Trabalhava até tarde dando aula de informática no centro. Saía sempre de madrugada, quando a maior parte do movimento já tinha acabado. Naquela noite eu desci do prédio e peguei uma rua lateral mais escura pra encurtar caminho até o ponto de ônibus. Foi ali que vi o grupo: uns seis caras jovens, entre 18 e 22 anos, parados na esquina, cheirando cola e passando uma garrafa. Eu olhei tempo demais. O líder notou.
Em segundos eles me cercaram. O líder tirou uma faca e apontou pra minha barriga enquanto dois seguravam meus braços. Mandou entregar a carteira. Tinha só dez reais. Ele ficou puto, xingou e mandou eu tirar a roupa ali mesmo. Eu hesitei. O cara que estava atrás de mim já estava sarrando e meu pau endureceu sem eu querer. Quando a camiseta e a calça caíram, ele riu:
— Olha, o cara é uma bichinha. Vamos levar ele.
Não fizeram nada no meio da calçada. O líder apontou com a faca pra um beco estreito entre dois prédios antigos, uns vinte metros adiante. Me empurraram naquela direção. O beco era escuro, cheirava a mijo e lixo, tinha sacos de entulho empilhados e uma grade enferrujada no fundo que dava pra um terreno baldio fechado por muro alto. Era o tipo de lugar onde ninguém passava de madrugada. Me arrastaram até lá, longe da rua.
Assim que entraram no terreno, me jogaram no chão de terra e caco. Dois seguravam meus braços enquanto o líder mandava eu ficar de quatro. Enfiaram minhas meias e a cueca na minha boca. O chão era frio e úmido. Eu ouvia o barulho distante de algum carro na avenida, mas ali dentro quase não chegava luz nem som.
O líder abriu a calça e encostou o pau na minha entrada. Tentou enfiar de uma vez, seco. A dor foi forte, seca, como se estivesse rasgando. Eu tentei gritar, mas a boca estava tampada. Quando ele conseguiu enfiar tudo, um dos outros tirou a cueca da minha boca e enfiou o pau. Mandou eu chupar. Levei tapa na cara cada vez que engasgava ou fazia errado.
— Chupa direito, sua piranha.
A situação ficou clara rápido: o líder me fodendo por trás com força, outro me fodendo a boca, e os demais em volta. Um chutava minha costela de leve, outro puxava meu cabelo, outro cuspia na minha cara. O cheiro do beco misturava com suor e sexo. Senti o gozo na boca. Ele mandou engolir. Engoli parte, engasguei com o resto. Quase no mesmo momento o líder gozou dentro do meu cu.
Depois veio o rodízio. Um atrás do outro. Sempre me batendo, me xingando, me cuspindo. O chão de terra grudava na pele. Quando todos tinham gozado, o líder me fez ajoelhar e beber o mijo dele enquanto os outros mijavam em cima de mim. O mijo escorria pelo cabelo e pela cara no escuro.
No final me obrigaram a beijar o pé de cada um e agradecer. Eu estava sujo de terra, porra e mijo, o cu latejando. Beijei os pés, um por um. O líder pisou no meu rosto e falou que se eu passasse de novo por aquela rua eu voltaria naquele estado, ou pior. Me deixaram ir só de cueca, empurrando de volta pro beco até a rua.
Mudei o caminho por uma semana. Mas a vontade voltou. Na noite em que passei de novo pela mesma esquina, eles estavam lá. Não eram mais só seis. Eram mais de dez, e tinha três mulheres assistindo. Me apontaram pro mesmo beco.
Eu já sabia. Tirei a roupa e ajoelhei, esperando a ordem.
O que aconteceu depois eu conto no próximo.