Eu sempre gostei de me exibir. Não é segredo — sentir olhares deslizando pela minha pele faz algo dentro de mim acender, como uma faísca que se espalha rápido demais para ser ignorada. E naquela noite… eu queria arder. Escolhi um vestido leve, solto, com um decote em V que desenhava meu corpo de um jeito quase hipnótico. Me fazia sentir elegante e sensual. Sem calcinha, cada passo criava um pequeno suspense, uma promessa silenciosa de que algo poderia acontecer. Eu estava no ponto exato entre o risco e o controle, e isso me deixava viva. Saí com meu namorado e pegamos o primeiro ônibus que passou. A aventura começou no instante em que a porta se abriu. O ônibus estava lotado, abafado, impregnado daquele cheiro de cidade à noite: quente, elétrico. Entrei praticamente envolvida por corpos desconhecidos, e a sensação da proximidade era uma carícia involuntária que me arrepiava da nuca até a lombar. Em segundos, senti os olhares — atentos, curiosos, tentando não denunciar o interesse. Era como caminhar dentro de uma corrente de energia invisível. Sou uma gordinha gostosa, com curvas que ocupam espaço e chamam atenção sem pedir licença. Coxas grossas, bunda grande que se move com ritmo próprio, seios fartos. E ali, naquele aperto, era impossível de ignorar. Eu sabia disso. Era exatamente o que eu queria. Meu namorado ficou colado atrás de mim, seu corpo encaixado no meu como se nos moldássemos naturalmente. A respiração dele encontrou meu pescoço, quente, abafada, fazendo minha pele reagir como se reconhecesse um segredo. Suas mãos, aparentemente inocentes, seguravam minha cintura para “me dar apoio” — mas o modo como seus dedos deslizavam denunciava outra intenção. Ele não precisava fazer nada além daquilo para me incendiar. Cada solavanco do ônibus era um convite. O tecido do meu vestido ameaçava subir, e eu o segurava com movimentos sutis, que só tornavam tudo mais evidente. A tensão de estar à beira de revelar demais pulsava dentro de mim como um segundo coração. E eu sentia olhares. Sentia a dúvida, o desejo silencioso, aquela tentativa de interpretar se era minha roupa… ou minha intenção. O ar parecia mais quente ao redor de mim. Meu namorado percebeu e aproximou ainda mais o corpo do meu, guiando meus movimentos com um toque leve e preciso. Ele me penetrou discretamente. Era como se estivéssemos dançando dentro de um espaço minúsculo, seguindo um ritmo secreto que só nós dois conhecíamos. Nossos corpos conversavam sem palavras, numa troca de energia tão intensa que parecia iluminar o ar entre nós. E bastava isso para me fazer perder o fôlego. A cada balanço brusco, meu vestido subia um pouco mais, revelando um pouco mais de pele, um pouco mais de risco. E cada “quase” fazia meu corpo inteiro vibrar. Chegamos ao clímax juntos. E quando chegamos ao ponto final do nosso jogo, meu corpo estava trêmulo, não só pelo desejo, mas pela tensão deliciosa de ter sido vista — ou quase vista. Ao descer do ônibus, senti os olhares atrás de mim como um rastro quente acompanhando cada passo. E quando finalmente pisamos na rua, eu estava acesa, viva, pulsante, como se tivesse atravessado um portal entre quem eu sou e quem eu adoro ser. Beijos e até o próximo conto.
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