Os dias passaram toda vez que ele entrava na nossa sala cheia de colaboradores, seu olhar recaía sobre mim. As duas primeiras vezes ignorei, depois comecei e a sustentar o olhar. Se existe num lugar que eu me garanto é na sedução fria. Posso dizer “quero te dar agora” com o olhar, sem mexer um músculo. E aparentemente o moço, - que vim a descobrir que se chamava Rodrigo - parecia também se garantir, pois o “preciso te comer” gritava a cada visita daqueles olhos castanhos.
Que droga é um computador que funciona bem, não é mesmo? Teve um dia que abri milhões de aplicativos só pra travar o aparelho e tê-lo agachado entre meus joelhos novamente, mas NADA. O notebook trabalhava fluidamente. Então chegou a primeira segunda feira do mês; dia específico dos aniversariantes do mês. O prédio inteiro numa sala com parca decoração, lotada de gente doida pra ir embora. Escolhi um look matador. Um vestido azul petróleo aberto nas costas, com um decote frontal discreto, mas para quem está com malícia, podia ver a lateral dos meus seios, dependendo da posição, descia acompanhando as curvas do meu corpo e terminava numa quase saia lápis no meio da panturrilha. Ele estaria lá, eu ficaria no extremo oposto justamente pra mostrar a lateral do meu seio; e que começassem os jogos. Porém nem tudo que a gente planeja, a gente consegue, né? Me enrolei toda com o projeto que estava desenvolvendo, ou seja, atrasei uns minutos para chegar na sala de eventos. Entrei no elevador frustrada, meu plano de parar num ponto estratégico e brincar com a imaginação de Rodrigo escorria por água abaixo, sobraria pra mim um cantinho da parede. Desci do elevador praguejando; ao levantar a cabeça, dou de cara com Rodrigo, parado, com um pé cruzado na frente do outro, encontrado na porta de saída da escada, cutucando a unha, de cabeça baixa. Estaria ele me esperando? Já me imaginei sendo arrastada para uma sala vazia, quando ele levantou a cabeça e sorriu; tive certeza que me aguardava. “Oi, atrasada” disse vindo na minha direção. Minhas pernas tremeram de leve sobre meu scarpin, já antecipando o convite. “É… mas você também não entrou…” parou na minha frente, tão perto que meus seios sentiam o calor do seu peito “pois é… também atrasei” o sorriso era de deboche e antecipação. O mentiroso pôs a mão na base da minha coluna - nua pelo decote ousado - e indicou a porta da sala de eventos. Fui guiada meio confusa para o ambiente lotado. Ele estava me esperando, disso não tinha dúvida. Então por que diabos estávamos indo pra aquele mar de gente?
Como esperado, a sala estava apinhada de pessoas entediadas, só querendo um docinho para ir embora. Sua mão grande e escaldante ainda na base das minhas costas, me fez entrar primeiro, rapidamente tomou meu pulso, se encostou na parede - não que nos sobrasse outros espaços - e me posicionou na sua frente. Seu corpo inteiro colado em mim, passou meu cabelo pro lado mordeu minha orelha de leve e disse “qualquer coisa, bate palma…” fiz menção de virar para encara-lo, mas seus dedos afundaram na minha cintura, insinuando para dentro do decote das costas, me mantendo parada “xiiii… quietinha, brava…” então senti seu pau duro pressionar minha bunda.
Apesar do ar condicionado estar glacial, minha pele queimava quando suas mãos invadiram o decote, uma de cada lado. Uma mão no meu abdômen me puxando pra trás enquanto a outra alcançou rapidamente meu seio, massageando meu mamilo como quem digita TESÃO. Sua língua passou de novo na minha orelha, sussurrando “tão brava… tão tão brava…” e eu agradeci ao burburinho que tomava a sala, que abafou meu suspiro quando a mão que estava no meu abdômen desceu até o limite do tecido que unia a parte de cima à de baixo do vestido. “Merda…” reclamou ele atrás de mim; abaixei a cabeça, virando o rosto, falei rindo “tem zíper atrás” e empinei a bunda ainda mais, provocando sua ereção à níveis torturantes. Balancei os quadris fazendo com que ele encostasse a testa no topo da minha cabeça, a respiração bagunçando de leve meu cabelo. Ele teve dificuldade com o zíper; talvez por estar tremendo de desejo ou por eu estar mexendo a bunda devagarinho contra seu membro que estava explodindo no jeans; mas conseguiu descer a abertura um pouco, permitindo que descesse a mão até minha calcinha. A outra mão agarrada ao meu seio, ora apertando, ora massageando meu mamilo. Seus gemidos a cada movimento meu de quadril eram enlouquecedores, me instigando a mexer mais.
Se estivesse menos colado em mim, teria visto o fio de renda que desenhava minha bunda, entretanto descobriu rapidamente que era renda, pois seus dedos encontraram o pequeno triângulo que cobria minha intimidade. Em vez de colocar a mão por dentro ou buscar minha entrada molhada, Rodrigo começou a massagear minha virilha, não exatamente tocando no meu sexo, mas ocasionalmente resvalando os dedos nela. Afastei as pernas um pouquinho para facilitar sua mão enorme na minha virilha, meu corpo totalmente apoiado ao dele, que por consequência estava escorado na parede. Seus braços longos alcançaram a parte interna das minhas coxas, fazendo movimentos circulares. “Palmas, brava… as palmas…” por um segundo esqueci que estávamos na comemoração dos aniversariantes do mês, o salão foi tomado por uma salva de palmas para alguma coisa quem alguém disse sobre algo - não fazia a mínima ideia - e acompanhei as palmas. No exato momento que minhas mãos emitiram o som, os dedos hábeis de Rodrigo passaram pela lateral da minha calcinha e encontrou meu clitóris, fazendo minhas pernas tremerem, e dos meus lábios escarparem um gemido alto. “Xiiiiii… mais palmas, brava… mais…” sussurrava Rodrigo enquanto começou a estimular com intensidade meu clitóris. Quanto mais palmas eu batia, mais intenso era o toque e eu quase gozei ali. Alguém voltou a dar o discurso com menor sentido da história - pelo menos na minha cabeça, pois nesse momento Rodrigo encontrou a entrada do meu sexo e foi me penetrando com os dedos. Porém de forma altamente malandra. Para que não fôssemos pegos naquela situação deliciosamente constrangedora, ele passou a mão por trás, onde estava a abertura do zíper, e ficou me dedando por trás, num micro espaço que criou entre nós. Ou seja: quem nos olhasse de frente parecíamos espremidos pela multidão, mas quem olhasse de lado, perceberia que eu estava inclinada pra frente, dando passagem para que ele me devorasse com os dedos, a mão dentro do meu vestido. Porém eu não poderia correr o risco sozinha; inclinei o braço pra trás, agarrando seu membro com vontade, ele ainda tentou impedir, mas fiz menção de me afastar se ele não permitisse meu toque - claro que eu não ia sair dali, mas preciso manter minha fama - “ela é brava demais…” sussurrou permitindo que eu começasse a tocar uma punheta por cima do jeans. Seu membro parecia que ia explodir. A mão que me cobria o seio estava alojada na minha cintura enquanto brincava de vai e vem dentro de mim com a outra mão. “Vai brava… palmas, palmas…” o salão se rompeu em palmas e eu acompanhei. O ruído alto foi um bálsamo para minha experiência, uma vez que quando a sala ovacionava os aniversariantes ele parou de brincar de vai e vem e efetivamente socou dois dedos na minha boceta, num ritmo frenético, a ponto de me fazer gemer tão alto que ele apertou de leve minha cintura e murmurou no meu ouvido “xiiiiii… você consegue segurar, brava… sei que consegue…” mas sem parar de meter em mim com vontade, quase me fazendo chegar ao orgasmo de novo. Quando as palmas cessaram, seus dedos subiram até meu clitóris novamente, numa carícia lenta e ritmada, nossos corpos em total delírio, entretanto ambos no disfarce mais sonso do mundo. Ele investia contra meu sexo sem parar um minuto, fazendo com que minha cabeça pendesse pra frente, com os olhos fechados, gemidos incontroláveis; já Rodrigo movia levemente o quadril a partir do momento que abri seu zíper e encontrei seu membro grosso - ele estava sem cueca - e gemendo cada vez que apertava a cabeça, seus dedos afundando na minha cintura.
“Te desafio, brava…” tentei virar para encostá-lo, todavia ele me parou “quietinha… só balança a cabeça se sim ou não”; meu corpo já não respondia por si, então concordei mesmo sem saber o que era. “Então afasta mais um pouquinho as pernas e fecha os olhos.” Sussurrou com um sorrisinho na voz. Obedeci. Longe, ouvi alguém dizer “então vamos aos parabéns?”
Segurando meu pulso para que eu parasse de trocá-lo, Rodrigo colocou três dedos dentro de mim, sem aviso e disse “você tem o tempo de um parabéns… aproveita, brava”
O couro começou animadamente a canção de aniversário quando ele simplesmente começou a me foder com os dedos com tanta intensidade que tive que me apoiar nele pra não desfalecer. O som das vozes empolgadas abafaram meu gemido de gata no cio quando ele me fez gozar parada diante da empresa inteira; “goza pra mim, brava…” gemeu Rodrigo ao sentir as paredes da minha boceta apertarem seus dedos e eu me inclinar ainda mais, gozando ao som de “parabéns pra você”.
Meu corpo inteiro tremia quando terminei e ele sussurrou “você está me devendo, brava… e eu sei cobrar”
O barulho característico do zíper dele subindo e ele simplesmente saiu da sala. Fiquei encostada na parede que ele estava há dois segundos atrás sorrindo comigo mesma, sem acreditar que acabara de ter um orgasmo incrível numa sala cheia. Ao mesmo tempo, fiquei pensando de que forma ele pretende cobrar aquela gozada deliciosa. Não fiquei para comer o docinho. Vim pra casa ficar pensando em tudo que aconteceu.
O fato é que eu já paguei minha “dívida” com o Rodrigo… e foi uma delícia, em breve conto aqui o que aconteceu - na parte 2 -, só posso afirmar uma coisinha: o desempenho dele na multidão é uma delícia, mas a dois… o menino é um assombro.
Enfim… agora toda festa de aniversário, na hora dos parabéns fico excitada. Não sei como resolver isso. Alguém me ajuda?
Um beijo quente e demorado.
Sua Luazinha, a brava.
Uau, será esse o motivo do ciúme que tenho da minha mulher trabalhando. Será que ela tem essas fantasias na empresa dela. Enfim se for me excita demais, parabéns pelo conto