Hoje vou contar sobre o Uber negão flamenguista.
A noite tinha sido um lixo. Mais uma festa universitária onde eu, entre sorrisos forçados e drinks fracos, vi todo mundo se encaixando, se pegando, indo embora aos casais ou em grupos barulhentos, enquanto eu voltava para casa sozinho. De novo. A sensação era a de sempre: um vazio no peito e uma inquietação no corpo, aquele desejo por algo mais pesado, mais quente, mais macho, que nenhuma conversinha fútil de festinha juvenil conseguia preencher.
Pedi o Uber com um suspiro, encostei a lateral da cabeça do poste e fechei os olhos, tentando não pensar em nada.
Quando o carro chegou, a buzina tocou, fazendo meus olhos se abrirem num sobressalto. A porta do motorista se abriu e o motorista saiu.
— Tá tudo bem, ai? — perguntou ele, com um voz rouca e sensual, fazendo meu coração acelerar, mas não só pela voz, pela aparência do meu motorista.
Ele era um negrão daqueles que só aparecem nos sonhos mais quentes. Era um marmanjo muito alto e muito gostoso. Negro retinto, daquela tonalidade profunda e quente. Careca, com a cabeça lisa refletindo a luz dos postes, e uma barba cerrada, bem aparada, que emoldurava um rosto com traços fortes e um queixo quadrado.
Ele usava uma camisa do flamengo, justa, que delineava um peitoral largo, ombros redondos, e os músculos dos braços, grossos e definidos. Um monumento de testosterona pura.
— Você… Mateus? — perguntou ele, olhando para o celular na mão, voltando os olhos para mim.
— Isso mesmo — respondi, sentindo minhas bochechas esquentarem.
Meu nome soava tão sexy vindo dos lábios grandes e grossos dele.
— Entra aí.
Ele entrou pelo lado do motorista. Eu abri a porta do passageiro e entrei.
O cheiro dentro do carro era limpo, mas um aroma mais profundo chegou até mim, vindo direto da poltrona ao meu lado: um perfume amadeirado, pesado, que envolvia um pouco do cheiro do suor limpo de homem, da pele quente, do sabonete neutro que não conseguia disfarçar a essência viril dele. Aquele era o cheiro dele, e ele preenchia cada cantinho do interior daquele carro.
Ele começou a dirigir com calma, como apenas uma mão no volante, os dedos longos e grossos segurando de leve o couro, enquanto o outro braço, um tronco sólido, repousava relaxado no console entre os bancos. Aquele relaxamento era de quem dominava completamente o ambiente.
A conversa começou aos poucos, com uma calma enganosa. Eu, ainda meio deslocado, soltei um comentário sobre as pessoas chatas da Universidade do curso de Educação Física. Ele respondeu com poucas palavras, mas cada uma saía carregada daquela tranquilidade avassaladora.
De vez em quando, no silêncio entre uma frase e outra, eu sentia o peso do olhar dele, após um leve movimento de cabeça em minha direção, ali ao lado dele. Eu senti um raio quente percorrer da minha nuca até a base da espinha, como se ele estivesse lendo muito mais do que meu rosto cansado poderia mostrar.
Comente sobre a festa chata que tinha ido, ele manteve os olhos na estrada, mas eu sabia que ele estava atento em mim.
— Festa de playboy é foda, né, mano? — ele disse, dando um meio sorriso. — Muito papo, pouca ação.
— Pois é. — Concordei, sentindo o rosto esquentar. — Tô precisando é de um pouco de ação, pra ser sincero.
Ele virou o rosto para mim, senti seus olhos escuros inteligentes me analisando, antes de voltarem para a estrada vazia.
— Ação a gente arruma. — ele falou com uma voz mais rouca, mais sexy, mais baixa. — Depende do que e aonde você procura.
O ar ficou carregado. Eu vi ele tirar do bolso da calça preta um pacote de Halls preto, já meio aberto e com uma só mão, ele tirou uma bala com os dedos grossos e a levou à boca. Foi um simples movimento, mas tão cheio de habilidade, já que ele não tirou os olhos da estrada, que me passou a ideia de que não era a primeira vez que ele fazia aquilo.
Foi quando ele parou o carro num sinal vermelho e botou o pacote de Halls preto em cima da coxa musculosa. O silêncio entre nós não era mais desconfortável, era elétrico. Eu sabia o que aquilo queria dizer. Motorista de uber que bota um pacote de halls preto sobre a coxa está querendo bem mais do que 5 estrelas e boa avaliação no aplicativo.
— E aí? — ele perguntou, virando, não só a cabeça, mas um pouco do corpo, para mim. — O que você procura, bonitão?
Não pensei duas vezes. O álcool residual nas veias, a frustração da noite, a presença avassaladora dele, tudo aquilo foi combustível demais. Mas o Halls Preto sobre a coxa dele… aquilo foi o gatilho calculado que dissolveu meu último resquício de hesitação.
— Procuro isso aqui — disse, e antes que a coragem fugisse, levei a minha mão direto para o espaço quente entre as coxas musculosas dele.
Minha palma se ajustou ao volume imenso que encontrava ali. Através do tecido fino da calça preta, senti o peso, a densidade e o calor pulsante do que ele guardava. A forma era inconfundível: longa, grossa, repousando pesadamente contra a perna, apenas parcialmente contida pela cueca. Meus dedos se fecharam ao redor, não numa pegada firme, mas num toque de reconhecimento, medindo a espessura que ocupava minha mão inteira. Era um pacotão, de verdade, e ele estava totalmente relaxado, permitindo a exploração, como se dissesse: "É, tá aí. É seu."
O motorista não pareceu surpreso, apenas soltou um ar pelo nariz, um meio-suspiro de satisfação, e seus lábios grossos se curvaram num sorriso lento e carregado de malícia.
— Safado. — ele murmurou, não era uma repreensão, era um elogio. — Já tava te olhando desde que entrou no carro. Toda aquela carinha de santinho, mas o olho não para quieto.
Eu engoli em seco, sentindo um nó de tensão e desejo preso na garganta. O sinal ficou verde, e ele voltou a atenção para a rua, retomando o volante com a mão esquerda. Meu impulso foi o de recuar, de tirar a mão daquele lugar quente e proibido.
Minha palma começou a se descolar do tecido.
Foi então que a mão direita dele desceu. Não rápido, não com violência, mas com uma determinação absoluta. Senti os dedos fortes e longos dele envolverem meu pulso, o pressionando firmemente de volta ao lugar, contra o volume denso e pesado que pulsava sob a calça. Ele não apenas impediu que eu recuasse, ele prensou minha mão lá, fazendo com que eu sentisse, com mais clareza, o formato e a consistência rígida daquilo que agora era meu, pelo menos naquele momento.
O negão dirigia com calma, com os olhos fixos na estrada, mas a pressão da mão dele sobre a minha era uma mensagem inconfundível: Ele me queria exatamente ali.
— Acha que eu não notei? — começou ele, e eu podia ouvir o sorriso no tom. — Desde o segundo em que você entrou no carro... Senti seus olhos andando por mim. Olhando meu braço aqui no volante, subindo pro peito, descendo de novo. Algumas olhadinhas disfarçadas, outras mais descaradas quando achou que eu estava distraído no trânsito.
Ele fez uma curva suave, e sua coxa se contraiu sob minha mão presa.
— Você olhou pros meus ombros, pro jeito que a camisa estica neles. Olhou pra minha boca quando eu falava alguma coisa. E ficou um tempão olhando pras minhas coxas, né? Até eu botar o Halls bem onde você tava querendo olhar... E você não desviou mais.
Ele apertou minha mão um pouco mais, forçando meu aperto em torno dele.
— Eu sei que você tava medindo, imaginando e querendo ver se era grande mesmo. Tá vendo? É. E agora sua mão tá aí, segurando o que você tava procurando. Tá satisfeito, bonitão?
— S-sim…
O carro foi desacelerando, e, com uma maestria que demonstrava prática, desviou para um ponto escuro de um vão sob um viaduto. O espaço era baixo, apertado, como a entrada de uma caverna urbana. Ele engatou uma marcha e levou o carro para dentro, até onde a escuridão se tornava quase absoluta, engolindo a frente do veículo. A única luz vinha do painel, pintando seus traços de um azul fantasmagórico, e dos faróis traseiros refletindo fracamente no concreto úmido e pichado atrás de nós.
Lá dentro, o mundo exterior desaparecia. O som barulhento da cidade — motores, buzinas, música distante, cachorros latindo — se transformaram num zumbido abafado e distante, como se estivéssemos submersos.
O negão desapertou o cinto com um clique seco que ecoou no interior do carro e, em seguida, virou o tronco poderoso no banco e inclinou o rosto na minha direção.
De perto, na penumbra azulada, ele era ainda mais impressionante. Seus traços pareciam talhados na sombra, a barba densa, o pescoço largo como a base de uma coluna. E o cheiro agora se intensificava, confinado dentro do carro: a menta fresca do Halls misturando-se ao calor do suor limpo e àquele perfume amadeirado dele.
— Me fala porque está satisfeito. Só porque tá com a mão onde queria?
— É porque… É maior do que eu imaginei. E tá quente. E pulsando. E eu não quero tirar a mão nunca mais. — comecei. — E… porque é real. E é enorme, do jeito que eu gosto. E você… você é um negão gostoso que tá deixando eu tocar. Parece que finalmente achei o que estava procurando a noite toda.
Ele sorriu, uma risada quente, rouca, gostosa e genuína.
— Gosta de negão, é? Gosta de macho de verdade?
— Eu não gosto, — apertei o volume duro que marcava a calça dele e aproximei meu rosto do dele. — Eu amo.
— Então. — ele sorriu, mostrando os dentes brancos, de caninos afiados, como os de um predador. — Me mostra aí.
Tudo aconteceu com a velocidade de um raio. A mão grande dele, quente e pesada, envolveu minha nuca, com uma firmeza que não deixava espaço para recuar. Ao mesmo tempo, a outra mão desceu até o zíper. O som do metal deslizando ecoou no silêncio. Um movimento decisivo, e ele puxou para fora o que eu tanto queria ver. E não era decepcionante.
À luz azulada e fantasmagórica do painel, ele emergiu: um cacete negro, obscenamente grosso, já em plena e arrogante ereção. Era um mastro escuro que parecia pulsar como se tivesse vida própria, cada batida visível sob a pele retinta. A cabeça, larga e de um roxo profundo, já brilhava com uma gota de pré-gozo molhando a ponta. Na base, uma mata negra e crespa enraizava aquela monstruosidade ao corpo dele. E o cheiro, era um aroma puro, salgado, primitivo, que cortava o ar frio do viaduto. O cheiro de daquela piroca era a essência de macho, crua e afrodisíaca.
— Olha esse negócio! — exclamei, surpreso. — É gigante!
Ele segurou o membro pela base, fechando os dedos grandes em volta, só para realçar a espessura.
— Gostou, né? Olha bem… olha direito pro que você pediu. — ele ordenou, balançando o peso considerável do pauzão na minha direção. A luz azul deslizava sobre a superfície úmida, criando sombras e realces que tornavam o volume ainda mais colossal. — Tudo isso aqui vai ser seu? Quer, putinho?
— Quero. — minha voz saiu como um sussurro rouco e entregue que se perdeu no espaço entre nós.
Sem esperar mais, sua mão na minha nuca aplicou uma pressão gentil, porém irrevogável. Ele guiou minha cabeça para o destino que meus olhos já não desgrudavam.
— Abre essa boquinha de playboy. — ele comandou, com a voz baixa, rouca e sexy, perto do meu ouvido. — Vamos ver se você aguenta o tranco.
Abri a boca e ele entrou e preencheu o espaço. A sensação foi imediata e avassaladora: o peso denso contra a língua, a largura que esticou meus lábios, e o sabor que inundou meus sentidos, quente, forte, salgado, com um pouco de suor e limpo. Era o gosto inconfundível da pele de homem… Do cacete de um macho.
A cabeça larga e arroxeada forçou a passagem, e eu senti o anel da minha garganta se abrindo para recebê-la quando ele empurrou fundo, sem cerimônia, provocando um engasgo involuntário.
— Isso, caralho… — ele gemeu, alto e satisfeito, quando a ponta do seu pauzão tocou o fundo quente da minha garganta.
— Hummmm!!
Senti os dedos dele se firmando com mais força na minha nuca.
— Essa boquinha quentinha… — ele rosnou, com a voz arrastada e rouca. — Foi feita pra isso mesmo. Pra ser enchida de piroca preta. Sente o gosto? Sente o gosto da pré-porra?
Eu sentia. Um fluido levemente adocicado e salgado, de textura fina, que já escorria da ureira dele e se misturava à minha saliva. Era um gosto adiantado da sua essência, um aperitivo que deixava claro o que viria depois.
— Humm… Tão grande… Tão gostoso!
Ele começou a mover os quadris, estabelecendo um ritmo lento, profundo e hipnótico desde o início. Cada bombada para cima trazia mais daquele sabor salgado e profundo, o gosto da pele dele, limpa mas intensamente masculina, impregnada de suor e do perfume amadeirado que agora era parte do meu paladar.
— Isso, putinho… lambe a cabecinha. Bota a língua pra fora. — Ele orientou, puxando meu rosto para que eu focasse na glande larga antes de enfiar tudo de novo. — É, assim… você ama esse gosto salgado, né? Gosta de sentir a piroca grande ficando mais dura na sua língua?
— Simm… É perfeito. Hummm…
Meu queixo estava encharcado com uma mistura de saliva e pré-gozo, que escorria sem parar.
Nada no mundo importava, somente o interior daquele carro, iluminado pela luz azulada do painel, somente o cheiro dele, o peso do membro na minha boca e o sabor salgado e que pingava na minha língua e escorria para a minha garganta.
Aquele negão, um macho gostoso pra caralho, segurava minha nuca com uma força que até parecia que eu já era dele, ao mesmo tempo em que movia a cintura num ritmo lento e calculado, fazendo cada investida ir mais fundo, ocupando cada centímetro de espaço quente e úmido que encontrava, até que eu estivesse lotado dele.
Ele estava fodendo minha boca, minha garganta, meu fôlego,
— Vai… vai aprender a gostar do gosto de macho. — ele sussurrou, com a respiração mais ofegante. Ele estava fodendo minha boca, minha garganta, meu fôlego e tudo o que eu conseguia fazer era chupar cada centímetro dele, sujar as bolas dele de baba, gemer abafado contra o membro dele. — Esse é o gosto de negão. E essa boquinha vai ficar com esse gosto até amanhã.
Eu queria aquilo. Desesperadamente. Queria sentir o gosto e o cheiro dele impregnados em mim até o dia seguinte, uma lembrança viva do que um macho de verdade era capaz. Mas, para isso, eu precisaria me esforçar mais. Precisaria mostrar que eu não era só uma boquinha e mostrar que eu também queria aquele negão todinho dentro de mim.
Então, num movimento brusco e cheio de vontade, aproveitei o impulso da próxima investida e afundei de uma vez, forçando a garganta a abrir além do que eu achava possível. O pau enorme dele atravessou fundo, até que meu nariz foi enterrado na pentelhada farta dele. O cheiro intensificou-se dez vezes mais.
— OHHH! PORRAA! — o grito dele explodiu dentro do carro, um rugido de surpresa e prazer brutal, arqueando todo o corpo no banco, e as mãos que antes prendiam minha nuca com força me soltaram num espasmo.
Por um instante, ele ficou imóvel, ofegante, sentindo minha garganta pulsando em volta da base da piroca dela. Depois, um riso rouco e cheio de admiração escapou dele.
— Caralho, puto… você é viciado em rola mesmo, hein? — A voz dele vinha fraca pela respiração pesada. — Quer engolir tudo, é?
Ele não recolocou as mãos. Em vez disso, relaxou os braços no banco, os músculos do abdômen ainda tensionados, e olhou para baixo, vi seus olhos brilhando na penumbra azulada.
— Então vai. Toma conta. Mostra como um putinho faminto chupa rola. — o desafio na voz dele era nítido, e havia um respeito novo no tom. — Enfia até o talo, se aguentar. Vou só ver você trabalhar.
Era a permissão que eu precisava. Com as mãos livres, agarrei as coxas musculosas dele, afundando os dedos no músculo duro, e comecei a guiar meu próprio ritmo. Puxava minha cabeça para trás, deixando o pau sair até quase escapar dos meus lábios, salivando e ofegante, para então me enfiar de volta com força, engolindo tudo de uma vez, afundando o rosto naquela mata negra. Cada mergulho arrancava um gemido mais rouco dele, um “Isso… assim… caralho…” que alimentava minha fome.
Eu estava no controle e aquilo era ainda mais intoxicante. A garganta já não doía mais, queimava, latejava e se adaptava. O gosto salgado da pele dele, misturado ao fluido doce e salgado do pré-gozo, era o único sabor que existia. E eu queria mais. Queria que aquele gosto ficasse para sempre.
— Tá sentindo o gosto do pauzão do teu uber, putinho?
Eu soltei um gemido abafado de assentimento. Não conseguia formar palavras, mas a resposta estava na forma como eu lambia a veia saliente que corria ao longo do membro e como minha língua pressionava o freio logo abaixo da cabeça inchada.
— Fala. Quero ouvir sua voz toda embolada na minha pica. — ele ordenou, dando um leve tapa na minha bochecha com a ponta dos dedos.
Tirei a boca por um segundo, ofegante, bendo um fio de saliva e pré-gozo conectando meus lábios à cabeça roxa dele.
— Tô… tô sentindo. — gemi, a voz rouca de tanto trabalhar. — Tô sentindo o gosto… O gosto do seu cacete, seu negão gostoso.
— E o que é que você é? — ele insistiu, com os olhos fixos nos meus, brilhando como brasas na escuridão.
— Eu… eu sou a putinha do meu Uber. — respondi, sem hesitar, a verdade mais pura que já saiu da minha boca.
— É isso aí! — ele afirmou com um sorriso largo e satisfeito no rosto. — E putinha do Uber aqui engole porra?
— Engulo tudo. — minha resposta saiu como um sussurro cheio de vontade, e eu mergulhei de volta antes que ele pudesse perguntar mais alguma coisa, engolindo ele até a base de novo num movimento contínuo, ansioso para provar a promessa que tinha acabado de fazer.
— Porra, devagar, seu desesperado. — ele riu, mas a voz dele tinha perdido o tom de comando por um segundo, trocado por pura admiração. — Você tá com fome mesmo, né? Tá querendo leite de negão na barriga?
Dessa vez, eu não saí. Fiquei lá, com ele fundo na minha garganta, e olhei para cima, encontrando o olhar dele. E balancei a cabeça lentamente, afirmativamente, enquanto meus olhos lacrimejavam. A mensagem era clara: Sim. Eu quero. Me enche.
Ele prendeu a respiração. O jogo de dominação tinha virado, mesmo que por um instante. Ele era o macho, o dominador, mas eu era a fome insaciável a vontade pura que implorava pelo que ele tanto guardava dentro das bolas grandes e pesadas.
— Tá bom, então. — ele murmurou, com a voz mais suave. — Você vai ter. Vai ter meu leite todinho na sua boca, pra engolir tudo, cada gota. Mas agora é minha vez de mandar na minha putinha.
Dessa vez, não havia ritmo lento ou contemplação. Ele agarrou e puxou minha cabeça para frente enquanto sua cintura arremessava os quadris para cima, fodendo minha garganta com uma intensidade brutal e ritmada.
Cada investida era um impacto surdo no fundo, produzindo um barulho obsceno, um glub-glub que ecoava no silêncio do carro, misturado aos grunhidos guturais dele e aos meus gemidos abafados.
— Tá gostando, não tá? — ele perguntou, puxando meu cabelo para me forçar a olhar para cima, enquanto enterrava a piroca na minha boca numa velocidade sem igual, fazendo as bolas pesadas subirem, baterem contra minha bochecha com um tapa úmido, e descerem, só para repetir o ciclo, implacavelmente. — Engole tudo, sua vadia gulosa. Mostra pro teu motorista que você sabe ser útil.
Ele acelerou o ritmo, as enfiadas ficando mais curtas, mais brutais, a cabeça roxa do pau dele martelando o fundo da minha garganta, provocando engasgos que só pareciam excitá-lo ainda mais.
— Isso, engasga! — ele gritou, apertando os dedos na minha nuca com força. — Engasga nesse cacete preto! Engasga e geme! Quero ouvir você implorando por ar enquanto toma rola!
— Hummm… — meus gemidos eram roucos, distorcidos, abafados pelo mastro que me preenchia.
A dor era deliciosa, uma foda oral que eu desejava lembrar para sempre. Entre uma enfiada e outra, ele se curvou, seu hálito quente e com cheiro de Halls invadindo meu ouvido:
— Vai ter esse gosto na boca amanhã cedo, branquinho. Vai lembrar de quem fodeu sua garganta. Vai acordar com vontade de rola de negão. Vai sonhar com essa pica grossa arrombando sua boquinha.
— Vai ter esse gosto na boca até amanhã de tarde, putinho. Vai lembrar de quem fodeu sua garganta. Vai acordar de pau duro e com o cu piscando, pedindo por mais rola de negão. Vai escovar os dentes e ainda vai sentir o gosto da minha porra na língua. Vai sonhar com essa pica grossa arrombando sua boquinha.
Eu estava agarrado nas coxas robustas dele, tentando me ancorar no turbilhão de sensações. A saliva escorria pelo meu queixo, se misturando ao pré-gozo dele. Meu próprio pau latejava dolorosamente preso dentro da calça.
O clímax dele se aproximou como um trem desgovernado. A respiração dele ficou ofegante, os músculos do abdômen dele se contraíram visivelmente sob a camiseta.
— Tá chegando, seu puto! — ele rugiu, com a voz tomada por um tom animal. — Vou encher seu estômago de leite de negão! Vai receber tudo dentro, ouviu? Se derramar uma gota, eu te viro e arrebento seu cu até você ficar vazando porra por trás!
Aquilo fez meu cu piscar mais que luzes de Natal, meu pau, pulsou, mais duro do que nunca. Nunca senti tanto prazer assim, apenas com sexo oral.
Ele prendeu minha cabeça com força total, me imobilizando, e enterrou todos os centímetros até o talo. Senti as primeiras contrações poderosas no fundo da minha garganta.
— OHHHHHH! CARALHOO, ENGOLE MINHA PORRAAA!
O primeiro jato foi um jorro quente e espesso, batendo direto nas paredes do meu estômago, um gosto intenso, salgado, adocicado, a essência pura de testosterona inundando meu paladar e desafiando meu reflexo.
Ele gemeu alto, um urro gutural que ecoou no carro, enquanto o corpo todo tremia em espasmos de prazer brutal.
— Hummm!!
— OHHHH!!! — Mais jatos saiam dele, pulsando em rajadas, enchendo minha boca até as bochechas ficarem inchadas e pesadas.
Eu engolia convulsivamente, tentando acompanhar o fluxo interminável, o gosto dominando todos os meus sentidos, tornando-se parte de mim.
— Isso… engole tudinho… bebe tudo… — ele sussurrou, ofegante, enquanto dava as últimas bombadas leves, esvaziando cada gota dentro de mim.
Quando acabou, ele ficou parado por um momento, o pau ainda semi-duro na minha boca, minha respiração ofegante pelo nariz ainda enterrado na pentelhada farta.
Finalmente, ele me soltou e eu me afastei, tirando o pau dele da boca, ligando a ele com um único fio de esperma grosso e saliva.
Eu caí de volta no banco, ofegante, com o rosto, o queixo e o pescoço completamente molhados e melado com a mistura de nossos líquidos, o sabor inconfundível dele impregnado na minha boca e na minha alma.
Ele se ajeitou, ofegante também, e olhou para mim com uma expressão de satisfação maliciosa. Estávamos suados e ofegantes, e o vidro do carro estava levemente embaçado.
— Caralho, hein, putinho? Mandou bem pra caralho. Vou virar seu motorista particular agora.
Ele sorriu e pegou um lenço do console, se limpou com cuidado e depois, gentilmente, passou outro no meu rosto.
— Tá bom assim? — ele perguntou, com um sorriso de canto voltando aos lábios, a barba e o rosto úmido de suor.
Eu mal conseguia falar. Só consegui acenar com a cabeça, uma sensação de plenitude quente e pesada no meu estômago.
—Tá… tá ótimo — consegui articular, a voz irreconhecivelmente rouca.
Ele assentiu, ligou o carro de novo.
— Me passa teu número aí, então. Uber é uma coisa. Mas macho gostoso e pauzudo, a gente não pode deixar escapar.
— E putinha obediente que engole tudinho a gente também não deixa escapar.
Trocamos os números ali mesmo, sob a luz fraca do celular. O resto do caminho foi feito num silêncio amigável e confortável. Ele me deixou na porta de casa.
— Fica tranquilo, Matheus. — ele disse, com o olhar pesado e quente, antes de eu descer do carro. — A sua corrida foi paga pela bela garganta profunda que você fez em mim. E ainda engoliu minha porra toda…
A timidez, que havia desaparecido durante o ato, voltou a me inundar. Eu desci do carro e dei a volta, parando na calçada da minha casa.
— Foi… foi o mínimo que eu podia fazer. — consegui dizer, com a voz ainda rouca, sentindo minhas pernas fracas. — Um negão gostoso desse jeito… Um macho desse deveria ser mamado todo dia. Até esvaziar as bolas. Só pra ficar leve pra dirigir bem.
Um sorriso lento e cheio de aprovação se abriu no rosto dele.
— A gente se vê por aí. — ele disse, já com o celular na mão, os dedos grossos digitando. Olhou para mim com um brilho divertido nos olhos. — Tô te salvando aqui nos contatos como... “Meu Garganta Funda”. Ou “Viciado em Negão”, também serve. Você escolhe.
Um calor intenso subiu do meu peito até o rosto, que deve ter ficado vermelho como a camisa do Flamengo que ele usava. Era um constrangimento delicioso, a confirmação de que eu tinha um novo nome, uma nova identidade nascida daquela escuridão. Baixei os olhos por um segundo, um sorriso pequeno e involuntário aparecendo nos meus lábios ainda sensíveis.
— O primeiro. — murmurei, sentindo minha voz fraca. — Gosto do primeiro.
Ele emitiu um som baixo de aprovação, como um ronronar.
— “Meu Garganta Funda” tá salvo. Gostei.
Eu ainda estava parado na calçada, a frente da minha casa iluminada, parecendo um cenário estranho e distante. Através da janela do carro, eu via a luz azulada do celular iluminando o rosto concentrado daquele negao gostoso enquanto digitava. De repente, ele parou, virou o rosto para mim e seus olhos me encontraram.
Com um sorriso de canto, começou a cantarolar baixo, quase um desafio:
— Dale, dale, dale… Mengô…?
Sorri, um sorriso genuíno e cansado, e completei quase em um sussurro:
— …Pra cima deles, Flamengo.
O sorriso dele se abriu completamente, como um raio branco e puro na escuridão do carro, exibindo os dentes perfeitos e aqueles caninos afiados que agora conhecia tão bem.
— Tirei a sorte grande hoje, porra! — ele exclamou, com a voz carregada de uma satisfação profunda e rouca. — Achar um putinho que mama que nem um desesperado, soca todo o meu cacete na garganta, engole toda a minha porra e ainda sabe a letra do hino? Tu foi o prêmio máximo da noite, putinho. Até a próxima corrida.
O vidro subiu suavemente, encerrando a cena.
O carro dele se afastou silenciosamente, me deixando na calçada com o gosto marcante dele ainda na boca, o número dele no meu celular e a melodia do hino ecoando, misturada à lembrança dos gemidos dele, na minha cabeça.
Entrei em casa, fechei a porta e me encostei nela, sentindo o corpo ainda elétrico, os músculos da mandíbula doloridos e o sabor salgado dele persistente na língua. Olhei para meu celular e sorri, vendo o número de um verdadeiro macho gostoso e pauzudo.
A noite, afinal, não tinha sido um lixo completo. Tinha sido a melhor em muito, muito tempo. Tinha sido uma redefinição.
Com amor, e muito tesão:
Matheus.
FIM.
Espero que tenha gostado. Lembre-se: Os personagens são fictícios, então use proteção.

