Nos conhecemos há apenas um dia. Ele tem barba cerrada, mãos grandes, está na faixa dos cinquenta a sessenta anos e dirige caminhão há muito tempo. Veio buscar minha mudança para uma cidade vizinha, a cerca de duzentos e cinquenta quilômetros de distância. Quando ainda estávamos dirigindo dentro da minha cidade, ele olhou para uma jovem atravessando o semáforo e exclamou, com aquele jeito rústico: — Puta gostosa, mano! Você viu?... Você gosta da fruta? Me prguntou — Não tanto quanto antigamente... — respondi, provocando com o olhar. Ele me olhou admirado, de cima a baixo. — Quantos anos você tem? — perguntou. — Tem algum problema de saúde? Eu já vinha observando aquele homem durante todo o carregamento. Ele me parecia uma pessoa muito simpática e com um apelo sexual bruto, viril. Senti o clima esquentar e emendei sem medo: — Conhece o famoso ditado: "Amor de pica, onde bate, fica"? Pois é. Abriu a porta uma vez, não se fecha mais, escancara. Por alguns segundos, ele ficou pensativo, encarando a estrada com as mãos firmes no volante. — Fala sério mesmo!? — perguntou, com a voz mais grave. — Sim. Se eu fosse você, nem tentaria experimentar um dia! Ele deu uma risada curta, meio sem jeito, tentando manter a pose de machão. — Nem pensar. Do que eu gosto mesmo é de buceta. — Hum... Sei. Eu também gosto — respondi, afinando o tom de voz. — Mas também tenho um outro lado. E quando ele vem, vem com força. Cruzei as pernas devagar, entrelacei os braços e olhei para a frente com um sorriso despudorado. Senti uma onda de calor descer sobre mim. Eu me sentia como um dependente químico que passou a vida abstêmio de uma droga pesada e, naquele instante, o vício estava bem ali, do meu lado. Eu não podia alcançá-lo de imediato; teria que seduzir quem o possuía. Então, deixei o momento me levar. Mudando a marcha do caminhão e se ajeitando. — Então me conta... Como foi isso? Como foi a sua primeira vez? Faz tempo? — Não faz muito tempo. Foi numa véspera de Natal, eu e um amigo. Ele apertou o volante com mais força, visivelmente interessado na história. — O que eu quero são os detalhes. — Foi numa viagem de ônibus, no meio da viagem, eu dormi e acordei deitado no colo dele. Senti que o pau dele estava duro por baixo do short. não pensei duas vezes: botei para fora e meti na boca até ele gozar. O caminhoneiro arregalou os olhos, engolindo em seco. — O quê!? Ele gozou na sua boca? Caraca... Muito massa mesmo! E você engoliu a porra dele? — Não — respondi, dando uma olhada rápida para a calça dele antes de voltar a encarar o para-brisa. — Cuspi na pia do banheiro. — Nossa, fiquei de pau duro... Olha! — ele pediu, apontando com o queixo para o próprio membro. Eu, ainda com as pernas cruzadas, soltei os braços e me apoiei na poltrona do caminhão. Olhei abaixo do umbigo dele. O volume por baixo do jeans parecia o tamanho de dois punhos cerrados, um verdadeiro braço querendo romper o zíper da calça. Com um toque bem suave, comecei a alisar as coxas grossas dele. Olhei para baixo e disse, quase sussurrando perto do seu ouvido: — Parece enorme... Olhei para a frente e percebi que, na contramão, os motoristas dos outros caminhões altos poderiam me ver ali. Para não sermos pegos, deslizei para baixo, sumindo entre as pernas dele. O meu próprio pau queimava de prazer dentro da cueca. Enchi a mão no jeans dele, sentindo toda aquela rigidez. Ele, enlouquecido de tesão, mantinha os olhos fixos na rodovia. Abri o cinto, puxei o zíper e o pau dele pulou para fora, imenso e pulsando. Comecei a bater uma punheta. Minhas duas mãos subiam e desciam por todo o comprimento, enquanto eu olhava para o rosto dele, provocando: — Vou deixar você gozar na minha boca, quer? Quer gozar direto na minha garganta? Quero sentir o gosto da sua porra quente na minha boca... Quero esfregar a sua baba na minha cara. Então, o seu corpo todo estremeceu e ele começou a gozar. Não perdi tempo: abocanhei aquele pau grosso até o fundo e comecei a sugar toda a porra que saía, engolindo gole a gole, sentindo o jato quente. Olhei para cima, para o rosto dele. Sua expressão era estática, de puro choque e prazer, como se tivesse levado uma punhalada de tesão na coxa. Limpei o canto dos lábios com as costas da mão, voltei a me sentar ao seu lado na poltrona e comentei, recuperando o fôlego: — Nossa... Isso foi arriscado, hein! Ele, ainda com o pau duro, continuou olhando para a frente, sem conseguir piscar, completamente dominado pelo gozo.
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