Helena parou diante dele, iluminada por uma lâmpada dourada que deixava a pele com brilho quente, quase líquido. Não havia pressa no corpo dela — mas havia fome nos olhos. Marcos se levantou, atraído como se alguém puxasse invisivelmente a cintura dele para a dela. Quando parou a poucos centímetros, Helena inclinou a cabeça e disse, com voz baixa e firme: — Mostre-se só para mim agora. Ele obedeceu. A proximidade queimava. O ar entre os dois parecia mais denso do que o salão inteiro. E, pela primeira vez naquela noite, Marcos percebeu que não precisava de vidro, de público, nem de cortinas — bastava aquela testemunha única que o devorava com o olhar. Quando ela tocou seu rosto, não foi suave — foi necessário. Um toque que dizia eu quero, sem rodeios. Eles se beijaram. Não havia timidez — só curiosidade e urgência misturadas. A mão dela deslizou pela nuca dele, guiando o ritmo, aprofundando, saboreando. Marcos retribuiu, sentindo o corpo todo responder, quente, firme, entregue. Helena pressionou o corpo contra o dele, e o impacto leve e controlado arrancou um suspiro dos dois. Ele segurou sua cintura, puxando-a um pouco mais perto, sentindo cada curva encaixar como se já tivesse ensaiado aquele movimento em sonhos. Ela sorriu contra a boca dele e sussurrou: — Você tem ideia do quanto gosto de te ver perder o controle? Marcos riu, sem ar. — Estou chegando lá. Helena agarrou a camisa dele com um gesto decidido e o empurrou, devagar, até que caíssem sobre as almofadas. O peso dos corpos, o entrelaçar das pernas, o som abafado da respiração pesada — tudo conspirava para que o resto do mundo sumisse. Lá fora, as pessoas ainda conversavam, bebiam, assistiam a outras cenas. Mas ali dentro, naquela pequena clareira de calor e tecido amassado, só existiam dois. Helena explorava o pescoço dele com a boca, encontrando pontos que o faziam arfar e empurrar o quadril contra o dela sem pensar. Ele respondeu com as mãos, traçando caminhos pela coluna dela, sentindo o tremor leve que percorria a pele quando tocava o lugar certo. Cada movimento era convite. Cada gemido preso era resposta. E quando ela voltou a olhar nos olhos dele, os dois souberam — não havia mais palco, nem atuação, nem fantasia que precisasse de cenário. Ali, o exibicionista e a espectadora tinham deixado seus papéis para trás. Agora eram só dois corpos quentes, desejando, descobrindo, entregando-se no ritmo que nascia entre eles. A respiração acelerou. O toque se aprofundou. E, no silêncio denso antes do clímax — quando o corpo inteiro parece ser só pulso e calor — Helena segurou o rosto dele e murmurou: — Agora você está sendo visto do jeito certo. E Marcos se perdeu nela, total e docemente.
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