Com a calça e a camisa social agora deixadas de lado, eu me sentia completamente despido de todas as minhas defesas. Amanda se afastou um passo, apenas o suficiente para caminhar até a beira da cama king-size do hotel. Cada movimento dela exalava uma confiança avassaladora, a postura de quem sabia exatamente o efeito que causava. Os cabelos longos e escuros caíam sobre os ombros, emoldurando um olhar firme, penetrante, que parecia ler cada um dos meus receios.
— Deite-se de costas, Marcelo — ela comandou, com a voz baixa, mas carregada de uma autoridade que me fez obedecer sem hesitar.
Deitar naquela cama foi como me entregar a um abismo voluntário. O teto branco do quarto parecia girar de leve com a velocidade dos meus pensamentos. Minha mente de gestor tentava calcular os riscos: o som do corredor, a possibilidade de uma mensagem urgente de Natal, o peso da aliança que agora repousava no criado-mudo. Mas quando Amanda subiu na cama, posicionando-se sobre mim, o mundo exterior simplesmente desapareceu.
Ela alcançou uma pequena necessaire preta que havia trazido e tirou de lá um tubo de lubrificante. O som sutil da tampa se abrindo quebrou o silêncio tenso do quarto. Amanda espalhou o líquido frio em suas mãos e, com movimentos calmos e precisos, começou a massagear a minha intimidade, preparando o meu corpo para o que estava por vir. O contraste do toque úmido com o calor da pele dela me fez soltar um gemido baixo, que tentei sufocar contra o travesseiro, apavorado com a acústica das paredes do hotel.
— Relaxe... foca só em mim — ela sussurrou, inclinando-se para frente.
Senti o peso sutil dos seus seios roçarem contra o meu peito, enquanto a imponência do seu pênis rígido e espesso pressionava a minha coxa. A proximidade física era total. Amanda levou os dedos lubrificados até a minha entrada, exercendo uma pressão leve, um aviso tátil de que o momento da entrega absoluta havia chegado. Meu corpo tencionou por puro instinto, mas o magnetismo e o desejo que eu guardara por cinco anos falaram mais alto, me forçando a expirar devagar e a me abrir para a experiência.
Continua...