Os sábados continuavam sendo o meu segredo mais profundo e perfeito. Marcinho era esperto — ele sabia que se esticasse demais, tudo podia desmoronar. Por isso mantinha o controle rígido: só na casinha do terreno, só aos sábados, só com os mesmos cinco ou seis caras de confiança. “Ninguém vai descobrir nada, cadela”, ele me dizia enquanto me limpava no fim do dia. “Você volta pra casa cheirando a sabonete de igreja e o Rogério nunca vai desconfiar de porra nenhuma.”
E ele tinha razão. Meu marido nunca descobriu. Nunca nem chegou perto.
No sábado seguinte, Marcinho cumpriu a promessa: chamou o primo do Big, o Lucas — um cara de 26 anos, pele bem morena, corpo definido de quem malha depois do trabalho, cabelo raspado e um sorriso que misturava timidez com safadeza. Agora éramos seis. Eu cheguei às 9h em ponto, como sempre. A casinha já cheirava a cigarro e cerveja. Entrei, tirei o vestido florido, coloquei a coleira, fiquei de quatro no centro do quarto.
— Olha o reforço chegando — Marcinho anunciou, dando um tapa na minha bunda. — Lucas, essa é a puta da galera. Ela não fala, não reclama, só obedece. Experimenta.
Lucas se aproximou devagar, abriu a calça. Eu fiz o ritual: beijei a cabeça do pau dele, lambi a base, chupei até ele ficar duro e gemendo. Depois os outros se juntaram. O rodízio começou mais intenso.
Big me pegou primeiro no cu — ele sempre ia fundo e rápido. Enquanto isso, Lucas enfiava na minha boca, aprendendo na hora como eu gostava de garganta profunda. Rafael e Thiago dividiam a buceta e os seios, apertando, beliscando. Diego cuspia na minha cara a cada troca, e Marcinho coordenava tudo, dando socos controlados nas minhas costelas quando eu gemia alto demais.
— Toma, cadela — Marcinho grunhia enquanto socava de leve minha lateral. — Goza com dor pros meninos verem.
Eu gozei. Três vezes só naquela primeira hora. Sem tocar no clitóris. Só com a dor, com os paus me preenchendo, com os xingamentos voando: “Puta de igreja”, “Mictória particular”, “Lambedora de merda”.
Quando alguém sujava no meu cu (e com seis caras sem parar, aconteceu duas vezes naquela tarde), eu limpava na hora, na frente de todos. Lucas assistiu boquiaberto na primeira vez.
— Caralho… ela realmente lambe tudo?
— Tudo — Marcinho respondeu orgulhoso. — É pra isso que serve.
Eu lambi devagar, língua rodando, engolindo sem hesitar. O gosto era forte, mas meu corpo já tinha aprendido: quanto mais humilhada, mais molhada eu ficava.
No final da tarde veio o banho coletivo. Eles me mandaram ajoelhar no chão de cimento. Seis jatos quentes acertaram meu rosto, cabelo, boca aberta, seios. O mijo escorria pelo corpo inteiro, pingando no chão, molhando meus joelhos. Eu engolia o que caía na língua, deixava o resto me cobrir como uma segunda pele. Lucas foi o último — mijou direto na minha boca aberta, tremendo de prazer.
— Porra… nunca vi uma mulher aceitar isso assim.
Eles riram, gravaram trechos curtos (só pra o grupo), depois foram embora um a um, satisfeitos.
Marcinho ficou por último, como sempre. Me limpou com o balde d’água morna, passou creme nas marcas vermelhas das costelas e nádegas, me ajudou a vestir o vestido. Deu um beijo leve na testa — o único gesto quase carinhoso — e disse:
— Semana que vem trazemos o primo do Rafael também. Sete. Você aguenta, né?
Eu só assenti com a cabeça. Nunca falava.
Saí da casinha às 18h45. O terreno estava deserto. Caminhei até minha casa (apenas três minutos de distância), entrei pelo portão dos fundos, tranquei tudo. Tomei um banho demorado com sabonete neutro e xampu de bebê, lavei o cabelo duas vezes, passei perfume discreto que eu usava na igreja. Vesti a saia longa bege, blusa de manga comprida branca, prendi o cabelo no coque baixo. Quando Rogério chegou às 19h30 do grupo de homens, eu estava na cozinha preparando o jantar como se nada tivesse acontecido.
— Como foi seu dia, amor? — ele perguntou, me dando um beijo na bochecha.
— Tranquilo — respondi com um sorriso calmo. — Fui na padaria, organizei a despensa, rezei um pouco. E você?
Ele contou do culto, do almoço, das piadas dos irmãos. Eu ouvi, ri nos momentos certos, servi o prato dele. Nenhuma marca visível. Nenhum cheiro. Nenhum cabelo fora do lugar. Meu corpo ainda latejava por dentro — cu dolorido, costelas sensíveis, gosto residual de mijo e porra na memória —, mas por fora eu era a Clara de sempre: certinha, devota, esposa perfeita.
Rogério nunca desconfiou. Nem naquele sábado, nem nos seguintes. Ele via a mulher que ia à igreja três vezes por semana, que lia a Bíblia com ele à noite, que preparava o café da manhã. Nunca imaginou que a mesma mulher passava o dia inteiro de sábado de joelhos, sendo usada por seis (e depois sete, oito…) pedreiros suados, engolindo mijo, lambendo merda, gozando com socos nas costelas e cuspe na cara.
E eu… eu guardava tudo dentro de mim. O segredo perfeito. A vida dupla que me mantinha viva.
Porque enquanto ele dormia do meu lado à noite, eu fechava os olhos e revivia cada detalhe. E sorria no escuro.