A chuva começou antes mesmo do anoitecer.
Da janela da sala, Juliana observava as gotas escorrendo pelo vidro enquanto terminava de se arrumar.
O vestido preto era simples, elegante, adequado para um jantar casual. Nada extravagante.
Ainda assim, Renato teve dificuldade em tirar os olhos dela.
— Você está cada dia mais bonita.
— Você fala isso sempre.
— Porque é sempre verdade.
Ela sorriu.
Havia muitos anos de casamento entre eles.
Muitos momentos bons.
Alguns difíceis.
Mas ainda existia algo vivo entre os dois.
Algo que nem o tempo havia conseguido desgastar completamente.
Renato pegou o celular.
— Está pronta? Vou chamar um Uber.
— Tomara que não demore.
Aguardavam na varanda da casa.
— Com essa chuva, vai demorar.
O aplicativo procurava motoristas quando uma buzina soou em frente à casa.
Os dois olharam procurando identificar quem buzinav..
Um carro conhecido.
Juliana reconheceu imediatamente.
— Não acredito, Marcelo!
O amigo estacionou em frente ao portão e abaixou o vidro.
Renato foi imediato.
— O que você está fazendo aqui?
— To indo jantar.
— Com essa chuva?
— Eu faço a mesma pergunta para você.
Os dois riram.
Marcelo olhou para Juliana.
Acenou.
Ela respondeu.
— Espera aí — disse Marcelo. — Vocês estão saindo?
— Estamos.
— Uber?
— Sim.
— Cancela isso.
— Como assim?
— Eu levo vocês.
Renato olhou para a esposa.
Ela deu de ombros.
— Parece mais confortável que esperar quinze minutos na chuva.
— Fechado — respondeu Renato.
E foi assim.
Sem planejamento. Sem intenção. Nem qualquer expectativa, que tudo começou.
Poucos minutos depois, os três estavam dentro do carro.
Marcelo dirigia.
Renato ocupava o banco da frente.
Juliana sentou atrás.
A chuva batia forte contra o para-brisa.
O rádio tocava baixo.
No começo, a conversa foi completamente comum.
Trabalho.Trânsito. Contas.Notícias.
Mas havia uma leveza rara naquela noite.
Talvez por causa do acaso.
Talvez pela sensação de aventura inesperada.
Talvez simplesmente porque estavam todos de bom humor.
Num semáforo, Marcelo olhou pelo retrovisor.
— Juliana.
— Oi?
— Faz tempo que não te vejo pessoalmente.
— Nem faz tanto tempo assim Marcelo.
— Faz sim.
— Exagerado.
— Estou falando sério.
Ela riu.
— E o que mudou?
Marcelo pensou alguns segundos.
— Você parece mais feliz. Radiante.
A resposta a surpreendeu.
— Mais feliz?
— Sim.
— Como você chegou a essa conclusão?
— Seu rosto diz.
— Meu rosto?
— Tem gente que sorri e tem gente que parece sorrir. São coisas diferentes.
Renato deu uma risada.
— Agora ele virou filósofo.
— Sempre fui.
— Não. Você sempre foi chato.
Os três riram.
Mas a observação ficou no ar.
O trânsito avançava lentamente.
A chuva não dava trégua.
O Uber que eles haviam cancelado provavelmente ainda estaria preso em alguma avenida.
Marcelo parecia satisfeito por ter evitado aquilo.
Alguns minutos depois, o assunto voltou para Juliana.
De maneira natural.
Quase inevitável.
— Renato.
— Oi.
— Você sabe que sua esposa chama atenção onde entra, né?
Juliana imediatamente respondeu:
— Lá vem.
— O quê?
— Homem acha que mulher gosta de ouvir isso.
— E não gosta?
— Depende.
— De quê?
— De quem está falando.
Marcelo sorriu.
— Justo.
Renato observava a conversa divertido.
— Estou apenas constatando um fato.
— Qual fato? — perguntou Juliana.
— Você chama atenção. C9m todo respeito, é bonita demais.
— Talvez porque estou sentada atrás de você e não tenha para onde olhar.
— Não. Não é isso.
— Então éo que?
Marcelo pensou alguns segundos.
— Presença.
Ela arqueou uma sobrancelha.
— Presença?
— Tem gente bonita e tem gente que ocupa espaço quando entra num ambiente. Você faz isso.
O carro ficou silencioso por alguns instantes.
Porque o elogio parecia sincero.
Sem exagero. Sem malícia evidente.
E justamente por isso teve mais efeito.
Renato gostou de ouvir aquilo de Marcelo sobre Juliana.
Talvez porque confirmasse algo que sempre pensou. Na presença de sua mulher.
Talvez porque fosse agradável ver outra pessoa reconhecendo as qualidades da mulher que ele amava. Talvez fosse apenas orgulho. Ou talvez fosse algo mais difícil de definir ou embaraçoso demais para assumir.
O restaurante ficava numa região afastada.
Para chegar até lá era necessário atravessar uma estrada cercada por áreas mais vazias.
Foi quando Marcelo apontou para uma entrada iluminada.
— Eu jurava que esse lugar tinha fechado.
Juliana acompanhou o olhar.
— Um drive-in?
— Ainda existe isso?
— Pelo jeito sim né- Juliana respondeu de uma maneira mais empolgada.
Renato também observou.
O letreiro antigo brilhava sob a chuva.
Havia algo nostálgico naquele cenário.
Quase cinematográfico.
— Vocês já foram num drive-in? — perguntou Marcelo.
— Nunca.
— Nem eu.
— Sério?
— Sério.
Marcelo diminuiu a velocidade.
— Agora fiquei curioso.
Juliana sorriu.
— Curioso com o que?
— Com a experiência.
A frase pareceu inocente.
Mas alguma coisa mudou depois dela.
Uma pequena alteração na energia dentro do carro.
Difícil de explicar. Fácil de sentir.
- E se a gente fosse lá? - sugeriu Marcelo
- Mas as pessoas vão ao drive-in pra transar , não é? - Perguntou Juliana.
- Nem sempre - Respondeu Renato.
Marcelo converteu o carro em direção a ele.
Entraram.
Mais por brincadeira do que por interesse real.
O estacionamento estava quase vazio.
A chuva continuava.
Marcelo desligou o motor.
— Cinco minutos.
— Só cinco — disse Renato.
— Claro.
— Conhecendo você, isso significa meia hora.
— Talvez.
Ninguém parecia com pressa.
- Te elogiei e vi que o Renato não só não se aborreceu , mas sorriu, posso pensar que no fundo ele gostou disso? - perguntou Marcelo se virando na direção de Juliana olhando pro vão de sua saia e pegando sua mão.
A musica dava o clima de romance ao fundo.
Mas ninguém prestava muita atenção.
A conversa havia se tornado mais interessante.
Mais pessoal e íntima.
— Posso confessar um coisa? — disse Marcelo, olhando pra Renato.
— Depende.
— Você sempre responde assim?
— Sim.
— Então vou confessar mesmo assim.
Juliana riu.
— Fala.
— Você sabe que eu sempre fui interessado em você né?
Ela o encarou.
— Humm surgiu de onde?
— Curiosidade.
— Masculina?
— Talvez.
Ela olhou para Renato.
— Seu amigo é estranho, mas excitante.
— Eu sei isso há anos.
Marcelo insistiu.
— E então?
— Eu sei, já percebi isso.
— Desde quando.
— Desde sempre, homens sao previsíveis.
— E sabendo disso o que a gente faz?
Ela demorou para responder. Olhou para Renato e continuou.
— Acho que todo mundo gosta de ser admirado né.
Marcelo assentiu.
— Concordo. Mas no meu caso não só admiro, eu te quero.
A resposta ficou ecoando dentro do carro.
Porque todos sabiam que era verdadeira.
- Hummm , isso é ótimo né amor.
- Eu te falei que ela não tirava os olhos de você Ju. - Renato concluiu.
- Por que não encurtados isso então? -
- O que voce acha amor? Ele merece ? - disse Juliana.
- voce decide se ele merece amor - respondeu Renato.
- Está esperando oq ue pra vir pra ca - disse ela batendo no assento do carro .
Marcelo pulou para o banco de trás do carro.
Não pensou duas vezes, puxou Juliana para si e a beijou intensamente, sua mão procurou seus seios.
Ela retribuiu sem resistência. Tocou o rosto de Marcelo e logo desceu a mão em direção ao pau, apertou por cima da calça, em seguida esticou a mão pra Renato.
Marcelo põe a mão no vão da sai de Juliana procurando a buceta. Encontra uma minúscula calcinha enxarcada. Puxa de lado, põe um, dois, três dedos e começa um vai e vem penetrando a buceta molhada da namorada do amigo.
Juliana procura o zíper da calça dele, abre, vê um pau aprisionado na cueca molhada pelo tesao de Marcelo. Tira o pau pra fora e começa um vai e vem suave que deixa sua mão melada.
Renato observa tudo do banco da frente, absorto, excitado. Toca o pau por sobre a calça.
Marcelo levanta o vestido de Juliana, agora ela está exposta, a buceta molhada, os peito a mostra, ele a ajeita e cai de boca em sua buceta molhada. Juliana geme , rebola enquanto é chupada.
- Isso filho da puta , chupa minha buceta, chupa a buceta do seu amigo, da namorada do seu amigo, a buceta da mulher dos outros é mais gostosa né. Olha amor , como ele chupa com vontade.
Renato, de mal jeito no banco do passageiro quer ver a cena, mas se tocar ao mesmo tempo, a calça nos joelhos e o pau na mão revelam o tesao do momento.
Marcelo com os dedos na buceta de Juliana chupa seus peitos , beija-a. Ela goza num gemido alucinado, grita tremendo, sua.
Marcelo senta no banco e puxa Juliana pra si, direciona sua cabeça em seu pau, ela lambe, engole , força o mastro todo em sua garganta, tem dificuldades mas engole todo, baba num vai e vem intenso. Marcelo sente que vai gozar, freia Juliana.
Tira a calça, a cueca, levanta o vestido de Juliana e senta-a em seu colo.
Buceta molhada encaixa suavemente, ela geme, rebola, o carro balança.
- Isso vagabundo, fode a putinha do seu amigo, mete na buceta dela, ele gosta de ver a mulher dele cheia de rola. Fode , não para. Fode.
Renato teso , ajoelha no banco do passageiro, beija a namorada, bate na cara dela.
- Cadela gostosa.
Marcelo com a mão na cintura de Juliana força o pau, bate a bunda dela com força contra seu colo.
- Isso, assim, rebola, fode no meu pau pro Renato ver.
Renato beija Juliana, a mão no pau quase gozando.
O gozo de Marcelo vindo, a intensidade aumentando, os vidros embaçados, o balanço do carro denúncia a ousadia.
- Estou gozando amor, estou gozando - repetia Juliana com a mão de Renato em seu rosto.
- Goza sua puta, goza gostoso - Renato repetia enquanto tocava o pau.
- Ahhhh - foi o gemido alto de Mercelo quando gozou forte dentro de Juliana.
Caíram desfalecido, Juliana e Marcelo jogados um sobre o outro no banco de trás, Renato com a mão cheia de porra do orgasmo que tivera vendo a cena.
O tempo passava.Os três recompostos.
A chuva diminuía. A conversa voltava a fluir.
Em determinado momento, Marcelo olhou para Renato.
— Posso dizer uma coisa sem você ficar bravo?
— Depende da coisa.
— Sua esposa é muito mais interessante do que você.
Juliana caiu na gargalhada.
O clima ficou mais leve, mas ainda confortável.
Marcelo falou algo inesperado.
— Sabe o que mais admiro em vocês?
— O quê? — perguntou Renato.
— A confiança.
— Confiança?
— Sim.
— Por quê?
— Porque a maioria dos casais não conseguiria ter uma aventura como essa e ainda seguir em frente sem criar um drama.
Juliana cruzou os braços.
— Voce tem razão, isso que fizemos é pra poucos, só os que confiam em si mesmos podem agir assim se se afetar.
— A maioria das pessoas já estaria desconfortável, como naquele filme da Demi Moore, lembra?
Renato pensou alguns segundos.
— Somos assim por que talvez porque não exista nada para esconder. Nada do que somos.
Marcelo assentiu.
— Talvez.
Juliana observou os dois.
Lá fora, a chuva finalmente começou a parar.
Dentro do carro, porém, a tensão permanecia.
Não uma tensão negativa, mas algo como o reconhecimento de uma traquinagem infantil que não se podia revelar a ninguém.
Aquela sensação rara que surge quando três pessoas percebem que estão compartilhando algo incomum.
Um momento que provavelmente jamais aconteceria da mesma forma outra vez.
Quando decidiram ir embora, a chuva já havia passado.
Mas ninguém lembrava mais que ela havia acontecido..
Ao ligar o carro novamente, Marcelo sorriu.
— Engraçado.
— O quê? — perguntou Juliana.
— Eu saí de casa achando que seria apenas mais uma noite comum.
Ela trocou um olhar rápido com Renato.
— Eu também.
Marcelo colocou o carro em movimento.
— E acabou sendo muito mais interessante do que eu imaginava.
Nenhum dos três respondeu imediatamente.
Porque, de alguma forma, todos concordavam.
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