A novidade apareceu no apartamento 304, ao lado do meu. Sofia, 25 anos, cabelereira, chegou há três meses com o marido, um cara quieto que trabalha como técnico em informática e passa o dia fora. Desde o primeiro encontro no elevador, percebi que ela tinha aquele olhar curioso de quem não tá completamente satisfeita.
"Nossa vizinhança vai ser interessante", eu disse naquele dia, enquanto segurava a porta do elevador pra ela entrar. Ela sorriu, me olhando dos pés à cabeça, e eu percebi o movimento rápido dos olhos dela escaneando meu corpo.
Comecei a criar situações. Deixava o lixo pra descer exatamente quando ela saía pro trabalho de manhã. Ficava na varanda fumando quando ela voltava à tarde. Até que uma quarta-feira chuvosa me deu a oportunidade perfeita.
"Miguel, você poderia me ajudar com uma prateleira?", ela perguntou na porta do apartamento, usando um vestido curto de algodão que deixava pouco à imaginação. O marido estava em viagem de trabalho.
Dentro do apartamento dela, o cheiro de shampoo de coco e café fresco enchia o ar. Enquanto eu mexia na prateleira que nem precisava de conserto, sentia seus olhos me observando. Quando me virei, ela tava mais perto do que eu imaginava.
"Desculpa", ela disse, mas não se afastou. "É que você tem... as costas tão largas. Deve malhar muito."
Dei um passo à frente, reduzindo a distância entre nós a quase nada. "E você, Sofia? O que faz pra manter esse corpo?"
Ela não respondeu com palavras. Em vez disso, colocou as mãos no meu peito e me puxou pra um beijo que começou suave mas rapidamente se transformou em algo voraz, desesperado mesmo. Minhas mãos encontraram a cintura dela, puxando-a contra mim, e senti seu corpo responder imediatamente.
"O quarto", ela sussurrou entre beijos, e eu a carreguei pelos corredores até encontrar o cômodo principal.
Na cama que dividia com o marido, ajudei-a a tirar o vestido. Seu corpo era exatamente como eu imaginara - curvas perfeitas, seios médios e firmes com mamilos cor de caramelo já endurecidos, uma cintura fina que se alargava em quadris generosos. Quando minha boca encontrou seus seios, ela arqueou as costas e gemeu alto.
"Devagar", eu disse, passando os dedos pela barriga lisa dela até encontrar a calcinha de renda. "Não queremos que os vizinhos ouçam."
Mas ela não parecia se importar. Tirou minha camisa com movimentos rápidos, depois desabotoou meu jeans. Quando meu pau apareceu, já totalmente ereto, ela soltou um suspiro.
"É maior do que eu imaginava", ela disse, tomando-o na mão.
"Só imaginei?", perguntei, puxando seus cabelos levemente enquanto ela começava a chupar.
Os próximos minutos foram uma mistura de sons abafados e movimentos frenéticos. Eu a virei de bruços, beijando sua coluna enquanto minhas mãos abriam suas nádegas. Ela tremia quando minha língua encontrou seu cuzinho, e gemeu mais alto quando desci pra sua boceta já encharcada.
"Por favor, Miguel", ela implorou, virando-se de novo. "Me come. Agora."
Não precisei ser pedido duas vezes. Empurrei dentro dela com uma força que fez a cabeceira da cama bater na parede. Seus olhos se arregalaram, e ela cobriu a própria boca pra abafar os gemidos. Cada estocada era uma afirmação - eu estava aqui, na cama dela, comendo a esposa do vizinho enquanto ele trabalhava pra sustentá-la.
"Mais forte", ela sussurrou, e eu obedeci, aumentando o ritmo.
Quando percebi que ela estava perto do orgasmo, tirei meu pau e virei-a de quatro. A penetração anal foi mais difícil, mas ela estava tão excitada que aceitou tudo, gemendo em um misto de dor e prazer que parecia excitá-la ainda mais.
"Me chama de puta", ela pediu, e eu repeti a palavra no ouvido dela enquanto segurava seus quadris.
Foi nessa posição que ela gozou pela primeira vez, com um tremor que percorreu seu corpo inteiro. Continuei metendo, mais devagar agora, prolongando o prazer. Quando senti que não aguentaria mais, puxei pra fora e gozei em suas costas, os jatos brancos contrastando com sua pele morena.
Ficamos deitados por alguns minutos, sem falar, até que ela se levantou pra ir ao banheiro. Quando voltou, já limpa, se deitou ao meu lado e colocou a cabeça no meu peito.
"Ele volta amanhã à noite", ela disse.
"E daí?", perguntei, acariciando seus cabelos. "Isabel volta só no domingo."
Ela sorriu, e naquele momento soube que aquela não seria nossa última vez. Nos meses seguintes, nos encontraríamos sempre que pudéssemos - de manhã antes do trabalho, à tarde quando o prédio estava vazio, até mesmo uma vez no meu carro no estacionamento subterrâneo. Sofia se tornou meu segredo favorito, e eu, o pecado que ela não conseguia resistir.
olhardelobo