A Casa de Vidro - Parte 2 de 4

Marcos manteve a mão no vidro por alguns segundos, sentindo o coração vibrar na ponta dos dedos.
Do outro lado, a ruiva sorriu — não um sorriso casual, mas um que dizia “Eu entendo exatamente o que você quer”.
Ele poderia ter saído ali mesmo, satisfeito com a estreia.
Mas o corpo queria mais do que um gosto.
Queria a sensação inteira.
Com um passo, virou-se para a porta e abriu-a.
O salão pareceu prender a respiração.
Não era silêncio completo — as taças ainda tilintavam, o murmúrio continuava —, mas havia uma mudança sutil no ar, como se cada pessoa estivesse calibrando a própria curiosidade.
A anfitriã se aproximou, feixes de luz dançando no tecido negro de seu vestido.
— Decidiu continuar? — perguntou, encantada com a ausência de hesitação no semblante dele.
— Quero ver o que mais existe aqui — respondeu ele.
Ela apenas indicou um corredor lateral.
— Então siga.
— E escolhe com quem.
No final do corredor havia uma sala mais íntima, não cercada de vidro, mas aberta, com cortinas espessas formando um semicírculo.
Dentro, almofadas, tapete macio, luz baixa — lugar feito para encontros planejados ou improvisados.
E lá estavam elas —
as três mulheres que haviam parado diante da sala de vidro.
A loira ergueu a mão, convidando-o com um gesto leve.
— Você sabe que nos chamou, não sabe?
A voz dela era melosa, divertida, satisfeita.
Marcos sorriu, porque enfim admitia para si mesmo: sim, ele havia chamado.
A morena deslizou até ele com um andar felino e estendeu a palma, sem pressa.
Quando suas mãos se encontraram, não houve choque, só calor compartilhado e uma certeza quase elétrica entre os quatro.
Ali não existia plateia oculta.
Ninguém era intruso ou testemunha secreta.
Todo mundo que assistia estava ali porque queria.
A ruiva aproximou-se pelo outro lado e sussurrou, a boca perto da orelha dele:
— Aqui ninguém precisa fingir que não está olhando.
— Nem que não está gostando.
E era verdade.
Marcos percebeu que o desejo, naquele lugar, era tratado como uma língua comum:
olhares eram como frases, movimentos eram como respostas.
Ele sentou-se nas almofadas, respirou devagar, e deixou que o trio o envolvesse com presença, proximidade, toque suave — nada apressado, nada imposto.
Ali, sensualidade era jogo de confiança, um convite que cada um aceitava no próprio ritmo.
A anfitriã assistia à distância, orgulhosa da magia silenciosa.
E Marcos, pela primeira vez, sentiu-se não apenas visto,
mas celebrado.
Foto 1 do Conto erotico: A Casa de Vidro - Parte 2 de 4


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Ficha do conto

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Nome do conto:
A Casa de Vidro - Parte 2 de 4

Codigo do conto:
252639

Categoria:
Exibicionismo

Data da Publicação:
20/01/2026

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