O convite chegou numa terça-feira qualquer, no meio da tarde.
Lucas estava saindo da academia quando o celular vibrou. A mensagem era do tio Ricardo, o irmão mais novo da mãe. Um homem de quarenta e sete anos, casado há vinte, pai de duas meninas já adolescentes, engenheiro civil, voz grave, barba sempre bem aparada e aquele jeito calmo de quem nunca levantava a voz sem necessidade.
“Sobrinho, preciso de uma ajuda na fazenda no próximo final de semana. O caseiro viajou e tem uns serviços pra fazer. Se puder ir, te pago o combustível e a gente janta umas carnes boas. Me avisa.”
Lucas leu duas vezes. Não era comum o tio chamar assim. Normalmente as conversas eram no Natal, no aniversário da avó, ou quando a família se reunia. Mas a proposta era simples, direta, sem pressão.
Ele respondeu:
“Pode ser. Chego sexta à noite.”
A resposta veio rápida:
“Combinado. A casa está aberta.”
Lucas tinha vinte e três anos. Bissexual desde os dezessete, mas ninguém na família suspeitava. Namorava meninas, saía com elas, postava fotos de casal, falava de futebol, de carro, de academia. O corpo era o de um homem jovem e atlético: ombros largos, peito definido, coxas fortes, bunda firme. O cabelo curto, a barba rala, o jeito descontraído. Ninguém olhava para ele e pensava em outra coisa além de “garoto hetero padrão”.
O que o tio não sabia — ou talvez soubesse de alguma forma — era que Lucas já tinha se envolvido com homens. Poucos, discretos, sempre longe da cidade, sempre com quem não cruzaria de novo. Gostava de sentir a diferença, a força, o cheiro mais ácido, a forma como um homem tocava. Mas nunca deixava isso vazar.
Na sexta, por volta das oito da noite, o carro de Lucas entrou pela estrada de terra da fazenda. A propriedade ficava a duas horas da cidade, no meio do cerrado. Casa grande de madeira e alvenaria, varanda ampla, curral, estábulo, um lago pequeno ao fundo. O ar cheirava a terra molhada e capim.
Ricardo estava na varanda, de pé, com uma cerveja na mão. Camisa xadrez arremangada, calça jeans, botas. O corpo ainda era firme para a idade: peito largo, braços grossos, barriga apenas um pouco marcada pela idade. A barba grisalha curta dava um ar sério.
— Chegou, sobrinho.
Lucas desceu, abraçou o tio de lado, daquele jeito masculino e rápido.
— E aí, tio. Tudo bem?
— Tudo. Entra. A ceia tá pronta.
Comeram na varanda: carne de sol, farofa, feijão tropeiro, cerveja gelada. Falaram de coisas banais. Do trabalho de Ricardo, da faculdade de Lucas, do time que tinha perdido no fim de semana. O tio perguntava pouco, escutava mais. De vez em quando o olhar demorava um segundo a mais no rosto do sobrinho, mas logo desviava.
Depois do jantar, Ricardo apontou para o quarto de hóspedes.
— Pode ficar ali. Tem banheiro separado. Amanhã a gente começa cedo. Tem cerca pra consertar e uns bezerros pra vacinar.
Lucas assentiu. Tomou banho, deitou. O colchão era firme. Pela janela aberta entrava o barulho dos grilos e o cheiro da noite no campo. Ele pensou no tio. Aquele homem casado, respeitado, que nunca tinha dado o menor sinal de interesse em homens. E ainda assim… havia algo no jeito como o olhara durante o jantar. Nada explícito. Só uma atenção diferente.
No sábado de manhã o sol já estava alto quando Ricardo bateu na porta.
— Levanta, moleque. O serviço não espera.
Trabalharam o dia inteiro. Consertaram três trechos de cerca, vacinaram os bezerros, limparam o bebedouro. O suor escorria. Ricardo tirava a camisa quando o calor apertava, revelando o peito peludo e o abdômen ainda definido. Lucas também. Os corpos se moviam lado a lado, sem conversa desnecessária. Só o som das ferramentas e o vento.
No meio da tarde, pararam na sombra de um jatobá. Ricardo ofereceu água da garrafa térmica.
— Você tá forte, hein — comentou, olhando o peito suado do sobrinho. — Academia tá fazendo efeito.
Lucas sorriu de canto.
— Tem que manter, tio. Senão vira barriga.
Ricardo riu baixo.
— Eu já tô nessa fase. Mas ainda dou conta.
Ficaram em silêncio um tempo. O tio parecia escolher as palavras com cuidado.
— Soube de umas coisas… — começou, sem olhar direto. — De uns amigos seus. Que você curte sair, conhecer gente diferente.
Lucas sentiu o corpo tensionar, mas manteve o tom leve.
— Todo mundo curte, tio. Vida de solteiro.
— É… — Ricardo passou a mão na barba. — Só achei curioso. Nunca imaginei você… assim. Aberto.
— Aberto pra quê?
O tio hesitou. O olhar foi até o horizonte e voltou.
— Pra experimentar. Ouvi dizer que você não é de fechar porta.
Lucas riu, jogando o resto da água no pescoço.
— Tio, a senhora fofoca anda forte. Eu saio com mulher. Ponto.
Ricardo assentiu, como se aceitasse a resposta, mas o silêncio que se seguiu foi carregado. Eles voltaram ao trabalho. O resto da tarde passou em silêncio quase completo.
À noite, depois do banho, sentaram de novo na varanda. Ricardo abriu duas cervejas. A conversa foi mais longa. Falaram da família, da esposa do tio, das filhas. Lucas notava como o homem escolhia cada frase, como se estivesse testando o terreno.
— Eu nunca… — Ricardo parou, bebeu um gole. — Nunca me envolvi com homem. Nunca nem pensei direito nisso. Mas tem coisas que a gente ouve e fica… pensando.
Lucas ergueu uma sobrancelha, fingindo surpresa.
— Tá me contando que o tio tá curioso?
Ricardo deu uma risada curta, sem graça.
— Talvez. Ou talvez eu só esteja velho e falando besteira.
— Então para de falar besteira — Lucas provocou, sorrindo. — Senão eu acho que o senhor tá tentando alguma coisa.
O tio olhou pra ele por um segundo a mais do que o necessário.
— E se eu estivesse?
Lucas sentiu o estômago revirar, mas manteve a pose.
— Aí eu diria que o senhor tá maluco. E que eu não sou desse tipo.
Ricardo baixou a cabeça, como se tivesse levado um recado claro. Mudou de assunto. Falaram de gado, de chuva, de preço de boi. Mas o ar tinha mudado.
No domingo o trabalho foi mais leve. Consertaram o portão do curral e limparam a casa de ferramentas. No meio da manhã, Ricardo parou, enxugou o suor com o braço e olhou pro sobrinho.
— Você joga bem de difícil, hein.
Lucas, agachado apertando um parafuso, ergueu o rosto.
— Do que cê tá falando agora?
— De ontem. Eu soltei uma isca e você jogou fora.
— Porque não tinha isca nenhuma. Só conversa de homem velho com tempo demais na cabeça.
Ricardo riu de verdade dessa vez.
— Talvez. Ou talvez eu esteja tentando entender se aquelas histórias que ouvi são verdade.
Lucas se levantou, enfrentando o olhar do tio.
— E se forem? O que muda?
— Muda que eu fico pensando nisso desde que soube. E eu não sei o que fazer com isso.
A honestidade do homem era desconcertante. Não havia pressão, não havia cantada direta. Só uma confissão cautelosa, quase tímida, vinda de alguém que nunca tinha cruzado aquela linha.
Lucas sentiu o corpo reagir. O pau deu um sinal dentro da calça. Mas ele não cedeu.
— Tio, cê é casado. Tem filha. Eu sou seu sobrinho. Isso aqui é só cabeça quente de final de semana.
Ricardo assentiu devagar.
— Você tem razão. Desculpa se passei do ponto.
O resto do dia foi profissional. Quase frio. No final da tarde Lucas começou a arrumar as coisas para voltar.
— Pode ficar mais um dia — Ricardo ofereceu, sem olhar direto. — Segunda eu preciso de ajuda com os bezerros que vão pro leilão. Se puder…
Lucas hesitou. Parte dele queria ir embora. Outra parte — a que já estava curiosa — queria ficar.
— Tá. Fico até segunda à noite.
Na segunda o trabalho foi pesado. Carregaram bezerros, separaram lotes, limparam o curral. O corpo dos dois estava suado, sujo de terra e esterco. No final da tarde, Ricardo sugeriu um banho no lago atrás da casa.
— A água tá limpa. E quente do sol.
Lucas aceitou. Tiraram as roupas na margem, ficaram só de cueca. Ricardo entrou primeiro. O corpo do homem era denso, peludo, as costas largas, a bunda firme. Lucas entrou atrás. A água chegava na cintura.
Nadaram um pouco. Depois ficaram parados, o peito pra fora d’água. Ricardo olhou pro sobrinho de novo, daquele jeito cuidadoso.
— Eu não sei fazer isso — confessou. — Nunca cheguei perto de um homem desse jeito. Não sei se é certo, se é errado. Só sei que desde que você chegou eu não consigo parar de olhar.
Lucas sentiu o coração bater mais forte. Ainda assim, jogou o jogo.
— Então para de olhar. É mais fácil.
— Não é — Ricardo respondeu, a voz baixa. — Eu tentei.
Ficaram em silêncio. A água batia nos corpos. Lucas deu um passo mais perto, só o suficiente para o joelho quase tocar a coxa do tio.
— Cê tá brincando com fogo, tio.
— Eu sei. E você está se fazendo de difícil de propósito.
Lucas sorriu, safado.
— Talvez. Ou talvez eu só não queira complicar sua vida.
Ricardo passou a mão molhada no rosto.
— Minha vida já tá complicada só de pensar nisso.
À noite, depois do jantar, o clima estava pesado. Sentaram na sala. Ricardo abriu uma cachaça boa. Beberam devagar. A conversa foi andando em círculos até o tio soltar, quase sem querer:
— Eu ouvi que você gosta de ser comido. Que não tem vergonha disso.
Lucas engasgou com a bebida.
— Quem falou isso?
— Não importa. Importa que eu fiquei imaginando. E não consigo parar.
O sobrinho olhou fundo nos olhos do homem.
— E o que cê imagina, tio?
Ricardo demorou a responder. A voz saiu rouca.
— Imagino você de quatro. Imagino meu pau entrando. Imagino o barulho que você faz.
Lucas sentiu o pau endurecer de vez. Ainda assim, manteve o controle.
— Cê nunca pegou homem. Não sabe nem se consegue manter duro.
— Eu sei que consigo. Desde sexta eu acordo duro só de pensar.
O silêncio que se seguiu foi denso. Lucas se levantou, foi até a janela, olhou a noite escura.
— Se a gente fizer isso, não tem volta — falou, de costas. — E eu não sou o tipo que fica de namorico depois.
— Eu também não. Só… preciso sentir.
Lucas se virou. O olhar dele tinha mudado. A resistência ainda estava lá, mas agora era provocação.
— Então vem sentir.
Ricardo se levantou devagar, como se cada movimento fosse uma decisão. Parou na frente do sobrinho. A diferença de altura era pequena. O cheiro do homem era de sabonete e suor limpo.
A mão do tio subiu, hesitante, e tocou o rosto de Lucas. O polegar passou pelo lábio inferior. Lucas não se afastou. Ricardo se inclinou e beijou. O beijo foi incerto no começo, quase tímido. Depois ganhou fome. A língua do homem era quente, a barba raspava. Lucas abriu a boca e deixou. O pau dos dois já estava duro, apertando as calças.
Ricardo puxou a camiseta do sobrinho para cima. As mãos grandes percorreram o peito, os mamilos, a barriga. Lucas gemeu baixo quando os dedos apertaram.
— Porra… — murmurou o tio. — Você é mais gostoso do que eu imaginava.
Lucas puxou a camisa do tio. O peito peludo apareceu. Ele passou a mão, sentindo o calor, os pelos, o coração batendo forte. Depois desceu, abriu o cinto, o botão, o zíper. A mão entrou e encontrou o pau grosso, quente, já molhado na cabeça.
Ricardo soltou um gemido rouco.
— Faz tempo que ninguém me toca assim…
Lucas se ajoelhou. Puxou a calça e a cueca para baixo. O pau do tio saltou: grosso, veias saltadas, a cabeça avermelhada, o saco pesado. Cheiro forte de homem. Lucas passou a língua na glande, saboreando o pré-gozo. Ricardo prendeu a respiração.
— Porra, sobrinho…
Lucas engoliu a cabeça, depois mais, depois quase tudo. A boca era quente, úmida, a língua trabalhava. Ricardo gemeu alto, a mão na nuca do sobrinho, sem forçar. Lucas chupava com vontade, o olhar pra cima, vendo o rosto do tio se contorcer de prazer. Saliva escorria. O pau latejava na boca.
Depois de um tempo, Ricardo puxou Lucas para cima e o beijou de novo, saboreando o próprio gosto. As mãos desceram, abriram a calça do sobrinho, tiraram tudo. O pau de Lucas era bonito, grosso o bastante, a cabeça já brilhando. Ricardo o segurou, apertou, deslizou a mão.
— Quero te comer — disse o tio, a voz baixa e rouca. — Quero sentir esse cu.
Lucas sentiu o corpo inteiro reagir. Ainda assim, provocou:
— Cê acha que dá conta? Primeira vez com homem…
— Eu vou dar conta. Deita na cama.
Foram para o quarto. Ricardo empurrou Lucas de costas na cama grande de madeira. Ficou de joelhos entre as pernas abertas do sobrinho. Cuspiu nos dedos e passou no cuzinho. Lucas arqueou as costas quando o primeiro dedo entrou.
— Porra… — gemeu.
Ricardo foi devagar. Um dedo, depois dois, abrindo, procurando o ponto. Quando encontrou a próstata, Lucas soltou um gemido mais alto, o pau latejando sem nem ser tocado.
— Aí… isso…
O tio curvou os dedos de novo, massageando. Lucas rebolava, pedindo mais. Ricardo tirou os dedos, cuspiu na mão, passou no próprio pau e se posicionou.
A cabeça encostou no buraco. Lucas segurou a respiração. Ricardo empurrou devagar. A entrada foi apertada, quente, resistente. Lucas gemeu alto quando a glande passou.
— Caralho, tio… é grosso…
— Aguenta… respira…
Ricardo foi entrando centímetro por centímetro, sentindo o cu se abrir e engolir. Quando estava no meio, parou, deixando Lucas se acostumar. Depois empurrou até o fundo. Os dois gemeram juntos.
O pau do tio estava completamente enterrado. O calor, a pressão, a forma como o cu apertava… Ricardo nunca tinha sentido nada igual. Começou a se mover. Estocadas curtas no começo, depois mais longas, mais profundas. O barulho molhado preenchia o quarto. Lucas rebolava de encontro, as unhas nas costas do tio, os gemidos saindo sem controle.
— Mais forte… — pediu. — Me fode de verdade.
Ricardo obedeceu. Segurou as coxas do sobrinho, abriu mais e meteu com força. O corpo rústico batia contra o corpo jovem. O suor escorria. O cheiro de sexo era forte. Lucas gritava de prazer a cada estocada que acertava a próstata.
— Porra, tio… seu pau… caralho…
Ricardo se inclinava e beijava a boca do sobrinho entre as estocadas, a barba raspando, a língua invadindo. As declarações saíam entre gemidos:
— Você é gostoso pra caralho… esse cu… nunca senti um cu assim…
— Me come… me usa… eu quero sentir você gozar dentro…
Lucas estava perdido. O corpo inteiro vibrava. O pau dele esfregava na barriga peluda do tio a cada movimento. A sensação de estar sendo aberto, preenchido, dominado por aquele homem mais velho, casado, proibido, era eletrizante. Ele gemia alto, quase chorando de prazer, as pernas tremendo.
Ricardo mudou de posição. Virou Lucas de quatro. Entrou de novo de uma vez e começou a meter fundo, as mãos segurando a cintura firme do sobrinho. O som da pele batendo era obsceno. Lucas enterrou o rosto no travesseiro, mas os gemidos ainda saíam.
— Fala pra mim — ordenou o tio, a voz rouca. — Fala o que cê tá sentindo.
— Tô sentindo seu pau me arrombando… tô sentindo cada veia… caralho, tio, mete mais fundo…
Ricardo obedeceu. As estocadas ficaram mais pesadas, mais profundas. O saco batia contra a bunda. O suor escorria pelas costas. Lucas rebolava, empurrando pra trás, pedindo mais, o cu se contraindo e abrindo a cada movimento.
O prazer subia rápido nos dois. Ricardo sentia o saco apertar. Lucas já estava no limite, o pau latejando sem nem precisar de mão.
— Vou gozar… — avisou o sobrinho. — Vou gozar só com seu pau…
— Goza então. Goza no meu pau.
Lucas gritou quando o orgasmo veio. O corpo inteiro se contraiu. O cu apertou o pau do tio com força, e jatos quentes saíram no lençol sem que ninguém tivesse tocado nele. O prazer era tão intenso que as pernas fraquearam.
Ricardo não aguentou. Com o cu do sobrinho pulsando em volta do pau, ele meteu fundo uma última vez e gozou. O gozo veio em jatos fortes, quentes, enchendo Lucas por dentro. O tio gemeu alto, o corpo tremendo, a testa apoiada nas costas do sobrinho, enquanto descarregava tudo.
Ficaram parados, ofegantes, suados, colados. O pau de Ricardo ainda latejava dentro. A porra começava a escorrer devagar quando ele saiu, com um som molhado.
Lucas virou o rosto, ainda de quatro, o cu aberto e escorrendo.
— Porra, tio…
Ricardo se deitou ao lado, puxou o sobrinho para perto e beijou a boca dele, devagar, com uma ternura que contrastava com a foda intensa de minutos antes.
— Você… — a voz saiu rouca. — Eu não sabia que era assim.
Lucas sorriu, ainda ofegante, o corpo mole de prazer.
— Agora sabe.
O tio passou a mão pela bunda do sobrinho, sentindo a umidade da própria porra.
— Quero de novo. Não agora… mas quero.
Lucas se aconchegou no peito peludo, o cheiro de homem e sexo misturados.
— A gente vê. Amanhã eu volto pra cidade.
Ricardo beijou o topo da cabeça dele.
— Fica mais um dia.
Lucas não respondeu. Só fechou os olhos, sentindo o coração do tio bater forte sob a orelha, e o cu ainda latejando, cheio, marcado.
A noite no campo continuou quieta lá fora. Dentro do quarto, o silêncio era só o de dois homens que tinham atravessado uma linha e, por enquanto, não queriam voltar.
*E aí, querem continuação?
*Me contem sobre quais temas vocês querem que sejam os próximos contos