Para encontrar, role esta página até o final, lá embaixo tem assim: CONTOS ENVIADOS PELO MESMO AUTOR.
Vou contar algo que aconteceu com o tal barbeiro do quiosque minúsculo aqui de perto do meu trabalho.
Eu fui lá outras vezes e,às vezes, tinha uma garotada que ia cortar e levava vários amigos para acompanhar e de vez em quando eu dava uma olhada mais forte pra um garoto ou outro, mas nunca aconteceu nada, só fiquei na vontade até hoje. Tinha até uns garotos que entendiam meu olhar, e encaravam de volta, mas como estava junto dos outros, não acontecia nada. Tudo muito sutil.
Tinha um outro box que era do lado oposto do barbeiro e que tinha um garoto que ficava vendendo meias, tudo que é tipo meias. Sentado na cadeira do barbeiro, pelo espelho dava pra ver bem esse garoto. E quando podia, eu encarava ele também, discretamente, sem dar muita bandeira. E ele olhava de volta um pouco também.
Não curto caçar perto do meu trabalho não, até porque sou muito antigo e conhecido na região mesmo, ando na rua por lá e é muito "oi, oi, oi", pareço até vereador, então todo cuidado é pouco. E morro de medo de novinho porque não sabem calar o bico. Contam pro amiguinho que conta pra outro e daí ferrou. Cara mais velho é melhor, esse risco diminui bastante.
Mas o vendedor de meia do box de frete do barbeiro me dava um tesão quando estava lá. Eu várias vezes ficava olhando pro moleque, quando tava na cadeira do barbeiro, ele ficava de short curto, com umas coxas grossas lisinhas de fora. Ele ficava lá de tarde, depois da escola, e não era sempre, pois ajudava a mãe lá no box de vez em quando. A mãe ia fazer alguma coisa e ele ficava sozinho lá nas meias.
E eu, lógico, comprei várias vezes meias só pra jogar conversa mole pra ele, mas nunca aconteceu nada. Foi um negócio meio platônico meu. Fingia que queria aquelas meias só pra ficar de conversinha com ele, comprava as meias depois dava pra alguém. Perguntava da escola, se jogava bola, dos estudos, de qq coisa, mas nunca dei uma "entrada" muito direta pra ele não, porque acho que ele não curtia não. Nunca aconteceu nada.
Mas o que vou contar é sobre o fdp safado do barbeiro véio. Eu sentava naquela cadeira de barbeiro e como sou relativamente um pouco alto, ele pedia para eu descer um pouco na cadeira pra ficar melhor pra ele cortar.
O box era minúsculo, como já falei. E do lado esquerdo, entre a cadeira e a parede quase não tinha espaço, não dava pra passar nada. Do lado direito assim que a cadeira terminava, tinha só uns 30cm de distância até chegar a rua.
Eu descia na cadeira, conforme o barbeiro me pedia, e meu ombro baixava também. Eu comecei a perceber que ele pra cortar meu cabelo ficava roçando o pingulim dele no meu braço direito e no meu ombro direito. E quem tava de fora não via porque na hora que ele roçava, ele tava de costas pra rua.
No começo fiquei achando que era por acaso, coisa da minha cabeça, sei lá. Depois fui outras vezes lá. Percebi que era intencional. E até já fiquei esperando ele cortar cabelo de outros caras, e nada dele esfregar a rola no ombro dos outros caras.
Quando chegava lá e tinha de esperar, eu fingia que tava no celular e fingia que não tava olhando ele, só pra ver se ele fazia com outros, mais jovens ou mais velhos, mas nada.
Daí eu sentava e o fdp do véio cortando meu cabelo, tesourinha na mão, roçava discretamente a rola no ombro e braço direito, mesmo se tivesse alguém esperando de pé ou sentado na cadeira, ele dava o jeito dele e se esfregava em mim. Ele roçava várias vezes durante o corte. kkkk. O fdp do véio tava com tesão em mim! kkk. Aquilo me dava uma raiva, mas ao mesmo tempo, me instigava. No final do corte de cabelo, eu pagava e ia embora.
Aquela audácia daquele filho de rapariga me dava um ódio, mas me instigava. Confesso que voltei várias vezes pra levar um sarrinho no ombro. kkkkk. Não tô nem acreditando que eu escrevi isso. kkk
Depois esse barbeiro teve uns problemas pessoais e muitas vezes não abria o box na parte da tarde, e era difícil encontrar aberto. Parei de ir lá. Larguei minha vontade platônica pelo garoto das meias, até porque não ia me render nada mesmo e nunca mais apareci por lá.
Esse é um conto que não rolou nada. Nem sempre rola. Não sou o mais sortudo do sexo não, e nem o com menos sorte do pedaço. As situações às vezes acontecem e a gente aproveita, mas é ao acaso, tem que ficar ligado. Prefiro assim do que marcar encontro de app. Quando a coisa tá difícil a gente tem que partir pro contatinho da agenda de vez em quando. Tirar o atraso. kkkk