O Arquiteto de Desejos O gelo batia no cristal do copo com um tilintar seco, o único som que ousava quebrar o silêncio do escritório de Eduardo. Ele gostava daquele silêncio. Era o som do dinheiro, do isolamento, do controle absoluto. Aos cinquenta anos, ele não era apenas um escritor milionário; ele era um arquiteto de realidades. Seus livros vendiam milhões, suas contas bancárias tinham zeros o suficiente para comprar cidades pequenas, mas sua verdadeira obra-prima não estava nas prateleiras das livrarias. Estava ali, na casa, caminhando pelos corredores de mármore importado. Eduardo deu um gole no uísque envelhecido, sentindo o líquido descer rasgando a garganta. Ele recostou-se na cadeira de couro negro, os olhos fixos na porta dupla de mogno. Ele sabia que ela estava vindo. Ele podia sentir pelo cheiro invisível de submissão que sempre a precedia. Andressa não apenas entrava em um cômodo; ela o preenchia com uma devoção que beirava o sagrado, e um tesão que era puro pecado. A maçaneta girou devagar. Ela apareceu na fresta, hesitando por um milésimo de segundo — o tempo exato para pedir permissão silenciosa —, antes de entrar. Tinha trinta anos, mas a pele clara e salpicada de sardas lhe dava um ar de juventude perversa, de uma inocência corrompida. Os cabelos ruivos, de um vermelho vulcânico, caíam em cascatas desgrenhadas sobre os ombros nus. Ela usava apenas um robe de seda preta que era uma piada de tão curto, revelando o que a natureza e muito agachamento na academia haviam esculpido: uma bunda de cinema. Farta, pesada, o tipo de raba que fazia qualquer homem perder a linha e a dignidade. Mas ela não era de qualquer homem. Ela era a cadela de Eduardo. A "menina" dele. — Eu chamei? — a voz dele cortou o ambiente, grave, fria, mas carregada de uma eletricidade suja. Andressa parou no meio do tapete persa. Ela engoliu em seco, as bochechas corando imediatamente, os mamilos marcando a seda fina do robe como pedras duras. Ela sabia perfeitamente o seu lugar e o papel que devia interpretar quando os dois estavam trancados a sete chaves. — Não, papai. Mas eu... eu estava sentindo sua falta. A casa é grande demais quando o senhor tranca essa porta e me deixa lá fora. Eduardo sorriu de canto. Um sorriso de predador. Ele adorava quando a voz dela saía fina, manhosa, entregue ao fetiche. Ele pousou o copo na mesa de carvalho maciço e fez um gesto mínimo com o dedo indicador. Venha. Andressa não caminhou. Ela deslizou. A cada passo, o tecido roçava nas coxas grossas, revelando que ela não usava calcinha alguma. Ela chegou até a mesa e, sem que ele precisasse dizer uma única palavra, ajoelhou-se no chão. O baque surdo dos joelhos no tapete caro foi música para os ouvidos dele. — Olhe para mim — ele ordenou, afrouxando o cinto da calça de alfaiataria italiana. Ela levantou o rosto. Os olhos verdes brilhavam de pura adoração e luxúria. Andressa era completamente dependente dele, financeiramente, emocionalmente, sexualmente. Ela não existia fora daquela dinâmica. Eduardo tinha pegado uma garota bonita do subúrbio e a transformado na sua puta particular, uma mulher que vivia para servir aos caprichos mais sujos que passavam pela cabeça do escritor. E a verdade nua e crua? Ela amava cada segundo daquela degradação. Ela amava a segurança do controle dele. Eduardo enfiou a mão nos cabelos ruivos dela, agarrando os fios com força, puxando a cabeça dela para trás e expondo o pescoço branco e vulnerável. Ela soltou um gemido baixo na mesma hora, a respiração já ofegante, os lábios entreabertos esperando o comando. — Você é uma vadiazinha desobediente, Andressa. Fica desfilando essa raba imensa pela minha casa, me distraindo do meu trabalho. Sabe o que o papai faz com puta que atrapalha? — O papai castiga a sua putinha... — ela sussurrou, a voz trêmula de tesão, a mão pequena subindo para acariciar a própria coxa, abrindo as pernas de joelhos, expondo a buceta já encharcada e brilhante para o olhar impiedoso dele. — Exatamente. — Eduardo levantou-se, impondo sua figura alta e autoritária sobre ela. O contraste entre o homem vestido para os negócios e a mulher nua aos seus pés era embriagador. Ele abriu o zíper da calça. — Tira essa merda de robe. Agora. Andressa obedeceu com a pressa de uma viciada em abstinência. A seda deslizou pelos ombros, caindo no chão ao seu lado. O corpo dela era um espetáculo grotesco de tão perfeito. Peitos fartos, com bicos empinados, cintura fina e aqueles quadris largos que imploravam para ser agarrados até deixarem marcas roxas. Eduardo não perdeu tempo. Ele a puxou bruscamente pelos cabelos, fazendo-a ficar de quatro no tapete. O contraste da pele branca dela contra o escuro do tecido era uma pintura renascentista profanada. Ele deu um tapa estalado, com a mão em concha, bem na banda direita daquela bunda espetacular. O som molhado ecoou no escritório. — Ah! Seu... — ela arfou, empinando ainda mais o rabo, arquivando as costas, oferecendo-se como o banquete que ele tinha comprado com alianças e cartões sem limite. A marca vermelha e quente dos dedos dele começava a se desenhar na pele clara. — Você gosta de apanhar do seu dono, não gosta? Gosta de ser tratada como um pedaço de carne cara que eu mastigo quando tenho vontade. — Ele desferiu outro tapa, ainda mais forte, sentindo a carne macia tremer sob sua palma pesada. — Fala pra mim. Para quem é essa bunda? — É pro papai... Eu adoro, paizão... Por favor, eu sou a puta do papai, faz o que o senhor quiser... me fode logo, caralho... Eduardo riu fraco, soltando o próprio pau duro, grosso e latejante, roçando a glande quente na fenda molhada e absurdamente escorregadia dela. Ele adorava brincar com o desespero dela, deixá-la implorar. Ele entrou apenas um pouco, esticando os lábios molhados, sentindo o calor apertado a engoli-lo, e depois recuou quase por completo, apenas provocando na beirada. Andressa choramingou, rebolando para trás que nem uma gata no cio, tentando fisgar o pau dele de volta para dentro dela. — Quietinha — ele rosnou, cravando os dedos nos quadris dela com firmeza, prendendo-a no lugar. — Eu dito o ritmo. Eu digo quando você goza e quando você sofre. Ele começou a estocá-la, no começo devagar, longo e profundo, aproveitando a visão do próprio pau sumindo dentro daquela bunda farta a cada investida, para depois aumentar a força de forma brutal. O barulho obsceno de carne batendo contra carne molhada começou a preencher o escritório sofisticado. Slap, slap, slap. Andressa gemia alto, sem pudor algum, a baba escorrendo do canto da boca, os peitos balançando violentamente enquanto ela se apoiava nos cotovelos, arranhando o tapete caro, perdendo-se no mar de fetiche, tesão e submissão que era a sua vida. Eduardo era bruto. Ele a fodia não como quem faz amor, mas como quem martela um prego em sua propriedade. Ele apertava as coxas dela, apertava a cintura, deixava hematomas que ela exibiria com orgulho doentio na frente do espelho do banheiro mais tarde. O ritmo estava frenético. Eduardo puxava os cabelos ruivos dela com a mão esquerda, forçando o rosto dela contra o chão de forma humilhante, enfiando tudo até o talo, sentindo Andressa apertar e pulsar em volta dele, as paredes internas dela convulsionando, quase chegando lá. Ela soltava palavrões desconexos e súplicas sujas, pedindo para o papai gozar bem fundo dentro dela, pedindo para o paizão arrebentar ela no meio. Foi então que o som estridente e terrivelmente invasivo do celular dela, esquecido no bolso do robe jogado ao lado, cortou o ambiente. O toque barato destruiu a bolha de transe escuro. O choque foi imediato. Eduardo parou abruptamente. O pau ainda enterrado até a base dentro dela, mas todo o movimento cessou. Andressa, no auge absoluto do tesão, ofegou desesperada, o corpo inteiro retesado. — Papai... não... papaizinho, não para... — ela choramingou, a voz esganiçada, o corpo inteiro tremendo de frustração sexual, tentando rebolar contra o quadril paralisado dele. — O telefone, Andressa — ele disse, com a voz subitamente fria, voltando ao tom calculista de sempre. A máscara do "papai" sádico caiu, dando lugar ao CEO implacável. Ele saiu de dentro dela de uma vez, ouvindo o som molhado de sucção, deixando-a vazia, arreganhada e ofegante no chão. Arrumou a calça e apertou o cinto com a mesma calma indiferente com que tinha bebido o uísque minutos antes. — Atenda. — Pode esperar... por favor, papai, só mais um pouquinho... eu imploro... — Eu disse para atender, porra! — ele levantou a voz apenas meio tom, mas foi o suficiente para o pânico substituir o tesão de forma brutal nos olhos da ruiva. Andressa encolheu-se na mesma hora, os ombros caindo, juntando o robe rapidamente para cobrir a nudez que de repente pareceu indigna. Com as mãos trêmulas, a buceta ainda latejando e a respiração pesada, ela pegou o aparelho. Viu o nome na tela e engoliu em seco, um frio na barriga a atingindo. Raquel. Sua filha. Fruto de um casamento fracassado com um Zé Ninguém antes de conhecer o inferno luxuoso e a coleira de diamante de Eduardo. O contraste mental entre chamar o marido de "papai" e ver o nome da filha no visor a fez sentir uma tontura momentânea. Ela atendeu, tentando controlar a respiração para não parecer que estava sendo fodida como um animal há cinco segundos. — Alô... Quel? Do outro lado, a voz da garota de vinte e poucos anos era um misto de fúria e choro engolido. — Mãe... eu não aguento mais. — A voz de Raquel ecoou metálica e rasgada. — O idiota do meu pai me expulsou de casa. Tivemos uma briga horrível. Ele disse que eu não presto para nada, jogou minhas roupas na rua em saco de lixo. Eu... eu não tenho para onde ir, mãe. Tô com vinte reais na carteira. Andressa sentiu um nó monstruoso na garganta. O choque de realidade bateu na cara dela como um tijolo. Ela estava ali, nua, escorrendo o porra do marido milionário pelas pernas em um tapete persa de duzentos mil reais, chamando-o de "papai" enquanto implorava por pau, enquanto sua filha de verdade estava jogada na rua. O instinto materno, há muito tempo anestesiado, domado e substituído pelos luxos e pelas surras na cama, gritou no fundo do seu cérebro. — Calma, filha. Calma. Pelo amor de Deus, onde você está? — Na rodoviária. Mãe... eu posso ficar com você? Por favor. Eu não tenho absolutamente ninguém nesse mundo. O sangue de Andressa gelou de vez. O mundo dela parou de girar. Ficar com ela? Na mansão de Eduardo? O pânico foi paralisante. Eduardo odiava visitas. Ele odiava barulho, interrupções, imprevisibilidade. Ele odiava qualquer ser humano que dividisse a atenção exclusiva que ela devia a ele. A casa inteira era o santuário dele, o calabouço banhado a ouro dos seus fetiches doentios. A ideia de trazer a filha, uma garota rebelde e boca-suja, para dentro daquela dinâmica podre e perfeita era impensável. — Quel, eu... você sabe que a casa não é minha. Eu preciso falar com... com o Eduardo. Eu... eu te ligo de volta em dez minutos. Me espera aí, não sai da rodoviária, tá me ouvindo? Fica sentada aí. Andressa desligou. O silêncio voltou a reinar no escritório, só que agora era um silêncio muito mais denso e sufocante do que antes. Eduardo estava de pé, encostado na mesa de carvalho, os braços cruzados sobre o peito, observando-a do alto. Ele tinha ouvido o suficiente da conversa vazada pelo alto-falante. Ele viu o pânico real corroendo os olhos da esposa. Viu como ela segurava o robe de seda amassado contra o peito fartamente suado, de repente consciente da própria vulgaridade. — Problemas no paraíso dos pobres? — ele perguntou, e a voz arrastada trazia um traço de diversão cruel e sádica. Andressa não pensou. Ela agiu no reflexo da sobrevivência. Engatinhou na direção dele, arrastando os joelhos no chão áspero. Ela não se atreveu a levantar. Ela sabia que precisava se fazer menor do que poeira. Chegou aos pés dele, abraçando as pernas do marido com força, encostando o rosto molhado de suor na calça italiana cara. — Papai... meu amor... papaizinho... — ela começou, a voz melíflua, patética, carregada da submissão desesperada que ele exigia para amansá-lo. — Foi a Raquel. Ela brigou feio com o traste do pai dela. Ela tá na rua, papai. Ela não tem pra onde ir. Eduardo olhou para baixo, o rosto inescrutável. Ele levantou a mão e começou a acariciar o topo da cabeça ruiva dela, como quem faz carinho em um animal de estimação que acabou de fazer xixi no tapete. — E o que o papai tem a ver com o fracasso patético do seu ex-marido e com a incompetência da sua filha? — Nada... o senhor não tem nada a ver, papai. Mas eu sou a sua menininha, paizão. O senhor é tudo que eu tenho. O senhor cuida de mim tão bem, me dá tudo... — Ela beijou a fivela fria do cinto dele, os olhos marejados de lágrimas verdadeiras agora, implorando de baixo para cima. — Deixa ela vir pra cá. Só por um tempinho. Até as coisas se acalmarem e ela arrumar um canto. Eu faço o que o senhor quiser, paizão. Qualquer coisa. Eu sou a putinha do papai, não sou? Eu sirvo aos seus amigos se o senhor mandar, eu faço aquela fantasia pesada que o senhor pediu semana passada, eu aceito tudo. Só não deixa a minha menina dormir na rua. Eduardo ficou em absoluto silêncio. Apenas os dedos dele se moviam devagar pelos fios vermelhos. Ele analisou a mulher rastejando aos seus pés. A humilhação voluntária dela era extremamente excitante, é claro, mas a proposta em si gerava uma faísca muito mais interessante na mente perversa do escritor. Ele lembrava de Raquel por algumas fotos perdidas no celular da esposa. A garota tinha o mesmo sangue de Andressa. O mesmo formato de corpo exuberante, os mesmos quadris, mas sem o treinamento de submissão. Uma garota de vinte e poucos anos, petulante, criada no aperto do subúrbio, cheia de opiniões fortes, moralismo barato e raiva do mundo. Uma força caótica e virgem das perversões dele. A mente de Eduardo começou a trabalhar acelerada, desenhando uma nova narrativa em tempo real. E se ele trouxesse a garota para a redoma de vidro? Uma jovem que despreza o mundo dos ricos escrotos, de repente mergulhada em luxo absoluto e sem limites. Uma filha moralista que critica a mãe, descobrindo o que a mãe realmente faz, e como ela chama o marido, quando as portas se fecham. O contraste de realidade. O choque cultural. A corrupção lenta de uma alma intocada. Ele imaginou Raquel sentada à imensa mesa de jantar, julgando a mãe em silêncio. Ele imaginou como seria o desafio intelectual e psicológico de dobrar aquela resistência jovem. Como seria observar a garota percebendo, aos poucos, o poder gravitacional que ele exercia sobre o ambiente e sobre o corpo da mãe dela. O voyeurismo involuntário. A tensão insuportável de ter uma juíza de moral dentro de casa, que, muito lentamente, pelo cansaço e pela luxúria, se tornaria parte do jogo sujo. O tabu gritava na mente dele como uma sirene deliciosa. O padrasto trilionário, a mãe submissa, a filha virada do avesso. Eduardo sorriu. Não um sorriso simplesmente sádico, mas o sorriso fascinado de um artista que acaba de encontrar a sua musa mais complexa e perigosa. Ele se inclinou para frente, enfiando os dedos rudemente nos cabelos de Andressa, apertando o couro cabeludo até doer, forçando-a a olhar para ele, pescoço esticado ao limite. O rosto dela estava manchado de lágrimas misturadas com rímel. — Você tem certeza de que quer trazer o mundo real, cheio de defeitos, para dentro da casa do papai, Andressa? — ele murmurou, a voz aveludada, escura e extremamente perigosa. — Eu preciso, paizão... me perdoa por pedir, mas eu preciso salvar ela. — O papai vai deixar. Andressa soltou um suspiro rasgado, um misto de alívio colossal e gratidão cega tomando conta dela. Ela tentou beijar as mãos dele em adoração, mas ele puxou o cabelo dela com mais força para trás, imobilizando-a dolorosamente, cortando qualquer intimidade. — Mas preste muita atenção nas palavras do seu dono, minha vadiazinha ruiva. — O tom de Eduardo era de gelo absoluto, cortando a carne. — A casa é minha. O ar que se respira aqui é meu. As regras são exclusivas do papai. Ela entra pela porta da frente como sua convidada de caridade, mas ela obedece a mim. Se ela me desrespeitar, se ela alterar o tom de voz comigo, se ela atrapalhar a nossa rotina de fodas de qualquer forma minúscula que seja... ela vai ser jogada na rua no mesmo segundo, com a roupa do corpo e sem um centavo no bolso. E você, Andressa, não vai abrir a porra da boca para dizer uma única palavra em defesa dela. Fui cristalino? Andressa assentiu freneticamente, ofegante, os olhos verdes esbugalhados de medo. — Sim, papai! Fica tranquilo. Ela vai saber o lugar dela. Eu juro, paizão. Eu juro pela minha vida, eu domo ela. Eduardo soltou o cabelo dela com um empurrão leve, recuando um passo de distância. Ele caminhou até a pequena adega embutida no canto da sala e serviu-se de mais uma dose de uísque duplo. — Mande o meu motorista ir buscá-la com a SUV blindada. O quarto de hóspedes da ala leste, o que fica na ponta do corredor, será dela. E Andressa... — ele a olhou de relance por cima do ombro, os olhos faiscando de malícia e planejamento sombrio. — Sim, papai? A sua putinha avisa. — Avise a sua filha desde o primeiro minuto que pisar aqui que, nesta casa, ninguém tranca as portas. Em hipótese alguma. Nenhuma porta fica fechada para mim. Andressa engoliu em seco. Um calafrio, meio de medo, meio de uma excitação sombria, confusa e nojenta, percorreu toda a sua espinha. Ela sabia muito bem o que a proibição de trancas significava naquela mansão. Significava que Eduardo tinha acesso total, visual e físico, a tudo. E agora, ele teria acesso livre, de madrugada, ao mundo de Raquel. — Sim, papai. Eu aviso. Tudo como o senhor mandar. Enquanto Andressa pegava o celular correndo para ligar para a filha, ainda com os joelhos nus esfolados no chão áspero, Eduardo tomou mais um gole de sua bebida, sentindo o calor espalhar pelo peito. A casa silenciosa e morta estava prestes a receber vida, barulho, juventude. Uma intrusa. Uma peça nova e reluzente no tabuleiro de xadrez onde ele era o único e absoluto jogador. Ele já sentia o pau endurecer violentamente contra o zíper da calça novamente, não pelo corpo farto da esposa ali largado e submisso, mas pela antecipação do caos psicológico delicioso que estava por vir. O roteiro perfeito, o mais imoral de todos, acabava de bater à sua porta.
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