Três dias se passaram.
Não nos vimos. Só mensagens curtas. Ela mandava foto da vitrine arrumada, do chocolate do dia, de um café com leite. Eu respondia com poucas palavras e um “boa noite, meu bem”. Na segunda noite ela mandou uma foto fechada. Sabia o que era... Cliquei. Lúcia deitada de lado, a blusa aberta, um seio à mostra, o olhar baixo e safado. A legenda era só: “Ainda sinto você.”
Respondi: “Eu também. Quando puder, vem.”
Na quinta-feira ela fechou mais cedo. Chegou no meu prédio às vinte horas, o cabelo solto, um vestido longo de malha escura, casaco aberto por cima. Abri a porta e fiquei olhando. O perfume dela entrou primeiro.
— Você está linda — falei, olhando nos olhos dela.
Ela segurou o olhar, sorriu devagar e respondeu baixo:
— Seus elogios me fazem muito bem, amor.
Deixei ela entrar. O apartamento estava simples só um abajur no canto da sala e a janela aberta para a noite do bairro. Ela tirou o casaco. O vestido marcava o corpo sem apertar. Ficamos alguns segundos em silêncio, só nos olhando.
— Quer água? Vinho?
— Água primeiro. Depois a gente vê.
Trouxe dois copos. Sentamos no sofá. Ela cruzou as pernas e o tecido do vestido subiu um pouco na coxa. Falei do trabalho, de uma reforma chata. Ela contou de uma cliente que pediu chocolate com pimenta. Rimos. O silêncio entre as frases era gostoso. Em algum momento a mão dela encontrou a minha e ficou ali.
Depois de um tempo ela virou o rosto e falou, a voz mais baixa:
— Faz três dias que eu acordo molhada. Toda vez que lembro da mesa da cozinha.
— Eu também não esqueço.
Ela se aproximou. Beijei a boca dela devagar. A mão dela subiu pelo meu peito. Eu desci a mão pela coxa, por baixo do vestido, e encontrei a calcinha. Já estava úmida. Pressionei. Lúcia soltou um hummm baixo contra minha boca.
— Leva pra cama — pediu.
No quarto a luz era ainda mais baixa. Tirei o vestido dela com calma. O sutiã de renda preta, a calcinha pequena. Ao puxar a calcinha, um fio incolor e brilhante acompanhou. O cheiro era suave, aveludado, como melzinho quente... Deitei ela de costas e me debrucei sobre os seios. Chupei um com sutileza primeiro, só a língua passando pelo mamilo. Depois a boca inteira, sugando com mais vontade, a mão apertando a mama por baixo, a língua massageando profundo.... Ela arqueou e segurou meu cabelo.
— Aiii… assim… mmmmm… chupa gostoso…
Passei pro outro seio. Enquanto chupava, a mão desceu entre as pernas. A buceta estava quente e encharcada. Dois dedos entraram devagar, e a palma da mao no clitóris. Fiquei ali um bom tempo, boca nos seios, dedos embaixo, ritmo constante. Lúcia rebolava, a voz derretida:
— Continua… não para… tô toda sensível… aiii, Ricardo…
Quando tirei a boca dos seios, ela estava com as faces coradas. Desci. A língua passou pelos lábios molhados, depois concentrei no clitóris. Ele já estava durinho. Puxei o capuz com cuidado e chupei com a ponta da língua, ritmo firme e constante.... Coloquei dois dedos dentro e ela soltou um gemido longo e começou a mover o quadril, buscando o ponto certo.
— Assim… aí… mmmmm… não para…
Fiquei até ela gozar. O corpo tremeu, a buceta se apertou nos meus dedos, um gemido baixo e quebrado. O fluido escorreu quente pela minha mão. Esperei o tremor passar, ainda lambendo devagar.
Ela puxou meu cabelo e falou, ofegante:
— Agora eu.
Deitei de costas. Ela se ajoelhou entre minhas pernas, puxou a cueca e segurou o pau. Olhou pra mim antes de começar. A boca desceu quente e molhada.. Ela puxou a pele para trás, deixou a glande toda exposta e passou a língua devagar por baixo e na volta, exatamente naquele ponto sensível.... Depois envolveu a cabeça, sugando com pressão, enquanto a outra mão puxava o saco com carinho. Babou bastante.... Eu soltei o ar e passei a mão no cabelo dela.
Ela alternava entre engolir mais fundo e voltar só na glande, a língua sempre trabalhando. Em algum momento puxou o pau para cima e chupou o saco, depois voltou subindo com a língua. Eu metia devagar na boca dela, sentindo a garganta.
— Isso… chupa gostoso, meu bem…
Quando parei ela, a boca estava vermelha e brilhante. Puxei-a para cima. Ela montou devagar. A buceta desceu sobre o pau, quente, apertada, se abrindo centímetro por centímetro. Quando chegou fundo, soltou um gemido longo e ficou parada, só sentindo.
— Ahhhh… que pau gostoso… tá me preenchendo todinha…
Comecei a me mexer devagar, segurando a cintura dela. Ela rebolava, os seios balançando. Uma mão minha subiu e apertou um seio, o polegar no mamilo. A outra desceu e encontrou o clitóris. Ritmo constante. Lúcia falava sem parar, a voz dengosa e suja:
— Isso… me fode… mmmmm… mais fundo… aiii… continua…
Perguntei baixo:
— Tá gostoso, meu amor?
— Tá… tá delicioso… você me deixa louca…
Ficamos naquele ritmo. Sem pressa. Quando ela gozou de novo, o corpo se contorceu, a buceta apertando forte. Continuei metendo enquanto ela ainda tremia. Depois, virei-a de quatro, empinei a bunda e enfiei de uma vez. As mãos seguraram a cintura com firmeza. O corpo dela balançava, os seios pulando, o cabelo solto... Ela gemia e pedia:
— Mais… assim… sou sua…
Quando senti o limite, enfiei até o fundo e gozei dentro, o corpo inteiro descarregando. Ela apertou em volta de mim e gozou mais uma vez, quieta, o corpo tremendo.
Ficamos assim, ligados, respirando. Depois tirei com cuidado, deitei ao lado e puxei o lençol sobre os dois. Passei a mão no cabelo dela, bem devagar, e falei baixo no ouvido:
— Que bonita tua entrega… cada vez mais gostosa quando goza assim… te quero.
Ela se aninhou e ficou quieta. Um bom tempo se passou só com o som da noite na janela e as carícias lentas.
Mais tarde levantei e trouxe algo pra comer na cama, sem pressa. Ela me deu um pedaço com a mão e riu quando o suco escorreu no queixo.
Depois ficamos em silêncio de novo. A mão dela no meu peito, a minha na cintura dela. O corpo ainda quente um do outro.
— A loja abre amanhã cedo — ela falou, a voz preguiçosa.
— Eu sei.
— Mas eu posso ficar mais um pouco.
Beijei a testa dela.
— Pode ficar o quanto quiser, meu bem.
E ficamos. A luz baixa, a noite lá fora, e a certeza quieta de que ainda tínhamos tempo.


