O Selfbondage que deu errado

Eva, uma ruiva de personalidade forte e cursando o último ano da faculdade, escondia um segredo sob sua fachada de independência. Por questões financeiras, dividia o apartamento com Marcos. Ela o via como um "cara legal", mas um tanto passivo — um "beta", em sua mente — acreditando piamente que ele jamais teria o que era necessário para dominar uma mulher como ela. Mal sabia ela que sua própria arrogância seria sua armadilha.

Fascinada por bondage, Eva aproveitava as manhãs em que Marcos saía para a faculdade para transformar o quarto dele em seu playground particular. A cama de casal dele, com uma cabeceira de barras de ferro robustas, era perfeita para o que sua cama de solteiro não permitia: a imobilidade total.

Naquela manhã, sabendo que Marcos teria uma aula de cinco horas, Eva decidiu ousar. Ela não queria apenas um alívio rápido; queria a angústia da espera. No congelador, a chave de suas algemas de metal (daquelas que não possuem trava de segurança manual) estava presa no centro de um bloco de gelo sólido dentro de uma garrafa de 600ml. Levaria horas para derreter.

No quarto de Marcos, o ritual começou. Ela se despiu, ficando apenas com uma blusinha preta de algodão e sua peça favorita para essas ocasiões: uma calcinha fio-dental de renda rosa choque, de laterais finíssimas e corte minúsculo. O modelo era proposital; o tecido estreito já se perdia entre seus lábios carnais, criando uma fricção constante que a deixava úmida antes mesmo de começar.

Ela se sentou na cama, uniu os tornozelos com uma corda de nylon e posicionou uma ball gag (mordaça de bola) de silicone preto em sua boca, fivelando-a firmemente na nuca. Olhou para o espelho de Marcos e ficou se contemplando (Imagem 1).

Pensamento de Eva: "Ele nem imagina... se soubesse que a 'colega de quarto certinha' está amarrada na cama dele agora, ele provavelmente pediria desculpas por entrar no próprio quarto. Tão previsível."

Com as pernas presas e a boca cheia, ela posicionou o vibrador estrategicamente contra o clitóris, preso por uma fita elástica na coxa, e finalmente prendeu os pulsos nas barras da cabeceira. O clique do metal ecoou. Ela estava entregue ao tempo e ao gelo.

O prazer vinha em ondas lentas e calculadas, transformando a frustração da imobilidade em uma euforia líquida. Eva arqueava as costas, sentindo o metal frio das algemas contra seus pulsos e a pressão constante do vibrador que trabalhava incansavelmente contra seu clitóris. A calcinha fio-dental rosa, já encharcada e esticada ao limite, agia como um condutor, vibrando junto com o aparelho e penetrando fundo em sua intimidade a cada espasmo. Ela fechava os olhos e se perdia na própria mente, imaginando-se como uma prisioneira sem voz, totalmente à mercê de seus próprios desejos.

Os sons que saíam de sua garganta eram abafados pela borracha da ball gag, criando uma sinfonia de desamparo:
— "Hnnn-hnnn... mmmpphh... NNNNGGH!" — a respiração dela saía pesada pelo nariz, quente e ritmada. Ela tentava puxar as mãos, sentindo o tranco das correntes, o que só servia para aumentar o fluxo de adrenalina. Cada centímetro daquela pele ruiva estava arrepiado. Ela sentia que estava chegando ao limite, as coxas tremendo violentamente enquanto o ápice subia como uma maré imparável.

— "Mmm-hmmm! HNNNN!" — ela gemia mais alto, a saliva começando a lubrificar as laterais da mordaça enquanto ela se entregava àquela tortura autoimposta. (Imagem 2)

Ela estava no ápice, o corpo arqueando e a calcinha rosa completamente ensopada, quando ouviu o som que fez seu sangue congelar: a porta da frente abrindo.

Passos. A voz de Marcos chamando seu nome. O silêncio. E então, a maçaneta do quarto girando.

Marcos estacou à porta. O cenário era explícito: sua colega de quarto ruiva, algemada à sua cama, amordaçada, vestindo apenas um fio-dental que mal cobria sua intimidade, tremendo sob o efeito de um vibrador.

Eva arregalou os olhos. O pânico subiu por sua garganta, transformando os gemidos de prazer em sons desesperados e agudos contra a bola de silicone:
— "Mmmph! Mmm-mmph!! MMMM-HNNN!" (Marcos! Me tira daqui! Por favor!)

Marcos fechou a porta com um clique seco, o som ecoando no quarto como o veredito de uma sentença. Ele não tinha pressa. Seus olhos percorreram o corpo de Eva com uma lentidão possessiva, mapeando a cena que ele já havia imaginado tantas vezes.

Ele a viu ali, a ruiva que sempre o olhara com um ar de superioridade, agora reduzida a uma imagem de entrega absoluta. A calcinha fio-dental de renda rosa era um detalhe que o hipnotizava; o tecido era tão fino que a pressão do vibrador a forçava para dentro dos lábios dela, criando um contraste obsceno com a pele clara das coxas que tremiam sem parar. As marcas vermelhas em seus pulsos, causadas pelo esforço inútil contra as algemas de metal, mostravam o quanto ela já havia lutado contra si mesma antes de ele chegar.

— "Sabe, Eva... eu sempre me perguntei quanto tempo levaria para você cometer um erro," ele disse, a voz num tom baixo e preenchedor que a fez estremecer da cabeça aos pés.

Ele se aproximou da cama e tocou o bloco de gelo sobre o criado-mudo.
— "Sessenta minutos? Noventa? Com esse tamanho de gelo, você planejou ficar aqui o dia todo, não foi?"

Eva arregalou os olhos, o pânico e o tesão travando uma batalha visível em suas pupilas dilatadas. Ela tentou falar, mas a ball gag de silicone preto preenchia sua boca, forçando sua mandíbula a ficar aberta e transformando suas palavras em uma sucessão de sons desesperados:
— "Mmmpphh! Hnnn-mmph!! MMMM-HNNN!" Marcos inclinou-se sobre ela, o rosto a poucos centímetros do dela.
— "Se quiser sair, sua safe-word é 'hum-hum-hum' e balançar a cabeça. Se fizer isso, eu quebro o gelo e te solto agora. Mas, se não fizer... você aceita que é minha. E eu vou usar cada um desses brinquedos que você trouxe para a minha cama."

Pensamento de Eva: "Ele está no controle... ele sempre esteve. O cheiro dele está em todo lugar e eu estou presa, exposta... e nunca estive tão excitada na minha vida. Eu quero que ele continue. Eu preciso que ele continue."

Eva sustentou o olhar dele por alguns segundos, o peito subindo e descendo em arquejos curtos. Então, com um movimento deliberado de quem renuncia à própria vontade, ela assentiu positivamente. Ela não usaria a safe-word.

Marcos sorriu, um brilho de triunfo nos olhos. Ele pegou a venda de cetim preta na bolsa dela.
— "Boa escolha, ruiva. Mas agora, vamos tirar o que resta da sua visão. Você só vai sentir o que eu permitir."

Ao cobrir os olhos dela, Eva soltou um gemido agudo, o corpo saltando na cama:
— "HMMMMMM-NNNGGH-MMMPH!" Sem enxergar, o som do zumbido do vibrador parecia ensurdecedor. Marcos esticou a mão e, com um movimento brusco, girou o seletor para a potência máxima. O impacto do estímulo súbito fez Eva arquear as costas violentamente, os quadris subindo em busca de ar ou de alívio, enquanto o metal das algemas tilintava freneticamente contra a cabeceira.

— "Mmm-hnnn! HNNNN-MMPPHH! HMMM-HAAA!" — a saliva escorria pela lateral da mordaça, o som de sua respiração pesada e seus gemidos abafados preenchendo o quarto, enquanto Marcos começava a explorar sistematicamente cada ponto de prazer e agonia que ela havia deixado à sua disposição. (Imagem 3).

A atmosfera no quarto estava densa, carregada pelo cheiro de suor e excitação. Marcos não tinha pressa; ele saboreava a vulnerabilidade da ruiva. Com Eva vendada, cada som e toque eram amplificados ao extremo.

Ele tateou a bolsa de acessórios e retirou os nipple clamps (grampos de mamilo) com correntes. Com uma precisão que fez Eva estremecer, ele os prendeu nos mamilos já rígidos e eretos dela.
— "MMMM-NNNGGH!!" — Eva soltou um grito abafado, o corpo dando um solavanco na cama. A dor aguda se transformou rapidamente em um prazer elétrico que descia direto para o seu ventre.

Marcos não parou por aí. Ele pegou o plug anal de aço cirúrgico, frio e pesado. Eva sentiu os dedos dele, úmidos de saliva e lubrificante, explorarem sua entrada traseira antes de pressionar a joia contra o esfíncter.
— "Mmm-hmmm! HNNNN-MMPPHH!" — Ela gemia de forma rítmica, o som vibrando na ball gag de silicone enquanto sentia o objeto ser lentamente empurrado para dentro, preenchendo-a por completo. A sensação de estar "cheia" e totalmente exposta a levou ao limite da sanidade.

Pensamento de Eva: "Eu não consigo... é demais! O plug, os grampos, o vibrador... eu sinto que vou explodir. Ele me transformou em um brinquedo... e eu nunca me senti tão viva. Marcos, por favor... me deixa gozar logo!" (Imagem 4)

Marcos então posicionou o vibrador na potência máxima contra o clitóris dela, mas iniciou a tortura de negação. Sempre que ele sentia Eva arqueando as costas, os dedos dos pés se contraindo e a respiração falhando no prenúncio do orgasmo, ele afastava o aparelho.

— "NNNNG-HAAAA! MMM-MMMPH!!" — Ela implorava através da mordaça, a cabeça balançando de um lado para o outro enquanto a saliva escorria, molhando a blusinha preta já desalinhada. O contraste da renda rosa do fio-dental esgarçado contra a pele clara e suada era a imagem da rendição.

Após repetir o ciclo inúmeras vezes, deixando Eva em um estado de quase transe, Marcos decidiu que era a hora. Ele rasgou o que restava da calcinha rosa com um puxão bruto, expondo-a totalmente. Ele se posicionou entre suas pernas presas e, com uma estocada feroz, a possuiu.

O impacto foi o gatilho final. A combinação da penetração, o peso do plug anal e a tensão acumulada nos mamilos fez com que Eva entrasse em uma convulsão de prazer.
— "HMMMMMMMM-NNNNNNGGGHHHH!!!!" — O grito de Eva foi longo e agudo, abafado pela borracha enquanto ela gozava de forma violenta, esguichando e tremendo por inteiro. O orgasmo durou uma eternidade, seus músculos se contraindo sobre Marcos enquanto ele também chegava ao seu ápice, segurando os quadris dela com força para que ela sentisse cada milímetro daquela invasão.

O silêncio que se seguiu foi cortado apenas pela respiração pesada dos dois. Marcos saiu de cima dela, que permanecia estática, os músculos ainda dando pequenos espasmos de prazer residual. Ele retirou a venda, permitindo que os olhos marejados e dilatados de Eva focassem nele.

Ele não a soltou. Com uma calma desconcertante, ele limpou o rosto dela e então pegou o vibrador novamente.

— "Vejo que o gelo ainda vai demorar para derreter," ele disse, apontando para o bloco que ainda protegia a chave. "Quer que eu te libere agora... ou quer esperar o gelo derreter por conta própria?"

Eva ficou imóvel, o olhar fixo em Marcos com uma mistura de respeito e desejo novo. Ela não fez nenhum gesto para ser solta. (Imagem 5)

Marcos sorriu, entendendo o recado. Ele colocou o vibrador em modo lento, prendeu-o na perna de Eva da mesma forma que ela havia feito no início, e colocou o gelo bem próximo ao seu rosto.

— "Pode continuar sua diversão, ruiva. Leve o tempo que quiser no meu quarto."

Marcos saiu, fechando a porta e deixando Eva sozinha com seus gemidos abafados e a certeza de que, a partir daquele dia, a hierarquia naquele apartamento havia mudado para sempre...

Foto 1 do Conto erotico: O Selfbondage que deu errado

Foto 2 do Conto erotico: O Selfbondage que deu errado

Foto 3 do Conto erotico: O Selfbondage que deu errado

Foto 4 do Conto erotico: O Selfbondage que deu errado

Foto 5 do Conto erotico: O Selfbondage que deu errado


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Ficha do conto

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Nome do conto:
O Selfbondage que deu errado

Codigo do conto:
256455

Categoria:
Sadomasoquismo

Data da Publicação:
08/03/2026

Quant.de Votos:
2

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5