Domingo à tarde, Marcela me liga:
— Vem aqui no meu apê, tenho um presente pra você.
Toquei a campainha. Ela atendeu, sorriu, não disse nada; só abriu a porta para eu entrar. Estava bem arrumada, parecia que ia sair.
— O que é? — perguntei, curioso.
— Vem, eu te mostro — se dirigiu ao quarto menor (nossos apartamentos são iguais, um o espelho do outro). — Vera, pode sair.
Uma garota bem jovem apareceu: 1,60 m, cabelos compridos, magrinha, branquinha, de olhar e sorriso tímido.
— Rodrigo, essa é a Vera. Vera, esse é meu amigo Rodrigo, seu novo dono.
— Dono?
— Eu explico — fez uma pausa e começou: — Eu faço parte de um grupo de pervertidos genéricos: voyeurs, exibicionistas, podólatras, masoquistas, sados... tem de tudo. Homens, mulheres e todo o espectro LGBTQIA+, com idades que variam dos 18 aos 70. É um grupo bem heterogêneo, mas muito correto; tudo só acontece com o consentimento de ambas as partes. Neste fim de semana, eles organizaram uma orgia na mansão de um figurão e é claro que eu fui. Foi lá que conheci a Vera e o dono dela.
— Continue — falei, incrédulo, tentando assimilar o que eu ouvia.
— O fulano estava dizendo que tinha enjoado da Vera e que ia descartá-la, passá-la pra outro. Lembrei de você e a trouxe comigo. Ela é sua, se você quiser.
— Entendi — mentira, não estava entendendo nada. — Como isso funciona?
— A Vera tem 19 anos, já é adulta, não tem família, completou o ensino fundamental, mas nunca teve um emprego remunerado. O fulano já era seu segundo dono. Precisa de alguém que cuide dela. Você também é sozinho, precisa de companhia. A Vera é prendada: lava, passa, cozinha, cuida da casa e vai manter sua cama quentinha.
— E você, Vera, o que pensa sobre isso?
— Serei fiel e obediente ao meu novo mestre — falou, como se estivesse fazendo um juramento. — O senhor me aceita?
— Aceito — falei, sem convicção, era tudo muito surreal. — Pega suas coisas e vamos pro meu apartamento.
Vera literalmente pulou de alegria. Pegou sua malinha e uma mochila, segurou minha mão e me deu um beijo no pescoço.
— Marcela, e quanto a nós, como ficamos?
— Não muda nada, amanhã nos vemos.
Não respondi. Instalei Vera no quarto menor, que tinha uma cama de solteiro e um armário, além do meu computador. Fomos fazer compras no mercado. Guardamos as compras e fui ver um filme para me distrair. Vera logo se juntou a mim, corpo colado ao meu. Só falava quando eu lhe perguntava algo e sempre de forma sucinta; me seguia pela casa. Fui ao banheiro e ela foi junto, ficou parada na porta enquanto eu mijava. Quando fui tomar banho, ela entrou comigo no box. Assim, sumiu qualquer constrangimento entre nós. Pude ver todos os detalhes do seu corpo: magra, sem tatuagens ou cicatrizes. "O antigo dono cuidou bem", pensei. Seios médios de auréolas rosadas, boceta pequena e sem pelos, até o cu dela era rosa. Perfeita.
Depois do jantar, me entregou uma pasta: histórico médico. Tudo bem detalhado, exames periódicos a cada 3 meses. Na última consulta, trocou o DIU de cobre por um DIU hormonal, este suspende a menstruação.
Quando fui dormir, ela veio até o meu quarto. Estava usando apenas uma camisola transparente, sem nada por baixo, que ia até o meio das coxas. Parou na beira da cama por um momento, me olhando como um predador olha para a sua presa. Deitou-se ao meu lado e me abraçou, colando aquele corpo magrinho e macio contra o meu. Beijei-a e ela correspondeu faminta, sem hesitação, com técnica; ela sabia usar a língua.
Deslizou o corpo para baixo, se posicionando entre as minhas pernas, me olhando de baixo com adoração. Segurou meu pau rígido e começou a chupá-lo com uma maestria impressionante. Usava as mãos, os lábios e a língua melhor que qualquer profissional do sexo, melhor até que Marcela, engolindo fundo e me fazendo gemer de prazer.
Quando ela percebeu que eu estava quase no limite, parou. Subiu de volta pelo meu corpo e montou em mim.
— Espera, me deixa pôr uma camisinha — alertei.
— O senhor é meu dono, não precisa usar isso. Mas, se quiser, eu ponho.
Resolvi correr o risco; não tinha nada nos exames e ela não iria engravidar.
— Está bem, pode continuar.
Sua vulva já estava lubrificada naturalmente. Ela foi descendo devagar, soltando um gemido longo de satisfação ao engolir meu pau por completo. Vera começou a cavalgar, alternando reboladas lentas com quicadas firmes, controlando o ritmo perfeitamente.
— O senhor pode me usar como quiser, é tudo seu — disse, olhando fixamente nos meus olhos enquanto guiava minha mão por dentro da camisola, subindo pelas suas costelas até alcançar seus seios.
Deitei por cima e guiei meu pau para dentro daquela boceta pequena; ela soltou um gemido agudo, cravando as unhas de leve nas minhas costas.
— Ah, mestre... assim... está tão gostoso — ela dizia, entregando-se por completo ao meu ritmo, jogando o quadril para cima para me receber mais fundo. — Assim, forte... fode a sua serva...
Ela reagia a cada sutil mudança de posição do meu corpo, antecipando meus movimentos sem que eu precisasse falar nada. Quando mudávamos de posição, ela simplesmente se moldava a mim, tendo e me entregando muito prazer. Fiquei exausto. Transamos o tanto que eu aguentei, e ela parecia estar disposta a muito mais.
Na segunda, liguei para o médico dela para confirmar algumas informações. Voltei para casa: tudo limpo e arrumado, impecável, jantar no fogão, café na térmica. Quando Marcela chegou, Vera foi para o quarto menor e fechou a porta.
— Será que ela está com ciúmes? — perguntei a Marcela.
— Que nada, bobo, ela só quer nos dar privacidade. Não esqueça que eu a conheci numa suruba — verdade, me senti um idiota.
— Podemos experimentar fazer um ménage, eu topo se você topar. Mais uma coisa — emendou: — a Vera é bissexual, mas eu sou hétero, gosto de homem. Eu de um lado e ela do outro, você no meio.
Jantamos juntos e Marcela propôs o ménage para Vera, que se limitou a dizer:
— Farei tudo como o Sr. Rodrigo desejar. — Já havia pedido para ela não me chamar de mestre.
Ao se despedir, Marcela lançou:
— Vocês dois estão proibidos de dormirem juntos aos domingos e segundas-feiras. Se insistir, não me procure mais.
— Que é isso, por quê? — falei, espantado.
— Ainda pergunta? Você estava esgotado hoje, até a porra estava ralinha. — Vera não aguentou e soltou uma risada. — Descanse bem, que eu espero que amanhã você se saia melhor.
Foi a primeira vez que Marcela criticou o meu desempenho. Naquela noite, eu e Vera dormimos em quartos separados.

