O silêncio do quarto tinha um peso diferente naquela noite. Lucio sentia o corpo cansado da rotina do trabalho, o cheiro de metal e óleo ainda parecia impregnado na memória do dia, mas bastou o sussurro de Irene para que a exaustão fosse substituída por uma descarga elétrica que desceu direto para a base da sua coluna.
Eles não se tocavam. Estavam deitados, separados por poucos centímetros de lençol e por um abismo de confissões que só a penumbra permitia.
— “Amor, me diz de novo aquilo...” — ela pediu, a voz arrastada, quase lambendo o ouvido dele.
Lucio fechou os olhos. O coração martelava contra as costelas. Ele sabia exatamente o que era "aquilo". Era o gatilho, a chave que abria o porão das suas fantasias mais inconfessáveis, as mesmas que ele destilava em pensamentos, mas que ali, na voz da própria esposa, ganhavam uma carne perversa.
— “Aquilo o quê, amor?” — ele provocou, a voz rouca, querendo ouvir a confirmação dela.
— “Aquilo de me ver dando pra outro”.
O ar no quarto pareceu acabar. Lucio sentiu o sangue latejar, a ereção imediata batendo contra o ventre, dolorosa e urgente. O prazer não vinha de um toque físico, mas da imagem mental de sua posse mais preciosa sendo entregue, por sua própria vontade, ao domínio de um terceiro.
— “Hummm, se interessou mesmo, né?” — ele respondeu, mergulhando de cabeça no jogo. — “Pois é... é isso. Quero ver você dando pra outro e me chamando de corno”.
Ele sentiu Irene se mexer ao seu lado, o calor do corpo dela aumentando. Ela não recuou; ao contrário, avançou, aceitando o papel de arquiteta daquele delírio.
— “Ai, que delícia...” — ela suspirou, e Lucio podia jurar que ouvia o sorriso dela no escuro. — “Você quer me ver dando a buceta pra outro, é? Quer ver um amigo seu fodendo a buceta da tua puta, meu corno gostoso?”
A palavra "amigo" foi o golpe de misericórdia. Não era um estranho qualquer; era alguém do círculo dele, alguém que apertava sua mão, que frequentava sua casa. A empolgação e o tesão se fundiram em um único sentimento avassalador. Lucio estava no limite. O orgasmo estava ali, na ponta da língua dela, na possibilidade real de que amanhã o mundo não seria mais o mesmo.
— “Quero” — ele murmurou, a palavra saindo como um gemido de quem se entrega ao carrasco, --“Quero ver você sendo fodida inteira e me olhando nos olhos”.
— “Quer ver sua puta chupando o pau de outro? Quer ficar ali do lado segurando minha mão enquanto ele me fode? — ela continuou, implacável, descrevendo a cena com uma precisão que fazia a realidade parecer pálida.
Lucio não precisava de mais nada. Naquele momento, ele não era o marido protetor, o provedor da casa, o apaixonado. Ele era apenas um homem destruído e reconstruído pelo desejo. Imaginou o amigo chegando, o olhar de cumplicidade entre eles, o momento em que Irene se ajoelharia. A imagem era tão nítida que o corpo dele reagiu como se o ato estivesse acontecendo ali, sobre o tapete do quarto.
O clímax veio sem toque, apenas pela força do verbo. Foi um espasmo violento, uma explosão que o deixou sem fôlego, enquanto o eco das palavras dela ainda vibrava nas paredes.
Eles continuaram em silêncio. A fantasia não era real, mas a verdade que ela revelou era mais sólida que qualquer concreto: o prazer da possibilidade era o maior de todos os afetos. Naquela noite, eles tinham ido onde poucos casais ousam ir, e voltaram de lá com um segredo que nenhum livro seria capaz de esgotar.
Ela sentiu que o tinha nas mãos, não pelo toque, mas pela vibração do corpo dele que fazia a cama de casal parecer um campo de força. Irene não parou. Ela queria levar Lucio ao limite onde a sanidade e o delírio se confundem.
— “Imagina ele entrando aqui agora, amor...” — ela sussurrou, a voz carregada de uma malícia que ele nunca tinha ouvido fora daquelas paredes. — “Ele não ia pedir licença. Ele ia olhar pra você, sentado ali na poltrona do canto, e depois ia olhar pra mim. Eu iria estar só de calcinha, aquela fio dental preta que você diz que me deixa com cara de puta... E você, meu corno, ia ficar só olhando, sem poder dizer nada, só sentindo o pau latejar enquanto vê o seu amigo me puxando pelo cabelo e pondo o pau na minha boca.”
Lucio soltou um ar pesado dos pulmões, um som que era metade gemido, metade sufoco. Ele conseguia ver a cena: a sombra do outro sobre o corpo dela, o contraste das mãos brutas dele na pele macia de Irene.
— “E se acontecer de verdade? Você vai aguentar me ver de quatro pra ele?” — ela continuou, implacável, subindo o tom da provocação. — “Ele vai meter com vontade na minha buceta, na buceta da tua mulher Amor. Vai me chamar de nomes que só você, que é meu homem tem coragem de chamar, e eu vou olhar bem nos teus olhos enquanto ele me fode. Vou gritar o nome dele, mas o meu olhar vai ser só seu. Você vai ver a bunda da sua mulher batendo contra as coxas dele, vai ouvir o barulho do suor e do gemido da gente se misturando... Você vai querer chegar perto, mas eu não vou deixar. O seu prazer vai ser esse: ver que eu sou sua, mas que naquele momento, eu sou a puta dele. É isso que você quer amor?”.
O suor escorria pelas têmporas de Lucio. Ele apertava o pau com tanta força que os nós dos dedos estavam brancos. A imagem dela sendo possuída por outro, com a sua permissão, era como um incêndio que ele não queria apagar.
— “E se ele pedir pra gozar na minha boca?” — ela lançou a pergunta como uma brasa. — “Você vai querer ver a sua puta engolindo tudo? Vai querer ver o resto do gozo dele escorrendo pelo meu queixo enquanto eu sorrio pra você? Imagina o cheiro dele em mim, amor... imagina eu vindo deitar aqui depois, com o corpo todo marcado por ele, pra você me cheirar e sentir que o seu amigo esteve dentro de mim a noite toda me fodendo. Isso te deixaria louco, não deixaria?”
Lucio não aguentou. O "sim" não saiu como palavra, mas como um espasmo que percorreu cada nervo. Ele estava mergulhado na cena, sentindo o peso daquela humilhação deliciosa, o prazer de ser o observador da própria entrega. O mundo lá fora, com suas dores e rotinas, tinha sido reduzido a cinzas pela voz de Irene. Naquele quarto, não existia mais o certo ou o errado, apenas a promessa ardente de uma aventura erótica da mulher de Lucio consentida por ele, que os unia mais do que qualquer fidelidade comum.
Irene percebeu que o silêncio de Lucio era o grito de um homem que já não pertencia mais a si mesmo. Ela se inclinou um pouco mais, o calor do seu hálito agora queimando a pele do pescoço dele, embora continuasse sem encostar um dedo sequer.
— “O silêncio dele vai ser a música da nossa noite, amor...” — ela retomou, a voz agora num tom de confissão sombria. — “Eu sei que você quer ver o pau dos seus amigos dentro da minha buceta, sei que você se excita muito quando pensa que um dia isso pode acontecer. E quando isso acontecer, eu quero que ele te mande olhar. Te obrigar a ver cada detalhe, cada estocada forte do pau dele na minha buceta. Imagina ele abrindo as minhas pernas na tua frente, devagar, abrindo minha buceta com os dedos e comentando como eu estou molhada... como eu fico vadia quando você está assistindo. Ele vai rir de prazer, mas sou eu quem vai te chamar de corno, enquanto ele me fode com os dedos só pra você ouvir o barulho”.
Lucio sentia a garganta seca. A imagem do amigo rindo enquanto possuía sua esposa era o ápice daquela tortura voluntária. O prazer vinha justamente da destruição do seu orgulho.
— “Eu vou falar pra ele ser bruto, sabia?” — ela continuou instigando a reação dele com cada sílaba. — “Vou dizer que você não me fode desse jeito, que eu preciso do pau dele pra me sentir completa. E você vai ouvir tudo. Vai ver ele me pegando pelo pescoço, me virando de costas pra você, pra que você tenha a visão privilegiada da minha submissão. Você vai ver o rastro que ele vai deixar nas minhas costas, as marcas dos dedos dele nas minhas coxas... marcas que vão durar dias, Amor. Marcas que você vai ter que ver toda vez que a gente se trocar pra sair, lembrando que aquele corpo que você chama de seu, na verdade, pertenceu a outro na sua frente.”
Um tremor incontrolável tomou conta das pernas de Lucio. Ele imaginava o dia seguinte, o encontro casual com o amigo, o aperto de mão firme e o segredo sujo compartilhado apenas pelo olhar de Irene.
— “E quando ele terminar...” — ela sussurrou, a voz agora quase um fio de seda e veneno. — “Eu vou ficar largada na cama, gozada, a porra escorrendo da minha buceta. Vou ficar ali, jogada, ofegante, com o cheiro dele impregnado em cada poro. Você vai ter coragem de me tocar depois? Vai ter coragem de me beijar depois? Ou vai preferir ficar só cheirando, sentindo o perfume de outro homem na sua mulher?”
Lucio sentiu o abismo se abrir. O prazer era tanto que beirava a dor. Ele não era mais dono da sua vontade; era um espectador da própria vida, um personagem de um dos seus contos que ganhava vida através da crueldade doce de Irene. A possibilidade não era mais um sonho; era uma sentença que ele aceitava de joelhos, esperando pelo próximo golpe daquelas palavras que o faziam se sentir, pela primeira vez, completamente vivo.
Irene silenciou por um instante, apenas o tempo necessário para que o som da respiração descompassada de Lucio preenchesse o quarto. Ela se moveu, sentando-se sobre os calcanhares, olhando-o de cima na penumbra.
— “É isso que você quer, amor?” — a pergunta veio seca, definitiva. — “É isso que você deseja de verdade? Ver a sua mulher, a sua Irene, dando a buceta para um amigo seu na sua frente? Olhando pra você enquanto ele me rasga? É isso?”
Lucio sentiu o peso da verdade esmagando qualquer resquício de hesitação. O desejo era uma entidade viva entre os dois.
— “É...” — ele confessou, a voz saindo do fundo da alma. — “É o que eu mais quero. Quero ser o seu corno. Quero ver essa buceta gostosa sentando em outro pau.”
Irene soltou um riso baixo, vitorioso, e se aproximou do rosto dele, segurando o queixo de Lucio com uma firmeza que ele nunca tinha sentido.
— “Você é o corno que eu sempre sonhei em ter, sabia?” — ela sussurrou, os lábios quase encostando nos dele. — “Um homem que me ama tanto a ponto de querer me ver sendo feliz no pau de outro. Sou sua puta... meu corno gostoso”.
Ela não esperou resposta. Avançou sobre ele, mas o beijo não era de carinho; era de posse. Quando eles finalmente se uniram, o sexo não era apenas entre marido e mulher. Irene transformou o movimento dos corpos em uma narrativa viva.
—"Imagina agora, amor...” — ela dizia, enquanto se movia sobre ele, cada estocada sendo ritmada pelas palavras. — “Imagina que não é sua mão que está te apertando, mas a dele, me segurando pra você olhar. Imagina que esse peso em cima de você é o meu peso nele. Imagina que quando eu sento assim, com força, eu estou sentindo o pau do seu amigo me preenchendo, me alargando, entrando na minha buceta...”
Lucio fechou os olhos, mas ela não deixou.
— “Abre os olhos!” — ela ordenou. — “Olha pra mim e imagina que eu acabei de chegar da sala, onde ele me usou de todos os jeitos, e agora eu vim aqui só pra te mostrar como fiquei. Imagina eu abrindo as pernas e te mostrando a porra dele escorrendo. Que esse suor que está correndo entre nós é o suor dele. Que o cheiro que você está sentindo agora é o cheiro do gozo dele dentro de mim”.
A cada palavra, Lucio sentia que o prazer dobrava de intensidade. Ele não estava transando apenas com a esposa; ele estava transando com a ideia de ser trocado, de ser o observador, de ser o homem que assistia à própria mulher se transformar em algo selvagem nos braços de outro.
— “Grita, amor...” — ela provocava, aumentando o ritmo, a voz ofegante fundindo-se ao som da carne. — “Grita que você é meu corno! Imagina que ele está ouvindo tudo do corredor, rindo de como você goza fácil só de pensar em me ver sendo fodida por ele. Imagina que eu sou a puta dele agora... e que você adora isso!”
O orgasmo veio como uma avalanche, um colapso total onde o real e o imaginário deixaram de existir. Lucio se perdeu naquelas imagens, nas palavras dela que agiam como chicotes e carícias. Quando o silêncio finalmente retornou ao quarto, eles não eram mais os mesmos. A fantasia tinha sido consumada no espírito, e o laço que os unia agora era feito de uma liberdade que só quem mergulha no abismo é capaz de compreender.
--” Gostei da ideia...” – disse ela – “Quem sabe um dia eu tome coragem e realize de verdade essa sua fantasia” – dando-lhe um beijo virou pro canto e se cobriu.
nota do autor. nao esqueça de me chamar para conhecer meus livros de contos





quero usar essa esposinha safada
Parabéns pelo conto. Muito gostoso de ser lido.