— Me come.
São as palavras que saem da boca de Roger. Foi um sussurro grave e sem ar, contudo as entendo de primeira. Não posso acreditar, porém não gasto meu tempo re-fletindo, apenas obedeço. Me levanto e vou até a pequena estante abaixo da TV, abro a gaveta procurando o que preciso. Minha esperança é que César ainda guarde alguma aqui, senão teria que buscar no carro.
— Achei. — cochicho ao achar uma camisinha.
Para minha sorte, eu e meu amigo dividimos o mesmo tamanho de preservati-vo. Devido ao meu alto tesão, em instantes estou com meus vinte centímetros de pênis cobertos. Me viro para a cama e vejo Roger de quatro, masturbando seu pênis flácido enquanto solta gemidos baixos. A cena, se não fosse tão excitante, seria assustadora. Sempre vi Rogério como um monstro sexual, um homem de uma libido e disposição na cama como de nenhum outro que vi na vida. Hoje, não era diferente, sua lascívia nunca esteve tão alta. Vê-lo dessa maneira, desesperado para ter o meu membro dentro de si, era surpreendente. Roger nunca me deixou chegar sequer perto da bunda dele, quem dirá de seu ânus. Nossa relação romântica vem evoluindo bastante nos últimos meses, estamos nos abrindo cada vez mais um pelo outro, contudo, eu não esperava que isso fosse refletir no aspecto sexual. Não que eu esteja reclamando.
Encaro aquela bunda aberta e não consigo me segurar, caio de boca em seu apertado buraco. Beijando novamente sua entrada, sinto o gosto salgado e forte de Ro-gério em minha língua. Para minha sorte, o suor era o único tipo de fluido presente no ânus dele, caso contrário a penetração seria improvável. Improvável, mas não impos-sível. Antes de entrar em Roger, decido usar um pouco dos meus dedos para confirmar se meu homem estava pronto para o longo e doloroso próximo passo. Enfio metade do meu indicador nele, o que não lhe arranca nenhuma reação, porém ao avançar para o segundo dedo, ele recua.
— Está bem? Podemos parar. — digo ainda ereto.
— Não… estou bem. Eu quero isso, por favor. — cochicha — Se eu não aguentar, eu aviso.
Espero que ele cumpra sua promessa, porque sei que ele não irá aguentar. Tento novamente com meus dedos, dessa vez enquanto masturbo o pênis dele, algo que pare-ce agradá-lo. Parto para um oral bastante baboso, preciso lubrificar o máximo possível ele, estamos sem lubrificante, a camisinha e meu cuspe serão os únicos aliados de Ro-ger nessa transa. Alternando entre a língua e o dedo, sinto meu membro querendo amo-lecer, está na hora de agir ou terei gasto uma camisinha de César atoa.
Me levanto e esfrego minha glande na entrada peluda de Roger. Ele pisca pe-dindo mais, pedindo para eu entrar e assim faço. Lentamente, enfio apenas a ponta da cabeça do meu membro e a deixo ali por um tempo. Não faço nenhum movimento, apenas aproveito a delícia que era aquele caminho apertado. Fazia tanto tempo que eu não era ativo que foi difícil controlar meu gemido. Roger por outro lado, não parece ter se abalado e continua calado. Só parece, pois ao tentar rebolar em meu pênis, rapi-damente ele se arrepende e se afasta.
— Ah! — solta um grito abafado no travesseiro.
Antes que eu possa confortá-lo outra vez, Roger toma a palavra novamente.
— Só um minutinho… puta que pariu…
Ele se deita com as pernas abertas gemendo de dor.
— É muito grande, nossa. — ele geme.
Me deito ao lado dele e caminho por todo seu corpo com meus lábios, enchen-do-o de beijos. Roger, que está suado e tremendo, parece se acalmar com meu carinho.
— Vamos de lado, vai ser mais fácil. — digo.
Sabia que não poderia convencê-lo a desistir, Roger era um homem mais que insistente, então só me resta fazer daquela a melhor experiência para ele. Todavia, não vou me fazer de santo, eu também não quero perder a chance de comer esse cuzinho. Entrar nele uma vez foi o suficiente para me lembrar o quanto eu gosto de ser ativo, porém não o suficiente para me satisfazer. Quero preencher Roger por completo, sentir seu íntimo e o fazer entender o verdadeiro significado de prazer. Quero retribuir tudo de bom que ele me fez sentir na nossa primeira vez e em todas as outras.
Roger concorda com a cabeça e vira a bunda para mim. Levanto a perna dele com uma mão e com a outra puxo ele para um longo beijo. Esfrego meu membro pela sua entrada peluda, acostumando-o com minha circunferência. Enquanto desço meus beijos para seu pescoço e o caminho pelo resto de seu torso, tento entrar novamente. Vou devagar, mais lento que da última vez, com calma, sem nenhuma força. Estou de olhos fechados, então não vejo a cena, mas sinto o rabo apertado de Roger cobrir mais da metade de meu longo pênis. Não consigo pôr tudo, porém isso ainda me surpreende. Aquele apertado caminho era macio e quente, parece estar me abraçando, protegendo meu pau dos perigos do mundo. Essa segurança me faz querer cair no sono ali mesmo, com o meu pau duro dentro dele, entretanto resisto meus desejos. Movo meu quadril, retirando metade de mim daquele pedaço do paraíso, e no mesmo instante me movo novamente, me colocando outra vez no limite do meu amado. Repito o ato, entrando e saindo do cu de Roger sem pressa, seguindo o ritmo natural da nossa transa. Roger suga a pele do meu pescoço, contendo seus gemidos baixos, gemidos esses de prazer agora.
— Mais… ma… mais…— cochicha apertando minha mão com força.
Permanecemos assim por alguns minutos, alguns poucos e deliciosos minutos. Roger, embora o prazer, não iria aguentar por muito mais tempo e eu não estava tão diferente dele. Cada movimento nosso eu sentia a dor dos meus testículos aumentar, desesperados para liberar todo o gozo ali guardado. A situação apenas piora para mim quando Roger vira o corpo, retirando a perna de minha mão e ficando completamente de lado, isso faz meu saco bater naquela grande bunda a cada penetrada. Adora esse contato no sexo, quero aumentar o ritmo da nossa foto e acertá-lo com mais força. Bei-jo o pescoço dele em busca de refúgio, estou prestes a gozar. Mas se fizer isso, tenho medo de ferir ele. Pensar nesse cenário faz minha chama se apagar um pouco.
Todavia, Roger recua novamente e se ajoelha na cama.
— Estou bem. — ele diz antes que eu pergunte — Senta aí, quero ver seu rosto quando gozar.
— Estou quase, mas aguento mais. — digo.
— Que bom…
Ver ele assumir o domínio me conforta, meu velho e bom Roger está bem. Bem e sóbrio. Isso me tranquiliza, estamos ambos na mesma moeda aqui. Minha chama rapidamente se reacende.
Me sento com as costas encostadas na parede e com o pênis apontado para ci-ma. Roger sobe em cima de mim e me abraça enquanto roça a bunda em meu membro, tentando iniciar uma cavalgada.
— Deixa eu colocar, aí você quica. — sugiro.
Ele concorda com a cabeça.
— Vai no seu ritmo. Vou ficar parado, pode meter o quanto quiser — Roger diz em meu ouvido.
— Não. — respondo — Não vou conseguir me controlar. Não quero ferir você.
Roger me dá um beijo. Um beijo longo e perdido, que se perde em minha bar-ba.
— Com medo de ferir um marmanjo barbado desse?
Sim, esse marmanjo barbado não tem ideia de quão sensível e fraco ele é.
— Com medo de acordar nossos amigos, então. — falo.
Isso parece convencê-lo.
— Se insiste…
Roger desce o máximo que consegue no meu cacete, apenas uns dois centíme-tros abaixo de minha glande, o que já me satisfaz o suficiente. Meu amado, agora acos-tumado com parte do meu contorno peniano, sobe e desce com vontade em mim. Os grunhidos masculinos de Roger retornam alto a cada sentada.
— Me beija. — digo puxando o rosto dele para o meu.
Passeio minha mão por aquele peludo e tatuado corpo, apertando os mamilos e me perdendo naquelas largas coxas, totalmente meladas de esperma. Quantas vezes Roger havia gozado? Nem consigo imaginar, na verdade não consigo pensar em nada, apenas sentir. Sentir o peso do corpo de Rogério, sentir a mistura dos nossos gostos em nosso beijo, sentir o suor dele cair em meus olhos e sentir o calor do meu esperma pre-encher a camisinha.
Nem gemo, estou muito ocupado contendo minha respiração e tentando absor-ver tudo que acabou de acontecer. Isso realmente aconteceu? Não, isso não é uma per-gunta, isso realmente aconteceu! Eu comi o Rogério. Eu comi o Rogério e adorei.
*Esse e todos os meus contos são trechos do meu livro erótico gay "Professores (Nada) Encantadores" disponível gratuitamente via e-book.