A Casa de Vidro - Parte 4 de 4

Helena parou diante dele, iluminada por uma lâmpada dourada que deixava a pele com brilho quente, quase líquido.
Não havia pressa no corpo dela — mas havia fome nos olhos.
Marcos se levantou, atraído como se alguém puxasse invisivelmente a cintura dele para a dela.
Quando parou a poucos centímetros, Helena inclinou a cabeça e disse, com voz baixa e firme:
— Mostre-se só para mim agora.
Ele obedeceu.
A proximidade queimava.
O ar entre os dois parecia mais denso do que o salão inteiro.
E, pela primeira vez naquela noite, Marcos percebeu que não precisava de vidro, de público, nem de cortinas — bastava aquela testemunha única que o devorava com o olhar.
Quando ela tocou seu rosto, não foi suave — foi necessário.
Um toque que dizia eu quero, sem rodeios.
Eles se beijaram.
Não havia timidez — só curiosidade e urgência misturadas.
A mão dela deslizou pela nuca dele, guiando o ritmo, aprofundando, saboreando.
Marcos retribuiu, sentindo o corpo todo responder, quente, firme, entregue.
Helena pressionou o corpo contra o dele, e o impacto leve e controlado arrancou um suspiro dos dois.
Ele segurou sua cintura, puxando-a um pouco mais perto, sentindo cada curva encaixar como se já tivesse ensaiado aquele movimento em sonhos.
Ela sorriu contra a boca dele e sussurrou:
— Você tem ideia do quanto gosto de te ver perder o controle?
Marcos riu, sem ar.
— Estou chegando lá.
Helena agarrou a camisa dele com um gesto decidido e o empurrou, devagar, até que caíssem sobre as almofadas.
O peso dos corpos, o entrelaçar das pernas, o som abafado da respiração pesada — tudo conspirava para que o resto do mundo sumisse.
Lá fora, as pessoas ainda conversavam, bebiam, assistiam a outras cenas.
Mas ali dentro, naquela pequena clareira de calor e tecido amassado, só existiam dois.
Helena explorava o pescoço dele com a boca, encontrando pontos que o faziam arfar e empurrar o quadril contra o dela sem pensar.
Ele respondeu com as mãos, traçando caminhos pela coluna dela, sentindo o tremor leve que percorria a pele quando tocava o lugar certo.
Cada movimento era convite.
Cada gemido preso era resposta.
E quando ela voltou a olhar nos olhos dele, os dois souberam —
não havia mais palco, nem atuação, nem fantasia que precisasse de cenário.
Ali, o exibicionista e a espectadora tinham deixado seus papéis para trás.
Agora eram só dois corpos quentes, desejando, descobrindo, entregando-se no ritmo que nascia entre eles.
A respiração acelerou.
O toque se aprofundou.
E, no silêncio denso antes do clímax — quando o corpo inteiro parece ser só pulso e calor — Helena segurou o rosto dele e murmurou:
— Agora você está sendo visto do jeito certo.
E Marcos se perdeu nela, total e docemente.
Foto 1 do Conto erotico: A Casa de Vidro - Parte 4 de 4


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Ficha do conto

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Nome do conto:
A Casa de Vidro - Parte 4 de 4

Codigo do conto:
252642

Categoria:
Exibicionismo

Data da Publicação:
20/01/2026

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