Dois anos depois de casar com Andréa, fomos pra um churrasco na chácara de um ex-colega. Grupo misturado: casados, solteiros, todo mundo entre 29 e 35 anos. Bebemos pra caralho — tequila, whiskey, drinks coloridos, cerveja. Muita gente já tinha dado PT e caído pelo chão ou nos quartos.
Ficamos só nós seis acordados: eu e Andréa, um casal de namorados, uma garota solteira e um cara solteiro que tava do lado da Andréa. A bebida tinha subido pra cabeça de todo mundo. A namorada começou a brincadeira idiota de pegar gelo do copo e passar com a boca para o próximo da roda. Ríamos alto, sem filtro.
Primeira rodada, o gelo foi passando. Ela passou para o namorado, que passou para a solteira, (o que achei interessante), passou para o solteiro, que passou pra Andréa (nesse momento pensei se não tinha algo errado). Ela pegou com a boca e passou pra mim. Eu passei pra namorada ao meu lado e a nova rodada seguiu por algumas vezes. Em um momento, o solteiro “acidentalmente” deixou o gelo cair direto no decote dela. Sem pensar duas vezes, ele abaixou a cabeça, enfiou o rosto entre os peitos dela e pegou o gelo com a boca, chupando devagar, lambendo a pele molhada. Andréa riu, mas não afastou. Ele demorou mais do que precisava, sugando o gelo enquanto roçava o nariz nos peitos dela.
Eu tentei levantar e dizer algo, mas a namorada do cara ao meu lado, me abraçou, tentando me passar o gelo novamente.
Eu já tava de pau. Toquei meu pau e a mão da namorada me acompanhou. Era algo que meio que aparentemente equilibrava a situação.
Ele não parou. Enquanto ria, passou a mão na coxa dela, subiu a saia curta e enfiou os dedos por dentro da calcinha, ou pelo lado, não sei direito. Andréa abriu as pernas devagar, como se fosse automático. O barulho molhado da buceta dela sendo dedada ecoava baixo — ploc-ploc-ploc — bem nítido no silêncio da madrugada. Ele enfiou dois dedos fundo, mexendo rápido, enquanto beijava a boca dela com vontade. Andréa parecia uma boneca na mão dele: corpo mole, olhos semicerrados, gemendo baixinho enquanto ele controlava tudo.
Eu comecei a esfregar meu pau por cima da calça, sem conseguir parar. O namorado tinha apagado de bebado. A garota solteira só olhava, fascinada.
A namorada enfiou a mão na minha calça e puxou meu pau pra fora, me punhetando. Ela não pensou duas vezes, abaixou a cabeça e começou a mamar gostoso, língua quente rodando na cabeça, engolindo fundo. A solteira vibrava e se tocava por cima da roupa.
Enquanto isso, o solteiro continuava socando os dedos na buceta da minha esposa, beijando ela sem parar, fazendo ela gemer na boca dele. O som molhado da siririca dela tava cada vez mais alto. Eu gozei forte na boca da namorada, jatos grossos que ela engoliu tudo.
Quando acabou, o clima pesou. Eu me senti lesado pra caralho. Estava sendo chupado pela namorada de outro cara (nem sabia se eles eram sérios), enquanto um desconhecido enfiava os dedos na buceta da minha mulher e beijava ela como se fosse dele. Eu tinha perdido mais. Muito mais.
Não esperei o próximo passo. Levantei Andréa pelo braço, peguei nossas coisas, coloquei ela no carro e dirigi três horas até em casa, completamente bêbado. Ela dormiu o caminho todo. Nunca mais conversamos sobre aquela noite.
Até hoje, quando lembro, sinto uma mistura estranha de tesão e raiva de mim mesmo.
Fim.