A Viagem

    A força de um momento de virada na minha vida. Depois de um divórcio e de uma mudança geográfica tão grande, me vi diante de uma transformação interna profunda, daquelas que a gente não planeja, mas que acontece com a força de um raio. O que aconteceu no ônibus foi o ápice de um consentimento silencioso, onde o medo deu lugar à descoberta.

       Após o término de um casamento de 6 anos, mudei de estado - físico e mental... do Sul para o Norte. Conheci o Cléo - Cleomar - O conheci através de sua esposa - a qual fiz amizade. Fiquei amigo da família - estavam casados a 3 anos; sem filhos. Após 5 anos de amizade eu ainda estava solteiro. Sou baixo 1,65, magro, nunca aparento a idade que tenho, quando eu tinha 20 me tomavam por 15, aos 30 pensavam que eu tinha 20. Sou uma pessoa muito introspectiva e falo pouco, mas um bom ouvido para amigos. Cléo é uma pessoa contraria a mim, extrovertido, despudorado. Tem uma esposa linda, meiga, mas um pouco ingênua. Vivíamos sempre juntos - aniversários, casamentos, rodeios, pescaria. Meu estado começou a mudar após uma pescaria - somente eu e ele. Sentados no barranco pescando ele sentiu vontade de urinar, fincou o cabo da vara no chão e disse: - Vou dar uma mijada. Como eu também estava com vontade, fiz o mesmo. Na primeira árvore ele parou, tirou para fora e começou a urinar. Eu fui procurar um local um pouco mais distante. Mesmo a distância eu o via. Quando ele olhou para a sua esquerda para ver se estava sendo observado, fiz o mesmo. Meus olhos foram direto para seu pênis urinando ou melhor jorrando urina. O barulho que o líquido fazia no chão era alto, chamou a tenção deles - Dos meus olhos - Pensei comigo; se mole é assim imagina duro. Fiquei com vergonha do meu pensamento. Voltamos a pescaria. Cléo é maior e mais encorpado que eu. Suas nádegas são brancas, lisas, arredondadas e femininas - sei disso pois ele tem a mania de brincar de abaixar a calça e mostrá-las. Seus líbios são carnudos e avermelhados. Quando o conheci tinha os cabelos cortados rente ao pescoço, hoje usa um corte moderno, curto. Duas semanas após a pescaria agente tinha um aniversário para ir, cheguei em sua casa ele estava no banho, cumprimentei sua esposa e entrei. Fiquei parado na porta do banheiro - ele tem mania de tomar banho com porta aberta. Sua esposa preparava algo na cozinha. Ele embaixo do chuveiro, virou o corpo de frente para mim e começou a balançar de um lado para o outro, rindo na maior cara de pau. Eu ri e cravei meus olhos no dele, mas via todo o seu corpo, jovem, atlético, esbanjando saúde, mas lá embaixo um matagal só. - Cara, rapa essa coisa, muito feio, olha só eu me rapo, e abaixei a calça um pouco para ele ver. Ele riu. Foi até uma gaveta, tirou dela uma máquina de cortar cabelo e foi tirando o excesso. Foi ao banheiro e voltou com uma lâmina de barbear, raspava o restante e o chão ia ficando preto. Com esse processo de passar a mão, sentia a maciez. Com isso seu pênis começou a ficar ereto - Por fim duro mesmo. Ele mais uma vez começou a balançar na minha frente, pá, pá, pá. Uma bola de saliva despontou na minha garganta. Desceu garganta abaixo como se fosse um pedaço de carne entalado. Sua mulher entrou de repente e gritou: "Que isso Zinho, toma vergonha!" Eu fingia. Fui ao banheiro, fechei a porta e esperei o coração diminuir suas batida - Lavei o rosto. Seu pênis era grosso, reto até o meio e do meio para frente fazia uma curva ascendente. A parte baixa da glande cobria o corpo do pênis como um guarda sol de praia cor de ferrugem vibrante. Dentro do banheiro eu pensava: Será que estou virando gay? Ou bissexual? Não sentia atração por homens. Mas Cléo era diferente e ao seu lado me sentia uma pessoa querida. Um ano estava se passando o natal chegou e o que era para acontecer ia acontecer. Uma semana antes do natal sua esposa pegou o carro, as crianças e partiu antecipadamente para casa de sua mãe. Ficava em uma pequena cidade a mil km de distância. Todos os anos agente passava o natal juntos. Cléo me disse que esse ano iriamos passar o natal na casa de sua sogra. - " A Lú já foi com as crianças, comprei as passagens, minha e sua" - Ele era assim, despachado. -Esse ano o natal cairia em um sábado. Saímos na sexta às 10:00hs da noite. Trajeto que tudo vai mudar. 1000 km, 1000 volts. Eu não sabia, mas algo dentro de mim sabia.
Tenho o hábito de assim que entro em ônibus me vem o sono. Dessa vez o sono não vinha. Carro cheio. Na capital saíram quase todos. Ninguém entrou. Conversamos até aquele momento. Não me lembro sobre o que conversávamos. Coisas banais. Partimos. 02:00 da manhã. O sono chegou. Acordei com minha cabeça deitada no seu colo. Me endireitei e tentei entender o que tinha acontecido. Vi que o encosto estava entre as poltronas. Numa curva devo ter caído para o lado. Meio envergonhado olhei para ele. - "Pensei, Graças a Deus, está dormindo!" A lua lá fora clareava tudo, menos meus pensamentos. Logo meu cérebro começou tagarelar, o sono se foi. Me imaginava deitado ali, de novo. Coração acelerou e a respiração quis acompanhar o ritmo. Então fingindo que estava dormindo fui me escorregando para o seu colo, bem devagar. Fiquei ali, sentindo aquela coisa macia e quente no meu rosto. Nesse dia usamos calças de táctil para ginástica, tecido leve, folgado e respirável. Eu mal respirava, sufocava. Logo aquela coisa macia começou a criar vida embaixo da minha cara. Sentia que algo estava mudando. Cresceu e enrijeceu. Eu fingia que estava me ajeitando em um travesseiro. quanto mais eu fingia mais ele pulsava. – “O que faço agora, me levanto e me revelo uma bicha ou continuo fingindo”. - A solução não vinha. Continua imóvel. Pensei – “Se ele está excitado é porque está ciente, logo estamos em sintonia”. - Mesmo assim eu continuava congelado, - Praticamente congelado - Então a coisa aconteceu - Ele começou a fazer cafuné no meu cabelo. Encostou sua boca no meu ouvido e sussurrou – “O carro está quase vazio, só uns bancos lá na frente’ - Eu nem me mexi. Disse de novo: - “Levanta a cabeça um pouco”. - Levantei 3 dedos. Ele se afundou na poltrona e empurrou calça e cueca para baixo. Meu corpo tremeu por dentro. Meus ossos ferveram. Sentia eles amolecerem. Senti todo aquele calor no rosto. Abracei seu pau com a mão esquerda e o apertei na minha cara, no meu nariz. Sentia o cheiro adocicado do vapor quente de sua rola. Desci a mão até o saco bem devagar, subi mais devagar ainda, sentido a maciez. A lua iluminou uma gota de perola transparente saindo da glande, passei o dedo e a levei aos meus lábios, esfreguei. Apareceu mais outras, eu passava a mão e esfregava na cara. Ele tirou a blusa, ficando só de camiseta. Comecei a beijar, mordiscar sua barriga e fui subindo. Beijei seus mamilos. Desci. Passei a língua na cabeça. Dei voltas com a parte inferior da língua sentido a carne. - Que delícia! Meu corpo se transportou. Me senti no espaço girando envolta de uma galáxia. Coloquei aquela cabeça enorme na minha boca, sentido cada milímetro da carne. Fui descendo. Engoli o céu e as estrelas. Forcei mais e mais fundo. Senti na garganta. Gozei. – Gozava forte. Sentia o líquido me molhar. Gozava sem me tocar. Desci mais na garganta. Comecei a gemer. - Então senti, senti seu gozo, sua porra entrando na minha garganta, enchendo minha boca de seu esperma. Pensei, e agora que fazer, engolir? Ainda não estava preparado, - Ainda não. Comecei a tirar a blusa, mal conseguia levantar os braços. Fui devagar para o banheiro tirando a blusa. Lá dentro cuspi uma xicara de porra na pia. Não abri a torneira, não lavei rosto nem mãos. Voltei e me sentei. Entravamos no terminal. – Chegamos. Ele me olhou com uma cara de satisfação. Botei a mão nos meus olhos e sussurrei. - "Que vergonha". Ele pegou minha mão e a beijou como se eu fosse sua rainha. Me puxou para si e me beijou na boca. Eu disse baixinho: - Não lavei o rosto nem a boca. Então ele sugou minha língua. Chegando em casa cumprimentamos todos com abraço e um beijo no rosto. Sua esposa me beijou no rosto. Ela segurou meu ombro com as duas mãos e ficou me olhando. – Eu disse, “É estou precisando de um banho. Ri e disse para mim mesmo. "É o cheiro da porra do seu marido".
Após esse episodio, muito mais ia acontecer.
                                


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Ficha do conto

Foto Perfil Conto Erotico arcanjo1917

Nome do conto:
A Viagem

Codigo do conto:
263684

Categoria:
Fantasias

Data da Publicação:
04/06/2026

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