Vou ser o mais transparente possível porque quero que entendam o mecanismo completo, não só a superfície. Minha excitação gira em torno de ser a única pessoa a estar completamente pelada em um ambiente público, onde todos estão completamente vestidos — especialmente homens. O contraste é indispensável. Eu pelada, eles vestidos. Eu sendo a única mulher no meio dos homens. O que realmente ativa em mim é a combinação entre vergonha, consciência extrema do meu corpo e a sensação de estou fazendo algo imoral, indecente, vulgar e vergonhoso. Também amo a irreversibilidade da minha nudez. Eu escolhi estar ali e não tem como eu voltar atrás nem me arrepender. Minhas roupas eu deixo sempre em lugares distantes e inacessíveis. Mas há um elemento relacional ainda mais específico, que é difícil admitir: eu gosto de ser tocada justamente nas partes mais íntimas e socialmente proibidas do meu corpo nesse contexto de contraste. Não são toques neutros ou aceitáveis. São toques que, em qualquer situação comum, seriam claramente inadequados. E é exatamente isso que intensifica tudo. O que me excita não é apenas o contato em si, mas a forma como ele acontece: – Um homem completamente vestido penetrando minha buceta com um dedo, com uma frieza e naturalidade enorme, como se fosse apenas um toque em meus cabelos. – Um homem completamente vestido tocando o bico da minha teta com a ponta dos dedos como se fosse apenas um gesto para me chamar. – Um gesto firme, objetivo, em uma parte do corpo que socialmente não deveria ser tocada, tratado com naturalidade deslocada. – Um contato que reconhecidamente ultrapassa uma norma, mas é conduzido sem erotização explícita, sem comentários, sem risos, sem confirmação verbal. – A manutenção de uma expressão neutra, quase técnica, enquanto eu estou totalmente consciente da transgressão envolvida. O que me atravessa é essa combinação: a clareza da quebra de regra e, ao mesmo tempo, a ausência de dramatização. É como se a situação dissesse: “isso está acontecendo”, mas ninguém nomeia. Eu sei que é proibido. Ele sabe que é proibido. Mas o gesto é tratado como se fosse apenas mais um detalhe operacional da cena. A vergonha nasce dessa lucidez. E o desejo cresce justamente porque estou hiper consciente da minha vulnerabilidade e da responsabilidade de ter escolhido estar ali. É a soma de: – ser a única a estar pelada, – sentir a vergonha de atravessar uma norma evidente, – saber que não há como me vestir rapidamente, – e viver um contato íntimo tratado com cinismo neutro. Minhas dúvidas são: Alguém já conheceu alguém que funcione assim? Essa mistura de exposição, vergonha, irreversibilidade e toque íntimo tratado como algo banal já apareceu na experiência de vocês? Mesmo que não sintam isso, conseguem entender como esse mecanismo pode se formar? E quando vocês leem isso, qual é a reação honesta? Estranhamento? Curiosidade? Julgamento? Compreensão? Quero saber se estou descrevendo algo isolado ou mais pessoas são como eu, mas simplesmente não confessam. Quero entender se alguém conhece alguém que é como eu.
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