Eu, P., com 50 anos; C. com 54. Trabalhámos juntos durante 13 anos. Senti por ela um grande desejo sexual. C. não é uma mulher muito feminina: calça de ganga, blusa ou polo, nunca mostra o decote, apesar de ter um bom par de mamas, redondas e rijas, pelo menos parece. Tem cerca de 1,60 m e 60 kg. A cueca não é moderna, é a antiga, básica – o contorno que sobressai no rabo demonstra isso.
Sempre achei que ela também sempre teve um grande desejo por mim. Na altura em que nos conhecemos, ela já namorava há anos e casou-se um pouco depois. Não fosse isso, haveria uma história para vivermos… Quando, anos mais tarde, comecei a namorar com uma miúda que ela também conheceu… houve atitudes na C. que me pareciam ciúmes. Podia não ser… mas sempre vivi com essa ideia.
Em 2012, ficámos os dois no desemprego. Foi a separação dos encontros diários. Encontrávamo-nos esporadicamente. Na minha cabeça, a cada encontro, sempre pensava que era naquele dia que a ia beijar, apalpar, desejar… mas não. Nunca houve espaço para isso. Até que estes meus pensamentos foram-se dissipando…
Há um mês, liguei-lhe porque ela fez anos. Falamos um pouco e disse-lhe: “Trabalhamos tão perto um do outro, temos de combinar um almoço para pôr a conversa em dia”. E assim foi. Combinámos que eu passava no edifício onde ela trabalhava e íamos num só carro.
No dia marcado, estava com desejo de chegar a hora de almoço, voltar a vê-la, admirar o seu corpo e imaginar como seria recebê-la nos meus braços e amá-la. Mas já sabia de antemão que nada disso ia acontecer, pois ela é o tipo de mulher que só teve um homem e nem um desvio.
12:30. Cheguei ao local, dei-lhe um toque. Os anos passaram, mas C. continuava a mesma… até o perfume. Dois beijinhos e lá fomos. Entrámos no restaurante, dei-lhe a passagem e, claro, admirei o rabo. Tudo igual. Que vontade de lhe tocar… mas não era só mais um momento.
Sentámo-nos, pedimos o menu, almoçámos, conversámos, partilhámos histórias das nossas vidas. No meu consciente, os nossos olhos diziam sempre o mesmo: ambos nos desejamos, mas nada vai acontecer. Voltámos… O almoço demorou mais do que era previsto. Quando reparámos, já tinha passado mais de uma hora para além do previsto. Pagámos e saímos.
Ela diz: “Vou ligar para o trabalho a dizer que fiquei indisposta e já não vou de tarde. Podes deixar-me perto de casa?”
Eu disse: “Claro.”
Quando estávamos a chegar, ela diz: “Podes parar ali, que depois já fico perto de casa.”
Assim fiz. Ao despedir-me dela, com dois beijos, com alguma atrapalhação, um beijo foi na face. Mas ao trocar, o outro foi nos lábios. Foi um choque elétrico. Aquela fração de segundos dos lábios um no outro foi como se o mundo parasse. Se já havia atrapalhação, ali foi o caos. Nenhum de nós sabia o que fazer e nada dissemos. Ela faz o gesto de sair… Eu, como sempre, lá vou eu admirar aquele rabo.
Ela levanta-se ligeiramente e, de repente, deixa-se cair no banco, roda o corpo em direção a mim, inclina o tronco na minha direção. Eu vou ao encontro dela. Os nossos olhos penetram-se uns nos outros e não foi preciso dizer nada. Iniciamos um beijo apaixonado que tinha anos de atraso. As nossas línguas entrelaçam-se uma na outra. Reclinei-me para trás, ela debruçou-se sobre mim. As mamas dela sobre o meu peito, esmagadas pelo seu peso. As minhas mãos acariciavam o seu cabelo, as costas…
Desci as mãos. O meu desejo de sentir o toque no seu rabo era muito. Fui devagar, com algum receio… centímetro a centímetro, lá fui eu… Ela permitia. Cheguei às nádegas. Que sonho eu estava a viver! E ela também. Havia muito desejo. Respirámos um pouco, as nossas bocas soltaram-se e andaram pelo pescoço e orelhas… Hum… que tesão.
A porta estava aberta. Um imã das nossas línguas ligou-se novamente. Arreganhei-lhe as nádegas, as mãos deslizaram para o vale quente que já devia estar húmido. Comecei a roçar sobre o vale… Ela começou a dar ligeiros gemidos. Estávamos loucos… apaixonados… Ela continuava sobre mim. Com uma mão sobre a cabeça dela, a apertar na minha direção, a outra começou a entrar por dentro das calças. Ao início estava sem espaço. Ela deu um jeito para facilitar a entrada. A mão foi descendo sobre a cueca… e entre o tecido das calças… Que calor. Ela começa a roçar o ventre sobre mim, queria sentir como eu estava. A mão procura o elástico da cueca de algodão e vai à procura da sua essência, que já devia estar toda húmida, molhada e cremosa.
Sempre imaginei a C., pela pouca feminilidade, com uma pintelheira um pouco cuidada, mas bem visível. Os dedos iam explorando. C. era minha naquele momento. Senti uns pelinhos… Bom sinal. A imagem que tinha idealizado estava certa. Estávamos tão perto de sentir a gruta dela… Ela aumentou a cadência dos gemidos. Cheguei… Ela afastou-se ligeiramente para me olhar nos olhos e consentir com os olhos que os meus dedos explorassem a sua cona. Olhar fixo… E fui pondo um dedo… Estava toda ensopada … Coloquei outro… Tirava e metia… Ela arregalava os olhos…
(Continua…)