Dessa vez eu não quis usar minha jaqueta jeans. Eu olhei no espelho antes de abrir a porta. Meus óculos ajustados, os brincos brilhando e nos pés, as meias 7/8º e meus sapatos mais confortáveis. Nada mais. Nenhum tecido cobria minhas partes mais íntimas. Saí completamente pelada, somente com esses acessórios. Eu, toda cínica, fingia para mim mesma estar vestida. — Se eu estou com quatro peças, então estou vestida o suficiente para ir a qualquer lugar — murmurei para mim mesma, com um sorriso cínico, enquanto sentia o vento do corredor bater em minha bunda. O momento em que abri a porta da rua foi o maior choque. A luz do dia bateu direto nas minhas tetas, que balançaram instantaneamente com o primeiro passo. Eu caminhava com a cabeça erguida, mas por dentro, a vergonha me consumia como um ácido. Eu via as pessoas — vizinhos, desconhecidos, todos totalmente vestidos — e sentia aquele contraste devastador. Eu era a única a estar pelada no meio daquela multidão de pessoas que caminhavam totalmente vestidas, naquele lugar tão público. A cada metro que eu me afastava de casa, a irreversibilidade da situação se tornava mais pesada. Eu não estava apenas "estranha"; eu era a mulher pelada de sapatos, meias longas, brincos e óculos. Senti meus bicos dos seios endurecerem, tornando-se pontudos como tampinhas de caneta, denunciando meu tesão para qualquer um que olhasse. Senti por instinto, uma vontade enorme de desviar o olhar quem me encarava, mas toda vez que isso acontecia, eu lutava com todas as minhas forças, para continuar sustentando o olhar. A vergonha era tanta que eu sentia vontade de rir, como se a situação me fizesse sentir cócegas. Chegou a hora de pegar o ônibus. Meu coração disparou, meus bicos ficaram mais duros e sensíveis, minha buceta molhou mais ainda, e percebi mais intensamente toda vez que minhas tetas balançavam. Subi os degraus hesitante, sentindo o vento bater na minha buceta depilada e aberta. O silêncio súbito que se instalou quando as pessoas perceberam que eu estava pelada. Isso foi muito intenso. Passar pela roleta para pagar o ônibus intensificou ainda mais a sensação de estar pelada, pois no momento em que eu estava retirando o dinheiro que estava guardado em uma das minhas meias todo mundo olhou em minha direção e ficou prestando atenção. Sentei-me no banco de plástico frio, sentindo a pele da minha bunda grudando no assento público. Eu estava ali, exposta, com meus óculos e brincos, fingindo que tudo estava normal enquanto todos me observavam. O tesão era insuportável; eu sentia a culpa de estar fazendo algo tão errado e tão proibido para a minha criação que isso fazia eu ficar muito mais consciente das minhas partes expostas, era como se a vergonha, culpa e arrependimento, amplificassem meu tato e todas as sensações físicas. Aquilo acabou me excitando muito. Tudo soava para mim, como se eu estivesse sendo masturbada pelo ambiente. Ao descer no shopping, a escalada da minha exposição aumentou a vergonha que eu estava sentindo. O ambiente climatizado, as luzes fortes e a multidão de pessoas vestidas com roupas elegantes, tornaram meu estado ainda mais absurdo. Eu caminhava, sentindo minhas tetas balançarem livremente a cada passo, atraindo olhares de incredulidade. Minhas tetas balançando me faziam cócegas, e era muito engraçado, era como se minhas tetas zombassem de mim por eu estar pelada. Foi então que ele apareceu. Um homem que eu nunca vira, com um olhar de cinismo absoluto. Ele não parecia chocado; ele parecia apenas... curioso. Ele se aproximou de mim no meio do corredor principal, onde centenas de pessoas circulavam. Ele perguntou: — O que você está vestindo? Respondi: — Como assim? Estou totalmente vestida, estou de meias 7/8º, sapatos, brincos e meus óculos de grau, estou totalmente vestida. Só de dizer isso senti minha buceta molhar mais ainda de tão absurda era minha nudez. — Você está com tantas peças, então está toda vestida, não está? — ele perguntou, com a voz cínica, rindo pelo canto da boca, enquanto me olhava de cima a baixo. — Mas me diga... por que essa parte da sua roupa aqui na frente balança tanto quando você anda? Perguntou alisando minhas tetas. E por que essa parte aí embaixo tem um tecido tão diferente, tão... úmido? Perguntou apontando para minha buceta. Sem pedir licença, alisou minhas tetas e disse: Essa roupa sua é muito diferente, tão macia, essa parte balança tanto, e essa parte então... ficaram durinhas e enrugadas agora que eu comecei a tocar. Estou tentando alisar essa parte, mas parece que cada fez fica mais enrugada... Em seguida ele deslizou a mão para baixo, encontrando minha buceta encharcada. O toque foi cínico, direto. Enquanto seus dedos começavam a me masturbar penetrando um dedo em minha buceta, com um movimento de vai e vem constante, ele continuou falando com a maior naturalidade, como se estivesse analisando um objeto qualquer: — Estranho... quanto mais mexo mais fica molhada... — Ohhh... — eu gemi, tentando desesperadamente disfarçar. Ele perguntou: — O que você disse? Não entendendi... Eu tentei manter meu cinismo, tentando convencer ele que minha voz era assim, que eu não estava sentindo vergonha nenhuma. — Minha voz... oohhz... é assim... mmm... mesmo... eu... ooohhh... Eu tentava negar a vulnerabilidade, mas eu falhava enormemente. Enquanto eu lutava para manter a pose, minha buceta pulsava violentamente contra o dedo dele, molhando-o completamente, denunciando cada onda de prazer. Eu sabia que ele estava percebendo tudo: A contração da minha buceta envolvendo seu dedo, o calor e a vermelhidão do meu rosto... — Eu... eu estou só... ooohhhh (eu estava gozando intensamente) estou só... mmmm ajudando você aaahhh a analisar ooohhh minha roupa aaahhh... — minha voz era trêmula e forçada; desisti do disfarce: Enquanto o orgasmo me atingia, comecei a gemer e a brincar descaradamente, passando a ponta de meus dedos em meus próprios bicos, que latejavam e me causavam cócegas sob o olhar de todos. Esses toques cínicos são muito poderosos por eliminarem qualquer chance de sair da situação. Quando eu disse cinicamente a ele, que estava vestida, e que minhas partes íntimas eram partes de minha roupa, ele começou tocar e isso eliminou qualquer chance de pedir para ele parar, porque ele não estava fazendo nada demais além de tocar em um pedaço de tecido. Depois que me acalmei, ele retirou a mão com a mesma indiferença com que a colocou e simplesmente se afastou e foi embora sem dizer mais nada. A indiferença também é muito poderosa, pois se só eu estou excitada, e só eu estou sando safada, isso mais uma vez me deixa sozinha na sensação de estar fazendo algo tão errado e tão inadequadamente sexual. No instante em que o tesão evaporou e ele foi embora, a realidade me atingiu como um balde de água gelada. Eu estava pelada e sozinha, no meio de um shopping, há quilômetros de casa. Olhei para minhas meias 7/8º e para meus sapatos, em seguida senti que ainda estava usando meus brincos e meus óculos. Só isso e nada mais. Senti uma onda avassaladora de arrependimento e culpa. Eu me senti culpada, inadequada e profundamente errada. Onde estavam minhas roupas? Por que eu tinha vindo tão longe? A sensação de vulnerabilidade agora era assustadora; senti que não havia qualquer lugar para me esconder. Mas então, algo aconteceu: O silêncio daquelas pessoas vestidas me observando, a memória do toque cínico e a percepção de que eu estava ali, desamparada e exposta, começaram a acender meu tesão novamente. A vergonha do pós-gozo, em vez de me afastar, tornou-se um novo estímulo, pois me fazia sentir muito consciente de estar pelada. Meu instinto gritava para eu dar meia-volta, correr para casa e me vestir o mais rápido possível. Mas eu resisti. Eu queria sentir a irreversibilidade. Em vez de voltar, comecei a andar na direção oposta, afastando-me ainda mais de casa e de qualquer chance de me cobrir. Senti a brisa no meu corpo lembrando que eu estava pelada, enquanto caminhava para longe, sentindo o dinheiro escondido nas minhas meias. Eu pegaria outro ônibus, iria para um lugar mais público possível, apenas para intensificar a vergonha de estar pelada, cometendo o erro mais gostoso de toda minha vida.
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