Nunca pensei que, aos 52 anos, eu voltaria a escrever num diário. Parece coisa de menina, mas talvez seja isso: uma menina que ficou esquecida dentro de mim por tempo demais.
Sou paulista. Sempre fui prática, organizada, daquelas que resolvem tudo. Mas há meses — talvez anos — me sinto invisível dentro do próprio casamento. Desde que minha filha saiu de casa e se casou, a casa ficou grande demais e eu, pequena demais dentro dela.
Marcos mudou. Ou talvez sempre tenha sido assim e eu só demorei a enxergar. Frio. Distante. Crítico. Reclamava do meu corpo, da idade, do peso, como se o tempo tivesse sido gentil apenas com ele. Eu tentava rir, desconversar, mas cada comentário ficava guardado em algum lugar do peito.
Mesmo assim, insisti. Insisti porque acreditei no “nós”. Insisti porque achei que o amor precisava só de um empurrão.
Foi por isso que planejei Florianópolis.
Escolhi a casa com cuidado: piscina, quintal amplo, uma sauna antiga nos fundos — meio abandonada, mas charmosa. Pensei: *é aqui que a gente se reencontra*. Arrumei malas, comprei biquínis novos, playlists antigas, tudo com a esperança meio infantil de que bastava mudar o cenário.
No primeiro dia, ele estragou tudo.
— *Chamei nossa filha e o marido*, disse, como quem comenta o tempo.
— *Como assim?* — senti o estômago afundar.
— *Eles já estavam com saudade.*
Eu engoli seco. Não era sobre saudade. Era fuga.
Os três primeiros dias foram um exercício de humilhação silenciosa. Preparei jantares, abri vinhos, coloquei músicas que já tinham sido nossas. Sugeri sexo, toquei, provoquei. Ele mal me olhava.
— *Essa cerveja tá quente.*
— *Esse Wi-Fi é péssimo.*
— *Que calor insuportável.*
No quarto dia, desisti.
Passei a tarde inteira na espreguiçadeira, bebendo drinks coloridos que não apagavam nada, mas me lembravam de quem eu já fui: uma mulher viva, desejável, cheia de histórias.
Foi ali, meio tonta de sol e reflexão, que percebi algo que me cortou fundo.
Minha filha… era igual ao pai.
Na piscina, vi os dois discutindo. O marido dela tentou beijá-la, talvez para encerrar a briga. Ela se afastou, impaciente.
— *Para, que coisa grudenta*, disse, com o mesmo tom seco de Marcos.
O rapaz ficou sem reação, sorrindo sem graça. Naquele instante, foi como olhar um espelho do meu passado. Pensei: *ele também caiu numa fria, como eu*.
À noite, todos dormiam. A casa em silêncio tinha outro cheiro — de cloro, de sal, de possibilidade.
Decidi nadar.
Coloquei um biquíni extremamente apertado, quase provocador demais para minha idade — segundo os padrões que me ensinaram. Olhei meu corpo no espelho antes de sair. Não era perfeito. Era real. Curvas, marcas, história.
Era quase uma da manhã quando senti que não estava sozinha na piscina.
— *Não consegui dormir*, disse uma voz baixa.
Era Gustavo, meu genro.
Ele entrou devagar na água. Ficamos lado a lado, olhando o reflexo da lua tremendo na piscina. Começamos a conversar, como quem não planeja nada.
Falamos de frustrações, de expectativas quebradas, de como às vezes o amor vira um contrato silencioso de sobrevivência. Em algum momento, ele me olhou diferente. Não com pena. Com atenção.
— *Você é bonita, Vera*, disse, simples, sem intenção aparente.
Ninguém dizia isso há anos.
O silêncio entre nós não era constrangedor. Era denso. Quando percebi, estávamos próximos demais para fingir que não.
Não houve pressa. Não houve promessa. Só um beijo. Lento. Proibido. Inevitável.
Quando me dei conta, minha mão já estava por dentro do seu short, iniciando um toque leve, quase instintivo, entre beijos e respirações ofegantes. Gustavo se entregou ao momento, e de repente, senti o calor úmido na palma da minha mão — um clímax inesperado, rápido, que me trouxe de volta à realidade como um tapa.
Despertei daquilo tudo em pânico. Saí correndo, limpei a mão na água da piscina, como se pudesse apagar o que havia acontecido. Corri para o quarto com meu marido, onde me troquei depressa, o coração acelerado. Passei a noite toda pensando no que tinha feito, remoendo o arrependimento misturado a uma excitação proibida que não queria admitir.
No outro dia, acordei por volta das duas da tarde. Meu marido, como sempre, reclamava de tudo — do sol, da comida, da vida. Decidi sair de perto dele mais uma vez e passei a tarde na espreguiçadeira, mas dessa vez com uma plateia sutil: Gustavo não parava de me olhar, disfarçando com olhares casuais. Eu vestia um maiô que marcava as curvas do meu corpo de forma evidente, deixando uma silhueta que eu sabia que chamava atenção, mesmo que doesse admitir.
À noite, fizemos um churrasco. Tentei evitar Gustavo, desviando olhares e conversas, mas a verdade é que ele já tinha plantado uma semente na minha cabeça — uma dúvida, um desejo que brotava devagar. Após o churrasco, todos foram dormir cedo. Logo meu marido veio para a cama, roncando alto, enquanto eu ficava ali, insone, lutando contra os pensamentos que não me deixavam em paz.
Atormentada pelos desejos e pelas imagens da noite anterior, que insistiam em dançar na minha mente como fantasmas insistentes, decidi tomar um banho na piscina. Mas dessa vez, algo em mim estava disposto a correr riscos — uma rebeldia quieta, uma faísca que eu não queria apagar. Escolhi um biquíni que mal cobria o essencial, o tecido apertado demais, deixando curvas e contornos expostos de um jeito que me fazia sentir vulnerável e, ao mesmo tempo, poderosa. Meus seios estufados contra o top, os beiços da intimidade se insinuando pelos lados, como se o corpo gritasse o que a boca calava.
Não demorou muito para sentir a presença dele de novo. Gustavo apareceu na borda da piscina, os olhos disfarçando curiosidade com uma desculpa qualquer sobre o calor da noite. Ficamos ali, a água nos unindo em um silêncio carregado, como se o ar entre nós respirasse por conta própria.
— Não consegue dormir de novo? — perguntei, a voz baixa, quase um sussurro, testando as águas.
Ele mergulhou devagar, aproximando-se sem pressa, os músculos tensionados sob a luz fraca da lua.
— É difícil, com tudo isso na cabeça — respondeu, os olhos fixos nos meus, não no corpo. — Você parece... diferente hoje.
Senti um arrepio subir pela espinha, misturado ao calor da água. Não era só desejo; era uma conexão que eu não esperava, como se ele visse além das marcas do tempo, além do que Marcos ignorava.
— Diferente como? — incentivei, inclinando-me um pouco mais perto, o coração acelerado.
— Livre. Como se estivesse cansada de se esconder — disse ele, a mão roçando a minha de leve sob a superfície, um toque que enviava ondas pelo corpo inteiro.
O silêncio se esticou, denso e elétrico. Nossos rostos se aproximaram, e o beijo veio natural, profundo, cheio de uma ternura que eu havia esquecido que existia. Não era só tesão; era afeto, uma troca de almas famintas por reconhecimento. Seus braços me envolveram, e nos perdemos ali, na piscina, em movimentos lentos e ritmados, como se o mundo lá fora tivesse parado.
Ele me botou contra a parede da piscina, as mãos firmes na minha cintura, puxando a tanga do biquíni de ladinho, deixando minha buceta exposta à água morna e ao ar da noite. Eu deveria impedir, deveria me afastar, mas ao contrário, me abri mais, as pernas invisivelmente se abrindo, direcionando seu pau rígido para onde eu mais queria. O toque inicial foi como um choque — ele começou com leves pinceladas, a cabeça roçando meu clitóris inchado, me fazendo iniciar leves gemidos que ecoavam baixinho na água.
— Vera... você é tão linda assim, toda aberta pra mim — murmurou ele no meu ouvido, a voz rouca de desejo, mas com uma ternura que me derretia. — Eu sonhei com isso a noite toda. Com você, só você.
— Gustavo... me faz sentir viva de novo — respondi, ofegante, as unhas cravando nas suas costas. — Me come devagar, me mostra que isso é real.
Tudo foi muito rápido, mas ao mesmo tempo eterno. Quando percebi, já estava atolada no seu pau, ele entrando fundo, preenchendo cada centímetro com uma lentidão deliberada que me fazia arquear as costas. Os movimentos ganharam ritmo, água espirrando ao nosso redor, meus gemidos se misturando aos dele.
— Caralho, você é tão apertada, tão molhada pra mim — grunhiu ele, safado, acelerando as estocadas, uma mão apertando meu seio, o polegar brincando com o mamilo endurecido. — Geme mais alto, Vera. Quero te ouvir gozar no meu pau.
— Sim... assim, amor... mais fundo — implorei, as palavras saindo entre beijos vorazes, uma mistura de romance e luxúria crua. — Você me faz sentir desejada, como se eu fosse a única mulher no mundo.
Nossos corpos se chocavam em um vaivém perfeito, o tesão crescendo como uma onda, até que explodimos juntos — eu contraindo ao redor dele, ele pulsando dentro de mim, um clímax que nos deixou tremendo, abraçados na água. Cada toque era uma confissão silenciosa, cada suspiro uma promessa não dita — de desejo, sim, mas também de um amor proibido que pulsava com vida própria.
Quando tudo terminou, emergimos ofegantes, os olhares ainda entrelaçados, mas a realidade nos puxou de volta. Sem palavras, nos separamos. Ele foi para o quarto dele, eu para o meu, o corpo ainda formigando, a mente um turbilhão de culpa e êxtase.
Na manhã seguinte, durante o almoço, tentamos a normalidade. Sorri para Marcos, servi pratos, conversei sobre banalidades com minha filha. Gustavo estava ali, do outro lado da mesa, os olhos evitando os meus, mas eu sentia o eco da noite em cada gesto casual. Era como dançar sobre uma corda bamba, fingindo que o abismo não existia.
Durante a tarde, fomos às dunas na Lagoa da Joaquina. Minha filha, superficial como sempre, só quis saber de bater fotos para as redes sociais e logo se encostou no Wi-Fi do estabelecimento, como se o mundo real não existisse. Meu marido nem quis ir — preferiu ficar na casa, resmungando sobre o sol forte. Lá, eu e Gustavo decidimos descer de trenó alugado, uma aventura que prometia um pouco de adrenalina. Minha filha recusou, é claro, alegando que era "coisa de criança".
Durante o trajeto nas dunas — cerca de um minuto, talvez menos —, Gustavo me alisou inteira, as mãos discretas mas ousadas, roçando minha coxa, minha cintura, como se o vento das dunas fosse cúmplice. O rapaz era safado, sim, mas me desejava de verdade, com uma intensidade que eu sentia no olhar dele. Minha buceta já piscava, um pulsar involuntário, uma traição do corpo que me deixava ruborizada e excitada ao mesmo tempo.
À noite, após pedirmos pizza, meu marido e eu dormimos assistindo TV na sala, ou pelo menos fingimos. Ele roncava alto, o controle remoto caído no peito, enquanto eu lutava contra os pensamentos que me assombravam.
Por volta das duas da madrugada, Gustavo me despertou com um toque leve no ombro, me puxando em silêncio. Sem palavras, me levou em direção à sauna nos fundos da casa, que já estava ligada, o vapor subindo como um segredo partilhado. Bem distante da casa principal, nos dava certa privacidade — o mundo lá fora parecia distante, irreal.
Lá, me entreguei de vez. Ele me despiu inteira, as mãos tremendo de desejo contido, e começou a chupar minha buceta, a língua explorando com uma fome que me levava à loucura. Eu me arqueava contra ele, os gemidos escapando baixinho, o calor da sauna misturando-se ao fogo dentro de mim. Cavalguei nele até que explodimos juntos, ele gozando dentro de mim enquanto trocávamos declarações de amor sussurradas, como votos proibidos.
— Eu te amo, Vera... você é tudo que eu sempre quis — murmurou ele, os olhos nos meus, cheios de uma ternura que doía de tão verdadeira.
— Gustavo... isso é loucura, mas eu também te amo — respondi, ofegante, as lágrimas se misturando ao suor. — Me faz sentir viva, desejada... como ninguém mais.
Após gozarmos, ele me botou de quatro no banco da sauna e começou a dedilhar meu rabo com a língua, aquilo era novo pra mim, uma sensação estranha e intensa que me pegou de surpresa. Mas naquela altura, eu já não tinha mais controle — estava em êxtase, extremamente excitada, apesar da inexperiência. Tudo saiu bem, o corpo se rendendo devagar.
Gustavo foi empurrando devagar, com jeitinho, deixando tempo para que eu me acostumasse com seu pau. Ele iniciou a penetração, meu corpo já estava todo suado em êxtase; não demorou muito e o cheiro do meu suor misturou-se com meu rabo e exalou pelo ambiente — aquilo era insano, delicioso, uma conexão diferente de tudo que já experimentei, primitiva e profunda, como se nossos corpos falassem uma língua só nossa.
— Vai devagar, amor... mas não para — pedi, a voz rouca, as unhas cravando na madeira do banco. — Me fode como se eu fosse só sua.
— Caralho, Vera, você é tão apertada aqui... tão safada pra mim — grunhiu ele, safado, acelerando as estocadas leves, o ritmo crescendo com meus gemidos abafados pelo barulho do vapor. — Geme baixo, mas geme pra mim... eu adoro te ouvir assim.
Foi uma noite incrível de amor, sexo e vínculo — cada movimento uma declaração, cada suspiro uma ponte entre nós.
Após terminarmos, exaustos e satisfeitos, insisti para que ele voltasse pro quarto com minha filha. Acordei meu marido, fingindo que estava tudo normal, e subimos pro nosso quarto. Fiz questão de dormir do lado dele com o cheiro do sexo depravado da madrugada ainda na pele, uma marca secreta que me fazia sentir culpada e triunfante ao mesmo tempo.
Acordei com ele me xingando , reclamando do meu fedor — "Que cheiro é esse, Vera? Parece que você rolou na merda" —, mas ignorei, me sentindo empoderada, como uma mulher renascida. Fui tomar banho, o corpo ainda vibrando, me sentindo vaganda poderosa .
Naquela tarde, fomos todos à praia. Pegamos cadeiras, guarda-sol, porções de petiscos — o ritual típico de um dia preguiçoso à beira-mar. Meu marido, como de costume, só tarando as garotas mais novas que passavam, os olhos disfarçados atrás dos óculos escuros, como se eu não notasse. Minha filha só reclamava: do sol forte, da areia grudenta, do vento que bagunçava o cabelo. Em certo momento, convidei ela para me acompanhar num mergulho, na esperança de um pouco de cumplicidade mãe-filha.
— Vem, filha, vamos dar um mergulho rápido. A água tá ótima.
Ela recusou com um aceno preguiçoso, sem nem levantar os olhos do celular.
— Ah, mãe, tô cansada. Vai você.
Meu marido nem fez questão de responder, absorto em seu próprio mundo. Foi Gustavo quem se prontificou, com um sorriso casual que escondia algo mais.
— Eu vou com você, Vera. Pode ser divertido.
No mar, de frente pra eles na areia, Gustavo me puxou pro fundo, onde as ondas eram mais calmas e a água nos cobria até o peito. Ele me sustentou em seus braços, forte e protetor, enquanto começou uma leve masturbação em mim, os dedos ágeis sob a superfície, explorando com uma ousadia que me deixava sem fôlego. O risco de sermos pegos — com eles ali, a poucos metros — só aumentava a tensão, um misto de medo e excitação que pulsava no meu corpo inteiro.
— Gustavo... para, eles podem ver — sussurrei, ofegante, mas sem me afastar, as mãos apertando seus ombros como âncoras.
— Shh, relaxa, amor. Eles nem estão olhando. Você tá tão molhada... tão pronta pra mim — murmurou ele no meu ouvido, a voz baixa e rouca, os movimentos ritmados, como se o mar fosse cúmplice. — Eu te sinto piscando na minha mão. Me diz que quer mais.
— Quero... mas e se nos pegarem? — respondi, gemendo baixinho, o corpo traindo as palavras, arqueando contra ele. — Isso é loucura... deliciosa loucura.
— Loucura é não te tocar agora. Você é minha, Vera. Ninguém vai notar — insistiu ele, acelerando o toque, os olhos fixos nos meus, cheios de desejo e uma ternura possessiva. — Geme pra mim, Eu cuido de você.
não fomos pegos. As ondas disfarçavam os movimentos, e eles lá na areia pareciam distantes, alheios. Saí dali me sentindo uma adolescente rebelde, o coração acelerado, as pernas trêmulas, perdidamente apaixonada por Gustavo. Era como se eu tivesse redescoberto uma versão de mim mesma que eu achava perdida para sempre.
Os dias se arrastaram em Florianópolis como um sonho febril, uma mistura de rotina fingida e noites roubadas. Cada olhar trocado com Gustavo era uma faísca, um lembrete de que algo vivo pulsava entre nós, enquanto o resto do mundo — Marcos, minha filha — seguia alheio, preso em suas próprias bolhas de insatisfação.
Na última tarde, antes de voltarmos para São Paulo, fomos à praia mais uma vez. O sol queimava, o mar rugia, mas eu só via ele. Minha filha tirava selfies infinitas, Marcos bebia cerveja e resmungava sobre o trânsito de volta. Convidei Gustavo para um último mergulho, sozinhos, alegando que precisava "esticar as pernas". Ele aceitou com um sorriso cúmplice, e no mar, longe dos olhares, selamos o que já era inevitável.
— Isso não pode acabar aqui, Vera — sussurrou ele, as mãos me puxando para perto, a água nos envolvendo como um casulo. — Eu não aguento mais fingir. Você é minha, de verdade.
— Nem eu, amor — respondi, o coração disparado, as pernas entrelaçadas nas dele. — Mas e eles? Não podemos simplesmente...
— A gente continua como está — disse ele, os lábios roçando os meus, um beijo salgado e urgente. — Eu fico com ela, você com ele. Casamentos fracassados como disfarce. Mas nos encontramos em segredo, em hotéis, em viagens "de trabalho". Nosso romance vive no escuro, onde ninguém vê. É o nosso melhor, o que nos mantém vivos.
Concordei, porque a ideia de perdê-lo doía mais que a culpa. Ali, no mar, nos tornamos amantes de vez — não só corpos, mas almas entrelaçadas. Ele me penetrou devagar, sob as ondas, os movimentos disfarçados pelo balanço do oceano, meus gemidos abafados pelo barulho das gaivotas. Foi rápido, intenso, cheio de promessas sussurradas: "Te amo", "Você é tudo", "Isso é nosso".
— Me fode como se fosse a última vez — pedi, safada, as unhas cravando nas costas dele, o tesão misturado à emoção.
— Não é a última, Vera. É só o começo — grunhiu ele, estocando fundo, gozando dentro de mim com um tremor que ecoou no meu corpo. — Caralho, você me deixa louco... tão molhada, tão minha.
Saímos dali ofegantes, voltando para a areia como se nada tivesse acontecido. Mas tudo mudou.
De volta a São Paulo, a vida retomou o ritmo cinzento. Marcos continua o mesmo: distante, crítico, um casamento que é mais hábito que amor. Eu finjo, sorrio, cozinho jantares sem graça. Minha filha e Gustavo voltaram para o apartamento deles, e ela reclama dele como eu reclamo de Marcos — um ciclo que me dói ver, mas que agora serve de escudo.
Gustavo e eu nos encontramos uma vez por semana, em motéis discretos ou apartamentos alugados. Ele me liga escondido, manda mensagens codificadas. "Preciso de você", diz, e eu vou, porque ele me faz sentir desejada, amada, inteira. Nosso sexo é voraz, terno, uma mistura de safadeza e afeto: ele me chupa até eu tremer, eu cavalgo nele declarando amor, e às vezes experimentamos o proibido, como na sauna — dedilhadas no rabo, penetrações lentas que me levam ao êxtase.
— Você é a mulher da minha vida, Vera — declara ele, suado, após gozarmos juntos. — Esses casamentos são só fachadas. O real é isso aqui, nós.
— Sim, amor... me come de novo, me faz esquecer o resto — respondo, aberta, entregue.
Mantemos assim para preservar o que temos de melhor: um romance escondido, pulsante, que nos salva da mediocridade. Às vezes a culpa vem, como uma sombra, mas o desejo vence. Eu sou Vera, 52 anos, invisível para o mundo, mas rainha no nosso segredo . E assim seguimos, amantes eternos em casamentos mortos .





Sogrinha muito safada e gostosa. Votado.
Votado!
Pois é casamentos mornos é foda ,pena não ter sogra por perto
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