Esperei em silêncio. Assim que o outro homem saiu, a porta da cabine se abriu. Nossos olhares se cruzaram por um instante e não foi preciso dizer uma única palavra. Caminhamos naturalmente até o mictório, como se fôssemos apenas mais dois desconhecidos usando o banheiro.
A discrição durou poucos segundos.
Ele abriu a calça e revelou aquele pau enorme, grosso, que imediatamente começou a acariciar com vontade. Meu corpo respondeu quase por instinto. Tirei o meu também, enquanto ele se aproximava com um sorriso malicioso. Levantou minha camiseta, beijou meu peito e passou a língua devagar pelos meus mamilos, arrancando um arrepio que percorreu meu corpo inteiro. Depois desceu lentamente até minha virilha, envolvendo meu pau com a boca, alternando entre chupadas profundas e lambidas demoradas.
Meu tesão já estava completamente fora de controle.
Sem dizer nada, ele segurou minha cintura e mandou que eu virasse de costas. Obedeci. Abaixei a calça enquanto sentia sua mão deslizar entre minhas pernas. Ele cuspiu na própria mão, espalhou a saliva e começou a massagear meu corpo com calma, preparando cada movimento. Em seguida, esfregou o pau contra mim, provocando, deixando a ansiedade crescer até que encontrei a posição perfeita.
Quando começou a entrar, senti o tamanho daquele filho da puta. Era grosso demais para entrar de uma vez, mas ele estava excitado, respirando pesado, metendo aos poucos até encontrar um ritmo firme. Cada estocada fazia meu corpo reagir de um jeito diferente.
Foi então que a porta do banheiro abriu.
Num reflexo imediato, nos afastamos. Fui para a pia fingir que lavava as mãos enquanto ele recompunha a roupa. Quem havia entrado era um homem alto, magro, barbudo, de cabelos pretos bem curtos. Eu já o conhecia de outras ocasiões. Havíamos trocado olhares, brincadeiras e provocações antes, mas nunca tínhamos ido além.
Naquele banheiro, porém, todos pareciam entender exatamente o motivo de estarem ali.
Assim que a situação voltou ao normal, retornei discretamente ao mictório.
O barbudo aproximou-se por trás e começou a me acariciar enquanto o coroa voltava a beijar meu peito, sugando meus mamilos com vontade. Minhas mãos passeavam pelo corpo dele, masturbando aquele pau pesado enquanto o outro homem fazia o mesmo comigo. Cercado pelos dois, senti uma onda de desejo difícil de explicar. Era como se, naquele instante, eu fosse o centro de toda a atenção deles.
O barbudo encostou a boca no meu ouvido e disse: "Quero sentir você..."
Bastou isso.
Virei lentamente e senti o corpo dele se aproximar. O pau era grande, grosso, e entrou devagar, fazendo meu corpo se adaptar centímetro por centímetro. A sensação era intensa, misturando desconforto e prazer de um jeito quase viciante.
Mais uma vez, a porta do banheiro se abriu.
Dessa vez entrou outro homem, na mesma faixa dos quarenta e poucos anos, corpo forte, pernas grossas e uma bunda que chamava atenção imediatamente. Sem cerimônia, abaixou o short e, poucos segundos depois, o coroa já estava completamente envolvido com ele.
Eu não conseguia ver a cena porque permanecia de costas, entregue ao barbudo. Mas ouvia tudo. A respiração pesada. Os gemidos abafados. Os movimentos acelerados. Aquela mistura de sons tornava tudo ainda mais excitante.
Enquanto eu era tomado pelo barbudo, escutava o outro casal improvisado chegar ao auge. O homem pediu baixinho para receber tudo, e logo depois o silêncio tomou conta do banheiro por alguns segundos. Eles se limparam rapidamente e foram embora, deixando apenas nós dois ali.
O barbudo olhou para mim e fez um gesto em direção às cabines.
Sempre tive receio de entrar ali dentro. Era um espaço pequeno, onde qualquer descuido poderia acabar em flagrante. Ainda assim, o desejo falou mais alto.
Entramos.
Lá dentro o tempo pareceu desacelerar. Voltamos a nos beijar, trocar carícias e provocar um ao outro até que ele me virou novamente. Dessa vez não havia interrupções.
Ele entrou devagar no começo, mas logo encontrou um ritmo firme, profundo, fazendo cada movimento arrancar uma reação diferente do meu corpo. Eu sentia cada centímetro daquele pau grosso enquanto ele segurava minha cintura com força e continuava sem pressa de terminar.
Quando finalmente chegou ao limite, permaneceu completamente encaixado em mim por alguns instantes. Ficou imóvel, respirando fundo, enquanto eu sentia seu corpo estremecer.
Depois nos limpamos em silêncio.
Ele saiu primeiro. Permaneci alguns minutos sozinho antes de deixar a cabine, tentando parecer apenas mais um cliente qualquer.
Pouco antes de nos despedirmos, descobri algo que me fez rir sozinho.
O barbudo era namorado justamente do cara com quem eu tinha transado no dia anterior. Os dois mantem um relacionamento aberto e costumam compartilhar entre si as aventuras que vivem.
Percebi então a coincidência. Ou não!
Em um dia, fui marmita de um.
No outro, do outro.
Saí daquele mercado pensando que, sem querer, tinha acabado virando praticamente a marmita favorita daquele casal.