Descobrindo as Taras de Mariana - uma releitura

Mariana era morena de cabelos e olhos negros — o tipo de mulher que carrega o desejo como segunda natureza, sem esforço e sem inocência. Seios médios, curvas que ela sabia usar, e aquele olhar de quem sabe exatamente o que está fazendo quando finge que não sabe.

Nos conhecemos antes de eu frequentar sua casa. Restaurantes, bares, cinema, motel — o ritual ordinário do começo. Foi nesses encontros que começamos a nos contar, com aquela honestidade específica que só aparece quando duas pessoas percebem que podem ir longe juntas.

Contei a ela das minhas taras — a buceta lisa, o cuzinho apertado. Ela ouviu sem desviar o olhar, com aquele sorriso de canto de boca que eu aprenderia a reconhecer como sinal.

Na semana seguinte estava lisa.

Não disse nada. Deixou que eu descobrisse.
Quando passei a frequentar sua casa, o jardim virou território nosso.

Havia uma área na entrada — cadeiras, plantas, e aquela exposição calculada a vizinhos e passantes que tornava tudo mais intenso. Ela me recebia sempre de vestido ou saia, quase nunca de calcinha. Isso também não era acidente — era convite.

Ficávamos ali, o jardim aberto pro mundo, ela esfregando devagar contra mim enquanto conversávamos de forma absolutamente normal, como se nada estivesse acontecendo. Eu levantava o vestido, ela se apoiava discretamente numa planta. O risco de sermos vistos era real — e era exatamente isso que ela queria. Aprendi isso no jeito que ela respirava diferente quando passos se aproximavam do portão.

A tara do flagra era dela antes de ser minha.

Eu apenas a encontrei.

Ela adorava sentar no meu colo nas cadeiras do jardim. Um movimento fluido — o vestido aberto, meu sexo encontrando o dela sem urgência, com aquela precisão de quem praticou a coreografia — e ficávamos ali, ela conversando com qualquer um que passasse, voz completamente estável, enquanto apertava em silêncio com uma destreza que me deixava à beira do limite.

A mãe dela apareceu uma vez.

Ficou cinco minutos conversando na porta. Mariana respondeu cada pergunta com paciência, sorriso no rosto, os olhos calmos — enquanto não parava de apertar, devagar, com aquela crueldade precisa de quem sabe exatamente o que está fazendo ao outro. Quando a mãe entrou e a porta fechou, ela voltou a cavalgar sem dar um segundo de pausa, como quem retoma uma frase interrompida.

Gozamos juntos ali, no jardim, à vista de qualquer janela que quisesse olhar.

Em casa, a cozinha era o cenário preferido dela.

Ela escolhia os momentos — chegava de vestido preto, sem sutiã, sem calcinha, preparando o jantar com aquela postura de quem está completamente entretida com outra coisa. Quando eu entrava ela não se virava. Continuava picando, mexendo, sem me olhar.

Eu sabia.

Ela sabia que eu sabia.

O jogo era esse.

Às vezes, quando eu ia em direção a ela, ela virava com alguma objeção — a janta, o horário, mais tarde. Mas a voz tinha aquela textura específica, e quando eu passava a mão por baixo do vestido ela estava sempre encharcada — o corpo delatando o que a boca negava com prazer.

Ela gostava de ser convencida sem palavras.

Gostava de sentir que não havia escolha — sabendo que havia, que era sempre ela quem havia preparado o cenário, colocado o vestido certo, ficado sem calcinha, posicionado o corpo daquele jeito perto da pia.

A submissão de Mariana não era fraqueza.

Era a forma mais sofisticada de controle que já encontrei — deixar o outro acreditar que está conduzindo enquanto você desenhou cada passo do caminho.

Com o tempo fui entendendo a arquitetura do desejo dela.

Ela queria obediência — mas a minha. Queria que eu não resistisse, que quando ela criasse o cenário eu entrasse nele sem hesitação. Cada vestido escolhido, cada calcinha deixada de lado, cada provocação na cozinha era uma instrução disfarçada de resistência.

E quando eu seguia a instrução ela gozava como se tivesse sido surpreendida.

Nunca foi.

Mariana sabia exatamente o que queria desde o começo. Levou um tempo pra eu entender que meu papel não era o de quem descobre — era o de quem sabe o roteiro e tem a elegância de representá-lo como se fosse improviso.

Aprendi.

E fudemos muito.

Para quem entende que submissão e controle são às vezes a mesma coisa, vista de ângulos diferentes.

FIM


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Comentários


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farmaceutico- Comentou em 21/05/2026

Ah Mariana !




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Ficha do conto

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Nome do conto:
Descobrindo as Taras de Mariana - uma releitura

Codigo do conto:
262540

Categoria:
Fetiches

Data da Publicação:
21/05/2026

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2

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