Casada Evangélica Parte 06

Os sábados foram se tornando mais intensos, mas Marcinho mantinha um limite que ele mesmo impunha: nada que chamasse atenção demais no bairro. A casinha no terreno da obra era o nosso mundo isolado — paredes de tijolo sem reboco, teto de telha de amianto, colchão no chão, uma geladeira velha que só servia pra guardar cerveja quente e um ventilador quebrado que zumbia mais do que refrescava. A porta sempre trancada por dentro, as janelas cobertas com lona preta. Ninguém passava ali nos fins de semana. Era perfeito.
Depois do Thiago e do João, vieram o Rafael (um ajudante magrelo que tinha entrado na equipe recentemente) e o Big (apelido de um cara grandalhão, quase 1,90 m, que trabalhava mais como carregador de material). Cinco no total, contando com Marcinho e Diego. Eles chegavam por volta das 10h, trazendo latas de Brahma, um cooler pequeno, cigarros e às vezes um baseado que passavam entre si enquanto me observavam.
Eu já sabia o roteiro de cor. Entrava, tirava tudo, colocava a coleira de couro falso com argola de metal (que Marcinho comprou numa lojinha de sex shop em Paulínia), ficava de quatro no centro do quarto. Eles sentavam nas cadeiras velhas ou no colchão, abriam as calças e eu ia de um em um, lambendo devagar, chupando até endurecer completamente. Era a “fila de saudação”, como Marcinho chamava.
Depois começava o rodízio de verdade.
Rafael gostava de garganta profunda sem parar — segurava minha cabeça com as duas mãos e metia até eu engasgar, baba escorrendo pelo queixo, lágrimas borrando o rímel que eu nem usava mais (mas às vezes ele pedia pra eu passar batom vermelho antes de vir, só pra borrar tudo depois). Big preferia o cu — entrava devagar porque era grosso demais, mas quando começava a bombear, batia fundo e forte, fazendo meu corpo inteiro tremer. Diego e Thiago dividiam a buceta e a boca ao mesmo tempo, um de cada lado, me usando como um brinquedo de dois buracos. Marcinho ficava no comando: decidia quem ia onde, quando trocar, quando bater.
Os tapas e socos continuavam controlados, mas mais frequentes. Big dava socos leves nas costelas quando eu estava de quatro, só o suficiente pra tirar o ar por um segundo e fazer meu corpo apertar em volta do pau que estivesse dentro de mim. Rafael beliscava os mamilos com força enquanto metia na garganta. Thiago cuspia na cara toda vez que trocava de posição. Diego mijava no final — sempre ele quem iniciava o “banho de encerramento”. Me mandavam ficar de joelhos no chão de cimento, boca aberta, olhos fechados. O jato quente vinha primeiro dele, depois os outros se juntavam: cinco jatos quentes, amarelos, escorrendo pelo cabelo, pelo rosto, pingando nos seios, molhando o chão ao meu redor. Eu engolia o que caía na boca, deixava o resto escorrer como se fosse um ritual sagrado. Eles riam alto, batiam palma, gravavam trechos curtos no celular (só pra eles mesmos, Marcinho jurava que nunca ia vazar).
Quando alguém sujava no meu cu — e com cinco caras metendo sem parar, acontecia quase toda vez —, Marcinho apontava e dizia calmamente:
— Limpa, cadela. Mostra pros meninos como você é útil.
Eu virava, lambia devagar, rodava a língua na cabeça, descia pela vara, engolia tudo na frente deles. O gosto era horrível, mas meu corpo reagia igual: clitóris latejando, buceta pingando, coxas tremendo. Eles comentavam entre si:
— Olha a cara dela… lambendo merda e ainda fica excitada. — Essa puta nasceu pra isso, irmão. — Crente de dia, privada de sábado.
Eu gozava várias vezes ao longo do dia — às vezes só com a humilhação, sem ninguém me tocar. Um orgasmo vindo do nada enquanto eles mijavam em mim, outro enquanto limpava um pau sujo, outro quando Big socava minhas costelas e metia fundo no cu ao mesmo tempo. Meu corpo tinha aprendido a transformar dor, sujeira e vergonha em prazer puro.
Por volta das 18h30, quando o sol já estava baixo e o terreno ficava mais silencioso, eles iam embora um a um. Marcinho ficava por último. Me limpava com um balde d’água morna e um pano velho, passava um creme barato nas marcas vermelhas, me ajudava a vestir a roupa. Dava um tapa leve na bunda e dizia sempre a mesma coisa:
— Semana que vem tem mais. Talvez chame o primo do Big também. Prepara tudo, cadela. Você aguenta.
Eu saía mancando um pouco, corpo dolorido, cheiro forte na pele apesar da limpeza rápida, rosto inchado. Chegava em casa antes do Rogério voltar do grupo de homens, tomava banho demorado, vestia a saia longa e a blusa abotoada, sentava na sala com um livro devocional aberto no colo.
Mas por dentro eu já contava as horas pro próximo sábado.
Porque eu era a puta da galera. No terreno. Na casinha. Todo fim de semana.

Os sábados continuavam sendo o meu segredo mais profundo e perfeito. Marcinho era esperto — ele sabia que se esticasse demais, tudo podia desmoronar. Por isso mantinha o controle rígido: só na casinha do terreno, só aos sábados, só com os mesmos cinco ou seis caras de confiança. “Ninguém vai descobrir nada, cadela”, ele me dizia enquanto me limpava no fim do dia. “Você volta pra casa cheirando a sabonete de igreja e o Rogério nunca vai desconfiar de porra nenhuma.”
E ele tinha razão. Meu marido nunca descobriu. Nunca nem chegou perto.
No sábado seguinte, Marcinho cumpriu a promessa: chamou o primo do Big, o Lucas — um cara de 26 anos, pele bem morena, corpo definido de quem malha depois do trabalho, cabelo raspado e um sorriso que misturava timidez com safadeza. Agora éramos seis. Eu cheguei às 9h em ponto, como sempre. A casinha já cheirava a cigarro e cerveja. Entrei, tirei o vestido florido, coloquei a coleira, fiquei de quatro no centro do quarto.
— Olha o reforço chegando — Marcinho anunciou, dando um tapa na minha bunda. — Lucas, essa é a puta da galera. Ela não fala, não reclama, só obedece. Experimenta.
Lucas se aproximou devagar, abriu a calça. Eu fiz o ritual: beijei a cabeça do pau dele, lambi a base, chupei até ele ficar duro e gemendo. Depois os outros se juntaram. O rodízio começou mais intenso.
Big me pegou primeiro no cu — ele sempre ia fundo e rápido. Enquanto isso, Lucas enfiava na minha boca, aprendendo na hora como eu gostava de garganta profunda. Rafael e Thiago dividiam a buceta e os seios, apertando, beliscando. Diego cuspia na minha cara a cada troca, e Marcinho coordenava tudo, dando socos controlados nas minhas costelas quando eu gemia alto demais.
— Toma, cadela — Marcinho grunhia enquanto socava de leve minha lateral. — Goza com dor pros meninos verem.
Eu gozei. Três vezes só naquela primeira hora. Sem tocar no clitóris. Só com a dor, com os paus me preenchendo, com os xingamentos voando: “Puta de igreja”, “Mictória particular”, “Lambedora de merda”.
Quando alguém sujava no meu cu (e com seis caras sem parar, aconteceu duas vezes naquela tarde), eu limpava na hora, na frente de todos. Lucas assistiu boquiaberto na primeira vez.
— Caralho… ela realmente lambe tudo?
— Tudo — Marcinho respondeu orgulhoso. — É pra isso que serve.
Eu lambi devagar, língua rodando, engolindo sem hesitar. O gosto era forte, mas meu corpo já tinha aprendido: quanto mais humilhada, mais molhada eu ficava.
No final da tarde veio o banho coletivo. Eles me mandaram ajoelhar no chão de cimento. Seis jatos quentes acertaram meu rosto, cabelo, boca aberta, seios. O mijo escorria pelo corpo inteiro, pingando no chão, molhando meus joelhos. Eu engolia o que caía na língua, deixava o resto me cobrir como uma segunda pele. Lucas foi o último — mijou direto na minha boca aberta, tremendo de prazer.
— Porra… nunca vi uma mulher aceitar isso assim.
Eles riram, gravaram trechos curtos (só pra o grupo), depois foram embora um a um, satisfeitos.
Marcinho ficou por último, como sempre. Me limpou com o balde d’água morna, passou creme nas marcas vermelhas das costelas e nádegas, me ajudou a vestir o vestido. Deu um beijo leve na testa — o único gesto quase carinhoso — e disse:
— Semana que vem trazemos o primo do Rafael também. Sete. Você aguenta, né?
Eu só assenti com a cabeça. Nunca falava.
Saí da casinha às 18h45. O terreno estava deserto. Caminhei até minha casa (apenas três minutos de distância), entrei pelo portão dos fundos, tranquei tudo. Tomei um banho demorado com sabonete neutro e xampu de bebê, lavei o cabelo duas vezes, passei perfume discreto que eu usava na igreja. Vesti a saia longa bege, blusa de manga comprida branca, prendi o cabelo no coque baixo. Quando Rogério chegou às 19h30 do grupo de homens, eu estava na cozinha preparando o jantar como se nada tivesse acontecido.
— Como foi seu dia, amor? — ele perguntou, me dando um beijo na bochecha.
— Tranquilo — respondi com um sorriso calmo. — Fui na padaria, organizei a despensa, rezei um pouco. E você?
Ele contou do culto, do almoço, das piadas dos irmãos. Eu ouvi, ri nos momentos certos, servi o prato dele. Nenhuma marca visível. Nenhum cheiro. Nenhum cabelo fora do lugar. Meu corpo ainda latejava por dentro — cu dolorido, costelas sensíveis, gosto residual de mijo e porra na memória —, mas por fora eu era a Clara de sempre: certinha, devota, esposa perfeita.
Rogério nunca desconfiou. Nem naquele sábado, nem nos seguintes. Ele via a mulher que ia à igreja três vezes por semana, que lia a Bíblia com ele à noite, que preparava o café da manhã. Nunca imaginou que a mesma mulher passava o dia inteiro de sábado de joelhos, sendo usada por seis (e depois sete, oito…) pedreiros suados, engolindo mijo, lambendo merda, gozando com socos nas costelas e cuspe na cara.
E eu… eu guardava tudo dentro de mim. O segredo perfeito. A vida dupla que me mantinha viva.
Porque enquanto ele dormia do meu lado à noite, eu fechava os olhos e revivia cada detalhe. E sorria no escuro.


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Ficha do conto

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Nome do conto:
Casada Evangélica Parte 06

Codigo do conto:
257727

Categoria:
Traição/Corno

Data da Publicação:
24/03/2026

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