Casada Evangélica Recomeço

Para quem ainda não leu meus contos sou Carla 32 Anos casada

Morava em Campinas e agora mudamos para Porto Alegre sempre fui evangelica e de um tempo pra cá mudaram muitas coisas em minha vida. Bom continuando:

Porto Alegre era outra coisa. O apartamento que a empresa deu para Rogério ficava num bairro tranquilo, com vista para o rio Guaíba, paredes brancas, móveis novos, cheiro de tinta fresca. Tudo parecia limpo, organizado, novo. Rogério andava pela casa sorrindo como criança, falando de planos: “Aqui a gente vai criar raízes de verdade, amor. Igreja maior, grupo de casais mais forte, um futuro abençoado.”

Grupo de compras Alegria de Pobre
Eu sorria. Respondia com voz suave. Me voluntariei na creche da nova igreja no primeiro domingo. Cantei no louvor. Li a Bíblia com ele todas as noites antes de dormir. Vestia as saias longas de sempre, prendia o cabelo no coque baixo, passava perfume discreto. Era a Clara de novo. A certinha. A esposa virtuosa.

Mas por dentro eu estava em guerra.

A primeira semana foi suportável. Eu me ocupava o dia inteiro: arrumava a casa, ia ao supermercado, preparava almoços elaborados, frequentava os cultos. À noite, quando Rogério dormia, eu ficava olhando o teto e repetia para mim mesma: “Acabou. Foi bonito enquanto durou. Agora eu vou ser só isso. Só Clara.”

Mas o corpo não obedecia à mente.

No segundo banho que tomei sozinha no apartamento novo, aconteceu.

A água quente batia nas minhas costas. Eu fechei os olhos e, sem querer, minha mão desceu. Comecei devagar, só passando os dedos entre as pernas, tentando me tocar como uma mulher normal. Mas a mente traiu. De repente eu estava de volta na casinha. Via os doze paus. Sentia o peso da coleira. Ouvia o som molhado dos socos nas costelas. Sentia o gosto terroso quando limpava um pau sujo. E, pior: lembrava daquele último orgasmo — o squirt violento, o jato quente saindo de mim enquanto dois paus me rasgavam o cu, o corpo convulsionando, as lágrimas, a sensação de estar explodindo por dentro.

Eu tentei recriar aquilo.

Apertei dois dedos dentro de mim, depois três. Curvei-os, procurei o ponto que tinha feito tudo acontecer naquela noite. Comecei a mexer mais rápido, a outra mão beliscando o mamilo com força, como Big fazia. Fechei os olhos com mais força e sussurrei baixinho, só para mim:

— Isso… dois no cu… me fode… sou a puta da galera… última vez…

Meu corpo respondeu um pouco. O clitóris inchou, a buceta ficou molhada, mas não era a mesma coisa. Faltava o peso real. Faltava o cheiro de suor e cimento. Faltava o cuspe na cara, o soco na costela tirando meu ar, os dois paus esticando meu cu ao limite. Faltava a consciência de que era a última vez — aquela certeza pesada que tinha transformado tudo em explosão.

Eu acelerei os dedos, quase desesperada. Tentei apertar a própria garganta com a outra mão, imitando o controle de respiração. Tentei imaginar o jato quente de mijo na boca. Nada. O orgasmo vinha, mas pequeno, fraco, seco. Só um espasmo curto que me deixou frustrada, ofegante, com água escorrendo pelo rosto misturada com lágrimas.

Eu apoiei a testa na parede do box e chorei de verdade.

“Por que eu não consigo mais?”

A resposta veio clara, cruel: porque aquilo não era só sexo. Era a quebra. Era ser nada. Era ser usada, humilhada, reduzida a buraco e boca e pele. Era a hipocrisia perfeita — santa de dia, cadela de noite. Em Porto Alegre eu tinha só a parte santa. E a parte cadela estava morrendo de fome.

Eu saí do banho tremendo. Me olhei no espelho embaçado. O corpo ainda tinha algumas marcas leves das últimas noites em Campinas — um roxo quase apagado na costela, uma vermelhidão na bunda. Toquei nelas com os dedos e senti um latejar distante entre as pernas.

“Eu vou parar. Eu preciso parar. Vou ser só a Clara agora. Para o Rogério. Para Deus. Para mim.”

Mas enquanto eu vestia a camisola de algodão simples e deitava ao lado do meu marido que dormia tranquilo, eu já sabia que estava mentindo para mim mesma.

A guerra estava só começando.

Porque toda vez que eu entrava no banho, toda vez que fechava os olhos, toda vez que Rogério me abraçava à noite, eu voltava para aquela casinha. Voltava para os doze homens. Voltava para aquele squirt violento que tinha sido o maior orgasmo da minha vida.

E o pior: eu sentia saudade.

Não só do prazer.

Saudade de ser nada.

Os dias em Porto Alegre começaram a se arrastar como uma penitência que eu mesma tinha imposto.

De manhã eu acordava antes de Rogério, preparava o café com capricho, lia um versículo do dia em voz alta para ele (“A mulher virtuosa é como a lã e o linho…”, Provérbios 31), sorria quando ele me chamava de “minha bênção”. Na igreja nova eu era a novata exemplar: chegava cedo, ajudava na creche, cantava no louvor com voz suave e olhos fechados, como se estivesse realmente em comunhão com Deus. As irmãs me abraçavam e diziam: “Você tem um espírito tão manso, Clara. Deus te escolheu para ser exemplo.”

Eu sorria. Dizia “Glória a Deus”. E por dentro eu gritava.

Porque a Clara que elas viam era uma mentira tão bem construída que até eu quase acreditava. Mas a outra Clara — a verdadeira, a que tinha sido usada por doze homens na casinha, a que tinha squirted como nunca na vida enquanto dois paus rasgavam seu cu — não tinha morrido. Ela só estava presa, sufocada, gritando dentro de mim.

O conflito era constante, silencioso e devastador.

Eu me pegava rezando e, no meio da oração, minha mente escapava. “Senhor, me perdoa pelos meus pecados passados…” e de repente eu via Marcinho cuspindo na minha cara, sentia o gosto terroso na língua, ouvia o som molhado dos socos nas costelas. A oração virava fantasia sem eu querer. Eu apertava as coxas na cadeira do culto, sentia a umidade crescer e tinha que sair correndo para o banheiro, fingindo que precisava lavar as mãos.

O pior eram os banhos.

Todo dia, quando Rogério saía para o trabalho, eu entrava no box e tentava me tocar. Tentava recuperar aquele orgasmo monstruoso da última noite. Eu fechava os olhos, enfiava três dedos, depois quatro, curvava-os com força, beliscava o mamilo até doer, apertava a própria garganta imitando a mão de Marcinho. Eu sussurrava baixinho as mesmas palavras que tinha dito naquela noite:

— Isso… dois no cu… me fode… sou a puta da galera… última vez…

Meu corpo respondia um pouco. O clitóris inchava, a buceta ficava molhada, o ventre contraía. Mas nunca chegava perto. O orgasmo vinha raso, seco, quase mecânico — só um espasmo rápido que me deixava mais frustrada do que satisfeita. Eu saía do banho tremendo, lágrimas misturadas com água, olhando meu reflexo no espelho embaçado e pensando:

“Por que eu não consigo mais? Por que só consigo gozar de verdade quando estou sendo destruída?”

A resposta era cruel e eu sabia: porque o prazer não tinha sido só físico. Tinha sido psicológico. Tinha sido a quebra total da minha identidade. Tinha sido a humilhação perfeita — ser a “santinha” que todo mundo respeitava e, ao mesmo tempo, a cadela que engolia mijo, limpava pau sujo e squirava enquanto era rasgada. O orgasmo daquela noite tinha sido tão forte exatamente porque eu sabia que era o fim. A consciência de que eu estava perdendo tudo tinha transformado dor, sujeira e degradação em êxtase absoluto.

Agora, em Porto Alegre, eu não tinha mais nada para perder. Não tinha mais risco. Não tinha mais a galera. Não tinha mais a coleira apertada, os socos, o cuspe, o ATM coletivo. Eu era só Clara. A esposa. A crente. A mulher virtuosa.

E isso me matava por dentro.

Eu comecei a ter crises de choro no banho. Chorava de raiva de mim mesma. Chorava de saudade do que eu tinha sido. Chorava de culpa por sentir saudade. E o pior: eu rezava pedindo força para esquecer… e ao mesmo tempo rezava pedindo para sentir aquilo de novo, só mais uma vez.

“Senhor, me limpa. Me purifica. Me faz esquecer.”

Mas a voz dentro de mim respondia, baixa e cruel:

“Você não quer esquecer. Você quer voltar a ser nada.”

Eu saía do banho, vestia a camisola comportada, deitava ao lado de Rogério e fingia dormir. Mas ficava acordada horas, sentindo o vazio entre as pernas latejar como uma ferida aberta. Tentava me tocar de novo na cama, em silêncio, imaginando a casinha, os doze homens, o squirt violento… e de novo o orgasmo vinha pequeno, frustrante, quase ofensivo.

Eu apertava o travesseiro contra o rosto e pensava:

“Eu sou duas pessoas. E uma delas está morrendo. A outra está feliz com Rogério. Mas qual delas sou eu de verdade?”

A resposta me aterrorizava.

Porque eu já sabia.

E a luta estava só começando.

Os dias viraram semanas, e o conflito não diminuiu. Pelo contrário: ele se refinou, ficou mais sofisticado, mais doloroso.

Eu acordava todas as manhãs com a mesma sensação: um peso no peito que não era arrependimento puro, mas uma mistura tóxica de culpa, saudade e raiva de mim mesma. Rogério saía para o trabalho beijando minha testa, dizendo “Tenha um dia abençoado, amor”. Eu sorria, acenava da porta como a esposa perfeita, depois fechava a porta e ficava alguns segundos encostada nela, respirando fundo, tentando segurar as lágrimas.

“Eu sou grata. Eu sou grata. Eu sou grata.”

Repetia como um mantra. Porque eu era grata mesmo. O apartamento era bonito, Rogério era bom, a igreja nova era acolhedora, a vida era estável. Mas gratidão não enchia o vazio que a outra Clara tinha deixado.

O banho virou o campo de batalha principal.

Todo dia, por volta das 10h, quando a casa estava silenciosa, eu entrava no box. A água quente batia nas costas e eu tentava. Tentava desesperadamente recriar aquele orgasmo monstruoso da última noite em Campinas. Enfiava os dedos, primeiro dois, depois três, depois quatro, curvando-os com força contra o ponto que eu achava que tinha feito tudo explodir. Beliscava os mamilos até doer. Apertava a própria garganta com a outra mão, imitando o controle que Marcinho fazia. Fechava os olhos e invocava as imagens com o máximo de detalhes possível: o som dos socos nas costelas, o gosto terroso do ATM coletivo, o jato quente de mijo enchendo minha boca, os dois paus esticando meu cu ao limite enquanto eu squirava como nunca.

Eu sussurrava para mim mesma, voz rouca e baixa:

— Isso… me fode… sou a puta da galera… última vez… me usa… me quebra…

Meu corpo respondia parcialmente. O clitóris inchava, a buceta ficava molhada, o ventre contraía. Eu sentia o orgasmo se aproximando, mas ele nunca chegava ao ápice. Vinha raso, seco, quase insultante — um espasmo curto que me deixava ofegante, frustrada, com lágrimas misturadas à água quente escorrendo pelo rosto.

Eu batia a testa de leve na parede do box e chorava de verdade.

“Por que não consigo mais? Por que só consigo gozar quando estou sendo destruída?”

A resposta vinha clara, cruel, sem piedade:

Porque o prazer não tinha sido só físico. Tinha sido a rendição total. Tinha sido a quebra da identidade que eu construí durante anos. Tinha sido a humilhação absoluta — ser a “santinha” que todo mundo admirava e, ao mesmo tempo, o buraco coletivo que engolia mijo, limpava merda e squirava enquanto era rasgada. Aquele orgasmo tinha sido tão violento porque eu sabia que era o fim. A consciência de que eu estava perdendo tudo tinha transformado dor, sujeira e degradação em êxtase puro.

Em Porto Alegre eu não tinha mais nada para perder. Não tinha risco. Não tinha galera. Não tinha coleira. Não tinha a certeza de que amanhã eu voltaria a ser a esposa certinha. Agora eu era só a esposa certinha. E isso me matava.

Eu saía do banho tremendo, enrolava a toalha no corpo e ficava minutos olhando meu reflexo no espelho embaçado. Tocava as marcas quase apagadas na costela, na bunda, e sentia um latejar distante entre as pernas. Depois vestia a camisola comportada, sentava na sala com a Bíblia aberta e tentava ler. Mas as palavras dançavam na página. “A mulher virtuosa…” virava “a puta da galera…”. Eu fechava o livro com força e rezava em voz alta:

— Senhor, me limpa. Me purifica. Tira isso de mim. Eu quero ser só Tua.

Mas a voz interna respondia, baixa, quase carinhosa:

“Você não quer ser só Dele. Você quer ser nada de novo.”

À noite, deitada ao lado de Rogério, o conflito ficava ainda mais cruel. Ele me abraçava, me beijava o ombro, às vezes tentava fazer amor de forma carinhosa, missionário, luz apagada. Eu correspondia. Gemendo baixinho, fingindo prazer. Mas por dentro eu comparava. Comparava o pau dele com os doze que me tinham usado. Comparava o toque gentil com os socos nas costelas. Comparava o “eu te amo” sussurrado com os xingamentos “cadela hipócrita”. E me odiava por comparar.

Depois que ele dormia, eu ficava acordada, mão entre as pernas, tentando de novo. Tentava imaginar a casinha, os doze homens, o squirt violento. Tentava apertar a garganta, beliscar os mamilos, enfiar os dedos com força. O orgasmo vinha, sempre pequeno, sempre frustrante. Eu mordia o travesseiro para não chorar alto e pensava:

“Eu sou duas Claras. Uma ama Rogério, ama a igreja, quer ser boa. A outra quer voltar para o chão sujo da casinha e ser usada até não sobrar nada.”

E a pior parte: eu não sabia mais qual delas eu queria que vencesse.

Porque uma me dava segurança.

A outra me dava vida.

E as duas estavam me destruindo por dentro.

Até que Rogério resolveu se enturmar

O primeiro churrasco em Porto Alegre aconteceu num sábado à tarde, quase dois meses depois da mudança.

Rogério estava animado. “Vamos receber o pessoal do serviço, amor. É bom integrar a equipe, mostrar que somos uma família.” Eu sorri, como sempre, e disse que ia preparar a salada e os acompanhamentos. Por dentro, senti um frio na barriga. Pessoas novas. Homens novos. O risco de alguém olhar para mim por mais de dois segundos já bastava para acender uma faísca que eu jurava ter apagado.

Eles chegaram por volta das 13h. Eram sete colegas de Rogério, alguns com esposas, outros solteiros. Eu circulei pela varanda com o avental florido, servindo refrigerante, sorrindo, perguntando se queriam mais pão de alho. A conversa girava em torno de trabalho, futebol e planos para o fim de ano. Eu participava pouco, só o suficiente para parecer gentil.

Foi quando eu estava levando mais uma bandeja de linguiça que notei ele.

Estava encostado na grade da varanda, um pouco afastado do grupo. Uns 38, 39 anos. Alto, ombros largos, pele morena queimada de sol, cabelo curto com alguns fios grisalhos nas têmporas. Barba bem aparada, olhos escuros e calmos. Usava uma camisa polo cinza simples e bermuda jeans. Não era o mais bonito do grupo, mas tinha uma presença quieta, quase pesada. Ele não falava muito. Só observava.

Nossos olhares se cruzaram por acaso quando eu passei com a bandeja. Ele sorriu de leve, educado. Mas o sorriso durou meio segundo a mais. E os olhos… os olhos pareciam saber. Não era desejo explícito. Era algo mais profundo, como se ele estivesse lendo uma página que os outros não viam. Como se soubesse que por trás do sorriso doce e do avental florido havia uma mulher que já tinha sido usada por doze homens, que já tinha squirado enquanto tomava no cu, que já tinha lambido merda de pau na frente de todos.

Eu senti um calor subir rápido pela barriga. Meus mamilos endureceram contra o sutiã de algodão. A calcinha ficou úmida num segundo. Desviei o olhar rápido, mas o estrago estava feito.

O churrasco continuou. Rogério ria alto, contava histórias do escritório. Eu servia, sorria, respondia quando falavam comigo. Mas minha mente não estava mais ali. Estava presa naquele olhar. Naquela sensação de ser vista de verdade. De ser reconhecida.

Por volta das 15h30, quando o sol estava forte e o cheiro de carne na brasa enchia o ar, eu não aguentei mais.

— Vou ao banheiro rapidinho — murmurei para Rogério, que nem prestou muita atenção.

Fui para o banheiro do corredor, tranquei a porta. Meu coração batia forte. Levantei a saia longa, baixei a calcinha até os joelhos e me sentei na privada. A mão desceu imediatamente. Eu estava encharcada. Dois dedos entraram fácil. Comecei a mexer rápido, olhos fechados, mordendo o lábio para não fazer barulho.

Na minha cabeça, não era só aquele homem. Era tudo misturado. Era Marcinho cuspindo na minha cara. Eram dois paus no cu. Era o gosto terroso do ATM. Era o jato quente de mijo enchendo minha boca. Era aquele squirt violento da última noite, o corpo convulsionando enquanto eu perdia o controle.

Eu tentei recriar a intensidade. Curvei os dedos, apertei o clitóris com o polegar, imaginei o soco nas costelas tirando meu ar. Meu corpo respondeu. O prazer subiu, quente, urgente. Mas não chegou ao ápice que eu queria. Não foi aquele orgasmo explosivo, líquido, devastador. Foi um orgasmo pequeno, contido, quase silencioso — um espasmo que me fez tremer as pernas, mas que terminou rápido demais, deixando um vazio ainda maior.

Eu fiquei ali sentada, ofegante, dedos molhados, olhando para o chão do banheiro.

Não foi grande. Não foi como antes.

Mas foi alguma coisa.

Pela primeira vez em Porto Alegre, eu tinha conseguido me tocar pensando no passado sem me sentir completamente vazia depois. Foi como se uma porta pequena tivesse se entreaberto. Não a porta da casinha inteira, mas uma fresta. O suficiente para eu sentir que a outra Clara ainda estava viva. Que ela ainda respirava.

Lavei as mãos, ajeitei a saia, passei água no rosto. Quando voltei para a varanda, o homem de olhos escuros ainda estava lá. Ele me olhou de novo. Dessa vez eu não desviei. Sustentei o olhar por dois segundos. Ele sorriu de leve, quase imperceptível, e voltou a conversar com Rogério.

Meu coração batia forte. A calcinha estava molhada de novo.

Eu não ia fazer nada. Não ia falar com ele. Não ia arriscar.

Mas só o fato de ele estar ali, de ele ter olhado para mim daquele jeito, já tinha acendido algo.

Pela primeira vez em dois meses, eu me senti um pouco mais inteira.

Não curada. Não livre.

Mas começando a se encontrar novamente.


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Ficha do conto

Foto Perfil crentinha-
crentinha-

Nome do conto:
Casada Evangélica Recomeço

Codigo do conto:
263109

Categoria:
Heterosexual

Data da Publicação:
28/05/2026

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