Na sexta feira daquela mesma semana combinei de encontrar Fê na porta do prédio após o expediente para sairmos. Ela ainda atendia o último cliente e demorava. Subi até o escritório vazio e, ao abrir a porta da sala dela encontrei uma cena que jamais esquecerei: Fê estava no chão, nua na parte de baixo, com a calcinha na boca e o braço esquerdo quebrado.
Antes que eu pudesse reagir, um homem apareceu por trás e me surpreendeu, segurou e amarrou meus braços nas costas, enquanto mandava eu não gritar. Levantou minha saia, quando percebi que ele não iria se conter mesmo que eu não reagisse, já era tarde, ele tirou minha calcinha e a colocou na minha boca. Ele me debruçou sobre a mesa e começou a forçar minha buceta. Tentava resistir, ele disse:
- Isso, gosto de medir forças com putas igual a você. Gemi alto quando ele me arrombou penetrando tudo de uma vez. Ele começou a falar:
- Acho que eu ganhei e riu, então continuou:
- Você e a minha decima “presa” contando aquela puta ali no chão e nenhuma tinha me denunciado.
Ele começou a me comer com mais raiva e culpando-me por incentivar mulheres como a que o colocou na cadeia a denunciar, depois mudou de tom:
- Gosto de mulheres iguais a você, frágeis que sabem o seu lugar, venho e simplesmente tomo o que é meu por direito sem esforço.
Ele falou com deboche de como a Fê era diferente, que ela havia tentado se defender com golpes de luta, até tentando usar uma arma. Mas isso piorou as coisas, pois para dominá-la, ele quebrou o braço dela ao tomar a arma e ainda assim a comeu. Suas palavras eram tão assustadoras quanto seus atos.
Ele continuou me penetrando até gozar dentro da minha buceta e Disse:
- Agora as duas vão carregar um bastardinho meu e me colocou de joelhos, sentia o gozo escorrer pelas coxas, ele colocou a arma da Fê na minha cabeça, comecei a chorar. Quando ouvi uma voz que trouxe esperança: era a Alê. O homem me deu um soco no rosto e tudo ficou escuro.
Quando acordei, meus braços ainda estavam amarrados. Cambaleando até a recepção, encontrei Ale caída no chão desacordada, pernas abertas, mão amarradas e a calcinha na boca, mas ela havia conseguido pedir ajuda. Logo, a segurança chegou, seguida pela ambulância.
Naquele momento, senti uma mistura de dor e força. A dor pelo que passamos, a força para lutar por justiça.
Poucos dias depois encontraram o homem assassinado, ninguém sabe o motivo ao certo, sabemos que não tivemos relação com isso, mas com certeza deu uma sensação de paz.