela apagou a tela. Deitou do lado do marido. O ronco dele era o mesmo. O gosto na boca dela era o da prima, o do filho, o da noite inteira.
Do outro lado da parede, três quartos respiravam o mesmo segredo.
A casa amanheceria. A mesa seria normal. O café seria normal.
Nada mais era.
Segunda de manhã. A mesa era uma armadilha
Renata desceu de robe curto, sem pressa, o cabelo preso. Sentou na ponta da mesa como quem não tinha engolido o sobrinho de madrugada. Júlia não tinha dormido na casa — Vera tinha levado a filha de madrugada, “dor de cabeça”. O recado era outro.
Ricardo torrava pão. As meninas pediam achocolatado. Thiago não olhava ninguém.
Gabriela servia café de short de treino. Sem calcinha. A faixa de fita marcava. Lucas entrou de bermuda larga de propósito. Mesmo assim o pau pesava. Renata olhou o volume uma vez, lenta, e mordeu o pão.
— Dormiram bem? — perguntou, voz de tia. — Eu acordei com sede de novo. Essa casa range.
Ricardo riu.
— Range desde que a gente comprou. A Gabi que acorda pra tudo.
Gabriela pousou a jarra. A coxa latejava. O cu da Júlia ainda estava na memória do filho; a boca da Renata também. Ela sorriu de esposa.
— Range mesmo.
Embaixo da mesa o pé dela achou o pé do Lucas. Subiu pela canela. Parou na barra da bermuda. Os dedos tocaram o pau por cima do pano. Apertaram. Lucas prendeu a respiração no copo de leite. Ricardo falava de trânsito. Renata via o movimento do ombro do menino e não dizia nada. Os dedos da mãe subiram mais. Acharam a cabeça. Esfregaram de leve, no ritmo do marido falando.
— …então se o Lucas puder levar as meninas na escola hoje…
— Pode — Gabriela respondeu, a mão fechando no pau duro debaixo do pano. — Ele leva.
Soltou. Lucas ficou vermelho. Renata bebeu café preto, os olhos no prato, o canto da boca quase sorrindo.
O corredor. Dez minutos de casa vazia que não era vazia
Ricardo saiu primeiro. As meninas no banco de trás com o irmão, mochila, barulho. Thiago foi a pé. Renata disse que ia tomar banho. A porta do banheiro fechou.
Gabriela puxou o filho pela camiseta antes dele pegar a chave.
— Dois minutos. Lavanderia.
A lavanderia era um cubículo. Máquina, varal, cheiro de sabão. Ela entrou, ele entrou, a porta de plástico não tinha trinco de verdade. Abaixou a bermuda dele. O pau pulou. Ela não ajoelhou. Deu as costas, short no joelho, uma mão na máquina. Olhou por cima do ombro.
— Rápido. A Renata tá no chuveiro. Se a água parar ela ouve.
Lucas meteu. A buceta ainda sensível da madrugada engoliu fácil. A máquina tremeu no ciclo desligado. Ele metia curto, a mão na faixa de fita, o nariz no cabelo dela. Gabriela falava no plástico da porta:
— Ontem a prima levou no cu. A tia engoliu. Agora é só eu. Fundo. Sem gozar. Se gozar aqui o cheiro fica.
A água do banheiro parou.
Os dois congelaram. O pau dentro, latejando. Passos de Renata no corredor. A voz dela, perto demais:
— Gabi? Tem toalha limpa aí na lavanderia?
Gabriela engoliu o gemido. Empurrou o quadril para trás, o pau ainda enteerrado, e falou alto, normal:
— Tem. Na prateleira de cima. Pode entrar.
Lucas olhou para ela com pânico. Ela não saiu de cima. Só puxou o short para a cintura na frente, o tecido tampando a junção, o filho preso atrás do corpo dela, invisível se a porta abrisse só um palmo.
Renata abriu.
Viu a cunhada de pé na frente da máquina, o short torto, o cabelo bagunçado, o filho não estava — estava, as pernas dele atrás das dela, as coxas coladas. Renata viu o bastante. Os olhos desceram para o espaço entre o short e a máquina. O quadril do menino. O movimento que não existia mais.
Pegou a toalha na prateleira. Demorou um segundo a mais.
— Obrigada. — a voz saiu baixa. — A água esquentou demais. Igual de madrugada.
Fechou.
Lucas saiu de dentro num solavanco. Gabriela puxou o short. Os dois respiravam na cara um do outro.
— Ela viu — ele disse.
— Ela já tinha visto. Agora viu de novo. Vai. As meninas tão no carro.
Ele foi. A bermuda ainda marcava. Renata, no corredor, passou por ele com a toalha no peito e falou sem mover a boca:
— Depois você lava essa bermuda. Tá molhada na frente.
Meio-dia. Ricardo voltou cedo
Almoço improvisado. Renata de vestido. Gabriela de jeans. Lucas não olhava ninguém. Ricardo falava de serviço cancelado.
— Vou ficar em casa à tarde. Aproveitar a irmã.
Gabriela sentiu o chão ceder. Casa com marido. Casa com cunhada. Casa com filho. Sem série, sem estrada, sem banheiro só deles.
À tarde Ricardo dormiu no sofá com o jornal. As meninas na vizinha. Thiago saiu. Renata foi para o quarto de visitas com a porta aberta de propósito.
Gabriela mandou mensagem do quarto de casal.
Gabriela: ele dormiu na sala. você não vem. ela tá de olho
Lucas: to duro
Gabriela: eu sei. eu também. mesmo assim não vem
Lucas: a lavanderia
Gabriela: a lavanderia ela abriu. não tenta
Dez minutos. O jornal escorregou do peito do Ricardo. O ronco veio.
Renata apareceu na porta do quarto de Gabriela. Sem bater.
— O meu irmão dorme pesado. Sempre dormiu.
Gabriela estava deitada de short. Não se cobriu.
— O que você quer, Renata.
— Quero ver se você tem coragem com ele na sala. — sorriu. — Ou só no escuro, só no carro, só com a porta entreaberta.
— Sai.
— Saio. Mas o menino tá no quarto com a mão na bermuda. Eu passei. Se você não for, talvez eu vá. Já engoli. Não custa beijar a boca depois.
Gabriela levantou. Passou por ela. O corredor. A porta do Lucas. Entrou. Fechou. Renata ficou do lado de fora, encostada na parede, ouvindo.
Dentro, Gabriela não tirou a roupa. Abaixou a bermuda do filho, sentou no pau por cima do short dela, o tecido no meio, a buceta esfregando a haste. Movimento curto. A cama não podia ranger. A boca no ouvido dele:
— Ela tá no corredor. Seu pai tá na sala. Se você gozar alto eu te mato.
Lucas segurou o colchão. Ela rebolava o short molhado no pau, a faixa de fita arrastando, o clitóris no dorso. Rápido. Sujo. Quase silêncio. Ele gozou no tecido, quente, manchando o short por dentro. Ela desceu, lambeu o que vazou na cabeça, um segundo só, e puxou a bermuda dele para cima.
Abriu a porta. Renata ainda estava lá. Olhou o short úmido da cunhada. Olhou a cara do menino.
— Coragem mediana — murmurou. — Mas teve.
Foi embora.
O risco da tarde
Ricardo acordou pedindo café. Gabriela foi. O short ainda manchado por baixo, o jeans por cima agora. Na cozinha o marido abraçou ela por trás, a mão na barriga, beijo no pescoço. O filho passou no vão da porta e viu. O pai apertou a bunda da mulher. A mulher deixou. Os olhos dela foram para o filho por cima do ombro do corno.
Renata viu os três no mesmo quadro. Guardou.
À noite a casa encheu de novo: meninas de volta, televisão, Renata comentando novela, Ricardo rindo. Lucas no canto. Gabriela no outro. De vez em quando os dois se cruzavam atrás da poltrona. Um dedo. Uma unha na palma. Nada mais.
Quando todo mundo subiu, Renata parou no meio do corredor e falou alto o bastante para os dois quartos ouvirem, baixo o bastante para o irmão não entender:
— Amanhã eu vou embora às dez. Até lá a porta do menino fecha. Ou não fecha. Vocês que sabem.
Ricardo gritou da cama:
— Renata, para de conversar no corredor, porra. Dorme.
— Tô dormindo, irmão.
Mensagens. A casa apagada
Gabriela: debaixo da mesa eu apertei seu pau. na lavanderia você meteu e ela abriu a porta. de tarde eu sentei no short e você gozou no pano. seu pai me abraçou na cozinha logo depois. a Renata viu tudo
Lucas: amanhã ela vai embora
Gabriela: vai. até as dez. de manhã seu pai tá em casa. não inventa. se inventar ela filma
Lucas: a senhora lambeu
Gabriela: lambei o que vazou. rápido. o corredor tinha gente
Lucas: eu quero de verdade
Gabriela: eu também. por isso a gente quase se entrega toda hora. dorme
Renata: o short da sua mãe tá no cesto. manchado. eu vi passando
Lucas: não manda mensagem pra mim
Renata: mando. engoli você. vi você metendo na lavanderia. vi ela sentando agora há pouco. segunda às dez eu saio. se vocês forem burros antes disso o Ricardo acorda
Gabriela: para de escrever pro meu filho
Renata: para de transar com o seu com o meu irmão na sala. combinado então. boa noite. a casa range. vocês também
Gabriela virou o celular. Ricardo resmungou, puxou ela. A mão dele foi parar entre as pernas dela, por cima do pijama, inocente, dormindo. Os dedos dele tocaram o short ainda úmido por baixo. Não acordou o bastante para entender.
Ela ficou olhando o teto.
No quarto ao lado o filho também olhava o teto.
No quarto de visitas a cunhada sorria no escuro.
A casa inteira rangeu uma vez. Depois calou.
Amanhã Renata ia embora.
O risco, não.
A mesma noite. 1:12
Ricardo roncava de boca aberta. Gabriela tinha fechado o olho fazia pouco. O corpo ainda latejava da lavanderia e do short manchado. A casa rangeu do jeito que a Renata tinha falado.
Depois veio outro som.
Palma. Pele. Úmida. Ritmo. Um gemido de mulher que não era o dela.
Gabriela sentou na cama. O marido não acordou. Saiu descalça. O corredor. A porta do Lucas outra vez entreaberta, como se a casa tivesse desistido de fingir.
Empurrou.
A luz do abajur. Renata de quatro no colchão, o vestido de dormir no meio das costas, a cara afundada no travesseiro, a bunda alta, pesada, balançando. Lucas atrás, as duas mãos na cintura da tia, metendo com força. Cada estocada fazia a carne bater. Palma. Palma. O pau saía brilhando e sumia inteiro. As bolas batiam.
Renata falava no tecido, a voz rouca, putaria sem vergonha:
— Isso. Arrebenta. Pau gostoso do caralho. Come essa buceta. Tua mãe pensa que é só dela. Mete. Mais fundo. Dói gostoso. Porra, sobrinho. Me fode.
Lucas ofegava. Não via a porta. Via a coluna da tia, o cabelo preso, o buraco da buceta engolindo ele.
Gabriela entrou. Fechou.
Renata virou o rosto no colchão, um olho só, e riu no gemido.
— Avisou. Falei que eu vinha. — outra porrada do menino fez a frase quebrar. — Pau gostoso do sobrinho. Engoli ontem. Hoje eu quis sentir inteiro. Entra, Gabi. Não fica aí igual santa.
Gabriela não xingou. O ciúme subiu junto com o tesão, os dois iguais. Tirou o short. A faixa de fita apareceu. A buceta já estava inchada só de ouvir. Subiu na cama. Sentou na frente do rosto da cunhada, as coxas abrindo, a xereca carnuda no nariz dela.
— Chupa. Se vai comer meu filho, chupa a mãe dele.
Renata não discutiu. A língua saiu larga, subiu a fenda, achou o clitóris, chupou. Gabriela segurou o cabelo da cunhada e sentou. O gemido dela ficou preso nos dentes. Lucas parou um segundo, o pau latejando dentro da tia, olhando a mãe em cima da cara da outra.
— Não para — Gabriela mandou. — Mete nela. Eu olho.
Ele voltou a comer. Forte. A cama batia na parede num ritmo que o quarto do pai, milagrosamente, não acompanhou. Renata chupava desajeitada e gulosa, o queixo molhado, o nariz esfregando a faixa de fita. Gabriela rebolava na boca. Os peitos soltos na camisola. A mão no cabelo da cunhada apertava cada vez que o filho dava uma porrada mais fundo.
— Isso. Come a irmã do seu pai. A boqueteira. A que dançou sem calcinha. Chupa minha buceta. As duas. As duas no mesmo quarto. Seu pai roncando.
Renata gemeu dentro dela. Lucas acelerou. As coxas dele começaram a tremer do jeito que a mãe já conhecia.
Gabriela saiu da boca da cunhada. A voz saiu firme:
— Não goza. Ainda não. Tenho uma surpresa.
Ele obedeceu por um fio, parado fundo na Renata, respirando pela boca. Gabriela virou de quatro do lado. A camisola na nuca. A mão foi atrás, entre as nádegas, e puxou.
O plug era preto, pequeno, a base redonda. Estava lá dentro fazia horas. Desde o banho. Desde o pijama. Desde o marido deitado do lado. Ela torceu. O silicone saiu devagar, o cu abrindo, fechando, um fio brilhando. O buraco ficou ali, escuro, piscando.
Lucas olhou e não acreditou. A boca abriu. O pau latejou dentro da tia.
— Mãe…
— É. Eu pus. Pensei em você. Não nela. — olhou a Renata. — Baba. Lubrifica. Direito. Se doer alto o Ricardo acorda e acaba a festa.
Renata saiu do pau com um som molhado, virou, pegou o pau do sobrinho com as duas mãos e chupou fundo, baba demais, proposital. Desceu, subiu, deixou a saliva escorrer pela haste, no saco, nos dedos. Cuspiu no cu da Gabriela. Os dedos dela abriram. Mais saliva. A língua uma vez, rápida, no anel contraído. Gabriela tremeu.
— Agora. Come o cu da tua mãe. E cala a boca da sua tia.
Lucas saiu da buceta da Renata. A cabeça, enorme naquele ângulo, encostou no cu da mãe. Empurrou. A cabeça entrou. Gabriela afundou o rosto no colchão. O som que saiu não foi gemido: foi ar. Ele enterrou mais. Devagar. O cu agarrou, quente, mais apertado que a buceta, a memória do plug ainda ali. Até o meio. Até o fim. As bolas encostaram.
Renata deitou de costas na frente, as pernas abertas, a buceta greluda, inchada, o clitóris para fora. Gabriela puxou a cara do filho.
— Chupa ela. Pra eu não gritar. Pra ela não gritar. Mete no meu cu e cala a tia com a boca.
Lucas obedeceu. A língua na buceta da Renata. O pau no cu da mãe. Os dois ritmos. Cada estocada no cu empurrava a cara dele na xereca da tia. Renata segurou a cabeça do sobrinho e sentou na boca. Gabriela rebolava para trás, o rabo batendo nele, o plug agora era o pau, fundo, abrindo, doendo gostoso.
Putaria baixa, uma frase em cima da outra:
— Cu da mãe. Buceta da tia. Seu pai tá dormindo. Corno. Come. Mais. A Renata engoliu. A Júlia levou no cu. Agora é o meu. Inteiro.
Renata gemia na boca dele. Gabriela gemia no colchão. Lucas metia no cu com a cara encharcada. A cama deu um estalo mais alto. Os três pararam um segundo. O ronco do Ricardo, longe, continuou.
Voltou. Mais fundo. O cu da Gabriela fazia barulho. A boca na tia fazia barulho. Renata gozou primeiro, as coxas no pescoço do menino, a buceta pulsando na língua. Gabriela gozou depois, o cu contraindo no pau, a mão no lençol rasgando o pano. Lucas não aguentou o aperto. Quis sair. A mãe segurou o quadril dele por trás.
— Dentro. No cu. Meu.
Ele gozou assim. Quente. Fundo. Jato atrás de jato no cu da mãe. Gabriela sentiu cada um. Renata viu a cara dele no meio das pernas dela. Os três caíram tortos na cama estreita.
Silêncio. Ventilador. O cheiro era sexo puro.
Gabriela puxou o short. O plug ficou na mesa de cabeceira, sujo. O resto dele escorria nela quando se levantou.
— Cada uma no seu quarto. Agora. Se ele acordar eu falo que a Renata passou mal outra vez.
Renata passou o dedo no canto da boca, o gosto da buceta da cunhada ainda ali.
— Amanhã às dez eu vou embora. Levo isso. — olhou o filho. — E o gosto do teu cu, Gabi. E da boca dele.
Saiu.
Lucas ficou sentado, o pau amolecendo, a cara brilhando. Gabriela beijou a boca dele. Suja. Curta.
— Dorme. Não abre mais essa porta. Nem pra mim, se eu não mandar.
Foi pelo corredor. Água. O reflexo: o cu latejando, a faixa molhada, os olhos acordados demais.
Deitou do lado do marido. Ele virou, braço nela. Não acordou.
Mensagens. 2:37
Gabriela: a Renata foi no seu quarto. eu ouvi as palmas. ela de quatro. você comendo. eu sentei na cara dela. tirei o plug. você comeu meu cu. gozou dentro. ela gozou na sua boca
Lucas: a senhora tava com isso desde quando
Gabriela: desde o banho. do lado do seu pai. pensei em você o tempo inteiro. não goza mais nessa casa sem eu falar. a Renata vai embora às dez. fecha a porta
Lucas: o cu da senhora
Gabriela: doeu. e eu quis. e eu mandei você chupar ela pra eu não gritar. agora dorme. se seu pai perguntar de manhã por que eu fui no banheiro, foi água
Gabriela: a sua tia Renata comeu o Lucas. eu entrei. botei ela pra me chupar. depois ele comeu meu cu. você levou no cu ontem. hoje foi eu. não vem. não manda recado. não inventa piscina
Júlia: eu não ia vir
Gabriela: ia. então lê e fica quieta. o pau ainda é meu. o cu também. o resto que vocês mamaram foi resto
Júlia: a Renata vai contar
Gabriela: a Renata engoliu, sentou e viu o plug sair. se ela contar ela se conta junto. boa noite
Gabriela: você avisou que vinha. veio. levou. chupou. viu o plug. viu ele gozar no meu cu
Renata: vi. e gostei. e amanhã às dez eu saio de verdade. mas não esquece que eu sei o som que a sua casa faz quando o menino mete
Gabriela: eu sei que você sabe. por isso você vai embora. e por isso eu não durmo
Renata: o plug era pequeno. o pau dele não. tua mãe que lute com o andar amanhã
Gabriela: minha mãe não precisa saber
Renata: alguém da sua família já sabe demais. a Cláudia. eu. a Júlia. cuidado com o próximo nome
Gabriela olhou a lista. O próximo nome já estava digitado. Apagou. Digitou de novo. A conversa com a mãe dela, Helena, setenta e um, outra cidade, outra igreja, outra vida.
Gabriela: mãe. a senhora tá acordada
Helena: tô. remédio. que foi. as meninas
Gabriela: as meninas tão bem. eu que não tô. precisei falar com alguém que não fosse a Cláudia
Helena: a Cláudia já me ligou. falou que você tá estranha. série, ciúme, prima. fala logo
Gabriela: eu errei. errei feio. com o Lucas
Helena: errou como. brigou. bateu
Gabriela: não. de outro jeito. de jeito que a igreja não tem nome bonito. eu e ele. na casa. o Ricardo não sabe
Helena: Gabriela
Gabriela: eu não vou escrever a palavra. a senhora entendeu. eu não sei parar. tem gente da família do Ricardo que já viu. eu tô com medo. e mesmo assim eu não paro
Helena: você é a mãe dele
Gabriela: eu sei. eu era. eu ainda sou. e mesmo assim. amanhã uma cunhada vai embora sabendo. a prima sabe. a Cláudia sabe. agora a senhora sabe o começo
Helena: não me manda mais isso de madrugada. amanhã eu ligo. você vai atender. e você vai se afastar desse menino até eu chegar se for preciso
Gabriela: a senhora não vem
Helena: eu venho se você continuar escrevendo como quem já escolheu o inferno. agora apaga. reza. ou não reza. mas não põe a mão nele de novo essa noite
Gabriela: essa noite já foi
Helena: então a próxima. Gabriela. pelo amor de Deus. a próxima
Ela apagou o fio com a mãe. Não apagou o resto.
No quarto ao lado o filho não dormia. No quarto de visitas a cunhada sorria no escuro com o gosto dos dois na boca. Na cama de casal o marido roncava com a mão na cintura da mulher, sem saber que o corpo dela ainda guardava o filho por dentro.
A casa rangeu uma última vez.
Ninguém foi ver.
Terça. O andar
Gabriela acordou com o corpo falando o que a boca não podia. O cu latejava. Cada passo puxava por dentro. O plug da madrugada e o pau do filho tinham deixado um lembrete. Ela vestiu o short branco, aquele fino de malha, sem calcinha. O monte de Vênus marcava redondo na frente. A xereca carnuda abria o tecido no meio, a faixa de fita um risco escuro. Atrás, o short subia no rabo e não descia.
Na cozinha o andar dela era outro. Curto. Cuidadoso. Ricardo viu primeiro.
— Tá manca, Gabi? Que que foi.
— Dormi torta.
As meninas riram. Thiago nem tirou o fone. Renata já tinha ido embora às dez, mala na mão, beijo na cara do irmão, um olhar longo demais para o sobrinho. No lugar dela, naquela manhã, estava Sônia: irmã da Helena, tia materna, cinquenta e oito, de passagem, café e fofoca. Tinha chegado cedo, sentada na ponta da mesa como quem não saía tão cedo.
Lucas desceu. Viu o short branco. Viu o monte. Viu o meio. Viu o andar.
Foi passar atrás da mãe, rumo à geladeira. Gabriela sentiu o corpo dele. Não afastou. Deu a bundada. O rabo pesado prensou o filho na parede da cozinha, o short branco no pau dele, e espremeu. Rebolou um segundo. Só um. O bastante para o pau acordar inteiro e ele subir nas pontas dos pés, os olhos virando, a mão no azulejo.
Ricardo virou na cadeira.
— Que isso, mulher?
Gabriela soltou. Voz de brincadeira, cara de mãe:
— Brincadeira. Ele falou ontem que tava forte da academia. Quis testar. Tá forte mesmo.
Lucas tentou virar. A bermuda folgada não salvou. O pau marcava duro, a cabeça desenhada, o tecido para frente. Thiago viu e desviou, constrangido sem entender o tamanho da coisa. As meninas não olharam. Ricardo riu.
— O menino ficou vermelho. Gabi, para de constranger o filho.
Sônia olhou. Olhou de verdade. O volume. O short branco da sobrinha. O andar torto. Não riu na hora. Guardou o copo.
— Pois é — murmurou. — Tá forte.
Lucas saiu da cozinha com o prato na frente. Ninguém comentou mais. Todo mundo tinha visto.
Fora de casa. O mercado. O marido dois corredores à frente
Ricardo empurrou o carrinho. Sônia foi na padaria. As meninas no doce. Gabriela ficou no corredor do detergente com o filho “ajudando”.
O short branco sob a luz fria do mercado era um problema. A costura comia o meio. O monte empurrava. Lucas ia atrás. Quando ela se abaixou para a prateleira de baixo, o tecido subiu e o começo da fenda apareceu. Ele parou.
Ela falou baixo, de costas, pegando o frasco:
— Não encosta. Teu pai vai virar nesse corredor.
Ele mesmo assim passou muito perto. A mão dela, atrás, achou o pau por cima da bermuda e apertou uma vez. Soltou. Ricardo apareceu na ponta com um pacote de arroz.
— Acharam o amaciante?
— Achei — Gabriela ergueu o frasco. O short marcado. O filho um passo atrás, a bermuda ainda viva. Ricardo não olhou para baixo. Sônia, voltando com pão, olhou.
No estacionamento, o marido no volante, Sônia no banco da frente, os dois no fundo. A mão de Gabriela foi na coxa do filho por baixo da sacola. Subiu. Parou no volume. Ficou ali o semáforo inteiro. Lucas olhou o vidro. O pai falava de preço. A tia falava de igreja. Os dedos da mãe contavam o pau por cima da roupa.
O conserto do pneu. Posto. Marido agachado na roda
O pneu furou na volta. Ricardo agachado, macaco, porca. Sônia foi ao banheiro do posto. Gabriela ficou em pé na lateral do carro, o short branco contra a porta. Lucas ao lado.
Com o pai a um metro, a cabeça debaixo do para-lama, ela pegou a mão do filho e pôs na própria frente. Por cima do short. A palma no monte de Vênus. Os dedos no meio, sentindo a fenda quente, o tecido já um pouco escuro. Ele engoliu. Ela rebolou um milímetro na mão dele.
Ricardo resmungou:
— Passa a chave de vinte e dois.
Lucas passou a chave com a outra mão. A primeira continuou entre as pernas da mãe. O pai apertou a porca. A mãe apertou os dedos do filho contra a buceta. Quando Sônia voltou, a mão já tinha saído. O short tinha um ponto mais escuro. Sônia viu o ponto. Não falou.
A farmácia. Ricardo no caixa. Os dois no corredor da pomada
— Vai pegando um analgésico. Tua mãe tá andando esquisita — Ricardo falou, já na fila.
No corredor do fundo Gabriela encostou o rabo outra vez. Mais leve que de manhã. Mesmo assim o pau dele subiu. Ela falou no ombro:
— Foi o teu. Ainda tá aqui dentro. Cada passo.
Ele quase gemeu. Uma cliente passou. Os dois separaram. No caixa o marido pagou a pomada “para dor lombar”. Gabriela pegou o saquinho. Sônia comentou que era idade. Gabriela assentiu.
A casa da Sônia. Café da tarde. Visita obrigatória
Sala pequena. Foto de santo. Helena em videochamada no tablet da irmã, o rosto da avó na tela, sem saber que o neto estava a dois metros do short branco da filha.
Ricardo foi ajudar a trocar uma lâmpada no fundo. Sônia foi buscar bolo. Um minuto.
Gabriela empurrou o filho no corredor do apartamento da tia. Beijo sujo, rápido. A mão dela na bermuda, por dentro, a haste nua, duas bombadas. Soltou. Sônia voltou com o prato. A avó na tela perguntou:
— Lucas tá aí? Fala com a vó.
Ele foi. A bermuda marcada. Falou “oi, vó” com a voz presa. Helena olhou o menino pela câmera e franziu, longe, sem nomear.
Mensagens. O dia inteiro, aos pedaços
Gabriela: o short branco foi de propósito. a bundada também. teu pai comprou a história da academia. a Sônia não comprou
Lucas: todo mundo viu
Gabriela: viu. e no mercado eu apertei. e no posto eu botei tua mão na buceta com teu pai na roda. e na farmácia eu falei que ainda tô sentindo teu pau no cu. de noite a gente vê se a Sônia dorme aqui ou vai embora
Lucas: a senhora não para de andar assim
Gabriela: não paro porque não dá. cada degrau. cada banco. teu
Thiago: mano. a mãe tá esquisita. e tu também. na cozinha foi vergonha
Lucas: foi brincadeira
Thiago: tava todo mundo olhando tua bermuda. a tia Sônia ficou muda. para de ficar no meio
Lucas: não é nada
Thiago: então não é. só não me puxa pra conversa. eu não quero saber
Júlia: sua mãe de short branco. sua tia me mandou foto da mesa sem querer. dá pra ver tudo
Lucas: apaga
Júlia: já apaguei. ela ainda tá andando torto?
Lucas: tá
Júlia: eu sei por quê. não sou burra. a Renata falou pela metade. tua mãe me avisou pra ficar longe. eu tô longe. mesmo assim a foto existiu
Lucas: não manda mais nada
Renata: seu short não tapou nada na cozinha. a Sônia me ligou. “o menino ficou duro, a Gabi rebolou”. ela não sabe o resto. eu sei
Lucas: para
Renata: paro. já fui embora. mas o pau que eu chupei ontem hoje tava na cozinha da sua mãe. manda ela andar direito. ou não manda
Sônia: Lucas, é a tia. sua mãe tá bem? esse andar. esse short. você é homem já. não deixa ela te constranger assim na frente de visita
Lucas: foi brincadeira, tia
Sônia: brincadeira deixa homem vermelho e calado. se for outra coisa, não é comigo que vocês vão resolver. é com a Helena. ela já tá estranha no telefone
Helena: Lucas. sua mãe me mandou mensagem de madrugada. hoje a Sônia disse que ela tá andando diferente e que você ficou exposto na cozinha. o que tá acontecendo nessa casa
Lucas: nada, vó
Helena: não é nada. sua mãe falou que errou com você. eu entendi o que ela não escreveu. se for verdade você se afasta. você é o neto. ela é a mãe. o Ricardo é o pai. não me faça viajar
Lucas: a senhora não precisa vir
Helena: eu decido isso. responde sua mãe com juízo. e não me mande “nada”
Ricardo: filho. tua mãe tá manca e você tá com cara de quem viu fantasma. a Sônia comentou. foi só a brincadeira da academia ou tem coisa
Lucas: só a brincadeira pai. a mãe zoou
Ricardo: então zoa menos. homem não fica daquele jeito no meio da cozinha. e responde a Júlia um dia desses. a moça ainda pergunta de você
Lucas: tá
Ricardo: e ajuda tua mãe com a sacola. ela não tá boa da coluna. comprei pomada
Gabriela leu o print do pai por cima do ombro do filho, no banheiro da casa da Sônia, a porta trancada dois segundos.
Gabriela: ele comprou pomada pra coluna. a pomada sou eu. a coluna é você. a Sônia já falou com a minha mãe. a Helena já falou com você. a casa tá estreita
Lucas: a senhora ainda vai de short branco
Gabriela: ainda. até o fim do dia. se a Sônia for embora a gente vê a série. se ela ficar eu ando torto do lado do seu pai e finjo que é o colchão
Lucas: no posto
Gabriela: no posto tua mão tava na minha buceta. o Ricardo apertava parafuso. a Sônia lavava a mão. eu quase gozei em pé
Lucas: eu também
Gabriela: eu vi. todo mundo viu. agora sai do banheiro. tua tia vai achar que a gente tá combinando desculpa
Eles saíram separados. Na sala o tablet da avó já tinha sido desligado. Sônia cortava o bolo. Ricardo ria de alguma lâmpada. O short branco continuava marcado. O andar de Gabriela continuava outro.
Ninguém naquela sala dava o nome certo.
Todo mundo, de um jeito ou de outro, já tinha visto o bastante.
A janta
Sônia foi embora no fim da tarde, bolo na vasilha, beijo na cara da sobrinha, um olhar longo no short branco que Gabriela já tinha trocado por jeans. Helena ligou no caminho e Sônia atendeu no pátio. A casa, por algumas horas, voltou a ser só a família.
A janta foi arroz, o resto do frango, Ricardo falando do pneu. As meninas pediram desenho depois. Thiago já tinha escolhido o sofá. Ninguém perguntou da série. Ninguém precisava. Era o combinado antigo: sala para o resto, quarto para os dois quando desse.
Gabriela lavou o prato. O jeans apertava o cu ainda sensível. Por baixo, o short branco tinha ido para o cesto; no lugar, uma calcinha fina que não era para o marido. Lucas passou atrás dela na pia. Não encostou. Os dois já tinham aprendido o preço de encostar com gente na mesa.
Gabriela: quinze minutos. teu quarto. porta encostada. volume da sala alto
Lucas: o pai falou que ia ver o jogo
Gabriela: o jogo é na sala. a série é desculpa. não goza alto. não range a cama. se o Thiago passar no corredor a gente tá assistindo
No quarto
O notebook no mesmo episódio de sempre, o de óleo e arena, agora só para fazer barulho. Gabriela entrou de camisola. A calcinha clara marcava o monte. Lucas já estava na cama, bermuda, o pau acordando só da porta.
Ela não sentou longe. Sentou em cima. Ainda vestida. O jeans não estava mais; o short de dormir, sim, puxado para o lado. A buceta nua encostou no pau por cima da bermuda. Esfregou. Lenta. O tecido da bermuda no meio, o calor passando.
Na sala o jogo começou. Grito. Replay. Ricardo xingando juiz. As meninas no outro canto com volume de desenho misturado. Thiago com fone.
Gabriela falou no ouvido do filho, rebolando milímetro:
— Eles tão todos lá. A gente tá aqui. Se alguém subir, eu sento do teu lado e aponto a tela.
A mão dela desceu. Libertou o pau. A cabeça bateu na fenda. Não enfiou ainda. Só deixou entrar o começo, a glande, aquele mesmo encaixe da madrugada da porta. Ficou ali. Pulsando. Os dois ouvindo o pai gritar “é pênalti, porra” do outro lado da parede.
Ela desceu. Devagar. A buceta engoliu. Até a metade. Parou. O short de dormir cobria a junção se a porta abrisse. Por baixo, ele estava dentro.
Lucas segurou o colchão.
— A senhora tá apertada.
— Tô. Foi o cu de ontem. A buceta inchou junto. Fica quieto.
Rebolou curto. O tipo de movimento que a cama não denuncia. O pau ia e vinha dois centímetros. Molhado. O som quase não existia. O som que existia era a sala: gol anulado, desenho, uma menina pedindo suco.
Passos no corredor.
Gabriela sentou até o fim, o pau sumindo, e congelou. Puxou a camisola. O notebook mais alto. Lucas fechou os olhos.
Thiago passou. Não parou. Banheiro. A torneira. A descarga. A volta. A porta do quarto do irmão estava encostada, a luz da série vazando. Ele não empurrou.
Quando os passos desceram, Gabriela voltou a se mover. Mais fundo. As mãos no peito dele, embaixo da camiseta. Os peitos dela caíram para fora da camisola. Ele chupou o mamilo. Ela segurou a cabeça.
— Sem dente. Sem barulho.
O jogo na sala foi para o intervalo. Vozes mais perto. Ricardo:
— Gabi! Traz uma cerveja se você não estiver grudada nesse gladiador!
Ela saiu de cima num segundo. O pau saiu brilhando. Camisola no lugar. Porta. Corredor. Cozinha. Cerveja. A buceta escorrendo na coxa, o short de dormir escuro no meio.
Na sala entregou a lata. Ricardo nem olhou direito.
— Vocês dois têm vício. Fecha a porta direito, pelo menos.
— Tá.
Voltou. Lucas ainda estava de pau duro, a bermuda no joelho. Ela não sentou na cara dele. Não deu tempo. Sentou no pau outra vez, de costas agora, encostada no peito dele, os dois olhando a tela que ninguém via. Ele metia de baixo. Curto. A mão no monte de Vênus, o dedo no clitóris por cima da faixa.
Gabriela gozou assim, calada, a unha no braço dele, o corpo inteiro tremendo para dentro. A sala gritou um gol. O gemido dela morreu no gol.
Ela saiu, virou, ajoelhou entre as pernas. Chupou o pau molhado dela mesma. Fundo. O gosto dos dois. A mão no saco. Quando ele quis gozar, ela tirou a boca.
— Não. Ainda não. Teu pai vai gritar de novo.
Pôs o pau de volta na buceta. De quatro, o rabo para ele, a cara no travesseiro. Ele meteu. A cama deu um estalo. Os dois pararam. Nada na sala. Continuou. Palma baixa, carne, o short na cintura. Gabriela falava no algodão:
— Come. Eles tão na sala. O corno tá vendo jogo. As meninas tão no desenho. Me fode. Meu.
Lucas segurou a bunda. A faixa de fita. Metia olhando a porta. Cada vez que o corredor rangia, parava fundo e esperava.
A porta não abriu.
Ele gozou dentro, a boca no ombro dela, o grito virando ar. Ela sentiu o quente. Ficou sentada nele depois, o pau amolecendo, os dois ouvindo o segundo tempo começar.
Camisola. Bermuda. Dois palmos de distância. O episódio avançando sozinho.
Ricardo gritou de novo:
— Acabou o jogo! Vocês ainda tão nisso?
Gabriela respondeu da cama, a voz quase normal, o resto dele escorrendo:
— Tá acabando!
Mensagens. A casa ainda acordada
Gabriela: teu irmão passou no corredor. eu tava sentada até o fim. o short tampava. ele não abriu
Lucas: eu senti a senhora tremer
Gabriela: foi o gol. e foi você. depois eu chupei. depois você gozou dentro. teu pai pediu cerveja no meio
Lucas: a senhora atendeu
Gabriela: atendi com você saindo de dentro. a lata na mão. a coxa molhada. ele não viu
Lucas: fica
Gabriela: não fica. as meninas vão dormir e ele sobe. eu preciso estar na cama. lava esse colchão se manchar. amanhã a Sônia liga pra minha mãe de novo
Helena: sua tia disse que foi embora e que você ainda tava de short curto. o Ricardo falou da sua coluna. Lucas falou que não era nada. Gabriela. atende o telefone
Gabriela: não posso agora. a casa tá acordada
Helena: então escreve. você parou
Gabriela: não parei
Helena: Jesus
Gabriela: eu sei. a gente assistiu a série. o resto da casa tava na sala. eu não vou detalhar. a senhora não merece o detalhe. amanhã a senhora liga. hoje eu vou deitar do lado do meu marido com o filho ainda em mim
Helena: você é minha filha
Gabriela: sou. e sou a mãe dele. as duas coisas ao mesmo tempo. boa noite
Cláudia: a mãe me mandou áudio chorando. o que você fez agora
Gabriela: o de sempre. só que com a casa inteira na sala. cerveja no meio. o Thiago no corredor. gol na hora que eu gozei
Cláudia: para. a Helena vai viajar
Gabriela: deixa ela viajar. quando ela chegar a série vai estar pausada no mesmo episódio e eu vou estar andando torto de outro jeito
Cláudia: isso não é graça
Gabriela: não é. é o quarto. é a porta encostada. é o pau dele. boa noite
Renata: a Sônia me contou do short branco. agora é noite. vocês tão no quarto
Gabriela: távamos. ele já desceu. eu já vou
Renata: gozou dentro de novo
Gabriela: gozou. com o Ricardo gritando com o juiz
Renata: um dia o juiz não salva
Gabriela: um dia. hoje salvou
Lucas: a senhora já foi
Gabriela: tô no corredor. teu pai subiu. as meninas dormindo. se ele perguntar a série era ruim
Lucas: a série nem tava ligada direito
Gabriela: eu sei. o que tava ligada era outra coisa. dorme. amanhã a gente finge o café. o short branco não volta. o fino preto volta. e a porta do teu quarto só abre se eu mandar
Lucas: eu te amo
Gabriela: não escreve isso. escreve que apagou a luz. o resto a gente não dá nome na mesma casa que o teu pai ronca
Ela apagou a tela. Entrou no quarto de casal. Ricardo cheirava a cerveja e segundo tempo. Puxou ela. A mão dele foi na coxa. Parou no úmido. Resmungou alguma coisa sobre calor. Virou. Dormiu.
Gabriela ficou de olhos no teto. O corpo ainda pulsavas no ritmo escondido. Na sala a televisão apagou sozinha. No quarto do filho a luz também.
A série, outra vez, tinha cumprido o papel.
O resto tinha acontecido no volume do jogo, no intervalo da cerveja, no passo do irmão que não abriu a porta.
A casa inteira tinha estado a uns metros.
Ninguém, além dos dois e das mensagens, sabia o episódio de verdade.
Sábado. Henrique e Juliano
O show era em área aberta, palco alto, poeira, cerveja, gente colada. Ricardo comprou os ingressos no impulso. Família inteira: as meninas no meio, Thiago de fone até o portão, Júlia foi junto porque a Vera “não deixava a filha ir sozinha”. Gabriela de jeans apertado e blusa que subia quando ela levantava o braço. Lucas atrás dela desde a entrada.
Não era dança de mãe e filho. Era o outro. A mão dele na cintura dela o show inteiro. O queixo no ombro. Quando a balada lenta pegou, ela virou e ficou de frente, os peitos no peito dele, a coxa entre as pernas, a boca quase na boca. Ricardo via de longe, rindo, o copo no ar.
— Olha a Gabi. Tá dançando com o menino igual namorada. Ciúme da plateia agora.
A plateia não era piada. Os dois não ouviam o pai. O refrão subia. Gabriela enfiou a mão no bolso de trás da bermuda do filho e puxou. O pau respondeu. Ela sorriu no pescoço dele.
Foi nesse momento.
Um homem passou a mão na bunda da Júlia com força, os dedos subindo. Ela gritou. O mesmo tipo, ou o amigo, veio por trás e encostou em Gabriela, a palma inteira no meio do jeans, apertando a xereca por cima da costura, rindo.
Ricardo viu. Estava a três metros. Segurou o copo. Não veio.
Lucas viu o pai não vir.
Virou. Encarou o primeiro. O empurrão foi no peito. O segundo veio. Lucas bateu. Não foi briga de filme: foi feio, curto, no pó. O primeiro caiu no joelho. O segundo puxou alguma coisa que riscou a barriga dele, um corte feio, quente, a camiseta escurecendo. Lucas ainda acertou a boca do segundo antes da segurança chegar. Sangue no chão. Júlia chorando. As meninas gritando de medo, não porque alguém tivesse mexido nelas: porque o irmão estava no chão com a mão vermelha.
Ricardo apareceu depois, gritando com o segurança, não com os homens.
Gabriela ajoelhou no filho. A blusa manchada. Os olhos nela não eram de mãe de igreja.
— Sobe. A gente vai embora.
A casa
O pronto-socorro foi gesso nenhum, pontos nenhum: só limpeza, steri-strip, “acompanhar”. Volta tarde. As meninas coladas no irmão no banco de trás, chorando o susto. Júlia no outro carro com a Vera, que veio buscar. Thiago calado.
Em casa Júlia ainda entrou um minuto, os olhos inchados. Abraçou o primo com força, a cara no ombro que não estava cortado.
— Obrigada. Eu gritei. Tio Ricardo não veio. Você veio.
Chorou. Ele segurou sem jeito, a barriga doendo. Vera puxou a filha. Foram embora.
Gabriela mandou as meninas para a cama. Thiago para o quarto. Ricardo foi para a pia lavar o que não era sangue dele.
Na cozinha ela virou.
— Você viu.
— Eu ia — ele começou.
— Não foi. Um homem passou a mão em mim. Outro na Júlia. Você segurou o copo. O Lucas foi. O Lucas sangrou. O homem dessa casa, hoje, tinha outro nome. E o nome era o do seu filho.
Ricardo bateu na pia.
— Eu não sou covarde.
— Hoje foi. — a voz dela não subiu. Pior. — Eu não vou dormir do teu lado. Vou ver o ponto da barriga dele. Se acordar e eu não estiver, eu tô no quarto do menino. Não é série. É corte.
Ele não segurou o braço dela. Pela primeira vez em muitos anos, não teve piada.
O quarto do filho
Lucas deitado de camiseta aberta, o curativo branco na barriga, a pele em volta vermelha. Gabriela fechou a porta. Sentou na beira. Tocou o lado do corte, não o corte.
— Doeu?
— Um pouco.
Ela beijou a boca dele. Não foi beijo de conserto. Foi beijo de quem tinha dançado igual casal na frente de três mil pessoas e tinha visto o pai ficar parado. A língua dela entrou. A mão desceu, evitou o curativo, abriu o botão da bermuda.
— Devagar. Por causa disso. — os dedos no curativo, de leve.
Tirou a bermuda. O pau já estava duro de medo, de show, de briga, dela. Gabriela ajoelhou no chão da beira da cama. Chupou com cuidado, a cabeça inclinada para não encostar na barriga. A boca quente, lenta, o gosto de suor de show e álcool barato. Ele gemeu baixo. Ela subiu, tirou o jeans, a calcinha, ficou de lado, as pernas entrelaçadas para não pressionar o corte.
Enfiou ele nela assim. Deitada de lado. O pau entrou fundo, a buceta molhada desde a música lenta. Movimento curto. A boca no ouvido.
— Você foi o homem. Lá. Aqui também. Me come sem puxar o ponto.
Lucas segurou o quadril dela. Metia devagar, o curativo puxando a cada respiração. Gabriela rebolava milímetro, o clitóris na base dele, os peitos na camiseta aberta. Putaria baixa, sem a casa inteira:
— No show eu era tua mulher. A mão no teu pau no bolso. A coxa na tua perna. Aquele filho da puta apertou minha buceta. Você quebrou a cara dele. Agora enfia. Meu marido ficou parado. Você não.
Ele acelerou o que o corte deixou. Ela gozou primeiro, a coxa tremendo, a unha longe da barriga. Tirou ele de dentro, desceu outra vez, chupou até ele gozar na boca, engoliu, limpou a cabeça com a língua, beijou o curativo por cima da fita.
Deitou do lado. A mão no peito dele. Não foi para o quarto de casal.
Ricardo passou no corredor uma vez. Parou. Não bateu. Foi embora.
Domingo
O café foi silêncio. Ricardo olhava o filho, olhava a mulher, olhava a cadeira vazia do lado dele que ela não tinha ocupado. As meninas colavam no irmão: suco, pão, “não faz força”. Uma ajeitava a almofada. A outra trazia o controle. Cuidado de irmã. Thiago passou um pano no chão sem ser pedido.
Ricardo falou, baixo, só para Gabriela na pia:
— Você dormiu lá.
— Dormi. Ele sangrou porque você não andou três metros.
— E era só isso.
Ela não respondeu. O silêncio era a resposta que ele não queria.
Lucas tentou levantar o saco de lixo. A mais velha das meninas segurou.
— Mãe falou pra não.
Gabriela olhou o marido por cima da xícara. O jeans dela ainda era o do show, o mesmo que a mão estranha tinha apertado. Por baixo, o corpo ainda sentia o filho de lado, o gozo, a boca.
Mensagens
Gabriela: você dormiu comigo do teu lado. o curativo não abriu. teu pai sabe que eu não fui pra cama dele. as meninas tão em cima de você. não faz força. se doer a gente para. se não doer a noite eu volto
Lucas: a senhora falou que o homem da casa era eu
Gabriela: falei. porque foi. no show eu tava agarrada em você igual mulher. depois eu te chupei com medo de puxar o ponto. depois eu sentei de lado. você gozou na minha boca. teu pai passou na porta e não bateu
Lucas: ele tá olhando
Gabriela: que olhe. ele olhou o copo também
Júlia: teu primo me defendeu. teu tio não. eu abracei ele e chorei. sua mãe me olhou diferente
Gabriela: ele é meu filho. ele te defendeu. não transforma isso em recado de novo. agradece e fica na tua
Júlia: eu só agradeci
Gabriela: então está agradeceu
Ricardo: o menino tava certo. eu congelei. mas você dormir no quarto dele não é cuidado de corte
Gabriela: é o cuidado que eu escolhi. você escolheu o copo
Ricardo: a Sônia vai saber. a tua mãe vai saber
Gabriela: a minha mãe já sabe coisa pior. o corte é o de menos
Helena: Sônia me mandou o vídeo do tumulto. o Lucas sangrando. você grudada nele no meio do show como se não fosse teu filho. Gabriela
Gabriela: um homem passou a mão em mim. o Ricardo não veio. o Lucas veio. eu dormi no quarto dele por causa do corte. e por causa do resto. a senhora já sabia do resto
Helena: eu tô comprando passagem
Gabriela: então compra. quando a senhora chegar o ponto vai estar seco e a casa vai estar a mesma
Renata: vi o story da Júlia. teu menino virando homem no meio da roda. e você dançando colada antes. o Ricardo é um idiota
Gabriela: é. e o idiota agora tá desconfiado de verdade. não de série. de cama
Renata: dormiu com o filho
Gabriela: dormi. chupei. dei de lado. engoli. o curativo ficou no lugar. o marido não ficou
Lucas: as meninas não saem de perto
Gabriela: deixa. elas tão com medo. você é o irmão que bateu. eu sou a mãe que não foi pra cama do pai. teu pai é o homem que ficou parado. cada um ficou no seu lugar
Lucas: de noite
Gabriela: de noite eu vejo o curativo. se estiver seco eu subo em você sem pesar a barriga. se o Ricardo abrir a porta dessa vez, ele que explique por que demorou no show
Lucas: eu te amo
Gabriela: então descansa o ponto. o resto a gente não escreve com as meninas no sofá
Ela deixou o celular na mesa. Ricardo passou, olhou a tela apagada, olhou a mulher, olhou o filho no sofá com uma irmã de cada lado.
A casa tinha visto um show.
A casa tinha visto uma briga.
A casa, agora, começava a ver o resto.
O domingo inteiro
Gabriela não voltou para o lugar de esposa recatada. Colou no filho como se o show não tivesse acabado. No sofá, a coxa sobre a dele. Na cozinha, o queixo no ombro. Quando ele levantava, a mão dela ia na cintura. Beijo na boca, curto, na frente da geladeira. Outro no corredor. O corpo raspava o corpo. O jeans dela no short dele. Orgulho aberto, sem série para esconder.
— Tô orgulhosa — falava perto da orelha, alto o bastante para o marido ouvir se quisesse. — Você foi. Os outros ficaram olhando. Eu não esqueço.
Ricardo olhava. Não era mais a piada do gladiador. Era a mulher grudada no menino, o beijo que durava um segundo a mais, o rebolar “sem querer” quando passava.
As meninas viam o irmão como quem tinha segurado a casa no meio da poeira. Colavam nele por causa do corte, do susto, do abraço depois da briga. Não sabiam o nome do resto. Ninguém ia dar esse nome a elas.
O telefone
Ricardo achou o aparelho no sofá, a tela ainda quente. A senha era a mesma de sempre. Abriu o que era da mulher.
Mensagens.
eu te amo
você é o homem
goza na boca
o corno ficou no copo
Fotos. Gabriela no espelho do banheiro, short branco, a xereca marcada. Outra, a faixa de fita. Outra, a boca brilhando. Outra, o plug na palma. O destinatário era o contato “Lucas casa”.
Ele sentou. O jornal escorregou. Leu de novo. A casa ao redor continuava: desenho baixo, o filho no quarto trocando o curativo, a mulher no quintal estendendo roupa como se o mundo não tivesse virado.
Não foi até eles na hora. Guardou o telefone no mesmo lugar. As mãos tremiam. Não só de raiva.
A noite
Gabriela mandou as meninas dormir. Thiago trancou. Ricardo fingiu que o jogo na tela pequena importava. Às onze ela se levantou.
— Vou ver o ponto.
Não esperou resposta.
No quarto do filho a porta ficou entreaberta o bastante. Ela beijou a boca dele com o curativo à mostra. Tirou a camisola. Tirou a bermuda. Sentou no peito com cuidado, as pernas de cada lado da cabeça, a buceta na boca do filho.
— Devagar. A barriga.
Lucas chupou. A língua larga, a faixa de fita no nariz, os lábios carnudos abrindo. Gabriela segurava a cabeceira, rebolava milímetro, putaria e amor no mesmo fio:
— Assim. Meu homem. Orgulhosa. Come essa buceta. Teu pai leu o celular. Eu sei. Mesmo assim eu vim. Me chupa. Me fode. Eu te amo. Eu te amo no peito, no pau, na boca. Você é o homem dessa casa.
Ela desceu, deitou de costas, puxou ele para o meio das pernas. Os pés dela fecharam nas costas dele, longe do curativo. O pau encaixou. Entrou. Fundo. Os dois gemeram.
Palavrão. Palavra de amor. Orgasmo que Ricardo nunca tinha tirado dela: o corpo inteiro, o gemido solto, o “é seu, é seu, mete, meu filho, meu homem, eu te amo”. Lucas metia chorando baixo, a boca no peito, o corte puxando, o quadril indo mesmo assim.
A porta do corredor já estava aberta um palmo.
Ricardo viu.
Viu o filho entre as pernas da mulher. Viu os pés dela puxando. Viu a boca dizendo o que o telefone já tinha dito. Viu o orgasmo que em quinze anos de casamento não tinha aquele som. Ficou no vão até o filho gozar dentro, até a mulher beijar a boca dele e falar, clara:
— Você é o homem da casa.
Ricardo recuou. Não entrou. Não gritou. Foi para a sala. Sentou no escuro. O coração era ódio, vergonha e outra coisa que ele não queria batizar.
Segunda de manhã
O café foi prato, xícara, silêncio. As meninas no irmão. Thiago no fone. Gabriela de pé, o corpo colado atrás da cadeira do filho, a mão no ombro, o beijo na cabeça. Orgulhosa. Sem disfarce.
Ricardo falou quando as meninas saíram para o quintal.
— Eu vi.
Gabriela não negou.
— Eu sei. Você leu o telefone também.
— Vi vocês. Ouvi. — a voz saiu rouca. — Ela gozando daquele jeito. Falando que ele é o homem. Eu nunca… — parou. Engoliu. — Eu gostei de ver.
O silêncio pesou.
— Gostei. E odeio que gostei. E mesmo assim gostei. O copo no show. O quarto. A minha mulher puxando o menino com o pé. Eu fiquei duro na porta. Pronto. Falei.
Gabriela olhou o marido. Não era perdão. Não era convite para entrar na cama dos dois. Era o fato posto na mesa, do lado do pão.
— Então agora você sabe. Não é série. É a gente. E vai continuar. Escondido o bastante para as meninas não carregarem isso. Aberto o bastante entre nós três para você não fingir que é coluna e pomada.
Ricardo assentiu, pequeno, destruído e aliviado no mesmo gesto.
Mensagens. O fio que sobrou
Gabriela: ele viu. ele leu. ele confessou que gostou. o caso continua. escondido da casa. não escondido dele
Lucas: o pai
Gabriela: o pai ficou na porta. viu você entre as minhas pernas. ouviu eu te chamar de homem. gozei na sua boca e no seu pau. amanhã a gente ainda se beija na cozinha. à noite a porta do seu quarto ainda abre pra mim. o curativo vai cair. o resto não
Lucas: eu te amo
Gabriela: eu também. isso não tem igreja que tape. então a gente vive. com cuidado. com tesão. com o orgulho que eu não vou guardar
Ricardo: eu falei o que falei. não pede pra eu participar. não pede pra eu sair. eu fico. eu sei. é o máximo que eu dou
Gabriela: então fica. e não conta para as meninas. elas têm um irmão que defende. uma mãe que cuida. um pai que está em casa. o resto é de gente grande
Ricardo: as fotos
Gabriela: as fotos são dele. as próximas também
Helena: a Sônia disse que você não dorme mais no mesmo quarto todos os dias
Gabriela: não durmo. a senhora já sabe o porquê. não vem. não tem o que salvar com passagem. tem o que viver com juízo. as meninas estão bem. o Lucas está bem. eu estou no pecado que eu escolhi. eu amo meu filho. é isso
Helena: eu rezo
Gabriela: reza. eu também, às vezes. depois eu vou para o quarto dele
Cláudia: acabou
Gabriela: não acabou. ajeitou. o Ricardo sabe e calou. a Renata foi embora. a Júlia ficou longe. a mãe sabe e reza. eu e o Lucas continuamos. é o fim da mentira. não é o fim da gente
Cláudia: eu não conto
Gabriela: eu sei. por isso você foi a primeira
Renata: então o corno viu e gostou
Gabriela: viu e gostou. e eu continuo com o filho. fim da novela pra você
Renata: fim nenhum. mas eu rí. boa sorte, Gabi
Gabriela: não é sorte. é escolha
O fechamento
Passaram-se semanas do mesmo jeito que se passa o que já não tem volta. O curativo caiu. Ficou uma linha clara na barriga. Gabriela beijava aquela linha de manhã, de vez em quando, quando o café ainda fumegava e o marido já tinha saído para o serviço.
À noite, quando a casa abaixava o volume, ela ia. Às vezes só a boca. Às vezes o corpo inteiro. Às vezes a série ligada no mudo, por costume, por superstição, por ser o primeiro álibi que os dois tiveram. Spartacus acabou. Outra série começou. Ninguém assistia de verdade.
Ricardo dormia no quarto de casal. Algumas noites a mulher voltava para a cama dele e ele a puxava sem perguntar onde a boca tinha estado. Outras noites a cama ficava pela metade. Ele não ia mais até a porta. Já tinha visto o bastante. Já tinha gostado o bastante para se calar.
As meninas cresciam com um irmão que as carregava e uma mãe que ria baixo no corredor. O que era de gente grande ficou em gente grande.
Lucas, tímido, atlético, dezenove, aprendia a ser o homem que a mãe dizia no escuro e o pai tinha deixado de ser no meio de um show. Gabriela, trinta e oito, short fino, fé rachada, buceta carnuda, rabo pesado, escolhia o filho todas as vezes que a casa deixava — e às vezes quando não deixava.
No quintal, uma tarde qualquer, ela passou atrás dele e esfregou o corpo um segundo, o mesmo segundo da cozinha do short branco. Ele virou os olhos. Ela sorriu.
— Orgulhosa — murmurou.
Na sala o pai trocou de canal. Não olhou.
A novela que tinha começado numa sexta, com uma série de gladiador e um short marcado, acabou assim: não com polícia, não com altar, não com milagre. Acabou com uma casa que sabia demais e calava o suficiente. Com uma mãe que beijava o filho na boca. Com um homem que tinha sangrado por ela. Com um marido que tinha visto o orgasmo da mulher e não tinha conseguido odiar só isso.
À noite o notebook ainda acendia, às vezes.
A porta ainda ficava encostada.
Do lado de dentro, Gabriela puxava o filho para entre as pernas e falava, baixo, o mesmo refrão que o pai já tinha ouvido uma vez e não precisava ouvir de novo:
— Meu.
Ele respondia na boca dela.
A casa rangeu. Rangeu menos.
E a história, enfim, ficou onde as histórias assim ficam: entre quatro paredes, um curativo que virou cicatriz, e dois corpos que não iam mais fingir que era só Spartacus.



