Havia algo mais profundo — um universo inteiro escondido por trás daquele olhar, como uma galáxia que só se revelava a quem tivesse paciência para contemplá-la.
Aproximou-se devagar, como quem não queria invadir, apenas descobrir.
— Você sabe que é perigosa? — sussurrou.
Ela sorriu.
— Perigosa por quê?
Ele sustentou o olhar.
— Porque quanto mais eu descubro o que existe dentro de você, menos vontade tenho de ir embora.
E então o silêncio entre os dois pareceu ganhar temperatura.
Não era apenas desejo. Era curiosidade. Era fascínio. Era aquela vontade quase indecente de conhecer cada segredo que ela guardava — não com pressa, mas com a delicadeza de quem explora um universo novo.
Ela chegou mais perto.
E, naquele instante, ele percebeu que certas viagens não precisavam de mapas.
Bastava coragem para se perder. E ele explorou o universo interno dela com muito amor vontade, e com toda a potência do seu corpo físico.
homemdevermelho