Acordo, mexo no celular, estou com fome e então resolvo dar uma volta. Saio de novo com a motinha e paro numa hamburgueria, noto que sigo com a roupa do serviço até aquela hora, noto o quanto estou aérea, mas não me importo, só quero lanchar. Peço meu sanduíche com a face inexpressiva e aguardo a preparação em uma mesinha. Minha mente ainda está presa no serviço, começo a pensar nas coisas do dia seguinte, interrompo tudo mexendo no celular. Não noto o tempo passar, a senha toca, sou eu. Guardo o aparelho e vou até o balcão e no caminho até ele eu finalmente me desconecto da rotina.
Caminhando até lá noto que a atendente não tira os olhos desde o momento que me levantei da cadeira. Olho para seu rosto e ela está com um sorriso bem lindo, ela é bem gata, na verdade. Pele morena, olhos grandes pretos, boca carnuda e uma silhueta invejável. Ela estava de legging preta e ao me aproximar fui traída pelos meus olhos procurando por suas coxas marcadas. Ao levantar o olhar ela nota minha indelicadeza, mas volta a sorrir, agora um sorriso mais íntimo, convidativo, mas ainda preservando-se, sem deixar que outros notem. Na verdade acho que ninguém tava observando. Mas fiquei um pouco envergonhada, parecia estar num programa de televisão.
Peguei a bandeja com o meu pedido e retornei para onde estava. Em minha cabeça senti o olhar daquela morena penetrar minhas costas e descer para meu bumbum, parte do meu corpo que, modéstia parte, acho o mais chamativo. Involuntariamente andei de um jeito mais sexy e lento, porém discreto, como um sinal telegrafado para uma pessoa refinada. Ao me virar para me sentar um fato me chama a atenção, ela ainda estava no mesmo ponto, parecia ter dado uma pausa de segundos para me saborear pelas costas. Ao ser notada por mim, notei seus olhos expressarem uma exclamação e se recordar que estava trabalhando, ficou visivelmente sem graça. Ela devia gostar do mesmo que eu.
Comi meu sanduíche na velocidade mais lenta que podia saboreando-o e também aquela morena. Precisava conhecer ela, seu nome. Sentir se era coisa da minha cabeça ou se ela gostava de uma bucetinha também. Minha excitação atinge o pico máximo após um dia tão fortuito e extenuante. Fica difícil me alimentar pensando em como ela deve ficar peladinha. E quando estava notando minha mente dominar minhas ações ao ponto de transmitir a perversão de forma visível, notei que tinha colocado uma alça de mira tão grande que a mulher estava constrangida e acabei diminuindo minha intensidade.
Terminei meu lanche, fui até o caixa e evitei contato visual com a morena do balcão. Paguei o que devia e então me retirei. Senti uma vontade enorme de olhar de novo para aquela atendente tão linda e tão sensual, mas evitei. Fiquei num debate mental infernal para tomar alguma atitude e quando notei, estava me sentando sobre a minha motinha sem capacete. Teria então a oportunidade de voltar a ver aquela mulher. Mas, para minha surpresa, advinha quem vem atrás de mim para levar o item esquecido? Sim, exatamente, um garçom... hahahaha, não, claro que não, exatamente a atendente morena (desculpa pela brincadeira, é que até para descrever o ocorrido para vocês deu uma tensão, excitação e nervosismo me surpreenderam um pouco).
Ao notar, ela já estava há dois passos da moto. Ouvi sua voz chamando meu nome, não tinha se esquecido. Também pudera, nem tinha chamado mais ninguém depois do meu pedido. Mas criei uma doçura naquele ato tão comum que fiquei de coração acelerado. Retribui com um sorriso e ela então estendeu a mão para entregar o capacete, mas não ficou afastada ou saiu imediatamente. Firmou os olhos no meu e então ficou muito mais perto que atrás do balcão.
Enquanto pegava o capacete com uma mão, sua outra se esticava junto me fazendo querer pegar de forma instintiva e natural. Era um papelzinho, ela deu uma piscadinha discreta e disfarçou falando que esperava que tivesse gostado do lanche. Os atos foram mais rápidos que meu processamento, pois logo ela estava retornando para dentro da hamburgueria e eu fiquei ali olhando para trás, morosa ao pensar.
Coloquei o capacete no meu colo, a frente e então fui ver o papel. Tinha um número, era seu telefone com seu nome. Se chamava Tauane, meu coração ficou quentinho, ela gosta de mulheres. Foi impossível não dar um sorriso largo enquanto colocava o capacete e saía pra casa. Enquanto me dirigia, um filme de como a vi pela primeira vez passava pela cabeça, minha bucetinha fervia de tesão, eu ia ter que dar um jeito de falar com ela.
Cheguei em casa, guardei a moto e fui procurar o papelzinho para anotar no celular. Mas, o papel sumiu... Não gente, não sumiu não, hahahahaha. Tava bem guardadinho. Eu salvei o número dela e mandei um oi, seco e discreto. É complicado interagir em situações assim. Na verdade foi minha primeira vez.
PS: Eu tinha escrito esse texto ontem (05) e tinha finalizado com uma pergunta sobre o que fazer. Mas acabei não postando e agora, 13h do dia 05, retomei e vou atualizar. Tauane não me respondeu de imediato, mas perto da meia-noite ela me ligou, fiquei assombrada com a ligação, super nervosa e tímida. Mas atendi. Ela falou que não podia interagir antes devido às políticas da empresa, mas que eu tinha lhe chamado a atenção. Só que como ela não sabia se eu tinha ficado afim dela também e ficou na dela. Disse que só entendeu que eu estava afim por ter esquecido o capacete. Daí ela sentiu coragem para dar o telefone, que nunca tinha feito antes e que sentia que se não tomasse alguma atitude, iria se arrepender. O detalhe é que eu tinha esquecido o capacete porque sempre esqueço mesmo, mas não falei isso pra ela, óbvio.
Iríamos almoçar agorinha, mas ela teve um imprevisto e eu também acabei tendo uma sexta bem atarefada que acabou não rolando. Não podemos nos ver hoje a noite porque ela trabalha e brincou que só se for depois da meia-noite. Minha mente ferveu porque só pensei bobeira, levar ela pra um motel, ou dar uns pegas naquela morena lá em casa, sei lá. Mas fui contida e vamos nos falar pessoalmente apenas amanhã de manhã já que não trabalharemos. Será meu primeiro encontro com uma mulher assim, me desejem sorte e me dêem dicas. Eu quero muito conhecer e curtir o momento com ela. Me passou muita confiança e é muito linda. Ainda não sei se ela teve alguma namorada ou namorado, não nos falamos tanto por mensagens porque estive bem atarefada e em parte porque estou muito tímida (me julguem) e sinto que ela também está fazendo muito esforço para não trocar os pés pelas mãos. Dá pra notar de longe que ela quer curtir bastante.
O que aconselhariam pra mim?