CRÔNICA PARA O DIA DE FINADOS.

CRÔNICA PARA O DIA DE FINADOS.
Um conto erótico de Tuga91 ( JOSÉ DE SOUSA )
Posted By: Tuga069
Categoria: Heterossexual
Data: 02/11/2026 08:51:07
Direitos autorais do texto original © 2026
Assuntos: Heterossexual, Lembranças.
?? Texto produzido com auxílio de inteligência artificial
Há dias que não caminho. Desperto porque o alarme do telemóvel me grita que é hora de tirar o rabo dos lençóis e andar em círculo por cinco quilômetros. Acordo, avalio a disposição do corpo, e mais uma vez este vence a cabeça. Acaricio-me, constato a picha ereta, rio satisfeito, viro para o lado e... é mais um dia sem caminhada.

Hoje também foi assim. Sei que um dia esse mesmo corpo que acaricio e para o qual abro concessões, me cobrará o semissedentariíssimo. Mas isso somente serve para me prometer e nos prometer (a mim e a meu corpo) que amanhã, sim, amanhã retomaremos os exercícios matinais. Hoje não, que hoje é dia de finados. É dia de pensar em quem sumiu, em quem não pode mais andar, nem fazer mais merda nenhuma.

Não consigo mais dormir. Lembro de Fernanda, por quem fui apaixonado e com quem tive um caso de carinho sem sexo. Eu estava casado e ela não queria ser amante. Respeitei, mas sofri que só a porra quando, num passeio de carro pela estrada, ela me disse que iria embora do país, para casar com um cara que conhecera pela internet. Fiquei triste pra caralho. Caridosamente, ela me ofereceu os lábios e não os recusei. Nós nos beijamos avidamente pela primeira e última vez.

Fernanda foi embora, ainda me ligou uma ou duas vezes, mas o delay da ligação me irritava e deixei de atender às duas chamadas seguintes. Não me ligou mais. Soube por outrem que se separara e voltara ao país. Não me animei a procura-la. Achei que estava para sempre colocada no baú do passado. Meses depois, soube pela imprensa que fora assassinada na porta de sua casa, as suspeitas recaíam sobre o ex-marido. Chorei sua morte mas principalmente o que deixamos de viver. Não fui ao seu velório nem sepultamento, mas vez em quando visito sua sepultura e penso na buceta que nunca comi e que há tempos não mais existe. E choro de novo. Um dia, começo da noite, na sem escuridão do cemitério deserto, a picha rígida, toquei uma punheta e esporrei sobre seu jazigo.

Todo dia de finados, como hoje, me lembro de Fernanda. E, extensivamente, de todas as mulheres que não fodi mas que desejara intensamente tê-lo feito. Os homens também, a quem eu poderia ter dado o cu, não dei, não lhes chupei, e hoje sua picha jaz misturada à terra que a destruiu.

O pensamento corre para Ruth, que conheci no auge da gostosura e da loucura – e eu era tímido que só uma cadela; fiz de conta não entender as explícitas cantadas que ela me dava. E embora à noite eu me acabasse em punheta, com Ruth na minha mão, nunca lhe enfiei a picha na buceta, como tantos amigos meus (mas também desconhecidos) o fizeram, até que aquele maldito acidente a retirasse de nós. Também não fui ao seu velório, mas soube que na sala onde o caixão reinava, abarcando o desejado corpo que tantos comeram, na parede da sala, acima do ataúde, havia uma foto dela, de biquíni, exuberante e merecedora de quantas punhetas se pudessem tocar em sua homenagem, não fosse a atitude ridícula e bizarra que tiveram de lhe cobrir com um papel as chamadas “partes íntimas”, que de íntimas nunca tivera nada. Eram públicas – somente eu não comi: eu, a quem ela decerto queria dar, mas minha timidez não me deixou comer.

Monteiro era meio indefinido. Tinha os trejeitos no corpo e na voz, falava coisas dúbias, mas era muito brincalhão – como saber se era verdade tudo aquilo, ou só mais um dos muitos tipos que ele criava (criativo que era)? Casou, fez filho, separou... Nunca se cuidou, a morte cobrou seu preço. Eu o quisera em mim, sonhara por vezes com sua picha entrando e saindo e gozando no meu rabo, mas o muito tempo que estava com ele não foi o suficiente para ousar. Até Duarte me falou, pelo WhatsApp, algum tempo depois da morte de Monteiro, que era a fim de mim, mas nunca tentara nada porque achava que eu e Monteiro éramos um casal. Ri, desolado. Duarte também já não mais existe.

Encontrei-me com Bina, como tantas vezes antes, num parque de diversões parado, silente e soturno, porque tarde da noite, não havia mais função nem gente. Conversamos, abraçados, esquentando-nos na noite fria. Amávamos e nos queríamos ardentemente, mas ambos casados, ambos infelizes em nossos respectivos relacionamentos. Dois covardes, que preferiam manter a farsa social de seus matrimônios fodidos (e sem foda), a mandar tudo à puta que pariu e nos entregarmos como nos desejávamos. Dois idiotas éramos, ao não transformar em trepada aquele abraço na noite gelada do parque de diversões parado. Nada fizemos até nos separarmos. Fiquei sabendo, meses depois, que Bina se matara, numa crise de depressão.

Conheci Núria e logo nos fizemos confidentes. Ela mais que eu, contava suas desditas, seus problemas, suas esperanças. Eu, mais velho, dava dicas, sugestões, opinava sobre o que me contava – meus olhos atentos a qualquer movimento que me mostrasse um pouco mais dos seios que eu desejava sugar, ou a calcinha que guardava a buceta que eu ansiava por foder. Não sei, até hoje, se ela percebia meu tesão quando me abraçava, buscando agasalho, ou se ela desejava também minha pica dentro de si. Jamais falamos sobre isso. Depois a vida nos separou e algum tempo depois soube de sua morte. O coração parou. Também não fui ao seu velório, mas soube por uma amiga comum que teve que ser abreviado porque o corpo começou a se decompor prematuramente. O corpo que eu não comera os vermes estavam ansiosos por devorar.

Tínhamos muita coisa em comum, eu e W. Até torcíamos pelo mesmo time de futebol, embora eu detestasse futebol, jogava pessimamente e não acompanhava a crônica esportiva. W não, adorava o desporto, era um craque da bola, sabia tudo sobre seu (nosso) time. Eu me sentia bem ao seu lado, gostava de conversar com ele, ficava olhando para seu pacote sob o calção de atleta e minha rola crescia. Certa vez, na sua casa, enquanto o esperava para sairmos, vi-o atravessar do quarto ao banheiro, nu em pelo, picha grande e fina balançando, bunda branca... meu coração disparou e tive trabalho em disfarçar minha ereção. W adorava dirigir, embora não dirigisse bem. Algumas vezes que peguei carona faltou pouco me cagar todo. Um dia eu soube de um acidente que sofrera – quase morrera. Disse-me, ao se recuperar, que seria mais cuidadoso. Mentiroso. Novo acidente, e este fatal. Enterraram a picha que eu queria ter enterrada em mim.

Uma fieira de gente, meus defuntos. Mulheres e homens que não comi e a quem não dei o cu, não chupei a picha, não lambi a buceta... hoje não existem mais. São apenas letras de um fúnebre abecedário. Em breve eu também não mais existirei, meu corpo se desmanchará sob o chão que ainda piso. E o que deixamos de viver juntos, o que deixei de experimentar, tudo isso será nada.

Olho para minha picha. Inexplicavelmente ereta e pulsante entre as cobertas, não lhe entendo o entusiasmo em meio a pensamentos tão lúgubres, mas recebo a dureza como um convite a um afago e começo a me punhetar devagarinho, pensando nas pichas, cus e bucetas que deixei de experimentar, e que agora estão destruídas e misturadas à terra que os envolve, lembro deles em vida, rígidos e molhados, e em como teria sido maravilhoso ter feito o que minha imaginação cria agora para me levar ao gozo.

Minha gala escorrendo pelo meu ventre, brilha iridescente pelo morno sol do começo desta manhã de finados...

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Por Tuga069
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Ficha do conto

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Nome do conto:
CRÔNICA PARA O DIA DE FINADOS.

Codigo do conto:
276152

Categoria:
Confissão

Data da Publicação:
02/11/2026

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